Pagamentos e contratos
- Pagador efetivo
- BRB - Banco de Brasília S.A.
- Origem conhecida dos recursos
- desconhecida (caixa do BRB)
- Destinatário contratual
- Banco Master
- Beneficiário final
- Não demonstrado
- Finalidade declarada
- Compra de carteiras de crédito do Master (e empresas ligadas) pelo BRB entre julho de 2024 e outubro de 2025.
Valores por natureza
Proposto, contratado, pago e recebido são coisas diferentes e não se somam.
| Natureza | Valor | Bruto/líquido | Impostos | Data | Nota | Evidência |
|---|
| Pago | R$ 16,7 bi | desconhecido | — | jul. 2024 a out. 2025 | | [evid] |
| Estimado | R$ 17 bi | desconhecido | — | 27 fev. 2026 | | [evid] [evid] |
| Contratado | R$ 17,5 bi | desconhecido | — | 2024 a 2025 | | [evid] |
Hipótese investigativa
De quem: PF (laudo de 13/08/2026 e petição de fev/2026), via Metrópoles e Folhapress. Aquisições para salvar o Master (intenção 'clara' de salvar o banco, segundo a PF) com gestão fraudulenta segundo o laudo.
Hipótese não é fato demonstrado.
Laudo pericial da PF de 13/08/2026, tornado público em 11/09/2026, aponta participação individual de seis ex-dirigentes do BRB nas aquisições de carteiras do Master (R$ 17,5 bi): Paulo Henrique Costa (presidente), Cristiane Maria Lima Bukowitz (Gestão de Pessoas), Dario Oswaldo Garcia Junior (Finanças e Controladoria, unidade proponente das notas executivas, aparece em e-mails autorizando liquidação), Luana de Andrade Ribeiro (Controle e Riscos, assinou relatórios de desenquadramento e votou a favor em 11 deliberações posteriores), Diogo Ilario de Araujo Oliveira (Atacado e Governo) e José Maria Correa Dias Junior (Tecnologia). O diretor jurídico Jacques Veloso não foi individualizado por não ter voto.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 13 ago. 2026
- Fonte
- PF aponta gestão fraudulenta de ex-diretores do BRB em negócios com Master — Metrópoles (coluna Grande Angular), set. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Conclusão de laudo da PF descrita por uma única reportagem; laudo não examinado. A reportagem não cita dispositivo penal nem diz que os seis são investigados formalmente; usa 'gestão fraudulenta' como descrição da PF. A reportagem não traz respostas dos citados.
- Citados
- Paulo Henrique Costa, Dario Oswaldo Garcia Junior, Luana de Andrade Ribeiro, Diogo Ilario de Araujo Oliveira, José Maria Correa Dias Junior, Cristiane Maria Lima Bukowitz, BRB - Banco de Brasília S.A., Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Segundo a PF, o BRB transferiu cerca de R$ 17 bi ao Master na compra de carteiras de crédito e cerca de R$ 12,2 bi eram títulos sem valor (CCBs derivadas de consignados inexistentes gerados pela Tirreno). A PF classifica as operações como de finalidade contábil imediata, sem fundamento econômico. O BRB declara que seus ex-dirigentes não devem ser confundidos com a instituição, que se apresenta como vítima, e admite ter comprado carteiras que não podia auditar por falta de documentos.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 27 fev. 2026
- Fonte
- Relatório da PF aponta que BRB comprou R$ 17 bilhões em créditos do Master — Diário de Cuiabá (Folhapress), 14 set. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Petição da PF de fevereiro não examinada. Valores aproximados ('cerca de'); a matéria não detalha como se chega a R$ 17 bi. O Brasil de Fato descreve R$ 17 bi como PREJUÍZO estimado, a Folhapress como VALOR TRANSFERIDO: natureza divergente, ver relatório.
- Citados
- BRB - Banco de Brasília S.A., Banco Master, Tirreno (consultoria), Polícia Federal, Paulo Henrique Costa, Dario Oswaldo Garcia Junior
- Estado
- Documentado
Versão dos envolvidos
BRB - Banco de Brasília S.A. (set. 2026): O BRB diz que as operações fazem parte do conjunto de transações ligadas ao ecossistema do Master, em reavaliação pelo banco e por órgãos competentes; afirma que ex-dirigentes não se confundem com a instituição, que se apresenta como vítima, e admite ter comprado carteiras que não podia auditar por falta de documentos.
Paulo Henrique Costa (16 abr. 2026): O advogado Cleber Lopes critica a prisão e afirma que o cliente não cometeu crime; em 15/10/2026 a defesa diz que ele foi presidente do banco, não dono, que decisões desse porte exigiam aprovação do conselho e que o acionista majoritário era o GDF.
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