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Dossiê Dark Horse

Dark Horse: o financiamento do filme sobre Bolsonaro e as relações investigadas com Vorcaro

Flávio Bolsonaro admite ter pedido patrocínio a Daniel Vorcaro para uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. Uma empresa ligada ao caso Master mandou milhões de dólares a um fundo nos Estados Unidos que deveria custear o filme. A Polícia Federal investiga a origem e o destino do dinheiro; nada disso foi julgado.

Documentado Atualizado em 17 out. 2026. Números entre colchetes levam à evidência.

Em resumo

Dark Horse — registrado na Ancine como “O Azarão” — é uma cinebiografia de ficção sobre Jair Bolsonaro, gravada em inglês [1] [2]. Seu lançamento no Brasil foi adiado para 2027 [3].

O senador Flávio Bolsonaro confirmou ter pedido patrocínio a Daniel Vorcaro para o filme [4]. Relatórios da Polícia Federal tornados públicos falam em R$ 131 milhões pedidos [5]; o Intercept, em cerca de US$ 24 milhões negociados [6]. São números de pedido e de negociação, não de pagamento.

O dinheiro que de fato saiu, segundo a PF e o Coaf, foi enviado pela Entre Investimentos e Participações a um fundo no Texas, o Havengate Development Fund: ao menos US$ 12,3 milhões em sete remessas, a primeira de US$ 2 milhões em 13/02/2025 [7] [8]. O dono da Entre, Antônio Carlos Freixo Júnior, fez acordo de colaboração com a PGR e confirmou as transferências [9] [10].

Por que o caso é relevante

Financiar um filme não é, por si, irregular. O caso chama atenção por elementos específicos apontados pelas fontes:

  • O pagador não é o Banco Master. As remessas saíram da Entre. Em mensagens de fevereiro de 2025 divulgadas pelo Intercept, Vorcaro orienta o pagamento “via entre” depois de recusas do câmbio do Master [11]. O liquidante do Master disse não ter encontrado registros do financiamento no banco [12].
  • O fundo estava parado. O Havengate, segundo o Coaf citado pela PF, estava inativo havia anos antes das remessas [13], e é administrado por pessoas ligadas a Eduardo Bolsonaro [14].
  • O dinheiro enviado não bate com o registrado. A PF aponta divergência “severa” entre mais de US$ 12 milhões enviados e US$ 2,8 milhões registrados como entrada no Brasil [15]. A produtora, por laudo privado, declara custo de US$ 13,3 milhões [16].
  • Um senador cobrava as parcelas. Em áudio de 08/09/2025, Flávio procura Vorcaro por causa de parcelas atrasadas [17].

O que não foi demonstrado

Não há, nas fontes consultadas, contrato público do patrocínio, comprovação de que algum valor tenha sido pago a Flávio ou a Eduardo pessoalmente, nem indiciamento, denúncia ou condenação de qualquer pessoa no caso. Flávio é investigado no inquérito aberto pelo ministro André Mendonça [18] [19]; investigado não é réu.

As respostas

Flávio afirma que pediu patrocínio privado e legal para um filme privado [20]. A defesa de Eduardo e os gestores do fundo contestam a versão da PGR de que ele orientou a gestão dos recursos [21]. As respostas completas estão na seção “Respostas dos envolvidos”, abaixo.

Quais são as suspeitas?

Cada suspeita é atribuída a quem a formulou. Financiar um filme não é, por si, irregular; o que segue é o que as fontes e a investigação apontam, o que as evidências mostram e o que não mostram.

As sete remessas da Entre Investimentos e Participações ao Havengate Development Fund LP (EUA), somando cerca de US$ 12,3 milhões em 2025, seriam evasão de divisas.

Quem apresentou
Polícia Federal: crime citado no pedido de prorrogação do inquérito (O Tempo, 17/10/2026; Gazeta do Povo, 16/10/2026) e, segundo o Jornal Grande Bahia (derivado da Folha, 14/10/2026), a linha mais avançada da investigação sobre Vorcaro.
Procedimento
Inquérito (PET sigilosa vinculada ao INQ 5026) sobre financiamento do filme Dark Horse com recursos atribuídos a Vorcaro; PF pediu mais 90 dias em 15/10/2026
O que as evidências demonstram
Que a Entre remeteu valores ao Havengate (RIF/Coaf descrito pela PF; comprovante de US$ 2 mi em 13/02/2025; confirmação do colaborador, que fala em sete transferências a pedido de Vorcaro) e que o fundo estava operacionalmente inerte antes. Investigadores veem elementos técnicos para a hipótese (JGB, derivado da Folha).
O que não demonstram
Os documentos descritos não mostram, por si, que as remessas tenham fugido dos canais legais de câmbio: a PF ainda confronta contratos de câmbio de ingresso e aguarda a perícia do INC. Não há indiciamento, denúncia ou decisão judicial sobre o crime. Enviar dinheiro a fundo no exterior não é, isoladamente, ilícito.
Situação atual
Em apuração no inquérito sob relatoria de Mendonça; PF pediu 90 dias em 15-16/10/2026, sem decisão noticiada; perícia do INC e cooperação com os EUA pendentes. (15 out. 2026)
Resposta — Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.
Resposta — Grupo Entre (jun. 2026): O Grupo Entre afirmou operar em conformidade com as normas do setor financeiro e se colocou à disposição das autoridades (Congresso em Foco); a BBC registra que a Entre nega vínculo societário com Vorcaro.
Resposta — Antônio Carlos Freixo Júnior (set. 2026): Em colaboração à PGR (descrita por O Globo/Folha PE), Freixo disse que fez as transferências a pedido de Vorcaro, não sabia que financiariam um filme e que o pedido de Zettel apresentou o envio como investimento imobiliário. Declaração de colaborador: alegação até comprovação.
Resposta — Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas.
Evidências citadas (7)

Segundo relatórios da PF tornados públicos, Flávio Bolsonaro pediu R$ 131 milhões a Vorcaro para a produção; R$ 60 milhões "teriam sido pagos"; relatório de inteligência financeira aponta ao menos sete remessas da Entre Investimentos ao Havengate Development Fund LP (EUA), somando US$ 12,33 milhões, a primeira de US$ 2 milhões em 13/02/2025.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).

Segundo o Poder360 (relatório da PF), o Coaf identificou repasses da Entre Investimentos e Participações ao Havengate somando US$ 12,3 milhões ao longo de 2025; o fundo foi criado em 2020 para um projeto imobiliário no Texas que prometia green card a investidores, ficou inativo cerca de quatro anos ("operacionalmente inerte") e foi reativado em fevereiro de 2025 para receber os repasses.

Fonte únicaFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)seções "Valores" e "Histórico do fundo"#f11-coaf-12-3-fundo-inerte

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.

Há comprovante de ordem de transferência internacional de US$ 2 milhões em 13/02/2025 da Entre Investimentos e Participações para o Havengate Development Fund LP (Congresso em Foco e BBC, a partir do Intercept); o relatório da PF, segundo o Poder360, registra "a 1ª remessa de US$ 2.000.000" em 13/02/2025, enviada pela Entre para o financiamento do filme.

