Outras evidências que citam esta entidade
Antes de Daniel Vorcaro, o Banco Maxima era controlado por Saul Dutra Sabba. A acusacao do MPF (2021) sustenta que ele gerou ganhos ficticios entre 2014 e 2016 com valorizacoes simuladas para reduzir prejuizos no balanco. O Metropoles informa que ele foi condenado pela Justica Federal de Sao Paulo a 3 anos de reclusao por gestao fraudulenta e que, em dezembro de 2025, firmou acordo com o MPF (multa de R$ 100 mil), ainda dependente de analise judicial; o caso corre em segredo de justica.
Saul Dutra Sabbá (14 abr. 2026): Segundo o Let's Money (a partir do Valor), Saul Sabbá afirma ter deixado a gestão do Máxima em 2017. Não foi localizada manifestação sobre a condenação e o acordo com o MPF.
Segundo votos do Banco Central obtidos pelo Valor Econômico, o risco potencial de perda do FGC com o Banco Máxima (rombo potencial) subiu de R$ 827 milhões em 2016 para R$ 3,224 bilhões em 2019.
Vorcaro entrou no Banco Máxima em agosto de 2017 com 20% (participação qualificada), em decisão monocrática do diretor Sidnei Corrêa Marques, e em 15/09/2017 negociou a compra das ações de Saul Sabbá (56,87%) por R$ 40 milhões; o pagamento passou a ser R$ 36 milhões em cotas do fundo Brazil Realty e R$ 4 milhões em dinheiro.
Em dezembro de 2017, segundo os votos do BC, o FGC aportou R$ 15,447 milhões relacionados à compra de participação por Vorcaro no Banco Máxima.
Segundo os votos do Banco Central liberados por LAI (Folha, Valor, O Globo), os recursos usados por Vorcaro na compra das acoes de Sabba (R$ 40 milhoes) e nos aportes de capital (R$ 70 milhoes em 2019) vieram, segundo a documentacao apresentada, da distribuicao de resultados da Viking Participacoes, ligada a reavaliacoes de imoveis e fundos. Tecnicos do BC suspeitaram de 'circularizacao' de recursos entre o Maxima, empresas de Vorcaro e fundos, e o voto de fevereiro/2019 diz que ele nao apresentou elementos claros sobre a origem.
Daniel Vorcaro (3 dez. 2025): Segundo o ICL Notícias, Vorcaro e o Banco Master não responderam às perguntas do repórter sobre a origem dos recursos usados na compra do Máxima, mas negaram irregularidades na gestão do banco. Em abril de 2026 a Folhapress registrou que a defesa foi procurada e não se manifestou sobre os votos do BC de 2019.
O Banco Central rejeitou em 2019 o pedido de Vorcaro para assumir o controle do Banco Máxima: o voto BCB nº 20/2019, do diretor de Organização do Sistema Financeiro Sidnei Corrêa Marques, apontou origem dos recursos não comprovada e capacidade financeira insuficiente, e que parte relevante do dinheiro usado vinha do próprio Máxima.
Em 16/01/2019, segundo documentos do BC descritos pela Folhapress, entraram novos participantes no negócio: Augusto Lima com 10%; Bruno Guedes, Yan Tironi, Alexandre Seguim e Antonio Neto com 3% cada; Felipe Simonsen e Armando Gallo com 1,75% cada.
Após a rejeição de fevereiro de 2019 houve aportes de capital no Máxima aprovados entre março e junho de 2019: R$ 70 milhões de Vorcaro e R$ 30 milhões de outros sócios, somando R$ 100 milhões.
Em outubro de 2019, sob a presidência de Roberto Campos Neto, o BC aprovou a transferência de controle do Máxima para Vorcaro: o voto BCB nº 218/2019, do diretor João Manoel Pinho de Mello, considerou demonstrada a origem dos recursos dos novos acionistas e passou a admitir projeções de fluxo de caixa e laudos de valor de mercado que o voto anterior não havia considerado. A Folha informa aprovação por unanimidade da diretoria colegiada.
Vorcaro entrou no Máxima como sócio minoritário em 2017 e passou a conduzir o banco em 2018; o próprio Vorcaro disse à CNN em 2021 que a nova gestão assumiu em 2018, quando a receita era de cerca de R$ 190 milhões, e que em 2020 o banco fechou com cerca de R$ 1 bilhão de receita e R$ 70 milhões de resultado.
O Banco Master Múltiplo S.A. era o antigo Banif - Banco Internacional do Funchal (Brasil) S.A.; a alteração da denominação foi solicitada em 07/11/2023 e aprovada pelo Banco Central em 10/05/2024.
O auditor e as notas do Banco Master registram aprovações do BC em 2024: aumento de capital do Banco Master de Investimento via incorporação das ações da Master Corretora (15/02/2024); aquisição das holdings NK 031 (controladora do Banco Voiter) e JK 031 (controladora do Banco Letsbank) em 11/04/2024; alteração da denominação do Banif Brasil para Banco Master Múltiplo (10/05/2024); aquisição da Will Holding, controladora da Will Financeira, em 21/08/2024.
O Banco Master registrou em 2024 ganho por compra vantajosa de R$ 435,6 milhões na aquisição das holdings controladoras do Voiter e do Letsbank, tema que a KPMG tratou como assunto principal de auditoria.
A KPMG emitiu parecer sem ressalvas em 01/04/2025 sobre as demonstrações de 2024 do Banco Master e destacou como assuntos principais de auditoria, entre outros: aplicações em fundos de investimento de R$ 19,56 bilhões, que investem substancialmente em ativos não negociados ativamente; e direitos creditórios e precatórios de R$ 8,73 bilhões. O parecer traz parágrafo de ênfase sobre a operação com o BRB e sobre o compromisso do acionista controlador (pessoa física) de dar suporte financeiro ao banco e às entidades remanescentes.
Em 31/12/2024 o Conglomerado Prudencial Master apresentava índice de Basileia de 11,51% (11,52% em 2023) frente ao mínimo requerido de 10,5%, e patrimônio de referência com capital principal de R$ 5,519 bilhões; o banco passou em 2024 ao segmento S3 do BC.
O relatório da administração de 2024 descreve o negócio do Master como crédito de varejo (com destaque para o consignado e o cartão benefício Credcesta), crédito corporativo e operações estruturadas via FIDCs consolidados no balanço prudencial, direitos creditórios e precatórios, câmbio e corretora; afirma que a compra do Will Bank levaria a base a 10,5 milhões de clientes.
Em nota de eventos subsequentes, o Master registrou que em 28/03/2025 o BRB anunciou a aquisição de 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais (58% do capital total), com reorganização societária em que o Master ficaria apenas com o Banco Master Múltiplo (e as controladas Will) e a Maximainvest Securitizadora, sujeita a aprovação do BC e do CADE.
Segundo o IF.data do Banco Central, noticiado pelo BPMoney em 07/08/2025, o Banco Master tinha em março de 2025 ativos totais de R$ 86,396 bilhões (alta de 5,3% no trimestre e 109,5% em um ano) e patrimônio líquido de R$ 3,214 bilhões (queda de 32,6% no trimestre); o lucro do 1º trimestre de 2025 foi de R$ 57,7 milhões. O Master ainda não havia publicado o balanço do trimestre.
O Master captava com CDBs de até 140% do CDI, enquanto pequenos bancos pagavam em média entre 110% e 120% do CDI (outra reportagem cita cerca de 105% de mercado).
Reportagens descrevem que os CDBs do Master eram oferecidos ao público com a cobertura do FGC (até R$ 250 mil por CPF e por instituição) como fator de segurança, e que o banco usava a garantia para dar credibilidade às taxas altas.
Segundo o Times Brasil, a XP vendeu R$ 26 bilhões em CDBs do Master e o BTG Pactual R$ 6,7 bilhões (16% da captação com garantia do FGC), somando R$ 32,7 bilhões dos R$ 40,6 bilhões acionados no FGC; as comissões podiam chegar a 4% por título, contra média de 0,5% ao ano para assessores. O BTG disse ter identificado dificuldades na análise do balanço do Master no início de 2024 e fixou a interrupção da distribuição em outubro de 2024 (divergência com dezembro de 2024 apontada pela reportagem).
BTG Pactual (9 fev. 2026): O CEO do BTG, Roberto Sallouti, disse em teleconferência de resultados que o banco identificou dificuldades na análise do balanço do Master no início de 2024 e fixou em outubro de 2024 a interrupção da distribuição; o diretor financeiro Renato Cohn admitiu «exagero» na avaliação inicial. Sobre a ação civil pública, o BTG não comentou.
A ESH Capital, gestora de Vladimir Timerman, fez em 2023 ao menos duas denúncias formais ao Banco Central sobre o Master: uma (março de 2023) questionando suposto controle indireto por meio de empresa nas Bahamas, um fundo e a Banvox; outra, sem data informada, sobre a exposição de fundos a precatórios e a precificação desses ativos. Em depoimento à CPI do Crime Organizado em março de 2026, Timerman afirmou ter enviado a primeira denúncia sobre o banco em 2019.
Em 05/09/2023 o fundo ESH enviou um relatório de 31 páginas a Belline Santana, então chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC, apontando crescimento médio de 100% ao ano da captação em CDBs do Master, aplicação em cotas de FIDCs e FIPs sem a solidez exigida e risco anormal de liquidez e/ou solvência. O BC respondeu cerca de um ano depois que os temas eram cobertos pelo trabalho contínuo de supervisão e concluiu pela desnecessidade de procedimento específico, encerrando o caso.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Banco Central (2024): Em resposta à PF (descrita pela SBT News) e ao relatório da ESH (descrito pela Revista Oeste), o BC afirmou que as suspeitas eram conhecidas desde 2023, que os temas estavam cobertos pela supervisão contínua, que não via necessidade de procedimento específico e que a questão das incorporações cabia à CVM; disse ter decidido após receber documentos de representantes de Vorcaro. Datas exatas da resposta não constam. O BC não respondeu aos pedidos da Oeste e informou à SBT que não comenta informações sob sigilo.
Em julho de 2024 o BC recebeu ofício da Polícia Federal alertando para possíveis irregularidades no Master, entre elas a suspeita de que o empresário Nelson Tanure seria o dono oculto do banco, por cadeia de operações societárias com fundos da Aventtti Strategic Partners, nas Bahamas. O BC respondeu à PF que as suspeitas já eram conhecidas desde 2023, haviam sido analisadas no contexto do aumento de capital do Master e arquivadas, que não via necessidade de procedimento específico, que decidiu depois de receber documentos de representantes de Vorcaro e que a questão das incorporações cabia à CVM.
Banco Central (2024): Em resposta à PF (descrita pela SBT News) e ao relatório da ESH (descrito pela Revista Oeste), o BC afirmou que as suspeitas eram conhecidas desde 2023, que os temas estavam cobertos pela supervisão contínua, que não via necessidade de procedimento específico e que a questão das incorporações cabia à CVM; disse ter decidido após receber documentos de representantes de Vorcaro. Datas exatas da resposta não constam. O BC não respondeu aos pedidos da Oeste e informou à SBT que não comenta informações sob sigilo.
Segundo o Valor (via Let's Money), o Departamento de Supervisão (Desup) do BC enviou ao Master em início de março de 2024 ofício sobre problemas nos índices de liquidez; em 28/05/2024, um dia depois da aprovação da compra da Will Financeira, outro ofício exigindo correção de déficit de capital de R$ 885 milhões e operações irregulares com o Fundo Bravo (gerido pela Reag); em agosto de 2024 o BC limitou a captação do Will à rolagem de vencimentos.
Segundo o Valor (via Let's Money), o BC aprovou a compra do Voiter em 26/03/2024 e da Will Financeira em 27/05/2024; as três aquisições (Voiter, Will e Letsbank) somaram R$ 26 bilhões em novos ativos ao conglomerado, de acordo com relatório técnico do TCU.
O Banco Central liquidou instituições da Reag (gestora de fundos usados em operações do Máxima/Master) em 15/01/2026; a Reag Trust (hoje CBSF) é citada com liquidação na mesma data. A acusação em curso sustenta que fundos geridos pela Reag foram usados em fraudes do Máxima, e o fundador João Carlos Mansur passou a ser investigado na segunda fase da Operação Compliance Zero.
O TCU abriu inspeção sobre a atuação do BC no caso Master: em dezembro de 2025 o relator, ministro Jhonatan de Jesus, deu 72 horas ao BC para justificar o que chamou de «medida extrema» (a liquidação); em 10/02/2026 o presidente do TCU disse que a área técnica concluíra a verificação e que o material seguiria ao relator em 12/02 e depois ao plenário. O TCU não pode reverter a liquidação; examina a legalidade da atuação do BC.
Texto de análise do Poder360 sustenta que a KPMG (balanço até dezembro de 2024) e a PwC (que assumiu a auditoria em 2025) deram chancela a demonstrações que incluíam R$ 19,5 bilhões em cotas de fundos avaliadas por modelos internos; que o balanço do 1º semestre de 2025 nunca foi publicado, porque a liquidação veio antes; e que R$ 6,7 bilhões em consignados seriam fictícios, originados pela consultoria Tirreno, com amostra do BC de 30 CPFs sem valor recebido.
A Agência Pública relata que, segundo a PF, a Tirreno seria empresa de fachada criada por Vorcaro que vendeu créditos ao BRB (R$ 12,2 bilhões), e que o BRB comprou carteiras de crédito inexistentes do Master desde julho de 2024, negócios que chegaram a R$ 12 bilhões segundo a PF.
Em fato relevante de 22/08/2025, o BRB informou que a aquisição de 58,04% do capital do Master (49% das ordinárias e 100% das preferenciais), anunciada em 28/03/2025, já tinha anuência do CADE e aguardava análise do BC; o preço seria 75% do patrimônio líquido consolidado ajustado, 50% à vista e até 50% retido em escrow por seis anos; os aumentos de capital de R$ 750 milhões no BRB e de R$ 2 bilhões no Master já tinham sido aprovados pelo BC; e o BC aprovara a transferência do controle do Banco Voiter, retirando-o do Conglomerado Prudencial Master.
Segundo o BRB (22/08/2025), após a due diligence o perímetro da operação excluiria cerca de R$ 51,2 bilhões em ativos e passivos: no ativo, precatórios de R$ 9,43 bilhões, R$ 7,59 bilhões em operações de crédito concentradas ou sem garantia real, fundos de direitos creditórios e ações de R$ 19,48 bilhões, CRIs de R$ 2,47 bilhões e R$ 12,28 bilhões em outros créditos; no passivo, depósitos interfinanceiros internos e cerca de R$ 33 bilhões de CDBs distribuídos por plataformas, com custo próximo a 120% do CDI. Ajustes de R$ 601,9 milhões no patrimônio líquido e reforço de cerca de R$ 2 bilhões em provisões; ativo de partida do Master em cerca de R$ 24 bilhões.