Confirmado por fontes independentesFonte: Congresso em Foco · original (abre em nova aba)Congresso em Foco, "Comprovante bancário"; Poder360, relatório da PF#f11-comprovante-2mi-0213

Em colaboração à PGR, Antônio Carlos Freixo Júnior ("Mineiro"), dono da Entre Investimentos, confirmou ter feito sete transferências ao Havengate somando US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões, conversão da reportagem), de fevereiro a setembro de 2025, a pedido de Vorcaro; o sétimo pagamento teria sido de US$ 1,66 milhão. Também relatou entregas de dinheiro vivo a pessoas indicadas por Vorcaro, sem saber a finalidade.

AlegadoGraveFonte: ICL Notícias · original (abre em nova aba)texto da reportagem (O Globo via ICL)#f11-freixo-sete-transferencias

A PF pediu ao STF, por ofício ao ministro André Mendonça, 90 dias adicionais no inquérito sobre o financiamento de Vorcaro a Dark Horse (prazo inicial vencido em 10/10/2026); cita pendências: perícia contábil-financeira do INC em andamento, compatibilidade entre gastos declarados pela Go Up (laudo privado), contratos de câmbio e o fluxo de US$ 12,3 mi, análise de dados telemáticos de Zettel e Freixo e cooperação jurídica internacional com os EUA para obter registros da Go Up. Crimes citados: evasão de divisas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

O Jornal Grande Bahia, citando a Folha, diz que a PF avalia dividir a apuração: concluir primeiro a parte mais avançada, sobre suspeitas de evasão de divisas atribuídas a Vorcaro, e depois aprofundar a apuração sobre Flávio Bolsonaro, que dependeria de dados bancários nos EUA; segundo a mesma reportagem, o pedido de cooperação aos EUA foi encaminhado em 09/10/2026. A reportagem menciona o Inquérito 5.070 (protocolado em 06/08/2026, relator Mendonça), mas não o identifica como o inquérito de Dark Horse e não cita Vorcaro nem Flávio entre os investigados listados nele.

Fonte únicaFonte: Jornal Grande Bahia · original (abre em nova aba)seções "O que a PF avalia" e "Datas-chave"#f11-pf-fatiar

A PF examina se o projeto do filme poderia ter servido de 'narrativa de cobertura' para a ocultação, simulação e desvio de recursos (G1, via Brasil 247, 17/10/2026). Lavagem de dinheiro consta entre os crimes citados pela PF no pedido de prorrogação do inquérito (O Tempo, Gazeta do Povo), sem que as reportagens liguem o crime a essa hipótese específica.

Quem apresentou
Polícia Federal, em documento citado pelo G1 e reproduzido pelo Brasil 247 (17/10/2026); lavagem de dinheiro consta entre os crimes citados pela PF no pedido de prorrogação (O Tempo) e no pedido de investigação (Agência Brasil).
Procedimento
Inquérito (PET sigilosa vinculada ao INQ 5026) sobre financiamento do filme Dark Horse com recursos atribuídos a Vorcaro; PF pediu mais 90 dias em 15/10/2026
O que as evidências demonstram
Que o filme foi produzido (filmagens em 2025, exibição em junho de 2026) e que há duas versões de custo e de fluxo não conciliadas: US$ 12,3 mi enviados pela Entre, US$ 13,3 mi enviados pelo Havengate ao filme (laudo privado) e US$ 2,8 mi registrados como entrada.
O que não demonstram
Não demonstram desvio nem o destino da diferença. Os números estão em moedas e recortes de data diferentes, vêm de documentos de alcance diferente (PF, laudo privado da parte) e a perícia oficial não terminou. O financiamento privado de um filme não é crime por si; a suspeita depende de o dinheiro de origem ilícita ter sido ocultado, o que a PF ainda não demonstrou publicamente.
Situação atual
Em apuração; perícia do INC em andamento; informações da produtora nos EUA dependem de cooperação jurídica internacional. (17 out. 2026)
Resposta — Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas.
Resposta — Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.
Evidências citadas (5)

Segundo o G1 (via Brasil 247), a PF aponta "severa" divergência entre mais de US$ 12 milhões enviados ao exterior e US$ 2,8 milhões registrados como entrada no Brasil (diferença de mais de US$ 9,2 milhões) e examina se a produção serviu de "narrativa de cobertura" para ocultação, simulação e desvio de recursos; a PF compara os gastos declarados pela Go Up (R$ 75,1 milhões, cerca de R$ 54 mi no exterior e R$ 20,9 mi no Brasil), contratos de câmbio e o fluxo de US$ 12,3 mi.

AlegadoGraveFonte: Brasil 247 · original (abre em nova aba)seções "Core allegation" e "Production costs"#f11-divergencia-severa-pf
Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas.

Segundo o Metrópoles, o laudo privado contratado pela Go Up declara custo de US$ 13,3 milhões (cerca de R$ 75 milhões) e orçamento inicial aprovado de US$ 16 milhões (R$ 89,7 milhões); por rubrica (US$): desenvolvimento 383 mil, soft-production 2,6 mi, pré-produção EUA 2,6 mi, filmagem EUA 1,9 mi, filmagem Brasil 3,7 mi, pós-produção EUA 1,9 mi. Em reais, EUA R$ 54,2 mi e Brasil R$ 20,9 mi, dos quais cerca de R$ 18,4 mi por Pix.

AlegadoFonte: Metrópoles · original (abre em nova aba)seções "Custo declarado" e "Composição"#f11-orcamento-declarado-produtora

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

O laudo privado conclui que "os ingressos vinculados ao projeto possuem origem privada" e que, até 10/06/2026, o Havengate Development Fund LP enviara US$ 13,3 milhões ao filme. O Money Times (Estadão Conteúdo) acrescenta que Karina Gama informou à Justiça, por meio de perícia, que R$ 75 milhões foram gastos na produção, todos de um fundo dos EUA controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro.

AlegadoFonte: Metrópoles · original (abre em nova aba)seção "Perícia"; Money Times, seção "Responses"#f11-laudo-origem-privada

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas.

Segundo relatórios da PF tornados públicos, Flávio Bolsonaro pediu R$ 131 milhões a Vorcaro para a produção; R$ 60 milhões "teriam sido pagos"; relatório de inteligência financeira aponta ao menos sete remessas da Entre Investimentos ao Havengate Development Fund LP (EUA), somando US$ 12,33 milhões, a primeira de US$ 2 milhões em 13/02/2025.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).

A PF pediu ao STF, por ofício ao ministro André Mendonça, 90 dias adicionais no inquérito sobre o financiamento de Vorcaro a Dark Horse (prazo inicial vencido em 10/10/2026); cita pendências: perícia contábil-financeira do INC em andamento, compatibilidade entre gastos declarados pela Go Up (laudo privado), contratos de câmbio e o fluxo de US$ 12,3 mi, análise de dados telemáticos de Zettel e Freixo e cooperação jurídica internacional com os EUA para obter registros da Go Up. Crimes citados: evasão de divisas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

A disponibilização do dinheiro a pedido do senador Flávio Bolsonaro configuraria hipótese de corrupção.