Na noite de 03/09/2025, após o fechamento do mercado, o Banco Central indeferiu a compra pelo BRB de 58% do Master (R$ 2 bilhões), antecipando a análise, e não informou os motivos; o BRB comunicou o mercado por fato relevante, pediu acesso à íntegra da decisão para avaliar os fundamentos e alternativas e disse que o contrato seria rescindido conforme seus termos.
BRB - Banco de Brasília S.A. (3 set. 2025): Em fato relevante, o BRB confirmou a notificação do BC, pediu acesso à íntegra da decisão para avaliar fundamentos técnicos e alternativas, descreveu a transação como oportunidade estratégica e informou que o contrato seria rescindido conforme seus termos.
Segundo a PF, o BRB repassou cerca de R$ 16,7 bilhões ao grupo de Vorcaro entre julho de 2024 e outubro de 2025, dos quais R$ 12,2 bilhões envolvem operações com indícios de fraude; a PF também suspeita que Vorcaro ofereceu cerca de R$ 150 milhões em imóveis como propina para facilitar os negócios.
Em 17/11/2025, às 17h24, o Master anunciou a venda ao Grupo Fictor por R$ 3 bilhões; a Fictor Holding Financeira dizia ter intenção de comprar o Master com investidores dos Emirados Árabes Unidos; em 18/11/2025 o BC encerrou a negociação com a Fictor, segundo o InfoMoney.
O Banco Central vetou, em setembro (de 2025, pelo contexto), a transferência do controle do Letsbank para Maurício Quadrado, por falhas na comprovação da origem lícita dos recursos e dúvidas sobre sua capacidade econômico-financeira, com base na Resolução CMN nº 4.970; Quadrado havia vendido em meados de 2024 sua participação no Master a Vorcaro, com acordo de ficar com o Letsbank, que chegou a ser renomeado Bluebank.
O Banco Central aprovou a transferência do controle do Banco Voiter (ex-Indusval) do grupo Master para Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, em julho de 2025; o banco passou a se chamar Banco Pleno. Antes disso, o Master anunciara a compra do Voiter em fevereiro de 2024.
Na reorganização societária do Master, o Banco Central aprovou a transferência do controle societário do Banco Voiter S.A., o que o excluiu do Conglomerado Prudencial Master, já antes de 22/08/2025.
A Will Financeira deixou de pagar em 19/01/2026 o Mastercard por falta de liquidez, o que bloqueou sua participação no arranjo de pagamentos; o BC citou insolvência e o controle exercido pelo Banco Master (já em liquidação) ao decretar a liquidação.
A EFB Regimes Especiais de Empresas é liquidante das instituições do conglomerado Master; Eduardo Félix Bianchini, ex-servidor do Banco Central e sócio da EFB, é o responsável técnico e representa a liquidante nas ações no exterior (em 07/10/2026, ação no tribunal de falências da Flórida em nome da EFB).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A EFB, liquidante, teve o procedimento reconhecido no Capítulo 15 do Código de Falências dos EUA (juiz Scott Grossman, 08/01/2026) e ajuizou em 07/10/2026 ação no Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida (EFB v. Clear River Properties LLC, Adv. nº 26-01362) contra duas empresas de Delaware, para reaver imóveis em Aspen e Miami comprados em cash por cerca de US$ 169 milhões (abril de 2024 a fevereiro de 2025), alegando desvio de mais de US$ 430 milhões para um fundo nas Bahamas entre abril de 2024 e outubro de 2025 sob contrato de empréstimo de até US$ 350 milhões assinado em 09/04/2024. Vorcaro não é réu.
O FGC informou em 17/01/2026 que, consolidada a lista de credores pelo liquidante, o número de credores da garantia do Banco Master, Master de Investimento e Letsbank, inicialmente estimado em 1,6 milhão, é da ordem de 800 mil, e o valor total a pagar em garantias é de R$ 40,6 bilhões, contra a estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões. As estimativas iniciais usaram o censo mensal das instituições, sem individualização dos clientes.
Os pagamentos de garantia aos credores do conglomerado Master começaram na tarde de 19/01/2026; até 23/01/2026 (17h50) o FGC havia pago R$ 26 bilhões (66,43% do montante a pagar) a 521 mil credores (67,29% do total), com cerca de 2,8 mil pedidos processados por hora.
Até 05/03/2026 o FGC havia pago R$ 38,4 bilhões (94% do montante) a cerca de 675 mil credores (87% do total) do Banco Master, Master de Investimento e Letsbank; o Conselho do FGC deliberou em 05/02/2026 antecipar contribuições ordinárias, com recolhimento em 25/03/2026 de 60 meses de contribuição, recomposição de caixa estimada em R$ 32,5 bilhões.
Até 23/03/2026 o FGC havia pago R$ 39 bilhões (96% do total) a 689 mil pessoas (89% dos credores) do conglomerado Master; no mesmo comunicado informou que o Banco Pleno tinha 152 mil credores com direito à garantia e R$ 4,8 bilhões a pagar (estimativa inicial: 160 mil credores e R$ 4,9 bilhões), com pagamentos iniciados em 23/03/2026.
Até 06/04/2026 o FGC havia pago R$ 39,3 bilhões (96,90% do montante) a cerca de 669 mil credores (90,24%) do Banco Master, Master de Investimento e Letsbank; no Banco Pleno, R$ 3,61 bilhões (75,39% do valor) a 107.279 credores (70,45%). Pessoas jurídicas, menores e espólios seguem processos específicos.
Para o Will Bank, o FGC antecipou desde 13/02/2026 as garantias de até R$ 1.000 a clientes diretos (6,269 milhões de pessoas elegíveis; R$ 177,8 milhões estimados; até 06/04, R$ 126 milhões pagos a cerca de 1,145 milhão de pessoas), e em 07/04/2026 iniciou a segunda fase para valores de R$ 1.000 até R$ 250.000, estimando R$ 6,06 bilhões a cerca de 312 mil credores. Quem esgotou o limite de R$ 250 mil nas liquidações Master, Master de Investimento ou Letsbank não recebe adicional do Will, por pertencerem ao mesmo conglomerado.
O FGC registra datas diferentes para a consolidação do limite de garantia no conglomerado Master: em 21/01/2026, que clientes com produtos adquiridos antes da aquisição do Will pelo Master (21/08/2024) têm garantia preservada e, a partir de 22/08/2024, os valores são consolidados por CPF/CNPJ; em 07/04/2026, que os instrumentos adquiridos até 31/08/2024 têm garantia preservada e, a partir de 01/09/2024, o limite é consolidado.
Segundo o Banco Central (Relatório de Estabilidade Financeira de maio de 2026), entre 19/01 e 27/02/2026, do montante total estimado de R$ 40,4 bilhões em valor de cobertura (instituições Master, Master BI e Letsbank), R$ 37,7 bilhões foram efetivamente pagos (93,3%), restando R$ 2,7 bilhões pendentes; dos valores pagos, 55,1% foram direcionados a títulos emitidos por instituições financeiras e 41,0% tiveram outras destinações.
Reportagens apresentam números diferentes para o custo total do FGC com Master, Will Bank e Pleno: cerca de R$ 49,5 bilhões gastos para ressarcir clientes (Agência Brasil, 18/05/2026); R$ 47 bilhões (Master e Will, novembro de 2025) e R$ 56 bilhões depois da liquidação do Pleno (Agência Pública, 09/03/2026).
Na 1ª fase da Operação Compliance Zero (18/11/2025), a Polícia Federal prendeu, entre outros: Daniel Vorcaro (presidente do banco); Luiz Antônio Bull (diretor responsável por riscos, compliance, recursos humanos, operações e tecnologia); Alberto Felix de Oliveira Neto (superintendente executivo de tesouraria); Augusto Ferreira Lima (ex-CEO); e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva (sócio). A investigação apura criação e negociação de títulos de crédito sem lastro.
Segundo a CartaCapital, constam no registro da Redesim como diretores do Banco Master: Angelo Antonio Ribeiro da Silva, Luiz Antônio Bull, Felipe Wallace Simonsen, Augusto Ferreira Lima e André Kruschewsky Lima; todos seriam potenciais alvos de um futuro processo administrativo sancionador do BC.
Augusto Ferreira Lima era sócio do Master (10% no quadro de janeiro de 2019, segundo documentos do BC) e atuou como CEO; segundo a Times Brasil, deixou a sociedade em 2024 e depois adquiriu o Voiter (Banco Pleno), com aprovação do BC em julho de 2025; a Pública diz que o Voiter foi transferido a ele em agosto de 2025.
Em sessao de 08/09/2026 o Colegiado da CVM aplicou multas no PAS 19957.007976/2020-94 (operacao fraudulenta no mercado de capitais, cotas do Brazil Realty FII), entre elas a Daniel Bueno Vorcaro (R$ 20 milhoes), Henrique Moura Vorcaro (R$ 20 milhoes), Felipe Cançado Vorcaro (R$ 5 milhoes) e ao Banco Master em liquidacao (R$ 12,5 milhoes), com absolvicao de tres acusados. E sancao administrativa de primeira instancia, com recurso com efeito suspensivo ao CRSFN; nao e condenacao penal.
Daniel Vorcaro (8 set. 2026): A reportagem registra apenas que «as defesas negam irregularidades» no caso Brazil Realty FII; o conteúdo da defesa e as razões do recurso não foram localizados.
Em 29/07/2026, a CartaCapital informou que o Banco Central se preparava para instaurar processo administrativo sancionador contra o Master e seus diretores, sem data definida, após identificar irregularidades e encaminhar achados ao Departamento de Supervisão Bancária; possíveis penas são multa e inabilitação temporária.
Até 18/05/2026, a Operação Compliance Zero somava 21 prisões, 116 mandados de busca e apreensão e R$ 27,71 bilhões em bloqueios, distribuídos em seis fases: 18/11/2025 (7 presos, incluindo Vorcaro; liquidação do Master no mesmo dia; TRF-1 soltou Vorcaro cerca de dez dias depois), 14/01/2026 (42 buscas; mais de R$ 5,7 bilhões bloqueados), 04/03/2026 (nova prisão de Vorcaro; ~R$ 22 bilhões bloqueados), 16/04/2026, 07/05/2026 e 14/05/2026.
Em agosto de 2024 o senador Ciro Nogueira apresentou acréscimo à PEC 65/2023 (a chamada «emenda Master») que elevaria a garantia do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF; a Pública informa que a CCJ do Senado rejeitou a proposta no mesmo mês.
O Ministério da Previdência informou em 19/11/2025 que 18 RPPS de estados e municípios (entre 2.130 no país) aplicaram R$ 1,867 bilhão em letras financeiras do Banco Master entre outubro de 2023 e dezembro de 2024, só por meio de letras financeiras, com os dados em consulta pública no CADPREV; nenhum dos 18 e fundo de pensão (EFPC).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O Regulamento do FGC (Anexo II da Res. CMN 4.222) lista como cobertos depósitos, letras de câmbio, hipotecárias, LCI, LCA e LCD, mas não letras financeiras; e exclui expressamente os créditos de titularidade de regimes próprios de previdência e os representados por cotas de fundos de investimento.
A fiscalização do Ministério da Previdência sobre o Rioprevidência (Informação Fiscal SEI 16/2025), segundo trecho transcrito pela PF, registra que cerca de 20 RPPS adquiriram aproximadamente R$ 2 bilhões em letras financeiras do Master até dezembro de 2024, quase a totalidade dos papéis emitidos, metade desse valor atribuída só ao Rioprevidência.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A Previc informou em 19/11/2025, após consulta a sua base de demonstrativos mensais de investimentos, que o regime de previdência complementar fechada (265 fundos de pensão) não possui aplicações ou posições em ativos financeiros do Banco Master; os investimentos no banco foram de RPPS de servidores estaduais e municipais.
Previ, Petros e Postalis divulgaram notas em 09/10/2026 negando qualquer exposição a ativos do Banco Master por investimentos, operações financeiras ou contratos; a Previ diz que o banco nunca foi habilitado nem analisado.
Reportagem de 16/10/2026 descreve áudios e mensagens do fim de 2023 em que operadores falam de cerca de R$ 2 bilhões da Previ disponíveis para letras financeiras do Master; BB e Previ dizem que a operação nunca existiu e que o Master nunca foi habilitado.
Na ata do Comitê de Investimentos de 30/10/2024, o Diretor de Investimentos do Rioprevidência declarou que o valor total aplicado em letras financeiras do Banco Master era de R$ 970 milhões, 'pouco mais de 7%' do patrimônio líquido do instituto, e que R$ 460 milhões tinham dado origem a primeira notícia, segundo o CADPREV.
Na mesma ata, a diretoria disse que, apesar de questionamentos de vários órgãos, o investimento era bom e dava ótimo retorno; que houve due diligence com análise de balanço (só o rating não é feito internamente); que a maior parte dos recursos vinha do Fundo Previdenciário e um pouco do Administrativo, em letras de 10 anos; que haveria colateral potencial no consignado que o instituto tem com o Master; que o banco entrou na 'lista exaustiva' do ministério; e que consulta feita em 2023 a Secretaria de Políticas de Previdência Social respondeu não haver impedimento para letras e CDB de instituições S3.
O Rioprevidência fez nove operações de compra de letras financeiras do Master, todas de 10 anos, entre novembro de 2023 e julho de 2024, totalizando R$ 970 milhões de valor aplicado: 01/11/2023 R$ 40 mi; 10/11/2023 R$ 80 mi; 14/12/2023 R$ 200 mi; 16/02/2024 R$ 230 mi (via Planner); 16/04/2024 R$ 120 mi (via Planner); 15/05/2024 R$ 80 mi (via Planner); 12/06/2024 R$ 70 mi (direta, 8,04%); 20/06/2024 R$ 80 mi (via Planner, 8,10%); 19/07/2024 R$ 70 mi (direta, 8,20%).
A fiscalização do Ministério da Previdência (Informação Fiscal SEI 16/2025), transcrita pela PF, concluiu que as primeiras aplicações (01 e 10/11/2023, R$ 120 mi do Fundo Administrativo) foram feitas sem registro de análise prévia; que letras financeiras só entraram na pauta do comitê em 30/11/2023; que os formulários APR tinham só a justificativa 'visando uma maior rentabilidade' e os campos de aprovação colegiada em branco; que não houve atestado de compatibilidade; e que as compras contrariaram a política de investimentos, que não previa letras financeiras.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A partir de 16/02/2024 o Rioprevidência passou a comprar parte das letras por meio da corretora Planner; a fiscalização do ministério não encontrou registro que fundamentasse a escolha da intermediária (taxa da operação via Planner: IPCA+7,8%, contra IPCA+8% nas diretas) e a PF aponta alternância entre compras diretas e intermediadas em junho/julho de 2024.
Em 04/10/2023 saiu no Diário Oficial a nomeação de Euchério Lerner Rodrigues como Diretor de Investimentos e o Master pediu credenciamento por e-mail; no mesmo dia Pedro Pinheiro Guerra Leal abriu procedimento; em 16/10/2023 enviou ofício a Gerência de Controle Interno dizendo que o banco atendia aos requisitos; em 19/10/2023 Deivis Marcon Antunes autorizou o credenciamento; as aplicações começaram em 01/11/2023.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A Secretaria de Regime Próprio e Complementar do ministério concluiu, segundo trecho transcrito pela PF, que o credenciamento do Master foi 'reduzido a um ato burocrático' de juntada documental, sem análise do emissor nem dos processos sancionadores da CVM, contra a Res. CMN 4.963/2021, e que não há documento de avaliação técnica estruturada do emissor.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo auditoria do TCE-RJ noticiada em 20/11/2025 (Agencia O Globo), houve 'notavel coincidencia' entre as nomeacoes de tres dirigentes do Rioprevidencia (jul-out/2023) e os aportes no Master; o processo de aplicacao foi 'acelerado' e com 'aparentes irregularidades'. O governo do estado informa R$ 960 mi em letras financeiras; o levantamento do TCE, que inclui fundos do banco e da corretora, chega a R$ 2,6 bi. O tribunal alertou o instituto em maio, e o instituto aplicou R$ 1,1 bi em fundos da corretora entre 20/05 e 25/07 (ano nao expresso na materia).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Cláudio Castro (20 nov. 2025): Castro disse ter nomeado Deivis Antunes pelo currículo e competência técnica, que as demais indicações (diretor de investimentos e gerente) eram responsabilidade do Rioprevidência e que o nome do presidente foi aprovado pelo Conselho de Administração.
Deivis Marcon Antunes (20 nov. 2025): Em ofício ao TCE-RJ, noticiado pela imprensa, Deivis Antunes afirmou que o Master tinha longa e adimplente relação com o Estado e que o credenciamento comecara antes e fora concluído em 04/10/2023. Defesa atual (depois da prisão de fevereiro/2026) não localizada.
O fundo Arena (CNPJ 57.587.671/0001-18), constituído em 07/10/2024 e administrado pelo Master, teve o Rioprevidência como primeiro e único cotista: primeiro aporte de R$ 50 mi em 19/12/2024 e aportes até outubro de 2025 que somam R$ 1.371.035.789,96 segundo o CADPREV citado pela PF; o fundo foi cancelado em 11/12/2025.
O fundo Revolution (CNPJ 60.750.102/0001-56), constituído em 09/05/2025 e administrado pela Master S/A Corretora, teve o Rioprevidência como primeiro cotista: R$ 50 mi em 23/05/2025 e novo aporte igual três dias depois, com aportes que somam R$ 481.482.773,54 em três meses; a carteira incluiu dois CDBs do próprio Master (R$ 77.390.503,56 em jun/2025 e R$ 29.793.793,28 em ago/2025, total R$ 107.184.296,84).
A PF contabiliza R$ 2,01 bilhão de aplicações do Rioprevidência em fundos do Master (Arena, Revolution, Texas I e Horizonte), além dos R$ 970 mi em letras, ou cerca de R$ 3 bilhões no total; o mesmo texto cita, sem explicar, R$ 1.690 bilhão em letras e R$ 3,691 bilhões no total.
A 2ª Vara da Fazenda Pública do TJRJ autorizou em 04/02/2026 a retenção e segregação, em conta exclusiva, de valores de consignados de servidores devidos ao Master e a PKL One, até a restituição das letras (R$ 970 mi, com juros); o instituto diz que a decisão segue valida e que houve bloqueio inicial de R$ 206 mi em ação da gestão anterior.
A PF afirma que Ricardo Siqueira Rodrigues recebia comissão de 0,6% sobre valores captados de RPPS por meio da empresa Midias Promotora Ltda., e que mensagens somam R$ 41,9 milhões destinados a essa empresa por serviços de captação; em 18/06/2024 ele disse ter captado R$ 1,2 bi de RPPS, equivalente a R$ 7,2 mi de comissão.
A PF cita mensagens de 02/10/2025 e 28/10/2025 em que o advogado Luiz Renno diz a Vorcaro que Augusto Lima o chamou para trocar a letra do Rioprevidência por direito creditório do RJ e que seria estruturado um fundo para alocar os ativos e ceder as cotas, 'o mesmo em Maceió'.
A mesma reportagem diz que mensagens extraídas pela PF mostram Fernando Mascarenhas listando em 12/07/2024 negociações de cerca de R$ 1,96 bi com RPPS (Amapá, RJ, Amazonas, Campos dos Goytacazes, Maricá, BH e Alagoas), um tesoureiro do Master dizendo que 'o Rueda' ia segurar operações, e que uma proposta de colaboração rejeitada de Vorcaro atribuiria a Rueda e ACM Neto o papel de canal junto a fundos de previdência em troca de 10% do captado.
Antonio Rueda (16 out. 2026): Rueda diz que sua relação com o Master era 'eminentemente profissional', com serviços faturados e tributados, critica o vazamento de trechos 'fora de contexto' e anuncia medidas legais.
ACM Neto (16 out. 2026): ACM Neto chama os vazamentos de seletivos e fora de contexto, nega ter direcionado fundos de previdência ao Master (inclusive o Amapá), diz que nunca participou de decisões do governo federal, incluindo a lista do ministério, e que os pagamentos decorrem de contrato de consultoria de janeiro de 2023 com notas e impostos.
A Cedae (companhia estadual de águas e esgotos, empresa pública) aplicou R$ 200 milhões em CDBs do Master em outubro de 2023, segundo auditoria interna concluída em 28/05/2026, que aponta possível prejuízo de R$ 222,1 mi e 'articulação governamental' com o Rioprevidência; Castro diz que governador não participa da política de investimentos da Cedae.
Cláudio Castro (3 jun. 2026): Castro, por sua defesa, disse que o governador não participa da política de investimentos da Cedae, que a ligação entre o jantar em Nova York e a reunião na Cedae e falsa e que, a época, o Master tinha situação regular. A Cedae diz que a nova gestão mudou a política e exonerou os responsáveis.
A Amprev (RPPS do Amapá) aparece na lista do ministério com R$ 400 milhões aplicados em letras financeiras do Master em 2024, cerca de 4,7% do patrimônio do regime.
A auditoria do Ministério da Previdência sobre a Amprev, segundo a Investidor Institucional, registra três reuniões do comitê de investimentos entre 12 e 30 de julho de 2024 que autorizaram R$ 200 mi, R$ 100 mi e R$ 100 mi (total R$ 400 mi) em letras do Master a 8% ao ano por dez anos, com textos de credenciamento idênticos aos de Itaguaí, Aparecida de Goiânia e Congonhas e 'promocionais', o que o ministério chamou de 'negligência incompatível' com o dever fiduciário.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em entrevista (10/03/2026), o ex-presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, disse que o Comitê de Investimento aprovou por unanimidade (5 a 0) R$ 500 mi em letra financeira na reunião de 12/07/2024, depois R$ 100 mi ao Master por 3 a 2 condicionados a visita técnica, e mais R$ 100 mi por decisão unânime, dentro de estratégia de R$ 800 mi; e que as propostas foram apresentadas também a Safra, BTG e Santander.
Jocildo Silva Lemos (10 mar. 2026): Jocildo Lemos disse que renunciou para demonstrar compromisso com as autoridades, que a decisão foi do comitê colegiado com propostas também a Safra, BTG e Santander, que a Amprev recuperara os R$ 400 mi em cinco anos e que deixou o fundo com R$ 10 bi capaz de pagar benefícios até 2059.
Jocildo Lemos renunciou em 11/02/2026; em 10/03/2026 afirmou que a Amprev recuperaria os R$ 400 mi em cinco anos, que reteve cerca de R$ 600 mil/mês de consignados desde novembro e, após decisão favorável obtida pela PGE, passou a reter R$ 7,5 mi/mês de consignados de 96 a 120 meses, com meta de recuperar metade em 60 meses; e que o contrato de dez anos renderia R$ 630 mi se o Master não tivesse quebrado.
Jocildo Silva Lemos (10 mar. 2026): Jocildo Lemos disse que renunciou para demonstrar compromisso com as autoridades, que a decisão foi do comitê colegiado com propostas também a Safra, BTG e Santander, que a Amprev recuperara os R$ 400 mi em cinco anos e que deixou o fundo com R$ 10 bi capaz de pagar benefícios até 2059.
Segundo a reportagem do UOL via Brasil 247, mensagens extraídas pela PF mostram em abril de 2024 Fernando Mascarenhas dizendo 'Amapá, confirmado 400', cerca de R$ 300 mi do Amapá transferidos até 01/08/2024 e, mais tarde, tesoureiro do Master citando 'comissão Amapá' de R$ 11 mi.
A Amazonprev comprou R$ 50 milhões em letras financeiras do Master em 06/06/2024, com vencimento em 06/06/2034; segundo a decisão judicial reportada, a compra foi feita sem discussão prévia do Comitê de Investimentos e sem cotações entre instituições.
A PF investiga aplicações da Amazonprev de cerca de R$ 390 mi em letras financeiras entre junho e setembro de 2024 em quatro emissores: Master R$ 50 mi (jun/2024), Daycoval R$ 50 mi (ago/2024), BTG Pactual ~R$ 40,72 mi (set/2024) e C6 Consignado R$ 250 mi; a reportagem diz que nenhum dos outros bancos e alvo e que a emissão de letras e prática legal.
Em 05/02/2026 o juiz Leoney Figliuolo Harraquian (2ª Vara da Fazenda Pública de Manaus), em tutela cautelar pedida pela Fundação Amazonprev e pelo Estado (processo 0027354-14.2026.8.04.1000), suspendeu os repasses de consignados de servidores ao Master e determinou depósitos em conta judicial, citando risco de não receber o crédito das letras de R$ 50 mi.
A Fundação Amazonprev registrou nas demonstrações contábeis de 2025 perda estimada integral de R$ 59.834.259,56 sobre as letras de R$ 50 milhões do Master (valor atualizado), como variação patrimonial diminutiva, ~1,25% das aplicações de longo prazo.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Relatório de visita da Amazonprev ao Master em 28/05/2025, segundo a Folhapress, registra que o banco captou mais de R$ 5 bi em letras nos últimos anos (o dobro dos R$ 2,3 bi detectados pela PF) e o presidente da Amazonprev, Francisco Evilasio, nomeado três semanas antes pelo governador Wilson Lima, participou da reunião.
O Ministério da Previdência Social informou, em 19/11/2025, que 18 RPPS (3 estaduais e 15 municipais, de um total de 2.130 no país) aplicaram R$ 1,867 bilhão em letras financeiras emitidas pelo Banco Master entre outubro de 2023 e dezembro de 2024, e destacou que nenhum deles e fundo de pensão.
A lista dos 18 entes com valores aplicados em letras financeiras do Master, segundo dados do Ministério da Previdência, inclui estes municípios (R$ mi): Maceió 97; São Roque 93,15; Cajamar 87; Itaguaí 59,6; Aparecida de Goiânia 40; Araras 29; Congonhas 14; Fátima do Sul 7; Santo Antônio de Posse 7; São Gabriel do Oeste 3; Paulista 3; Jateí 2,5; Angélica 2; Santa Rita d'Oeste 2; Campo Grande 1,2. Os estados são Rio de Janeiro (970), Amapá (400) e Amazonas (50).
Uma tabela da Agência Câmara, com fonte indicada como resposta do Ministério da Previdência ao RIC 8052/25, lista 21 entes com aplicações em letras financeiras do Master: os 18 da lista anterior mais Brodowski (SP, R$ 10 mi), Imbituva (PR, R$ 4 mi) e Fernão (SP, R$ 3 mi). Total impresso: R$ 1,8 bilhão.
Levantamento da CNN Brasil, com base em investigações da PF, estima que o Master captou ao menos R$ 4,4 bilhões em previdências de estados e municípios; no recorte municipal cita Maceió (97), São Roque (93), Cajamar (87), Santo Antônio de Posse (13) e Paulista (3, com retorno prometido de 7% mais IPCA e suposta propina em apuração).
O Iprev de Maceió aplicou R$ 97 milhões em letras financeiras subordinadas do Banco Master em duas operações: R$ 80 milhões em 06/12/2023 (IPCA + 7,60% ao ano) e R$ 17 milhões em 13/05/2024 (IPCA + 7,30% ao ano).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A ata do Comitê de Investimentos do Iprev de 01/12/2023 registra a aprovação de R$ 80 milhões em letras financeiras do Master; segundo a denúncia de Rui Palmeira ao MP de Alagoas e a PF, havia apenas quatro pessoas presentes, embora a lei municipal 5.828/2009 (art. 107) exija sete para instalar a reunião e seis para decidir; a PF diz que a ata registra que a proposta partiu do próprio Master.
A PF diz que a política de investimentos do Iprev previa 0% para ativos bancários em 2023 e até 5% em 2024, e que a posição no Master chegou a cerca de 20% do patrimônio do regime.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo a PF, o Banco Master não constava na lista de instituições habilitadas do Ministério da Previdência na data do primeiro aporte (dezembro de 2023) e só entrou em 2024 (abril, segundo o Poder360).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O MPC-SP, com base em APRs publicadas pelo Instituto de Previdência de Cajamar, registrou três aplicações em letras financeiras do Master: R$ 35 mi em 26/10/2023 (venc. 26/10/2031, IPCA + 7,00%, APR 116-2023), R$ 25 mi em 15/12/2023 (venc. 15/12/2031, IPCA + 6,50%, APR 154-2023) e R$ 27 mi em 20/03/2024 (venc. 20/03/2034, IPCA + 7,00%, APR 019-2024), total de R$ 87 mi, cerca de 15,36% da carteira.
Segundo a PF, o RPPS de Cajamar investiu R$ 107 milhões em quatro letras financeiras, sendo R$ 87 milhões do Master e o restante do Banco Daycoval, entre agosto de 2023 e março de 2024, com prazos de oito a dez anos indexados ao IPCA; o total corresponde a 19,56% do patrimônio líquido do fundo.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O MPC-SP registrou, com base em APRs e na ata de setembro do comitê, sete aplicações do Instituto de Previdência de São Roque em letras financeiras do Master em 2024: R$ 29,85 mi (08/04), R$ 2,85 mi (24/04), R$ 2,55 mi (29/05), R$ 6,95 mi (20/06), R$ 3,75 mi (30/07), R$ 8,2 mi (16/08) e R$ 39 mi (16/09), total de R$ 93,15 mi, cerca de 18,80% da carteira; vencimentos de 2026 a 2034 e taxas de IPCA + 6,90% a 7,25%.