Quem apresentou
Polícia Federal, no pedido de instauração da petição, segundo a Agência Brasil (11/09/2026): "lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos"; O Tempo (17/10/2026) cita corrupção ativa entre os crimes apurados.
Procedimento
Inquérito (PET sigilosa vinculada ao INQ 5026) sobre financiamento do filme Dark Horse com recursos atribuídos a Vorcaro; PF pediu mais 90 dias em 15/10/2026
O que as evidências demonstram
Que Flávio admitiu ter pedido patrocínio privado a Vorcaro e cobrou parcelas atrasadas (áudio de 08/09/2025, não negado), e que o dinheiro foi remetido a um fundo nos EUA, não a Flávio.
O que não demonstram
Não demonstram contrapartida, ato de ofício, benefício pessoal a Flávio nem que ele tenha recebido dinheiro; o destinatário contratual das remessas é o fundo. Patrocínio de filme por empresário não é, por si, vantagem indevida.
Situação atual
Flávio investigado desde 22/07/2026 (revelado em 10-11/09/2026); sem indiciamento ou denúncia nas fontes lidas. (22 jul. 2026)
Resposta — Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Resposta — Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.
Resposta — Flávio Bolsonaro (out. 2026): Segundo coluna de Mônica Bergamo (Folha) citada pelo Brasil 247, Flávio disse que o dinheiro veio de patrocínio negociado em acordo privado com Vorcaro; seu gabinete diz que ele apenas negociou o patrocínio, não participou dos pagamentos e não foi informado de como as transferências foram feitas. Nenhum contrato foi apresentado, segundo a reportagem.
Evidências citadas (5)

Segundo a Agência Brasil (cópia no DGABC), Flávio Bolsonaro foi incluído como investigado em 22/07/2026 no inquérito que apura o repasse de R$ 61 milhões de Vorcaro para o filme; o pedido da PF cita lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos; Eduardo Bolsonaro também é alvo, apontado como possível beneficiário de parte do dinheiro; a suspeita é que o valor foi disponibilizado a pedido do senador. A inclusão só se tornou pública com o levantamento de sigilo de 10/09/2026.

Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.

Em nota de 13/05/2026, Flávio Bolsonaro confirmou ter pedido patrocínio ao então banqueiro Daniel Vorcaro para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024 e retomado quando houve atraso de parcelas; negou oferecer vantagens, promover encontros fora da agenda, intermediar negócios com o governo, receber dinheiro ou usar recursos públicos ou a Lei Rouanet. Em 15/06/2026, em Las Vegas, disse que a relação com Vorcaro foi "única e exclusivamente por causa do filme".

Confirmado por fontes independentesFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)Poder360, seções "O que admitiu/negou"; Gazeta do Povo, "Declarações"#f11-flavio-admite-pedido
Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.

Segundo relatórios da PF tornados públicos, Flávio Bolsonaro pediu R$ 131 milhões a Vorcaro para a produção; R$ 60 milhões "teriam sido pagos"; relatório de inteligência financeira aponta ao menos sete remessas da Entre Investimentos ao Havengate Development Fund LP (EUA), somando US$ 12,33 milhões, a primeira de US$ 2 milhões em 13/02/2025.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).

Em áudio de 08/09/2025, Flávio procurou Vorcaro por causa de parcelas atrasadas e demonstrou preocupação com o efeito do atraso na produção, mencionando o "momento muito decisivo" e a possibilidade de "calote" com atores; a PF e o Intercept descrevem o mesmo áudio, e Flávio não nega a autenticidade dos áudios em que pede recursos.

Confirmado por fontes independentesFonte: Agência Brasil · original (abre em nova aba)Agência Brasil, "08/09/2025"; Metrópoles, "08/09/2025"; Brasil 247, "Setembro de 2025"#f11-audio-0908-flavio

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.

Em 07/11/2025, após enviar um vídeo de visualização única, Flávio escreveu a Vorcaro "Tudo isso só está sendo possível por causa de vc"; Vorcaro respondeu "Que demais" e "Ficou perfeito" (Intercept via Brasil 247).

Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.

Parte do dinheiro enviado ao Havengate teria custeado a permanência de Eduardo Bolsonaro nos EUA.

Quem apresentou
Polícia Federal e PGR (Agência Brasil, 12/09/2026; Gazeta do Povo, 16/10/2026; Poder360, 11/09/2026): linha de apuração, não acusação.
Procedimento
Inquérito (PET sigilosa vinculada ao INQ 5026) sobre financiamento do filme Dark Horse com recursos atribuídos a Vorcaro; PF pediu mais 90 dias em 15/10/2026
O que as evidências demonstram
Que Eduardo é descrito como interlocutor sobre a gestão dos recursos nos EUA e como produtor executivo (contrato), e que o fundo é administrado por seu advogado.
O que não demonstram
Não demonstram pagamento a Eduardo nem despesa pessoal dele paga com dinheiro do fundo; a reportagem do ICL diz que 'não afirma que ele recebeu recursos'. A coincidência de datas (mudança para o Texas em fevereiro de 2025, mês da primeira remessa) não prova nexo.
Situação atual
Em apuração; Eduardo é tratado como alvo; PF depende de dados bancários nos EUA. (12 set. 2026)
Resposta — Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Resposta — Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).
Resposta — Eduardo Bolsonaro (out. 2026): Segundo o Brasil 247 (17/10/2026), Eduardo nega ter recebido dinheiro de fundo ligado a Vorcaro, diz que seu status imigratório nos EUA não permitiria e que informou às autoridades dos EUA a origem dos fundos que usou. A reportagem não traz data nem canal da fala.
Resposta — Mario Frias (15 maio 2026): A defesa de Frias negou que Eduardo fosse produtor executivo e disse que ele nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento ligado ao filme.
Resposta — Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.
Evidências citadas (5)

Nos arquivos que tiveram o sigilo levantado, manifestação da PGR diz que Eduardo Bolsonaro "orientou" a gestão dos recursos de Dark Horse nos EUA; o Poder360 relata que a PF o aponta como responsável por orientar como o dinheiro de Vorcaro seria gerido nos EUA com base em conversas extraídas do celular de Vorcaro.

ContestadoGraveFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)Poder360, "People and documents"; Poder360 (11/09), "Papel atribuído a Eduardo"#f11-eduardo-orientou-pgr

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).

Em 21/03/2025 (Poder360; a Agência Brasil diz "março"), Thiago Miranda enviou a Vorcaro uma captura de tela de conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro com orientações sobre como os recursos poderiam ser geridos nos EUA, com referência à disponibilidade de Altieres Santana; segundo a Agência Brasil, a conversa dizia que o ideal seria os recursos já estarem nos EUA e que remessas de empresa brasileira sem orçamento grande teriam de ser feitas aos poucos, em cerca de seis meses; a PGR também citou o diálogo. O Intercept (via Estado de Minas) afirma que Eduardo sugeriu enviar "o máximo possível" de recursos ao exterior.

AlegadoGraveFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)Poder360, seção "Papel atribuído a Eduardo"; Agência Brasil, "Mensagem de Eduardo Bolsonaro"#f11-msg-2025-03-eduardo-print

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).