A CPI de São Roque trata R$ 113 milhões como soma de mais de R$ 93 milhões em letras do Master (cerca de 18,8% do patrimônio) e R$ 20 milhões no fundo imobiliário Neteagle (EAGL11); o relatório não afirma perda definitiva dos recursos.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O MPC-SP registrou três aplicações do Serviço de Previdência Social de Araras em letras financeiras do Master: R$ 10 mi em 04/03/2024 (venc. 03/03/2034, IPCA + 6,90%, APR 045/2024), R$ 14 mi em 23/05/2024 (venc. 23/07/2027, IPCA + 7,10%, APR 124/2024) e R$ 5 mi em 09/12/2024 (venc. 08/12/2034, IPCA + 8,00%, APR 306/2024), total R$ 29 mi, cerca de 6,80% da carteira; a última aplicação foi posterior a reportagem da Revista Piauí de outubro de 2024.
O MPC-SP registrou duas aplicações do Instituto de Previdência Municipal de Santo Antônio de Posse em letras financeiras do Master: R$ 5 mi em 22/04/2024 (venc. 20/04/2034, IPCA + 7,10%) e R$ 2 mi em 03/05/2024 (venc. 03/05/2034, IPCA + 7,14%), total R$ 7 mi, cerca de 6,73% da carteira.
Segundo a PF, o Iprem de Santo Antônio de Posse aplicou R$ 13 milhões em três letras financeiras, todas intermediadas pela Genial Investimentos: R$ 6 mi do Banco Daycoval em 16/10/2023 (venc. 17/10/2033), R$ 5 mi do Master em 22/04/2024 (venc. 20/04/2034) e R$ 2 mi do Master em 03/05/2024 (venc. 03/05/2034); a parcela do Master e R$ 7 mi.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O MPC-SP registrou duas aplicações do Instituto de Previdência Municipal de Santa Rita d'Oeste em letras financeiras do Master: R$ 1 mi em 20/03/2024 (venc. 20/03/2034, IPCA + 7,00%) e R$ 1 mi em 08/05/2024 (venc. 08/05/2034, IPCA + 6,90%), total R$ 2 mi, cerca de 8,40% da carteira.
O RPPS de Santa Rita d'Oeste aplicou R$ 1 mi em 23/12/2024 e mais R$ 1 mi em 18/02/2025 no fundo Texas I FIA, então gerido pela Master Capital Asset Management e administrado pelo Banco Master, com valor líquido de R$ 1.944.982,44 em 28/02/2025; o fundo tinha cerca de 100% do patrimônio em ações da Ambipar (99,76% na competência 02/2025).
O MPC-SP afirma que o Fundo Municipal de Aposentadoria e Pensão de Fernão aplicou R$ 3.000.000 em letras financeiras do Master em julho de 2024 (8,8% da carteira), que a aplicação foi informada ao TCE-SP como feita pelo Banco Genial, embora os títulos fossem do Master, e que não houve postura ativa de gestão de risco.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em 08/04/2025, o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Brodowski aplicou R$ 5.000.000 no Texas I FIA (CNPJ 43.584.800/0001-00), então gerido pela Bluemac Asset Management e administrado pela Master S/A CCTVM, ambas do conglomerado do Banco Master; o valor, resgatado do fundo BB Previdenciário RF, representava cerca de 4% da carteira; as atas do comitê de 25/04/2025 e do conselho de administração de 28/04/2025 registram a aplicação.
A tabela de investimentos com prejuízo do MPC-SP registra em Brodowski uma letra financeira do Master de 2024 com valor aproximadamente investido de R$ 10.591.999 e saldo zero em 31/12/2025 (prejuízo de 100%), objeto de outra representação (TC-006907.989.26-3); o MPC afirma que os fundos listados 'se encontram liquidados, em processo de liquidação ou com baixíssima probabilidade de resgate', sendo provável perda próxima da totalidade.
O Itaprevi, de Itaguaí, aplicou cerca de R$ 59,6 milhões em letras financeiras do Master entre junho e julho de 2024, mais de 20% da carteira, com prazo estimado de dez anos e classificação de risco especulativa B+.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O TCE-RJ apontou, no caso do Itaprevi, ausência de estudos técnicos que justificassem as aplicações, alteração da política de investimentos (o limite para letras financeiras subiu de 2% para 20% da carteira e foi retirada a exigência de classificação de risco mínima), possíveis irregularidades no credenciamento do banco, decisão contraria as recomendações da consultoria e credenciamento com documentos produzidos pela própria instituição financeira.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O AparecidaPrev aplicou R$ 40 milhões em letras financeiras do Master atreladas ao IPCA em 06/06/2024, com prazo de dez anos, equivalentes a 4,95% da carteira; o crédito atualizado do instituto na liquidação do banco e de cerca de R$ 47 milhões.
Segundo a gestão atual do AparecidaPrev, o Master foi mencionado pela primeira vez em reunião do Conselho Deliberativo em novembro de 2023; em dezembro de 2023 o conselho aprovou o credenciamento do banco por oito votos; em fevereiro de 2024 (28/02, segundo o Gynn) o conselho rejeitou, por 7 votos a 3, reduzir a exigência de classificação de risco da política de investimentos, e a consultoria classificou o Master como de grau altamente especulativo; a política foi alterada depois, por data não informada.
Robes Venancio (20 nov. 2025): Por meio de sua defesa, o ex-presidente diz que a operação foi aprovada pelas instâncias internas e baseada em análise técnica multidimensional, que o rating atendia aos parâmetros normativos vigentes e que os trâmites de governança foram seguidos.
O Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Angélica (IPA) aplicou cerca de R$ 2 milhões em letras financeiras do Master em 2024; relatórios do próprio instituto registram R$ 2.081.746,89 em novembro de 2024 (5,09% da carteira) e R$ 2.276.887,05 em agosto de 2025 (4,80%).
A prefeitura de Angélica diz que o IPA resgatou integralmente os valores em 12/11/2025, uma semana antes de o banco não honrar compromissos, sem prejuízo; o Correio do Estado registra, porém, saldo de R$ 2,293 milhões em novembro de 2025 e documentos do Banco Central de julho de 2025 que mostram o instituto como credor de quase R$ 2,3 milhões, e observa que letras financeiras normalmente só podem ser resgatadas depois de dois anos.
Edinho Cassuci (27 maio 2026): O prefeito diz que a prefeitura não faz a gestão do instituto, que credenciamento, análises, aplicações e resgates cabem ao Comitê de Investimentos e ao Conselho Curador, que o resgate integral de R$ 2 mi ocorreu em 12/11/2025 sem prejuízo e que não há parentesco com os nomeados citados no inquérito de nepotismo.
O Iprefsul (Fátima do Sul) aplicou R$ 7 milhões em letras financeiras do Master em 2024, o maior valor entre os institutos de MS; o saldo era de R$ 8,093 milhões em setembro de 2025, cerca de 15% das aplicações do instituto; a reportagem não informa resgates nem perdas.
Jateí aplicou R$ 2,5 milhões (saldo de R$ 2,837 milhões em setembro de 2025, 6,7% das economias) e São Gabriel do Oeste aplicou R$ 3 milhões (saldo de R$ 3,430 milhões, 4,14%) no Master; o diretor do fundo de Jateí, Luciano Francisco da Silva, disse que a decisão foi pública, que a aplicação foi do ano anterior e que não sabe por que a gestão anterior escolheu o banco; o instituto de São Gabriel do Oeste (SGO Prev) tem diretoria própria e independente, segundo a prefeitura.
O IMPCG, de Campo Grande, aplicou R$ 1,2 milhão em letras financeiras do Master, com resgate previsto para 2029; o saldo era de R$ 1.394.952,90 (2,77% da carteira, ata de julho de 2025) e de R$ 1,413 milhão em setembro de 2025.
O comitê de investimentos do Fundo de Previdência Municipal de Imbituva (Funprev) aprovou por unanimidade, em 15/03/2024, a aplicação de R$ 4 milhões em letra financeira do Master (vencimento 17/03/2034, IPCA + 6,9% ao ano), com rating BBB da Fitch, abaixo do mínimo BBB+ da política de investimentos, sem documentação de análise formal de risco de crédito.
Em 25 e 28/07/2025 representantes do Funprev trocaram e-mails com a Genial Investimentos sobre a venda da letra, e a corretora respondeu que não havia liquidez imediata nem estimativa de preço; em 19/08/2025 os órgãos do fundo decidiram manter o investimento e acompanhar; o contador havia registrado a Genial como emissora, embora ela atuasse como corretora e o recurso fosse destinado a título do Master; o tribunal determinou assembleia para decidir sobre manter ou retirar o investimento.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O PreviPaulista, regime próprio de Paulista (PE), aplicou R$ 3 milhões em letras financeiras do Master em fevereiro de 2024, na gestão anterior do instituto, parcela que o próprio instituto chama de 'ínfima' diante de patrimônio superior a R$ 140 milhões.
A Prevcon, de Congonhas (MG), aplicou R$ 14 milhões em letras financeiras do Master em maio de 2024 (2,7% a 2,78% da carteira); com a rentabilidade, o saldo chegou a cerca de R$ 16,5 milhões antes da liquidação; a prefeitura informou que não haverá aporte emergencial.
Município de Congonhas (23 abr. 2026): A prefeitura afirma que, no momento, não será necessário aporte emergencial no regime próprio.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18/11/2025.
Segundo a gestão atual do AparecidaPrev, em 24/09/2024 a consultoria de investimentos se posicionou contra a operação com o Master e sugeriu vender os títulos ao Banco do Nordeste; em outubro de 2024 o comitê debateu a venda, aprovou reunião extraordinária para autorizar a liquidação e pediu apuração formal.
Nota do MPC-SP de 15/04/2026 lista as aplicações ligadas ao Master nos RPPS paulistas analisados: Araras R$ 29 mi (LF), Cajamar R$ 87 mi (LF), Santa Rita d'Oeste R$ 2 mi (LF) mais R$ 2 mi (fundo Texas), Santo Antônio de Posse R$ 7 mi (LF), São Roque R$ 93,15 mi (LF), Brodowski R$ 10 mi (LF) mais R$ 5 mi (fundo Texas) e Fernão R$ 3 mi (LF), total R$ 238,15 mi.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em 28/03/2025 o Conselho de Administração do BRB aprovou por unanimidade a celebração de contrato de compra de ações do Banco Master: 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais (58% do capital total), por 75% do patrimônio líquido consolidado do Master, ajustável por baixas de ativos. Pagamento: 50% à vista no fechamento; 25% a 50% em conta escrow até a conclusão da diligência; eventual saldo no 2o aniversário do fechamento. Condições: aprovação do Banco Central e do Cade.
A Agência Brasil registra o preço da compra proposta como R$ 2 bilhões para 49% das ordinárias e 100% das preferenciais do Master.
O Cade aprovou a compra do Master pelo BRB em 17/06/2025.
Em 01/04/2025 a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) do MPDFT abriu, de ofício, inquérito civil para apurar as circunstâncias da aquisição de participação no Master pelo BRB.
Em 19/08/2025 a CLDF aprovou, em dois turnos e redação final, por 14 votos a 7, o PL 1882/2025, que autoriza o BRB a adquirir 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais do Master. O substitutivo da bancada do PT, acatado, retirou os artigos que davam autorizações genéricas para o BRB participar de outras instituições financeiras.
Em 03/09/2025 o BRB comunicou em fato relevante que o Banco Central indeferiu o requerimento protocolado em 28/03/2025 para a aquisição de participação no Master; o BRB pediu acesso a íntegra da decisão e reiterou que a transação era oportunidade estratégica.
Segundo decisão judicial citada pelo Brasil de Fato (TRF-1, 28/11/2025), durante a análise o Banco Central identificou indícios de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e enviou representação criminal ao Ministério Público Federal.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo relatório confidencial do grupo de trabalho do BRB (concluído em 19/05/2025), entre 24/12/2024 e 24/04/2025 o Master assinou 26 contratos com a Tirreno que somam R$ 6,347 bi em preços de compra e vendeu essas carteiras ao BRB por R$ 11,530 bi.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo o mesmo relatório, o GT do BRB foi formado em 26/02/2025 e passou a questionar o Master em 02/04/2025; em 08/04/2025 verificou 47 contratos de 15 pessoas, dos quais 8 existiam; em 29-30/04/2025 o tesoureiro do Master confirmou que parte dos contratos vinha de outra instituição; em 02/05/2025 o nome Tirreno apareceu por escrito; em 05/05/2025 o Master enviou contratos da Tirreno e o BC mostrou que ela não era autorizada a operar como instituição financeira. Em fins de 2024 e ao menos três vezes em jan-fev/2025 o Master pediu ao BRB a devolução de carteiras vendidas, oferecendo substituição.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo a reportagem sobre o relatorio do GT, em 05/05/2025 a diretoria do BRB decidiu nao exercer por 120 dias a clausula de recompra que obrigaria o Master a devolver o dinheiro e determinou a compra de outros R$ 750 milhoes em carteiras do Master. Em 04/05/2025 o entao presidente, Paulo Henrique Costa, escreveu 'A operação não vai sair sem eles' ao cobrar documentos. O relatorio do GT foi concluido em 19/05/2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo documentos da Compliance Zero, o BRB pagou R$ 6,7 bi pelos créditos e R$ 5,5 bi a título de prêmio, entre janeiro e maio de 2025, num conjunto de R$ 12,2 bi de créditos que, segundo indícios do BC, não existiam. Em amostra de 30 clientes o BC não ligou nenhum contrato vendido ao BRB a um pagamento ao tomador; em quatro dias de janeiro de 2025 houve 182 mil operações para 151 mil pessoas concentradas em 12 valores por dia.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Daniel Vorcaro (2025): Segundo o Metrópoles, Vorcaro teria dito ao STF que o BRB nunca pagou de fato pelas carteiras. Em carta divulgada em 13/10/2026 disse querer falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados.
Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. (set. 2026): A Cartos nega ter originado, estruturado, comercializado, intermediado ou cedido créditos ligados ao caso e diz nunca ter mantido relação com a Tirreno.
O relatório da PF reproduz resultado de auditoria do BC sobre as carteiras da Tirreno ('empresa de fachada controlada pela Cartos', segundo a PF) e conclui que as carteiras cedidas ao BRB eram inexistentes ('Nenhum crédito sequer pode ser confirmado'). Do total de R$ 12,2 bi em CCBs do Master adquiridas pelo BRB, R$ 4,05 bi foram comprados depois de questionamentos do BC sobre a originadora dos créditos. O BRB assinou TAC com o BC em 10/02/2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. (set. 2026): A Cartos nega ter originado, estruturado, comercializado, intermediado ou cedido créditos ligados ao caso e diz nunca ter mantido relação com a Tirreno.
Segundo a PF, o BRB transferiu cerca de R$ 17 bi ao Master na compra de carteiras de crédito e cerca de R$ 12,2 bi eram títulos sem valor (CCBs derivadas de consignados inexistentes gerados pela Tirreno). A PF classifica as operações como de finalidade contábil imediata, sem fundamento econômico. O BRB declara que seus ex-dirigentes não devem ser confundidos com a instituição, que se apresenta como vítima, e admite ter comprado carteiras que não podia auditar por falta de documentos.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Reportagem do Brasil de Fato sobre o relatório da PF: prejuízo de cerca de R$ 17 bi em operações desde 2024 (estimativa da PF, decisão do TRF-1 de 28/11/2025 como fonte do número); fluxo 'atípico' de R$ 12,2 bi do BRB ao Master nos primeiros meses de 2025, acima do limite de exposição; preço proposto de 75% do PL do Master, estimado em R$ 3,5 bi (base jun/2024); 'prêmio' de R$ 5 bi mencionado em conversa de 15/03/2025 como hipótese; anúncio da aquisição em 28/03/2025; Inquérito 5.026 no STF, relator André Mendonça.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O Brasil de Fato (15/10/2026) registra que o BRB repassou cerca de R$ 16,7 bi ao grupo de Vorcaro entre julho de 2024 e outubro de 2025, dos quais R$ 12,2 bi envolvem operações com indícios de fraude; O Tempo da o mesmo R$ 16,7 bi como valor 'injetado' no Master.
O laudo pericial da PF de 13/08/2026 trata de aquisições de carteiras de crédito do Master pelo BRB no total de R$ 17,5 bi.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo relatório do BC de dezembro de 2025, obtido pelo UOL, o BRB comprou R$ 33,9 bi em ativos ligados ao Master e empresas relacionadas; R$ 15,7 bi em carteiras foram devolvidos após identificação de problemas e substituídos por outros ativos (cotas de fundos, empréstimos, títulos); a perda potencial chega a R$ 11,4 bi; cerca de R$ 2,6 bi (R$ 2,06 bi em consignados da Tirreno e R$ 580 mi em créditos inexistentes ou com problemas de origem) foram tratados como perda integral; R$ 3,5 bi em empréstimos e títulos seriam problemáticos se não houver comprovação de capacidade de pagamento dos devedores; R$ 5,2 bi em cotas de fundos foram questionados.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
BRB - Banco de Brasília S.A. (set. 2026): O BRB diz que as operações fazem parte do conjunto de transações ligadas ao ecossistema do Master, em reavaliação pelo banco e por órgãos competentes; afirma que ex-dirigentes não se confundem com a instituição, que se apresenta como vítima, e admite ter comprado carteiras que não podia auditar por falta de documentos.
O BRB confirmou prejuízo de R$ 2,6 bi em títulos da Tirreno e provisão total de R$ 8,8 bi; os ativos adquiridos do Master somam R$ 21,9 bi segundo a matéria, e R$ 6,2 bi (diferença entre 8,8 e 2,6) seriam títulos que o BRB considera frágeis, supervalorizados ou com indícios de fraude. Em 09/06/2026 o presidente Nelson de Souza disse na CAE do Senado que o provisionamento funciona como reserva para evitar a quebra e que ao menos R$ 8,8 bi dos R$ 30 bi em títulos comprados do Master podem estar perdidos, dos quais R$ 2,6 bi sem lastro.
Em fato relevante de 20/04/2026 o BRB informou que, após aprovação do Conselho de Administração, celebrou memorando de entendimentos com a Quadra Capital para estruturar fundo de investimento destinado a receber ativos do BRB oriundos de operações recebidas do Master. Valor de referência: R$ 15 bi, composto por parcela financeira à vista de no mínimo R$ 3 bi e até R$ 4 bi e parcela remanescente estimada entre R$ 11 bi e R$ 12 bi em cotas subordinadas do fundo; efetivação sujeita a condições precedentes.
O Tempo (25/06/2026): Paulo Henrique Costa e suspeito de ocultar seis imóveis (quatro em São Paulo e dois em Brasília), avaliados em R$ 146,5 mi, dos quais cerca de R$ 74,6 mi já teriam sido efetivamente pagos, recebidos como vantagem do Master; ele e investigado desde a primeira fase da operação, em novembro de 2025.
Paulo Henrique Costa (16 abr. 2026): O advogado Cleber Lopes critica a prisão e afirma que o cliente não cometeu crime; em 15/10/2026 a defesa diz que ele foi presidente do banco, não dono, que decisões desse porte exigiam aprovação do conselho e que o acionista majoritário era o GDF.
A 13a Vara Cível do DF, em liminar pedida pelo BRB, bloqueou e arrestou participações acionárias no capital do BRB (cerca de R$ 376,4 mi) de pessoas físicas não nomeadas, fundos (Deneb, Borneo, Siracusa, Delta e Asterope) e empresas (Blue Solutions e Casamata), sob a alegação do BRB de que ingressaram no capital de forma ilegal; o processo e sigiloso. O Metrópoles, citado pela reportagem, diz que Vorcaro, Mauricio Quadrado, Nelson Tanure e João Carlos Mansur teriam se tornado sócios do BRB por meio de terceiros; Tanure nega.
Nelson Tanure (26 fev. 2026): A defesa nega que ele tenha ações do BRB, seja cotista dos fundos que as compraram ou conheça a decisão judicial.
Em junho de 2024 o Master buscou vender R$ 500 milhões em letras financeiras (130% do CDI, 10 anos) a Caixa Asset; em 04/07/2024 a área de renda fixa da Caixa Asset emitiu parecer sigiloso desaconselhando a operação (modelo de negócios de difícil compreensão, alto risco de solvência) e o assunto foi retirado da pauta do comitê de investimentos. Dois gerentes, Daniel Cunha Gracio (Renda Fixa) e Mauricio Vendruscolo (Renda Variável), foram destituídos dias depois. A Caixa informou que a operação não foi realizada.
Caixa Econômica Federal (31 mar. 2026): A Caixa informou que a operação de R$ 500 milhões com o Master não foi realizada e que adota critérios rigorosos de análise, com decisões submetidas a instâncias de conformidade e governança. Não comentou a destituição dos gerentes nas fontes lidas; sindicatos de bancários chamaram a medida de retaliação.
Relatório do BC anexado a processo do TCU (sigilo levantado pela CAE do Senado) indica que o Master já estava em crise de liquidez quando buscava a operação com a Caixa Asset: ofício do BC de 28/05/2024 pedindo adequação da gestão de liquidez; 06/06/2024 último dia com ativos líquidos suficientes para 30 dias; 13/06/2024 início das tratativas com a Caixa Asset.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O Banco da Amazônia (Basa) comprou em 2024 letras financeiras seniores do Master, sem garantia do FGC: R$ 25 mi em abril e R$ 14 mi em junho (total R$ 39 mi segundo o Basa), com pagamento previsto após dois anos a 122% do CDI. A última letra venceu em 05/06/2026 sem pagamento. O Basa disse que as compras seguiram suas políticas, foram validadas por áreas técnicas e aprovadas por todas as instâncias colegiadas, e que adotou as providências para resguardar seus créditos.
Banco da Amazônia S.A. (Basa) (5 maio 2025): O Basa disse que as compras (R$ 39 mi) seguiram suas políticas, foram validadas por áreas técnicas e aprovadas por todas as instâncias colegiadas, e que manter títulos privados e rotina de um banco comercial; em 2026 afirmou ter adotado as providências para resguardar seus direitos creditórios.
Em entrevista de 27/07/2026 o ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou que o BRB 'passou R$ 12 bilhões para o Master e recebeu guardanapo de volta', que a União não tem papel na crise e que a governadora pediu ajuda federal ao STF.
Em 16/01/2024 o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados firmaram contrato de honorários com 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos (R$ 108 milhões líquidos no total); os tributos previstos (17,73%) elevam a parcela bruta a R$ 3.646.529,77.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo o Correio Braziliense, o contrato previa implantação e acompanhamento de programa de integridade, consultoria em procedimentos e inquéritos policiais e atuação em processos administrativos e judiciais (inclusive perante Banco Central, Receita Federal e Cade), com extensão aos sócios e acionistas controladores do banco.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Reportagem de dezembro de 2025 (O Globo, confirmada pela Gazeta do Povo) descreveu contrato encontrado no celular de Vorcaro com parcelas de R$ 3,6 milhões mensais por três anos, total previsto de R$ 129 milhões; a PF não sabia quanto havia sido efetivamente pago.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A Reuters, ao revisar registros fiscais obtidos por investigação do Congresso, listou R$ 40 milhões pagos em 2025 ao escritório de Viviane Barci de Moraes; o escritório disse que as informações foram vazadas ilegalmente e que os valores dos documentos estão errados, sem detalhar.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Barci de Moraes Sociedade de Advogados (mar. 2026): O escritório não confirma informações que diz terem sido vazadas ilegalmente e afirma que valores nos documentos estão errados (Reuters). Diz ter assinado um único contrato com o Master e prestado consultoria jurídica ampla entre fev/2024 e nov/2025. Sobre o segundo ajuste de maio de 2025: nega transferência ou substituição do contrato, diz que a proposta de quitação não foi aceita, que nada foi assinado e que o contrato original foi extinto com a liquidação. Admite que Moraes editou a última versão do contrato (Poder360).
O Banco Master declarou à Receita R$ 18,5 milhões pagos a Henrique Meirelles em 2024-2025; Meirelles diz ter tido contrato de consultoria em macroeconomia, em caráter opinativo, de março de 2024 a julho de 2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O Banco Master declarou à Receita R$ 14 milhões pagos a Pollaris Consultoria, empresa de Guido Mantega, em 2024-2025 (R$ 6 milhões em 2024 e R$ 8 milhões em 2025, segundo O Globo via Jornal Grande Bahia).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O Master declarou à Receita R$ 10 milhões ao escritório de Michel Temer em 2025; o Poder360 lista dois pagamentos (R$ 5 milhões e R$ 2,5 milhões, total R$ 7,5 milhões) e Temer confirmou ter recebido R$ 7,5 milhões por 'atividade jurídica de mediação', depois de deixar a Presidência.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo O Globo (via Diário do Nordeste e JGB), o escritório de Temer teria sido contratado por Vorcaro para tentar a venda do Master ao BRB; Temer descreve a contratação como mediação jurídica.
O Master declarou à Receita ao menos R$ 6,1 milhões ao escritório Lewandowski Advocacia, com pagamentos a partir de novembro de 2023; O Globo (via JGB) detalha R$ 5,93 milhões (R$ 530 mil em 2023, R$ 3,1 milhões em 2024, R$ 2,3 milhões em 2025).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O Master declarou à Receita R$ 6,4 milhões a dois escritórios de Antônio Rueda (presidente nacional do União Brasil), desde 2023; a assessoria não confirma as informações, diz que os dados foram vazados ilicitamente e que os serviços são legais e técnicos.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Antonio Rueda (abr. 2026): A assessoria não confirma as informações, diz que os dados fiscais foram supostamente vazados de forma ilícita e que os serviços foram atividade profissional legitima, regular e documentada.
O Master declarou à Receita R$ 5,45 milhões pagos a A&M Consultoria Ltda., empresa ligada a ACM Neto, entre 2023 e 2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O Master declarou à Receita ao menos R$ 3,8 milhões pagos em 2025 a WF Comunicação, empresa de Fábio Wajngarten; ele diz integrar a defesa de Vorcaro, sob contrato com cláusula de confidencialidade.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O Master declarou à Receita R$ 14,5 milhões pagos a MV Projetos e Consultoria, empresa ligada a Marconi Perillo, entre 2022 e 2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo o Intercept Brasil (via InfoMoney), documentos fiscais da Receita enviados à CPI mostram cerca de R$ 11 milhões pagos pelo Master e empresas do grupo a Ronaldo Bento e empresas ligadas: R$ 6,2 milhões em 2025 a Meta Consultoria, R$ 773,3 mil a pessoa física e R$ 2,98 milhões do Master a Mettacard (onde ele era administrador).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O Master declarou à Receita R$ 12 milhões pagos a BN Financeira (2022-2025), empresa de Bonnie Bonilha, descrita como esposa do enteado de Jaques Wagner (as manchetes dizem 'nora'); outras reportagens falam em cerca de R$ 11 milhões. A empresa nega irregularidades e diz ter prestado serviços com nota fiscal.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O Poder360 listou R$ 268.674,30 como valor ligado a Jaques Wagner (pessoa física) na relação de pagamentos do Master a políticos, sem período e sem detalhar natureza.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo levantamento de O Globo (via Bahia Notícias), o Master declarou à Receita R$ 12 milhões pagos entre 2022 e 2025 a Mollitiam Financeira, da qual Otto Alencar Filho é sócio por meio da M&A Participação; ele diz que a M&A tem ações em várias empresas e que os serviços foram faturados, contabilizados e tiveram impostos pagos.
O Master pagou R$ 1,3 milhão a Varajo Consultoria (R$ 1 milhão declarado à Receita em 2025); a PF diz que a empresa integrava estrutura de apoio aos negócios de Vorcaro e contratou a consultoria de Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária do BC.
Toffoli admitiu a interlocutores ter recebido valores da Maridt (empresa familiar que detinha 33% do resort Tayayá, tendo dois irmãos como administradores) após vender sua participação em 2021 ao fundo Arleen, ligado ao Master; disse que os repasses foram lícitos, declarados à Receita e rastreáveis.
Mensagens do celular de Vorcaro, segundo o Estadão via CNN, tratam de um pedido de Hugo Motta ao Banco Master para a liberação de ao menos R$ 22 milhões a empresa de uma cunhada, em março de 2024; Motta diz que a operação está dentro da legalidade e que a empresa tinha lastro, e não confirmou nem negou ter feito o pedido.
Em 18/11/2025 a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, com cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão no RJ, SP, MG, BA e DF; a nota diz que as investigações começaram em 2024, após requisição do MPF, e apuram gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, entre outros crimes.
Segundo a PF, via Poder360: aportes do Rioprevidência de cerca de R$ 970 milhões entre out/2023 e jul/2024 e de R$ 2,01 bilhões a partir de jul/2024, em fundos do mesmo banco, totalizando cerca de R$ 3 bilhões; a fase é desdobramento da operação Barco de Papel.
Segundo a PF, via IstoÉ, a investigação apura suposto recebimento por Jaques Wagner de vantagens indevidas para atuar no Congresso a favor do Master: apartamento em Salvador avaliado em mais de R$ 2,4 milhões, cerca de R$ 3,5 milhões em pagamentos por meio da PKL One Participações e da BN Financeira (esta ligada ao núcleo familiar do senador), uso de jatos particulares e ingressos; temas: 'Emenda Master', ampliação do consignado, PEC 65/2023 e a fiscalização da possível compra do Master pelo BRB.