A BBC registra, com base no Controlador de Contas Públicas do Texas, que o Havengate Development Fund LP é um fundo sediado em Dallas (Texas), administrado pela Havengate Development Fund GP LLC, cujos membros são Paulo Calixto e Altieris Santana, e cujo agente legal é o escritório Law Offices of Paulo Calixto PLLC; segundo o Poder360 (PF), Calixto mantinha sociedade na gestão do fundo com Altieres Santana e é advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro.

Confirmado por fontes independentesFonte: BBC News Brasil (republicada pelo O Povo) · original (abre em nova aba)BBC, seção "Administrador e agente registrado"; Poder360, "Calixto"#f11-havengate-gestores

Contrato assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30/01/2024, entre ele, o deputado Mario Frias e a GoUp Entertainment como produtora, o descreve como produtor executivo, com atividades que incluem "envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme" e ajudar a identificar fontes de financiamento (créditos, incentivos fiscais, colocação de produtos, patrocínio). A BBC News Brasil registra que o texto data de novembro de 2023 e que o filme se chamava "O Capitão do Povo".

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).
Mario Frias (15 maio 2026): A defesa de Frias negou que Eduardo fosse produtor executivo e disse que ele nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento ligado ao filme.

Segundo o Poder360 (relatório da PF), o Coaf identificou repasses da Entre Investimentos e Participações ao Havengate somando US$ 12,3 milhões ao longo de 2025; o fundo foi criado em 2020 para um projeto imobiliário no Texas que prometia green card a investidores, ficou inativo cerca de quatro anos ("operacionalmente inerte") e foi reativado em fevereiro de 2025 para receber os repasses.

Fonte únicaFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)seções "Valores" e "Histórico do fundo"#f11-coaf-12-3-fundo-inerte

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.

Os recursos remetidos pela Entre pertenceriam a Vorcaro ou a empresas do grupo dele (hipótese de "dono oculto"), e não a um patrocinador independente.

Quem apresentou
Polícia Federal (investiga se Vorcaro seria "dono oculto" da Entre, segundo a BBC); colaborador Freixo (pagamentos a pedido de Vorcaro, segundo O Globo/ICL); Intercept (pagamentos atribuídos a Vorcaro).
Procedimento
Inquérito (PET sigilosa vinculada ao INQ 5026) sobre financiamento do filme Dark Horse com recursos atribuídos a Vorcaro; PF pediu mais 90 dias em 15/10/2026
O que as evidências demonstram
Que a Entre foi a pagadora das remessas e que o dono da Entre afirma, em colaboração, ter remetido a pedido de Vorcaro. Classificação das cinco categorias do briefing: (1) recursos pessoais atribuídos a Vorcaro: atribuição da PF/colaborador, sem documento aberto; (2) recursos contabilizados pelo Master: o liquidante não achou registro; (3) empresas do grupo: Entre, vínculo disputado; (4) terceiros: não identificados; (5) origem não demonstrada: é o estado atual.
O que não demonstram
Não demonstram que o dinheiro era de Vorcaro, do Master ou de empresas do grupo, nem a origem dos fundos da Entre. O pagamento de R$ 2,3 mi do Master à Entre não tem objeto informado. A Entre nega vínculo societário com Vorcaro. "Sem registro no Master" não exclui outras empresas ou pessoas físicas.
Situação atual
Origem dos recursos sem esclarecimento público; PF analisa dados telemáticos de Freixo e Zettel e aguarda cooperação dos EUA. (17 out. 2026)
Resposta — Grupo Entre (jun. 2026): O Grupo Entre afirmou operar em conformidade com as normas do setor financeiro e se colocou à disposição das autoridades (Congresso em Foco); a BBC registra que a Entre nega vínculo societário com Vorcaro.
Resposta — Eduardo Félix Bianchini (out. 2026): O liquidante respondeu à Câmara que não encontrou documentos, registros contábeis ou contratuais de operações do Master para financiar Dark Horse, nem sobre operações com o Havengate ligadas ao filme, nos limites das informações examinadas.
Resposta — Antônio Carlos Freixo Júnior (set. 2026): Em colaboração à PGR (descrita por O Globo/Folha PE), Freixo disse que fez as transferências a pedido de Vorcaro, não sabia que financiariam um filme e que o pedido de Zettel apresentou o envio como investimento imobiliário. Declaração de colaborador: alegação até comprovação.
Resposta — Flávio Bolsonaro (out. 2026): Segundo coluna de Mônica Bergamo (Folha) citada pelo Brasil 247, Flávio disse que o dinheiro veio de patrocínio negociado em acordo privado com Vorcaro; seu gabinete diz que ele apenas negociou o patrocínio, não participou dos pagamentos e não foi informado de como as transferências foram feitas. Nenhum contrato foi apresentado, segundo a reportagem.
Evidências citadas (6)

A BBC registra que a Entre é liderada por Antônio Carlos Freixo Júnior, alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero; que o Banco Central decretou em março de 2026 a liquidação extrajudicial da Entrepay e de empresas do mesmo conglomerado; que a PF investiga se Vorcaro seria "dono oculto" da Entre; e que a Entre nega vínculo societário com Vorcaro.

Grupo Entre (jun. 2026): O Grupo Entre afirmou operar em conformidade com as normas do setor financeiro e se colocou à disposição das autoridades (Congresso em Foco); a BBC registra que a Entre nega vínculo societário com Vorcaro.

Em colaboração à PGR, Antônio Carlos Freixo Júnior ("Mineiro"), dono da Entre Investimentos, confirmou ter feito sete transferências ao Havengate somando US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões, conversão da reportagem), de fevereiro a setembro de 2025, a pedido de Vorcaro; o sétimo pagamento teria sido de US$ 1,66 milhão. Também relatou entregas de dinheiro vivo a pessoas indicadas por Vorcaro, sem saber a finalidade.

AlegadoGraveFonte: ICL Notícias · original (abre em nova aba)texto da reportagem (O Globo via ICL)#f11-freixo-sete-transferencias

Segundo a Agência O Globo (Folha PE), Freixo contou à PGR que recebeu mensagens de Vorcaro entre o fim de 2024 e o início de 2025, que não sabia que o dinheiro financiaria um filme e que foi procurado por Paulo Calixto, que gere o fundo; o Brasil 247 (16/10/2026) acrescenta que o pedido de enviar recursos aos EUA veio de Fabiano Zettel, apresentado como investimento imobiliário.

AlegadoGraveFonte: Folha PE (Agência O Globo) · original (abre em nova aba)seção "Freixo's plea"; Brasil 247, seção "Rastreamento da PF"#f11-freixo-nao-sabia-filme

Segundo a declaração de Imposto de Renda de 2025, enviada à CPI do Crime Organizado, o Banco Master pagou R$ 2,3 milhões à Entre Investimentos e Participações, controlada por Antônio Carlos Freixo Júnior, segundo o Poder360.