O relatório da PF lista como anexos: a minuta final do contrato entre o escritório Barci de Moraes e o Banco Master, assinado por Vorcaro em 23/01/2024; o contrato entre o mesmo escritório e a Viking Participações; um termo de acordo e dação em pagamento entre a Viking e o escritório; e as conversas entre Vorcaro e o contato salvo como 'Alexandre de Moraes BRASILIA'.
Segundo o relatório do diretor João Accioly, a acusação sustentava que o grupo teria inflado artificialmente valores de imóveis e vendido cotas do fundo Brazil Realty (3ª emissão, BZLI11) a investidores, com laudos de avaliação forjados ou inconsistentes e negociações cruzadas entre empresas do grupo, e que investidores finais tiveram prejuízo de R$ 5.835.052,93; Banco Master subscreveu R$ 16.783.000 em cotas em dinheiro.
Em nota de 24/02/2026 a CVM listou seis inquéritos administrativos em andamento ligados ao Grupo Master/Reag (nºs 19957.005195/2025-70, 19957.010013/2025-82, 19957.012897/2025-18, 19957.018392/2025-59, 19957.018395/2025-92 e 19957.019923/2024-40, este último apenas autorizado), sobre emissões de notas comerciais e CRIs adquiridos por fundos, gestão de fundos da BRK e da Reag DTVM e reorganização societária da GetNinjas/Reag Investimentos.
A mesma nota da CVM lista processos administrativos sancionadores: PAS 19957.007976/2020-94 (cotas de fundo fechado; acusados incluem Banco Master, Viking, Daniel e Henrique Vorcaro e Benjamim Botelho, aguardando julgamento), PAS 19957.005363/2021-01 (Brazil Realty), processos sobre administradores da Reag Capital Holding e da Reag Investimentos, sobre negociação de ações em período vedado por Dario Graziato Tanure, e sobre a Reag Trust DTVM e seu diretor; cita ainda termos de compromisso já aceitos em 2020, 2022 e 2024 (inclusive sobre Banco Máxima/Master e Reag DTVM) e a criação, em 06/02/2026, de grupo de trabalho da CVM para consolidar informações.
Em 13/10/2026 a 2ª Câmara do TCU decidiu julgar as contas de 2025 do Banco Central somente depois de concluído o processo que avalia se o BC falhou ou se omitiu na fiscalização do Banco Master.
Segundo a PF, via CNN Brasil, entre julho de 2024 e outubro de 2025 o BRB transferiu cerca de R$ 16,7 bilhões ao grupo Master, dos quais R$ 12,2 bilhões em operações com indícios de fraude (carteiras de crédito sem lastro e supervalorizadas), e cerca de R$ 150 milhões em imóveis teriam sido oferecidos como propina para facilitar a compra; a PF ouvirá ainda Paulo Henrique Costa, sem data.
Em ação apresentada em 07/10/2026 no Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida, o liquidante do Banco Master (EFB Regimes Especiais de Empresas) alega que três imóveis de luxo (dois em Miami e um em Aspen, mais de US$ 168 milhões) foram comprados à vista com recursos desviados do banco, e que Vorcaro os usava pessoalmente sem pagar os aluguéis firmados. Compradores: Clear River Properties (Aspen, US$ 77 milhões, abril de 2024) e Goldbeach Properties (Miami, US$ 85,2 milhões em janeiro de 2025 e US$ 6,9 milhões em fevereiro de 2025).
O 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias foi realizado em Londres de 24 a 27/04/2024 e, segundo relatório da PF descrito pela piauí e pela Banda B, foi financiado quase integralmente pelo Banco Master. Gastos citados: hospedagem no The Peninsula entre 760 mil e 850 mil libras por três dias, degustação de uísque de cerca de R$ 3,3 milhões e média de R$ 145 mil por participante. Segundo a Banda B, participaram 22 dos mais de 60 convidados, entre eles Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Andrei Rodrigues, Hugo Motta e Paulo Gonet; Gilmar Mendes e Flávio Dino constam apenas da lista de convidados enviada por Moraes a Vorcaro, sem confirmação de comparecimento nessa fonte.
O Estadão confirmou ao Metrópoles que cobrou do Banco Master cerca de R$ 1,12 milhão, em contratos de 2021 a 2025, para veicular publicidade institucional do banco, inclusive campanhas de captação de clientes e abertura de contas.
Grupo Estado (O Estado de S. Paulo) (23 abr. 2026): O Estadão confirmou ao Metrópoles que cobrou do Master pela publicidade institucional, disse que os valores são brutos (antes da comissão de agência) e refletem o efetivamente negociado, e que não negocia mídia e patrocínio por valores incompatíveis com o mercado.
Segundo a reportagem do Metrópoles, o total de cerca de R$ 1,12 milhão se compõe de: R$ 200 mil em mídia de campanha institucional; R$ 25.894 em mídia de campanha de abertura de contas; R$ 302.074 em patrocínio da cobertura do GP Brasil de Fórmula 1; R$ 312.032 em mídia digital; e R$ 280 mil em informe publicitário.
Segundo mensagens do celular de Vorcaro reveladas pelo UOL, o Master negociou em novembro de 2024 um contrato publicitário de R$ 20 milhões com o Metrópoles; a então responsável por comunicação e marketing perguntou se o custo seria dividido entre empresas do grupo (Kovr e Will) e Vorcaro aprovou; o valor teria sido pago em 2025 em parcelas de R$ 5 milhões.
Lilian Tahan (15 out. 2026): A CEO do Metrópoles disse ao UOL que consultar a fonte antes de publicar, para saber se o texto reflete o que ela informou, é prática com empresários, políticos e magistrados; que o contrato de R$ 20 milhões não tinha vínculo editorial; que o portal cobriu as dificuldades financeiras das empresas de Vorcaro; que o diretor do BC Renato Gomes era relevante por sua posição na compra do Master pelo BRB; e que o dono do portal, Luiz Estevão, era crítico da operação e repassou análises a Cappelli. Segundo uma republicação, em outro veículo ela não se manifestou.
Segundo as mensagens relatadas pelo UOL, o Master fez um pagamento de R$ 1 milhão ao Metrópoles em junho de 2024 e acertou em julho de 2024 mais R$ 900 mil para projetos de educação financeira ligados a Kovr e Will Bank; o contato com o portal começou em maio de 2024, por meio de um consultor.
Lilian Tahan (15 out. 2026): A CEO do Metrópoles disse ao UOL que consultar a fonte antes de publicar, para saber se o texto reflete o que ela informou, é prática com empresários, políticos e magistrados; que o contrato de R$ 20 milhões não tinha vínculo editorial; que o portal cobriu as dificuldades financeiras das empresas de Vorcaro; que o diretor do BC Renato Gomes era relevante por sua posição na compra do Master pelo BRB; e que o dono do portal, Luiz Estevão, era crítico da operação e repassou análises a Cappelli. Segundo uma republicação, em outro veículo ela não se manifestou.
Segundo mensagens relatadas pelo UOL, em dezembro de 2020 o então Banco Máxima adiantou R$ 300 mil à CartaCapital; em 2021 foi firmado patrocínio de cinco anos; em 2024 a publisher pediu adiantamento de receita publicitária; em agosto de 2023 houve conversa sobre Vorcaro entrar no capital da revista, sem concretização.
Manuela Carta (15 out. 2026): Segundo o Jornal Grande Bahia, a publisher reconheceu relação comercial com o banco e negou interferência editorial; segundo a Gazeta Mercantil, a CartaCapital não foi localizada pelo UOL. Fontes conflitam sobre se a resposta foi dada ao UOL; o texto da resposta não foi lido.
Segundo mensagens de 5/4/2025 extraídas do celular de Vorcaro e publicadas pelo Poder360, uma integrante não identificada da equipe de marketing do Master disse que 'o contrato está assinado por 12 meses' com a advogada e influenciadora Gabriela Prioli, que não quis contato direto com o banco e que o contrato foi fechado 'via uma agência' para não aparecer o nome do Master; Vorcaro elogiou e pediu sigilo.
Gabriela Prioli (16 out. 2026): Em vídeo publicado em 16/10/2026, Prioli chamou as informações de mentiras, disse nunca ter tido reunião, contato ou diálogo com o Master ou com Vorcaro, nunca ter celebrado contrato com o banco, empresas ligadas, Vorcaro ou qualquer agência que o representasse, não ter recebido pagamentos e que seus trabalhos têm nota fiscal; questionou a existência do contrato e dos pagamentos. Em abril de 2025 já negara ao Poder360 contrato direto. A reportagem não registra reação dela à mensagem sobre o vídeo de CDBs.
Segundo mensagens de 18/4/2025, Vorcaro sugeriu um vídeo de Prioli sobre CDBs com a tese de que, em caso de problema, tudo continua garantido pelo FGC; a integrante da equipe respondeu que falara com ela sobre a abordagem de desinformação e Vorcaro respondeu 'Sim'.
Gabriela Prioli (16 out. 2026): Em vídeo publicado em 16/10/2026, Prioli chamou as informações de mentiras, disse nunca ter tido reunião, contato ou diálogo com o Master ou com Vorcaro, nunca ter celebrado contrato com o banco, empresas ligadas, Vorcaro ou qualquer agência que o representasse, não ter recebido pagamentos e que seus trabalhos têm nota fiscal; questionou a existência do contrato e dos pagamentos. Em abril de 2025 já negara ao Poder360 contrato direto. A reportagem não registra reação dela à mensagem sobre o vídeo de CDBs.
Em abril de 2025, durante a discussão da compra do Master pelo BRB, Prioli publicou um vídeo de cerca de 3 minutos em que dizia que questionar a confiabilidade do banco serviria para vendê-lo mais barato, e na época negou ao Poder360 contrato direto com o Master.
Gabriela Prioli (16 out. 2026): Em vídeo publicado em 16/10/2026, Prioli chamou as informações de mentiras, disse nunca ter tido reunião, contato ou diálogo com o Master ou com Vorcaro, nunca ter celebrado contrato com o banco, empresas ligadas, Vorcaro ou qualquer agência que o representasse, não ter recebido pagamentos e que seus trabalhos têm nota fiscal; questionou a existência do contrato e dos pagamentos. Em abril de 2025 já negara ao Poder360 contrato direto. A reportagem não registra reação dela à mensagem sobre o vídeo de CDBs.
Segundo a Tribuna do Planalto, em mensagens a então responsável pelo marketing do Master teria dito que o banco planejava envolver cerca de 15 influenciadores em contratos renováveis de três meses; os demais não são nomeados no texto.
Segundo a Revista Oeste, mensagens do celular de Vorcaro indicam patrocínio de R$ 100 mil por mês ao podcast Reconversa a partir de março de 2024 (12 parcelas, R$ 1,2 milhão); Reinaldo Azevedo confirmou o recebimento em entrevista à Rádio TMC e, em nota, disse que o contrato foi firmado diretamente com a área comercial de uma empresa 'Super, ligada ao Banco Master' e era de conhecimento dos seus contratantes.
Reinaldo Azevedo (16 out. 2026): Azevedo confirmou o recebimento em entrevista à Rádio TMC e, em nota, disse que o patrocínio foi formalizado diretamente com a área comercial da empresa, era do conhecimento de seus contratantes, que nunca escreveu textos em defesa do Master, que o podcast não agiu pelos interesses do banco, que nunca falou com Vorcaro ou Fabiano Zettel e que em março de 2024 não havia acusações públicas contra o Master.
Segundo Thiago Miranda (via O Globo e Brasil 247), Flávio Carneiro, que ele aponta como representante de Vorcaro, comprou 17% do Portal Léo Dias por R$ 10 milhões em julho de 2024 e, depois, o portal passou a receber cerca de R$ 1,2 milhão por mês de publicidade do Master; Carneiro nega que Vorcaro fosse sócio da Foone ou dos veículos e admite aportes publicitários do Master no portal.
Flávio Carneiro (18 maio 2026): Carneiro negou que Vorcaro fosse sócio, direto ou indireto, da Foone ou dos veículos citados e admitiu que o Master fez aportes publicitários no Portal Léo Dias (resposta a O Globo, via Brasil 247). Segundo as republicações do UOL de outubro de 2026, ele não respondeu ao UOL sobre as mensagens do PlatôBR; PlatôBR e Brazil Journal disseram que cabia a ele comentar.
O liquidante da massa do Master, Eduardo Bianchini, informou à Câmara, em resposta ao deputado Lindbergh Farias, que não foram encontrados registros de operações da instituição para financiar ou patrocinar o filme Dark Horse, nem documentos sobre relações com o Havengate Development Fund LP ligadas ao filme.
Flávio Bolsonaro (16 out. 2026): Ao Intercept, perguntado sobre o financiamento, Flávio Bolsonaro respondeu que era mentira e saiu. Em entrevistas posteriores, segundo coluna de Mônica Bergamo da Folha citada pelo Brasil 247, disse que o dinheiro veio de patrocínio negociado em acordo privado com Vorcaro; seu gabinete diz que ele apenas negociou o patrocínio, não participou dos pagamentos e não foi informado de como as transferências foram feitas. Nenhum contrato foi apresentado, segundo a reportagem.
Em 5/5/2023 a equipe Aston Martin Aramco de F1 anunciou o Banco Master como parceiro bancário oficial no Brasil, com a marca nas placas da asa traseira do AMR23 no GP de Miami; a diretora de comunicação e marketing do Master, Ana Matos, afirmou ser uma honra somar-se ao investimento da XP na equipe e o piloto Felipe Drugovich integrava o programa de desenvolvimento.
Segundo o Metrópoles, o contrato foi assinado entre a AMF1 e a Máxima Patrimonial (empresa do conglomerado do Master) e fixava pagamento de US$ 5 milhões (cerca de R$ 26 milhões), descrito como financiamento de XP e outras empresas brasileiras, incluindo o Master, à evolução de Felipe Drugovich rumo a uma vaga na F1, com a marca do Master no carro, nos macacões e em outros espaços.
XP Investimentos (26 mar. 2026): A XP afirmou que o contrato foi patrocínio institucional com exposição global de marca e que optou por não renovar ao fim do prazo.
Vinicius Júnior foi embaixador do Will Bank (marca do Grupo Master), estrelando campanhas publicitárias de outubro de 2024 a outubro de 2025; a assessoria do jogador nega vínculo comercial atual e diz que a parceria durou um ano e terminou pelo fim do prazo; o Will Bank não respondeu à reportagem.
Vinicius Júnior (21 jan. 2026): A assessoria do jogador negou vínculo comercial atual com o Will Bank e disse que a parceria durou um ano e terminou pelo fim do prazo contratual; nem ele nem a assessoria farão declaração oficial.