Fonte únicaFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)texto da reportagem#f11-master-entre-2-3

O liquidante do Banco Master, Eduardo Bianchini, respondeu à Câmara (a pedido do deputado Lindbergh Farias) que não encontrou "documentos, registros contábeis ou contratuais" de operações do banco para financiar ou patrocinar Dark Horse nem sobre operações do Master com o Havengate ligadas ao filme, "nos limites das informações examinadas".

Fonte únicaFonte: Brasil 247 · original (abre em nova aba)seção "Resposta do liquidante"#f11-liquidante-sem-registros

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Eduardo Félix Bianchini (out. 2026): O liquidante respondeu à Câmara que não encontrou documentos, registros contábeis ou contratuais de operações do Master para financiar Dark Horse, nem sobre operações com o Havengate ligadas ao filme, nos limites das informações examinadas.

O repasse de recursos a Dark Horse integraria atuação de organização criminosa.

Quem apresentou
Polícia Federal, crime citado no pedido de prorrogação (O Tempo, 17/10/2026; Gazeta do Povo, 16/10/2026).
Procedimento
Inquérito (PET sigilosa vinculada ao INQ 5026) sobre financiamento do filme Dark Horse com recursos atribuídos a Vorcaro; PF pediu mais 90 dias em 15/10/2026
O que as evidências demonstram
Que a PF relaciona o crime entre os apurados no inquérito.
O que não demonstram
Não demonstram a existência da organização, seus integrantes ou a ligação com o filme. Não confundir com a Compliance Zero.
Situação atual
Em apuração; sem detalhes públicos. (15 out. 2026)
Evidências citadas (1)

A PF pediu ao STF, por ofício ao ministro André Mendonça, 90 dias adicionais no inquérito sobre o financiamento de Vorcaro a Dark Horse (prazo inicial vencido em 10/10/2026); cita pendências: perícia contábil-financeira do INC em andamento, compatibilidade entre gastos declarados pela Go Up (laudo privado), contratos de câmbio e o fluxo de US$ 12,3 mi, análise de dados telemáticos de Zettel e Freixo e cooperação jurídica internacional com os EUA para obter registros da Go Up. Crimes citados: evasão de divisas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

O orçamento do filme poderia ter servido de financiamento clandestino (caixa 2) à pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência e configurar abuso de poder econômico.

Quem apresentou
Partido dos Trabalhadores, por seus advogados, em notícia de fato à PF e ADPF ao STF de 10/06/2026 (Diário do Grande ABC); hipótese de partido adversário, não de órgão de investigação.
Procedimento
Notícia de fato do PT à PF e ADPF ao STF sobre possível caixa 2 e abuso de poder econômico ligados ao filme
O que as evidências demonstram
Que a representação foi apresentada e que o filme tinha estreia prevista em período pré-eleitoral.
O que não demonstram
Nenhuma decisão da PF ou do STF sobre a representação foi localizada; a Justiça Eleitoral teria rejeitado ação para barrar o filme (Gazeta do Povo, não aberta a decisão). Não há prova de uso do dinheiro na campanha.
Situação atual
Sem desdobramento localizado nas fontes lidas; filme com lançamento adiado para 2027. (10 jun. 2026)
Resposta — Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.
Resposta — Flávio Bolsonaro (jun. 2026): Segundo a Gazeta do Povo, Flávio defendeu que a relação com Vorcaro foi "única e exclusivamente por causa do filme", privada e sem irregularidades, e sem uso da Lei Rouanet.
Evidências citadas (2)

Em 10/06/2026, o PT, por seus advogados, levou à PF uma "notícia de fato" e ao STF uma ADPF pedindo apuração se o orçamento do filme serviu de financiamento clandestino (caixa 2) à pré-campanha de Flávio Bolsonaro, com base no art. 350 do Código Eleitoral e em abuso de poder econômico, além de pedir checagens na Ancine, no US Copyright Office e a aplicação do FARA nos EUA.

AlegadoFonte: Diário do Grande ABC · original (abre em nova aba)seções "Quem pediu", "Hipótese de caixa 2"#f11-pt-caixa2

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Emendas parlamentares destinadas a ONGs ligadas à dona da produtora (ICB e ANC) teriam sido desviadas, em parte, para financiar o filme.

Quem apresentou
Polícia Federal e ministro Flávio Dino (Operação Make Up, 10/09/2026), com auditorias da CGU (Gazeta do Povo; Estadão via Diario de Pernambuco); hipótese de ligação com o filme relatada pelo Estadão.
Procedimento
Operação Make Up (PF, 10/09/2026): suposto desvio de emendas parlamentares, com apuração de possível ligação com o financiamento de Dark Horse; relator Flávio Dino
O que as evidências demonstram
Que a PF viu irregularidades na execução de emendas pelas ONGs e movimentações entre elas, a Go7 e a Go Up.
O que não demonstram
A PF diz que ainda não há comprovação de origem direta entre os recursos do ICB e os repasses à produtora; a ANC, segundo a Pública, não recebeu a emenda de R$ 2,6 mi. Frente separada do dinheiro de Vorcaro: não se somam.
Situação atual
Medidas cautelares em vigor; Dino é relator; Frias nega e chama a operação de "cortina de fumaça". (10 set. 2026)
Resposta — Mario Frias (10 set. 2026): Frias chamou a operação de "cortina de fumaça" em período eleitoral e negou irregularidade; em maio disse ao STF que as emendas enviadas às entidades não financiaram o filme (Brasil 247). O Estadão não obteve retorno das defesas de Karina e Frias.
Resposta — Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas.
Evidências citadas (5)

Em 10/09/2026, a PF cumpriu 49 mandados da Operação Make Up, autorizada por Flávio Dino, com buscas contra Go7, ICB, GoUp Entertainment e Karina Gama; o alvo político é o deputado Mário Frias, que enviou R$ 2 milhões em emendas ao ICB. A suspeita relatada pelo Estadão é que parte dos recursos tenha financiado o filme; a PF diz que ainda não há comprovação de origem direta entre os recursos do ICB e os repasses à produtora, mas aponta relevância na proximidade temporal.

ContestadoGraveFonte: Diario de Pernambuco (Estadão Conteúdo) · original (abre em nova aba)seções "Operação e decisão", "Valores" e "Contexto"#f11-make-up-hipotese
Mario Frias (10 set. 2026): Frias chamou a operação de "cortina de fumaça" em período eleitoral e negou irregularidade; em maio disse ao STF que as emendas enviadas às entidades não financiaram o filme (Brasil 247). O Estadão não obteve retorno das defesas de Karina e Frias.
Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas.

Dino decretou interdição total das atividades do ICB e da ANC, proibição de a Go Up e outras empresas investigadas participarem de licitações, recolhimento de passaportes e vedação de comunicação entre investigados; a Make Up apura organização criminosa para direcionar e desviar emendas ao ICB e à ANC, geridas por Karina, com auditorias da CGU e da PF apontando simulação de cotações, empresas sem estrutura, sobrepreço e falta de comprovação de execução.

Fonte únicaGraveFonte: Gazeta do Povo · original (abre em nova aba)seção "Medidas cautelares" e "A operação"#f11-make-up-cautelares
Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas.
Mario Frias (10 set. 2026): Frias chamou a operação de "cortina de fumaça" em período eleitoral e negou irregularidade; em maio disse ao STF que as emendas enviadas às entidades não financiaram o filme (Brasil 247). O Estadão não obteve retorno das defesas de Karina e Frias.

Emendas Pix de 2024 somando R$ 2,6 milhões foram destinadas a uma ONG presidida pela sócia da produtora (a ANC, segundo a Agência Pública, que diz que o valor foi enviado ao governo paulista em junho de 2024 e ainda não repassado); os parlamentares divergem entre as reportagens (Correio do Estado: Mário Frias, Marcos Pollon e Bia Kicis; Agência Pública: Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis e Marcos Pollon). Dino pediu explicações para verificar se o repasse financiou o filme.

ContestadoFonte: Correio do Estado · original (abre em nova aba)Correio do Estado, "Valores"; Agência Pública, "ONGs"#f11-emendas-pix-2-6
Mario Frias (10 set. 2026): Frias chamou a operação de "cortina de fumaça" em período eleitoral e negou irregularidade; em maio disse ao STF que as emendas enviadas às entidades não financiaram o filme (Brasil 247). O Estadão não obteve retorno das defesas de Karina e Frias.

A Go7 Assessoria Produção e Marketing Cultural, criada por Karina Gama em 2005, recebeu ao menos R$ 1 milhão do ICB em transferência única entre 01/12/2025 e 02/02/2026; a Go7 não aparece formalmente como produtora de Dark Horse no registro da Ancine, mas é citada no folder do filme como parte da joint venture que deu origem à Go Up.

Fonte únicaFonte: Diario de Pernambuco (Estadão Conteúdo) · original (abre em nova aba)seções "Empresas e pessoas" e "Contexto"#f11-go7-icb-anc

Dinheiro do contrato de R$ 108 milhões do ICB com a Prefeitura de São Paulo teria sido desviado em parte para financiar o filme.

Quem apresentou
Segundo o Metrópoles (12/06/2026), o ICB é investigado por essa suspeita; investigação do Ministério Público de São Paulo segundo a Agência Pública (18/05/2026); operação da Polícia Civil de 01/06/2026. O projeto não abriu nenhum documento dessas instituições.
Procedimento
F11 Pc Sp Icb
O que as evidências demonstram
Que o contrato existe (Pública), que há investigação em curso segundo as reportagens e que Karina está ligada ao ICB e à Go Up.
O que não demonstram
Não demonstram o desvio, o objeto de pagamento nem quem assinou ou fiscalizou o contrato. Qualquer ligação com Prefeito ou secretários exige apuração da frente F12; a Prefeitura não é parte do financiamento do filme nas fontes lidas.
Situação atual
Pista de São Paulo; documentos da Polícia Civil e do MP-SP não localizados. (12 jun. 2026)
Resposta — Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas.
Evidências citadas (1)

A Agência Pública registra que o ICB, onde Karina é diretora, tem contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para instalar pontos de Wi-Fi na periferia, sob investigação do Ministério Público de São Paulo; o Metrópoles escreve que o ICB é investigado por suspeita de ter desviado dinheiro desse contrato para financiar o filme e que a Polícia Civil realizou operação em 01/06/2026 associada à representante do ICB.

Fonte únicaFonte: Agência Pública · original (abre em nova aba)Pública, tabela "Contratos com a Prefeitura"; Metrópoles, "Contexto da investigação"#f11-icb-contrato-108

Freixo é apontado, segundo a Agência Brasil (11/09/2026), como responsável por repasses em dinheiro vivo relacionados ao filme; o ICL, citando O Globo, diz que ele relatou entregas de dinheiro vivo a pessoas indicadas por Vorcaro, sem saber a finalidade. A ligação das entregas em espécie com o filme não está esclarecida.

Quem apresentou
Agência Brasil (11/09/2026) descreve Freixo como "responsável por repasses em dinheiro vivo ligados ao filme"; o ICL, citando O Globo, diz que ele relatou entregas de dinheiro vivo a pessoas indicadas por Vorcaro sem saber a finalidade.
Procedimento
Colaboração premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior com a PGR (remessas ao Havengate), homologada por Mendonça
O que as evidências demonstram
Que o colaborador fala em entregas em espécie.
O que não demonstram
Não demonstram ligação das entregas em espécie com o filme: as duas reportagens divergem e o colaborador diz não saber a finalidade. Conteúdo do acordo sigiloso.
Situação atual
Sem esclarecimento; acordo homologado em 09/09/2026. (9 set. 2026)
Resposta — Antônio Carlos Freixo Júnior (set. 2026): Em colaboração à PGR (descrita por O Globo/Folha PE), Freixo disse que fez as transferências a pedido de Vorcaro, não sabia que financiariam um filme e que o pedido de Zettel apresentou o envio como investimento imobiliário. Declaração de colaborador: alegação até comprovação.
Evidências citadas (2)

Em colaboração à PGR, Antônio Carlos Freixo Júnior ("Mineiro"), dono da Entre Investimentos, confirmou ter feito sete transferências ao Havengate somando US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões, conversão da reportagem), de fevereiro a setembro de 2025, a pedido de Vorcaro; o sétimo pagamento teria sido de US$ 1,66 milhão. Também relatou entregas de dinheiro vivo a pessoas indicadas por Vorcaro, sem saber a finalidade.

AlegadoGraveFonte: ICL Notícias · original (abre em nova aba)texto da reportagem (O Globo via ICL)#f11-freixo-sete-transferencias

Segundo a Agência O Globo (Folha PE), Freixo contou à PGR que recebeu mensagens de Vorcaro entre o fim de 2024 e o início de 2025, que não sabia que o dinheiro financiaria um filme e que foi procurado por Paulo Calixto, que gere o fundo; o Brasil 247 (16/10/2026) acrescenta que o pedido de enviar recursos aos EUA veio de Fabiano Zettel, apresentado como investimento imobiliário.

AlegadoGraveFonte: Folha PE (Agência O Globo) · original (abre em nova aba)seção "Freixo's plea"; Brasil 247, seção "Rastreamento da PF"#f11-freixo-nao-sabia-filme

A produção não teria apresentado contrato do patrocínio nem prestação de contas do dinheiro de Vorcaro, com contradições nas justificativas.

Quem apresentou
Folha de S.Paulo, 29/08/2026 (título conhecido pela lista de referências da Wikipédia; matéria não aberta); Brasil 247 (16/10/2026) registra que Flávio nunca apresentou contrato; Money Times (23/07/2026) registra planilha prometida e não entregue.
O que as evidências demonstram
Que não houve apresentação pública de contrato nem da planilha prometida, segundo as reportagens.
O que não demonstram
Não demonstram irregularidade: o dever e o destinatário de eventual prestação de contas não foram identificados (sem dinheiro público declarado). A reportagem da Folha não foi lida.
Situação atual
Pendência pública. (29 ago. 2026)
Resposta — Flávio Bolsonaro (19 maio 2026): Flávio prometeu em 19/05/2026 divulgar em 30 dias planilha explicando o financiamento; segundo o Money Times (23/07/2026), o financiamento não fora explicado e a planilha não foi entregue.
Resposta — Flávio Bolsonaro (out. 2026): Segundo coluna de Mônica Bergamo (Folha) citada pelo Brasil 247, Flávio disse que o dinheiro veio de patrocínio negociado em acordo privado com Vorcaro; seu gabinete diz que ele apenas negociou o patrocínio, não participou dos pagamentos e não foi informado de como as transferências foram feitas. Nenhum contrato foi apresentado, segundo a reportagem.
Evidências citadas (2)

Em nota de 13/05/2026, Flávio Bolsonaro confirmou ter pedido patrocínio ao então banqueiro Daniel Vorcaro para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024 e retomado quando houve atraso de parcelas; negou oferecer vantagens, promover encontros fora da agenda, intermediar negócios com o governo, receber dinheiro ou usar recursos públicos ou a Lei Rouanet. Em 15/06/2026, em Las Vegas, disse que a relação com Vorcaro foi "única e exclusivamente por causa do filme".