O 1º Summit Valor Econômico Brasil-EUA, realizado em 15/5/2024 em Nova York e organizado pelo Valor Econômico (Editora Globo), foi 'apresentado por Banco Master' segundo a página institucional do Grupo Globo citada pela Revista Fórum; Vorcaro abriu a programação, e Gulf e JBS aparecem como patrocinadoras master.
O Banco Master patrocinou o 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, em Londres, em abril de 2024, organizado pelo Grupo Voto; o banco custeou a palestra de Tony Blair e não quis que seu nome ou logomarca constasse como patrocinador, o que chamou de 'estratégia de marca'; o Grupo Voto disse que os patrocinadores não podem ser divulgados por razões contratuais e que todos são privados.
Grupo Voto (27 abr. 2024): O Banco Master disse que o principal custo foi a palestra de Tony Blair, mais despesas com funcionários e a ida de Vorcaro, e chamou de estratégia de marca a decisão de não constar como patrocinador. O Grupo Voto disse que o banco contribuiu com a palestra, que patrocinadores não podem ser divulgados por razões contratuais, que todos são privados e sem dinheiro público e que os critérios de divulgação cabem exclusivamente à organização.
Participaram do fórum de Londres de 2024, segundo o Poder360, ministros do STF (Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli), do STJ e outras autoridades; o Master tinha na época uma ação do STF (recurso sobre CSLL) relatada por Gilmar Mendes, que participou de painel, e 27 ações no STJ, três delas relatadas por Raul Araújo, que também participou de painel.
Segundo levantamento do Estadão, o Master pagou jantar do Lide Brazil Conference no Fasano de Nova York em novembro de 2022, com presença de ministros do STF.
Segundo o Estadão, vorcaro falou no 1º Fórum Internacional Esfera, em Paris, em outubro de 2023; o jornal não confirma patrocínio do Master e o Esfera não quis informar.
Fórum Esfera (14 dez. 2025): O Esfera disse ser apartidário e independente, não divulgar investimentos por compliance e escolher palestrantes por relevância.
Segundo o Estadão, o Master foi patrocinador Platinum da Brazil Conference (Harvard/MIT, EUA) em 2024; a organização é de estudantes brasileiros e participaram, entre outros, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Jorge Messias e Paulo Gonet; Fux disse ter ido a convite dos estudantes e Messias, em nota, que foi convidado por Harvard.
Luiz Fux (14 dez. 2025): Luiz Fux disse ter ido a convite dos estudantes de Harvard, não do banco, e frequentar eventos acadêmicos. Jorge Messias disse ter falado no seminário de Londres a convite da Revista Fórum, sem conhecer a empresa patrocinadora, e ter sido convidado por Harvard para a Brazil Conference. Os demais citados no levantamento do Estadão não responderam.
Segundo o Estadão, o Master foi patrocinador do 2º Fórum Esfera Internacional, em Roma, em outubro de 2024, e Vorcaro participou de painel; compareceram ministros do STF.
Fórum Esfera (14 dez. 2025): O Esfera disse ser apartidário e independente, não divulgar investimentos por compliance e escolher palestrantes por relevância.
Segundo o Estadão, o Master foi patrocinador do 23º Fórum Empresarial Lide, no Rio de Janeiro (Fairmont), em 15 a 17 de agosto de 2025, e o ministro Dias Toffoli palestrou.
Segundo o Estadão (via Times Brasil), um evento jurídico em Londres previsto para agosto de 2025, com o Master como patrocinador, foi cancelado depois que, em 30-31/7/2025, os EUA anunciaram sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes; mensagens mostram a responsável pelo marketing do Master discutindo adiamento e sugerindo manter só o Grupo Voto e o escritório de Walfrido Warde como organizadores, e Vorcaro pedindo que o nome dele fosse retirado.
Alexandre de Moraes (16 out. 2026): Segundo o Times Brasil, Moraes nega trocar mensagens com o banqueiro e diz ser alvo de acusações falsas. Não há resposta de Viviane Barci, de Vorcaro ou dos organizadores sobre o evento.
A reportagem da Gazeta do Povo de 27/4/2026 sobre o Fórum de Lisboa ('Gilmarpalooza') não documenta patrocínio direto do Master ao fórum; trata de despesas de autoridades em agendas paralelas, atribuídas a Vorcaro com o verbo 'teria' (cerca de R$ 60 milhões em 2024 com passagens, hotéis e festas em Londres e Lisboa).
Segundo relatório da PF de 218 páginas (descrito pelo Poder360), em 12/5/2024 Vorcaro pediu à responsável de marketing do Master que providenciasse ingressos para um dos filhos de Alexandre de Moraes para jogo Atlético-MG x Grêmio na Arena MRV, ela respondeu que faria isso, e a PF classifica o pedido como 'convites'; o relatório não informa quem pagou nem valores.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Barci de Moraes Sociedade de Advogados (1 set. 2026): O escritório onde trabalham os filhos do ministro disse que os convites se referiam a evento solidário na Arena MRV e que jamais foram solicitados ou recebidos por nenhum deles. O ministro, a defesa de Vorcaro e Ana Matos não responderam até a publicação.
Segundo o Metrópoles, ação civil pública da Abradecont na 6ª Vara Empresarial do Rio busca responsabilizar corretoras por publicidade enganosa na venda de CDBs do Master como seguros e garantidos pelo FGC; a única corretora nomeada na matéria é a XP.
Segundo a Folha (coluna de Mônica Bergamo), confirmada pela CNN Brasil, em outubro de 2024 o então diretor jurídico do Master, Luiz Rennó, escreveu a Vorcaro ‘vencemos Alcídia’ após decisão do STF sobre o setor sucroalcooleiro e, em seguida, enviou um print com o contato de Kevin Marques acompanhado de ‘Dominado aqui’. A Bahia Notícias, reproduzindo a Folha, data a primeira mensagem de 01/10/2024.
Kevin de Carvalho Marques (15 set. 2026): A assessoria de Kevin diz que ele não prestou serviços ao Master nem recebeu dinheiro de Vorcaro; confirma ter recebido R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos na área tributária administrativa, sem relação com o STF.
Kassio Nunes Marques (15 set. 2026): Na sessão do plenário do STF de 15/09/2026, ao declarar impedimento por presidir o TSE, o ministro disse que nunca julgou processo relacionado ao Master, que o filho nunca prestou serviço ao banco nem foi remunerado por ele, que não há registro de mensagem sua a Vorcaro e que atribui a ‘absoluta isenção’ aos votos que proferiu; o subtítulo do Poder360 diz que ele citou a quebra do próprio sigilo bancário, mas o texto lido não detalha a fala. Pedidos de que se abra investigação sobre ele (PT, 12/10) seguem sem resposta localizada.
Segundo relatório de inteligência financeira do Coaf revelado pelo Estadão em 19/03/2026, a Consult Inteligência Tributária recebeu cerca de R$ 18 milhões entre agosto de 2024 e julho de 2025 (R$ 6,6 milhões do Banco Master e R$ 11,3 milhões da JBS), tendo declarado faturamento de R$ 25,5 mil; o Coaf considerou as transações incompatíveis com a capacidade financeira da empresa, indicando que parte dos valores pode ter origem não formal.
Consult Inteligência Tributária (19 mar. 2026): A Consult diz atuar desde 2004 com outro CNPJ, ter aberto o atual em 2022 para atender Sul e Sudeste e ter mais de 300 clientes; que prestou ao Master e à JBS serviços de auditoria e consultoria tributária, desenvolvimento e implantação de sistemas e migração de dados; e que o pagamento de cerca de R$ 281 mil ao escritório de Kevin foi remuneração por serviços técnicos e de assessoria jurídica prestados em 2024 e 2025.
JBS (19 mar. 2026): A JBS diz que, como toda grande empresa, lida com a complexidade tributária e contrata consultores, entre eles a Consult; em julho acrescentou que os serviços foram prestados e documentados e que não tem ingerência sobre terceiros contratados pela consultoria.
Segundo a piauí (via Painel Político), no período da festa de fevereiro de 2025 o Master fez 14 transferências, no total de R$ 6,6 milhões, para a Consult, e a consultoria repassou R$ 282 mil a Kevin Marques.
A CNN afirma que, segundo a PF, a carteira de precatórios do setor sucroalcooleiro mantida pelo Master superava R$ 10 bilhões e que uma decisão favorável à Alcídia poderia afetá-la; o ICL Notícias, descrevendo relatório da PF de 09/02/2026, repete o valor de R$ 10 bilhões e registra a frase de André Kruschewsky Lima, então diretor jurídico do Master, de que o caso poderia ser ‘paradigma para nossos casos’.
Kassio Nunes Marques (21 set. 2026): À CNN e ao Metrópoles, o ministro classificou a divulgação como tentativa de criar narrativa para incriminá-lo; disse nunca ter autorizado ninguém a falar em seu nome, nunca ter trocado mensagens com Vorcaro, nunca ter votado a favor dele ou do Master e que o processo que julgou no STF não se relaciona às ações de precatórios do STJ. Sobre o Alcídia, a assessoria afirma que o impedimento fora registrado porque ele analisara o caso como vice-presidente do TRF-1, que depois concluiu não haver impedimento técnico e que as mensagens celebravam tese ampla, não caso do Master. Na peça de Vieira, a assessoria repete que não havia impedimento e que o processo tratava de tese de alcance amplo. Classificou como irresponsável relacionar sua atuação aos serviços prestados pelo filho ou por terceiros.
Segundo o Metrópoles (21/09/2026), confirmado pela CNN, a PF encontrou no celular de Vorcaro contrato de honorários entre o Master e o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos (da advogada Camilla Ramos) para atuar em 12 processos contra a União sobre indenizações do antigo IAA, com honorários de 5% líquidos sobre o que o banco recebesse, exigíveis até 5 dias após o ganho, que poderiam chegar a R$ 427 milhões sobre R$ 8,5 bilhões em créditos; a Itatiaia e o Times Brasil datam a minuta de março de 2024.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Camilla Ramos (17 set. 2026): Camilla diz prestar ao Master serviços cíveis, principalmente tributários, desde 2023 e que a família ficou numa residência oferecida a ela no Carnaval de 2025, sem contraprestação, vínculo comercial ou interesse profissional (Metrópoles). O escritório afirma manter contrato formal com o Master, ter 5% de êxito acordado, não ter recebido pró-labore nem êxito, não ter negociado a transferência dos precatórios, e que nenhum caso em que atua para o Master tramita no STF ou tem vínculo com ministros da Corte. A assessoria da advogada diz que o voo a Maceió foi particular e contratado por ela para a comemoração de seu aniversário.
Kassio Nunes Marques (21 set. 2026): À CNN e ao Metrópoles, o ministro classificou a divulgação como tentativa de criar narrativa para incriminá-lo; disse nunca ter autorizado ninguém a falar em seu nome, nunca ter trocado mensagens com Vorcaro, nunca ter votado a favor dele ou do Master e que o processo que julgou no STF não se relaciona às ações de precatórios do STJ. Sobre o Alcídia, a assessoria afirma que o impedimento fora registrado porque ele analisara o caso como vice-presidente do TRF-1, que depois concluiu não haver impedimento técnico e que as mensagens celebravam tese ampla, não caso do Master. Na peça de Vieira, a assessoria repete que não havia impedimento e que o processo tratava de tese de alcance amplo. Classificou como irresponsável relacionar sua atuação aos serviços prestados pelo filho ou por terceiros.
Newton Ramos (24 set. 2026): Em nota, Newton Ramos diz que mantinha relação pessoal com Vorcaro antes dos fatos investigados; que a consulta a Vorcaro sobre imóveis e transportes decorreu da participação societária deste na Prime You, em situação privada sem vínculo com funções públicas; que nunca julgou causa de interesse do Master e se considera impedido em processos de familiares; e que considera regular a correição do CNJ, confiando na Corregedoria e colocando-se à disposição. Não respondeu à Metrópoles sobre a casa do Joá.
Camilla Ewerton Ramos atua em processos do Master: segundo o Estadão (via Gazeta), recebeu procuração do banco em dezembro de 2024 e atua em ao menos três processos no STJ sobre créditos do setor de álcool; ela diz prestar ao Master serviços cíveis, principalmente tributários, desde 2023, e seu escritório diz que nenhum caso em que atua para o Master tramita no STF. O ICL registra R$ 1,6 bilhão em precatórios de interesse do Master em causas dela e de Gabriel Ramos no TRF-1.
Camilla Ramos (17 set. 2026): Camilla diz prestar ao Master serviços cíveis, principalmente tributários, desde 2023 e que a família ficou numa residência oferecida a ela no Carnaval de 2025, sem contraprestação, vínculo comercial ou interesse profissional (Metrópoles). O escritório afirma manter contrato formal com o Master, ter 5% de êxito acordado, não ter recebido pró-labore nem êxito, não ter negociado a transferência dos precatórios, e que nenhum caso em que atua para o Master tramita no STF ou tem vínculo com ministros da Corte. A assessoria da advogada diz que o voo a Maceió foi particular e contratado por ela para a comemoração de seu aniversário.
Segundo a Folha (via O Tempo/Folhapress, 08/07/2026), em novembro de 2025 o Master pediu que o inquérito sobre suas supostas fraudes ficasse com Kassio Nunes Marques; o caso foi sorteado para Dias Toffoli, que se declarou impedido, e hoje é relatado por André Mendonça.
Em decisão assinada em 22/09/2026, a pedido da AGU, o corregedor nacional de Justiça mandou cancelar 16 precatórios, de cerca de R$ 4,7 bilhões, de três usinas do setor sucroalcooleiro, que estavam em contas judiciais desde dezembro de 2023; a Itatiaia registra que a Usina Capricho aparece na minuta de contrato de honorários de março de 2024 com o escritório de Camilla Ramos e que os três grupos estão numa lista de ‘precatórios a receber’ achada no celular de Vorcaro.
Camilla Ramos (17 set. 2026): Camilla diz prestar ao Master serviços cíveis, principalmente tributários, desde 2023 e que a família ficou numa residência oferecida a ela no Carnaval de 2025, sem contraprestação, vínculo comercial ou interesse profissional (Metrópoles). O escritório afirma manter contrato formal com o Master, ter 5% de êxito acordado, não ter recebido pró-labore nem êxito, não ter negociado a transferência dos precatórios, e que nenhum caso em que atua para o Master tramita no STF ou tem vínculo com ministros da Corte. A assessoria da advogada diz que o voo a Maceió foi particular e contratado por ela para a comemoração de seu aniversário.
O liquidante do Banco Master, Eduardo Bianchini, respondeu à Câmara (a pedido do deputado Lindbergh Farias) que não encontrou "documentos, registros contábeis ou contratuais" de operações do banco para financiar ou patrocinar Dark Horse nem sobre operações do Master com o Havengate ligadas ao filme, "nos limites das informações examinadas".
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Eduardo Félix Bianchini (out. 2026): O liquidante respondeu à Câmara que não encontrou documentos, registros contábeis ou contratuais de operações do Master para financiar Dark Horse, nem sobre operações com o Havengate ligadas ao filme, nos limites das informações examinadas.
Segundo a declaração de Imposto de Renda de 2025, enviada à CPI do Crime Organizado, o Banco Master pagou R$ 2,3 milhões à Entre Investimentos e Participações, controlada por Antônio Carlos Freixo Júnior, segundo o Poder360.
Em diálogo de 05/02/2025, Zettel relatou recusas do câmbio do Master para a remessa e Vorcaro orientou o pagamento "via entre" (a Entre Investimentos); segundo o Metrópoles, Vorcaro perguntou para quem fazer o repasse e decretou: "Manda a grana".
Em nota de 14/04/2025, a 1ª Procuradoria do MPC-SP informou representações ao TCE-SP (protocoladas em 09/04/2025) sobre letras financeiras do Banco Master em cinco institutos de previdência paulistas, com base no CADPREV: Araras (R$ 29 milhões), Cajamar (R$ 87 milhões, mais de 15% da carteira), Santa Rita d'Oeste (R$ 2 milhões), Santo Antônio de Posse (R$ 7 milhões) e São Roque (R$ 93,15 milhões, mais de 18% da carteira, em menos de seis meses), total aproximado de R$ 218 milhões.
O MPC-SP pediu ao TCE-SP o acompanhamento dos investimentos e da gestão dos cinco institutos e esclarecimento dos gestores sobre medidas de mitigação (como venda das posições no mercado secundário), com fundamento no art. 43, §1º, da Lei de Responsabilidade Fiscal e no art. 6º, parágrafo único, I, da Lei 9.717/1998; o procurador menciona a crise reputacional e a questionada solidez patrimonial do Master desde o último trimestre de 2024.
Segundo a nota do MPC-SP de 18/03/2026, o instituto de Brodowski aplicou R$ 10 milhões em letras financeiras do Master em maio de 2024 (8,43% da carteira à época) e R$ 5 milhões no Texas I FIA em abril de 2025 (cerca de 4% da carteira; posição de cerca de R$ 664 mil em janeiro de 2026, perda aproximada de 87% do valor aplicado); as três representações somam R$ 19 milhões e os prejuízos potenciais em vários fundos chegam a cerca de R$ 27 milhões (cerca de 20% do patrimônio).
Na 4ª sessão ordinária do Conselho Deliberativo do Iprem-SP, em 14/04/2025 (ata nº 05/2025), a conselheira Lisandra Cristiane Gonçalves sugeriu que a Superintendência e a Diretoria Executiva não credenciassem o Banco Master, mesmo sem intenção de uso, para não prejudicar a imagem da autarquia; o presidente do Conselho, Everaldo Guedes de Azevedo França, e a conselheira Rosana Capputi Borges concordaram, e os demais votaram favoravelmente, sendo deliberado por unanimidade enviar a ata à Superintendência.
A tabela da Agência Câmara, com fonte na resposta do Ministério da Previdência ao RIC 8052/25, lista sete entes paulistas entre os 21 com aplicações em papéis do Master: São Roque (R$ 93,2 milhões), Cajamar (R$ 87 milhões), Araras (R$ 29 milhões), Brodowski (R$ 10 milhões), Santo Antônio de Posse (R$ 7 milhões), Fernão (R$ 3 milhões) e Santa Rita d'Oeste (R$ 2 milhões); nenhum ente estadual paulista consta.
Em depoimento à CPI da Câmara de São Roque em 14/05/2026, o presidente do São Roque Prev, Bruno Caparelli, disse que o instituto "possui R$ 108 milhões bloqueados" no Banco Master e que as sete aplicações em letras financeiras a partir de março de 2024 somam R$ 93 milhões, valores que não integram mais o patrimônio do fundo; disse também que há R$ 20 milhões no fundo imobiliário EAGL11 (Nest Eagle).
A Câmara de São Roque criou, em abril de 2026, CPI para investigar os R$ 93 milhões aplicados pelo São Roque Prev em letras financeiras do Master em 2024 (cerca de 18% da carteira): a decisão de investir, a suspeita de adulteração de documentos (duas versões da mesma ata do comitê) e a responsabilidade; o requerimento foi assinado por cinco vereadores, o prazo inicial é de 90 dias, e a comissão ficou com Guilherme Araujo Nunes (PSD), Wanderlei Divino Antunes (Republicanos) e Mateus Taraborelli Foina.
A Comissão Especial de Inquérito da Câmara de Araras concluiu, em relatório final apresentado pela vereadora Marluce Natália de Goes (PL), que há "falhas graves na gestão administrativa e financeira" da Araprev, irregularidades na composição dos conselhos e do comitê de investimentos, e analisou a aplicação de cerca de R$ 34 milhões no Banco Master; o relatório será enviado ao Ministério Público estadual, ao MPF e ao TCE-SP, e os relatórios de auditoria anexos não foram divulgados por causa da LGPD.
A Polícia Federal deflagrou em 23/04/2026 a Operação Moral Hazard sobre a aplicação do Iprem de Santo Antônio de Posse em letras financeiras do Master, por alerta da Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social: foram alvos o ex-diretor-presidente, a ex-supervisora de gestão, três integrantes do comitê de investimentos e o próprio Iprem, com afastamento de funções públicas e bloqueio de bens determinados pela Justiça Federal.
Segundo relatório de setembro de 2025 citado pelo Correio Braziliense, o Iprem de Santo Antônio de Posse tinha R$ 8,2 milhões em letras financeiras do Master; a prefeitura informa que o montante investigado é de R$ 7 milhões, aplicado em 2024 em título de dez anos.
O Fator informa que a exposição do Iprem de Santo Antônio de Posse equivalia a 6,48% dos ativos, acima do limite de 1% da política de investimentos, e que o instituto disse em novembro de 2025 ter aplicado R$ 7 milhões em 2024, valor diferente do apurado pela PF (cerca de R$ 13 milhões).
No cadastro da Receita Federal consultado em 17/10/2026, o Banco Master S/A (CNPJ 33.923.798/0001-00), em liquidação extrajudicial desde 18/11/2025, tem sede registrada no Rio de Janeiro/RJ, aberta em 25/04/1973, e Daniel Bueno Vorcaro consta como presidente do quadro de administradores.
A CPI da Câmara de Brodowski, após 180 dias, apontou "falhas graves de governança e deficiências estruturais" no instituto de previdência (o Viva o chama de Sisprev), com conselheiros sem a capacitação necessária, e estimou o prejuízo em cerca de R$ 15 milhões, que a reportagem descreve como a soma de R$ 10 milhões em letras financeiras do Master (maio de 2024) e R$ 5 milhões em fundo com exposição ao banco (abril de 2025); o relatório irá ao Ministério Público e ao TCE-SP, e a CPI não condenou ninguém.
O Metrópoles (13/04/2026), com base em documento do MPF que a coluna obteve, informa que a prefeitura de Embu das Artes (SP) teria investido cerca de R$ 46 milhões de recursos previdenciários em fundo (TMJ) que repassou parte do valor a fundos geridos pela Reag, e que o MPF vê a Operação Encilhamento (ao menos 25 municípios de sete estados) conectada à estrutura financeira associada ao banco de Vorcaro, hipótese formulada pelos procuradores com base no inquérito da PF.
Em 22/05/2026 a deputada estadual Bella Gonçalves enviou notícia-crime à Superintendência da PF em Minas Gerais sustentando que Zema sancionou a Lei nº 23.923 (data da lei ilegível na fonte) e editou o Decreto nº 48.370 (DO de 22/02/2022), ampliando em mais 10% a margem de consignação com destinação exclusiva a cartão benefício consignado, e que a doação de R$ 1 milhão de Henrique Moura Vorcaro ao Novo veio poucos meses depois do decreto, durante a campanha de reeleição; a deputada associa o ato ao CredCesta do Master e sugere possível favorecimento, sem a fonte afirmar troca de favores.
Em 04/05/2026 o presidente do TCE-MG, Durval Ângelo, vetou a entrada do Banco Master na lista de instituições autorizadas a conceder consignados a servidores, aposentados e pensionistas do próprio Tribunal, por causa da liquidação extrajudicial e do descumprimento do credenciamento; não havia consignações ativas em favor do Master na folha do órgão.
Segundo O Fator (09/01/2026), a Prevcon aplicou R$ 14 milhões em letras financeiras do Master em maio de 2024 e tinha, junto ao banco, saldo de cerca de R$ 16,5 milhões (rendimentos de cerca de R$ 2,5 milhões), equivalente a 2,78% do patrimônio de R$ 593,9 milhões do último relatório da carteira divulgado em outubro; os títulos não têm cobertura do FGC.
Em reunião na Câmara de Congonhas, convocado pelo vereador Igor Souza Costa (PL), o diretor-presidente da Prevcon, Antônio Odaque, disse que as aplicações são decididas por um comitê de investimentos e por conselheiros previdenciários, com apoio de consultoria técnica, que a Prevcon aguarda orientação do Banco Central, que uma assessoria jurídica acompanha o caso e que a tentativa de vender os títulos em outubro de 2025 não foi concluída pela corretora.
Prevcon (regime próprio de previdência dos servidores municipais de Congonhas) (dez. 2025): O diretor-presidente Antônio Odaque disse à Câmara que as aplicações são decididas por comitê de investimentos e conselheiros previdenciários com consultoria técnica, que a Prevcon aguarda o Banco Central, que uma assessoria jurídica acompanha o caso e que a tentativa de vender os títulos em outubro de 2025 não foi concluída pela corretora.
A Bloomberg Línea descreve Daniel Vorcaro como empresário mineiro e herdeiro do grupo familiar Multipar (Vorcaro Imóveis e Centro Sul Empreendimentos), com empreendimentos imobiliários na região de Belo Horizonte, do qual foi CEO; em 2016 comprou participação minoritária no Banco Máxima (Minas Gerais), em 2017 acertou o controle com aportes de mais de R$ 75 milhões e o BC oficializou a troca de controle em 12/10/2019.
A Cedae transferiu R$ 200 milhões ao Banco Master em 02/10/2023, em CDB com promessa de mais de 116% do CDI, segundo reportagem sobre a auditoria interna da companhia; a nota técnica que embasou a operação é datada do mesmo dia.
Segundo a ICL, quando o Master deixou de pagar o saldo a receber da Cedae era de R$ 220.486.968,53; o pedido de resgate foi feito no dia seguinte ao veto do Banco Central anunciado em 3 de setembro de 2025 (data de 04/09/2025 deduzida); a primeira parcela do reescalonamento foi depositada em 15 de setembro de 2025 e o calote se confirmou em novembro, quando o BC decretou a liquidação.
A auditoria interna da Cedae, concluída em 28/05/2026, aponta possível prejuízo de R$ 222,1 milhões com as aplicações no Master; outras reportagens falam em mais de R$ 220 milhões, sem detalhar a composição.
A política de investimentos da Cedae exigia classificação mínima A- e avaliação de ao menos duas agências; o Master tinha só a da Fitch (BBB-). Em 2023 a Cedae flexibilizou critérios de risco e rating: resolução da Diretoria Executiva de 22/08/2023, reunião do Comitê de Auditoria de 11/09/2023 e a 778ª reunião do Conselho de Administração, que aprovou alteração da Política Institucional de Aplicações Financeiras; o aporte veio em outubro.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo a auditoria interna, representantes do Master estiveram na sede da Cedae em 17/05/2023, reunião anterior ao primeiro contato formal informado pela administração anterior; em 27/06/2023 o Master pediu cadastro como contraparte da Cedae. O interlocutor do banco numa reunião em São Paulo foi Maurício Quadrado, então sócio e co-CEO.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Cláudio Castro (3 jun. 2026): Castro, por sua defesa, disse que o governador não participa da política de investimentos da Cedae, que a ligação entre o jantar em Nova York e a reunião na Cedae e falsa e que, a época, o Master tinha situação regular. A Cedae diz que a nova gestão mudou a política e exonerou os responsáveis.
Em 10/04/2026 o MPRJ pediu à Justiça o afastamento imediato do presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso, e o bloqueio de cerca de R$ 1 bilhão em bens de Cardoso, do ex-presidente Deivis Marcon Antunes, do Banco Master e da PKL One; o pedido cita os R$ 970 milhões investidos em letras e os R$ 118 milhões dos novos aportes sob suspeita. O texto não informa decisão judicial, e o Rioprevidência diz não ter sido notificado.
Segundo relatório da Comissão de Servidores Públicos da Alerj, descrito pela Revista Fórum, um decreto de Cláudio Castro publicado no Diário Oficial de 27/05/2021 criou margem adicional de 20% da remuneração líquida exclusiva para o cartão de benefícios, e a PKL One, operadora do Credcesta ligada ao grupo Master, recebeu autorização da Casa Civil para ofertar produtos ao funcionalismo; a carteira do Master no estado atingiu R$ 5,5 bilhões, em cerca de 156 mil contratos. A defesa de Castro nega qualquer favorecimento.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Cláudio Castro (jun. 2026): A defesa nega favorecimento ao Master, diz que as medidas seguiram os trâmites legais e que a instituição sucedeu uma financeira já credenciada no estado; afirma que a autorização à PKL One seguiu a normatização vigente. A defesa de Daniel Vorcaro disse que não se manifestaria sobre as conclusões da comissão.
Em edição do Diário Oficial de 05/10/2026 o governador em exercício Ricardo Couto suspendeu cautelarmente os descontos em folha de consignados do Banco Master e do Credcesta, para apurar cobranças indevidas, em duplicidade ou com indícios de fraude, com prazos de 15 dias úteis para reclamação dos servidores e 5 dias úteis para as instituições; o TCE-RJ analisa dois processos sobre o Credcesta.
O Itaprevi aplicou R$ 29,6 milhões em letras financeiras do Master em 28/06/2024 e R$ 30 milhões em 03/07/2024 (total de R$ 59,6 milhões), cerca de 20% do patrimônio do instituto, a maior fatia entre os 18 entes que investiram no banco; o caixa do instituto era de cerca de R$ 300 milhões e o déficit atuarial de cerca de R$ 1 bilhão.
Segundo o Jornal Razão, o CARE11 nasceu com a participação de empresas próximas da corretora Planner e do antigo Banco Máxima, que depois virou o Banco Master; segundo reportagem regional que cita relatórios da PF enviados ao STF, o fundo foi inicialmente administrado pela Máxima Asset Management, Vorcaro teria aportado mais de R$ 154 milhões no fundo em 2023 e 2024, e o fundo tem 20% das ações da Cortel, concessionária de cemitérios em São Paulo.