Confirmado por fontes independentesFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)Poder360, seções "O que admitiu/negou"; Gazeta do Povo, "Declarações"#f11-flavio-admite-pedido
Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.

A planilha "Funding Schedule", divulgada pelo Intercept em 09/06/2026, prevê US$ 23,9 milhões em pagamentos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026; seis parcelas (US$ 10,6 mi) já teriam sido repassadas entre fevereiro e maio de 2025. O Metrópoles descreve plano de 12 parcelas de US$ 1,6 mi e duas de US$ 2 mi (totalizando "US$ 24 mi") e o Poder360 fala em 14 parcelas.

Fonte únicaFonte: Congresso em Foco · original (abre em nova aba)Congresso em Foco, seção "Planilha"; Metrópoles, "Valores negociados"#f11-planilha-funding-schedule

O que está documentado

O que é contestado

O que permanece sem resposta

  • De onde veio o dinheiro da Entre Investimentos: recursos de Vorcaro, do Master, de outras empresas ou de terceiros?
  • Para onde foi a diferença de mais de US$ 9,2 milhões apontada pela PF entre o que saiu e o que entrou no Brasil.
  • Existe contrato de patrocínio? Nenhum foi apresentado publicamente.
  • A defesa de Vorcaro e Jair Bolsonaro não tiveram resposta localizada até a última verificação.

Cronologia

Data do acontecimento; a data de publicação está em cada evidência.

  1. Outro

    Eduardo Bolsonaro assina contrato como produtor executivo de Dark Horse (ainda "O Capitão do Povo")

    Redação de novembro de 2023; assinado digitalmente em 30/01/2024. Revelado pelo Intercept em 15/05/2026.

    Eduardo Bolsonaro · Mario Frias · Go Up Entertainment LLC

    Contestado

  2. Político

    Emendas Pix de R$ 2,6 milhões são destinadas ao governo paulista para a ANC (não repassadas, segundo a Pública)

    Academia Nacional de Cultura (ANC) · Karina Gama

    Contestado

  3. Comunicação

    Início do contato entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro sobre o filme, segundo Flávio; encontro marcado por Miranda para dezembro não teria ocorrido

    Flávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Thiago Miranda

    Confirmado por fontes independentesFonte única

  4. Comunicação

    Mario Frias envia áudio a Vorcaro: "Só te agradecer, meu irmão"

    Ano deduzido pelo artigo do InfoMoney; publicado pelo Intercept em 19/05/2026.

    Mario Frias · Daniel Vorcaro

    Contestado

  5. Comunicação

    Vorcaro diz a Zettel que o filme é prioridade absoluta: "Não pode falhar mais"

    Daniel Vorcaro · Fabiano Zettel

    Fonte única

  6. Operação financeira

    Seis operações somando ao menos US$ 10,6 milhões da Entre ao Havengate (versão Intercept)

    Entre Investimentos e Participações · Havengate Development Fund LP

    Fonte única

  7. Operação financeira

    Zettel relata resistência do câmbio do Master; Vorcaro orienta pagar "via entre" e diz "Manda a grana"

    Daniel Vorcaro · Fabiano Zettel · Entre Investimentos e Participações

    Fonte única

  8. Operação financeira

    Primeira remessa de US$ 2 milhões da Entre Investimentos ao Havengate

    Fundo inativo havia cerca de quatro anos (PF). Brasil 247 republicando o Intercept diz 14/02/2025.

    Entre Investimentos e Participações · Havengate Development Fund LP

    Confirmado por fontes independentesFonte única

  9. Comunicação

    Miranda envia a Vorcaro captura de conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro sobre como gerir recursos nos EUA

    Thiago Miranda · Daniel Vorcaro · Eduardo Bolsonaro · Altieris Santana

    Alegado

  10. Comunicação

    Miranda cobra Vorcaro por parcelas atrasadas citando a planilha; Vorcaro: "Segunda fazemos duas"

    Thiago Miranda · Daniel Vorcaro · Fabiano Zettel · Antônio Carlos Freixo Júnior

    Fonte única

  11. Comunicação

    Primeiras mensagens diretas entre Flávio e Vorcaro registradas pela PF; possível encontro em 21/08

    Flávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro

    Fonte única

  12. Operação financeira

    Sétima remessa, de cerca de US$ 1,66 milhão, ao Havengate (Coaf/piauí; 16/09 segundo o JGB)

    Entre Investimentos e Participações · Havengate Development Fund LP

    Fonte única

  13. Comunicação

    Flávio envia a Vorcaro áudio sobre parcelas atrasadas e risco de "calote" com atores e equipe

    Flávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro

    Confirmado por fontes independentes

  14. Outro

    Filmagens de Dark Horse (Estadão); Go Up movimenta R$ 19 milhões entre 10/11 e 30/12/2025

    Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro) · Go Up Entertainment LLC

    Fonte única

  15. Comunicação

    Vorcaro diz a Miranda que irá "até o fim"; transferência "voltou" e seria refeita

    Daniel Vorcaro · Thiago Miranda

    Fonte única

  16. Comunicação

    Flávio a Vorcaro após enviar vídeo: "Tudo isso só está sendo possível por causa de vc"

    Flávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro

    Fonte única

  17. Comunicação

    Flávio tenta falar com Vorcaro um dia antes da Operação Compliance Zero e pede "uma luz"

    Flávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro

    Confirmado por fontes independentes

  18. Regulatório

    Banco Central decreta a liquidação extrajudicial da Entrepay e de empresas do mesmo conglomerado

    Entrepay · Grupo Entre · Banco Central

    Contestado

  19. Comunicação

    Intercept Brasil revela a negociação de Flávio com Vorcaro; Flávio confirma pedido de patrocínio privado e Miranda confirma intermediação

    Data da reportagem. Os fatos descritos vão de dezembro de 2024 a novembro de 2025.

    Flávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Thiago Miranda

    Fonte únicaConfirmado por fontes independentesFonte única

  20. Comunicação

    Intercept divulga o contrato de Eduardo Bolsonaro como produtor executivo

    Eduardo Bolsonaro · Go Up Entertainment LLC

    Contestado

  21. Comunicação

    Intercept divulga áudio de Mario Frias agradecendo a Vorcaro

    Mario Frias · Daniel Vorcaro

    Contestado

  22. Judicial

    Vorcaro apresenta nova proposta de delação com capítulo sobre Dark Horse (segundo a CNN via Fórum)

    Daniel Vorcaro · Polícia Federal · PGR

    Alegado

  23. Comunicação

    Intercept divulga planilha "Funding Schedule" e comprovante de US$ 2 milhões ao Havengate

    Entre Investimentos e Participações · Havengate Development Fund LP · Thiago Miranda

    Fonte únicaConfirmado por fontes independentes

  24. Judicial

    PT leva à PF e ao STF hipótese de caixa 2 ligada ao orçamento do filme

    Flávio Bolsonaro · Polícia Federal · STF

    Alegado

  25. Comunicação

    Metrópoles revela laudo privado da Go Up: custo declarado de US$ 13,3 milhões e origem "privada" dos recursos

    Data da reportagem; laudo com dados até 10/06/2026.

    Go Up Entertainment LLC · Instituto de Perícia Investigativa (IPI) · Havengate Development Fund LP

    AlegadoAlegado

  26. Comunicação

    Primeira exibição do filme em Las Vegas (Fraud-Fighter Summit)

    Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro) · Eduardo Bolsonaro · Flávio Bolsonaro

    Fonte única

  27. Investigação

    Flávio Bolsonaro é incluído como investigado (revelado em 10-11/09/2026)

    Flávio Bolsonaro · Eduardo Bolsonaro · André Mendonça

    Contestado

  28. Judicial

    Mendonça autoriza o inquérito sobre os repasses de Vorcaro a Dark Horse, com parecer favorável da PGR

    André Mendonça · Polícia Federal · PGR · Paulo Gonet

    Fonte única

  29. Regulatório

    Ancine emite o Registro de Obra Estrangeira de Dark Horse (noticiado em 24-25/08/2026)

    Agência Nacional do Cinema (Ancine) · Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro) · Go Up Entertainment LLC

    Fonte única

  30. Investigação

    PF envia ofício à Go Up pedindo contratos, comprovantes, câmbio e documentos societários e bancários

    Polícia Federal · Karina Gama · Go Up Entertainment LLC

    Fonte única

  31. Comunicação

    Piauí revela, com base em relatório do Coaf, remessa de setembro de 2025; Flávio diz não ter como saber e remete à Go Up

    Flávio Bolsonaro · Havengate Development Fund LP · Coaf

    Fonte única

  32. Investigação

    Michael Davis recusa enviar documentos direto à PF sem ordem de juiz americano

    Michael Davis · Karina Gama · Go Up Entertainment LLC

    Fonte única

  33. Judicial

    PGR fecha acordo de colaboração com Freixo e o envia a Mendonça

    Antônio Carlos Freixo Júnior · PGR · André Mendonça

    Confirmado por fontes independentes

  34. Judicial

    Karina Gama registra em cartório declaração sobre pressões para delação (divulgada em 10/09)

    Karina Gama

    Alegado

  35. Judicial

    Mendonça homologa a colaboração de Freixo (a Agência Brasil diz "quarta-feira (11)", inconsistente)

    Antônio Carlos Freixo Júnior · André Mendonça

    Confirmado por fontes independentes

  36. Investigação

    PF deflagra a Operação Make Up (emendas) com buscas na Go Up, Go7, ICB e Karina Gama; Dino é o relator

    Polícia Federal · Flávio Dino · Mario Frias · Karina Gama · Go Up Entertainment LLC · Instituto Conhecer Brasil (ICB) · Go7 Assessoria Produção e Marketing Cultural

    ContestadoFonte única

  37. Judicial

    Mendonça levanta o sigilo de procedimentos do caso Master, incluindo o de Dark Horse

    André Mendonça · Hindemburgo Chateaubriand Filho · PGR

    Fonte únicaContestado

  38. Comunicação

    Relatórios da PF tornados públicos: R$ 131 mi pedidos, R$ 60 mi pagos, sete remessas (US$ 12,33 mi) e mensagens

    Data da reportagem da Agência Brasil; documentos tornados públicos em 10-11/09/2026.

    Polícia Federal · Flávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Entre Investimentos e Participações · Havengate Development Fund LP

    ContestadoFonte únicaContestado

  39. Comunicação

    Liquidante responde à Câmara que não achou registros do Master sobre o financiamento do filme (reportado em 16/10/2026)

    Data da resposta desconhecida; data da reportagem: 16/10/2026.

    Eduardo Félix Bianchini · Banco Master

    Fonte única

  40. Investigação

    Vence o prazo inicial do inquérito Dark Horse

    Polícia Federal · André Mendonça

    Fonte única

  41. Comunicação

    Distribuidora adia o lançamento no Brasil para 2027 (Metrópoles)

    Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro) · Europa Filmes (Unifilmes Distribuidora de Filmes Ltda.)

    Fonte única

  42. Investigação

    PF pede 90 dias de prorrogação ao STF (O Tempo: quinta, 15/10; Gazeta do Povo: sexta, 16/10)

    Polícia Federal · André Mendonça

    Fonte única

  43. Comunicação

    G1 (via Brasil 247) divulga a "divergência severa" apontada pela PF entre remessas e entradas

    Polícia Federal · Go Up Entertainment LLC · Havengate Development Fund LP

    Alegado

Participantes e seus papéis

Cada nome está aqui por um papel documentado no caso — nunca por proximidade política, familiar ou profissional.

  • Academia Nacional de Cultura (ANC)
    Karina Gama → presidente da
  • Agência Nacional do Cinema (Ancine)
    acusou em processo administrativo → Go Up Entertainment LLC
  • Altieris Santana
    membro da GP LLC que administra o fundo → Havengate Development Fund GP LLC · mencionado em mensagens sobre → Miranda envia a Vorcaro captura de conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro sobre como gerir recursos nos EUA
  • André Mendonça — ministro do STF
    relator do inquérito sobre o financiamento de → Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro)
  • Andrei Rodrigues — diretor-geral da Polícia Federal
    papel descrito nas evidências da ficha
  • Antônio Carlos Freixo Júnior
    Fabiano Zettel → teria pedido o envio de recursos aos EUA, segundo o colaborador · Daniel Vorcaro → teria pedido as remessas ao Havengate, segundo o colaborador · apontado como dono de → Entre Investimentos e Participações · firmou colaboração premiada com → PGR
  • Banco Master
    pagou R$ 2,3 milhões (declaração de IR 2025); objeto e relação com o filme não demonstrados → Entre Investimentos e Participações · pagou → Entre Investimentos e Participações
  • Cyrus Nowrasteh
    diretor (citado em áudio de Flávio) → Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro)
  • Daniel Vorcaro — conselheiro grande-benemérito do Atlético Mineiro (título aprovado pelo Conselho Deliberativo) (Belo Horizonte/MG)
    Polícia Federal → investiga · Flávio Bolsonaro → solicitou e negociou o financiamento do filme com · Thiago Miranda → intermediou o investimento no filme (admitido ao SBT) · orientou a pagar "via entre", segundo mensagens → Fabiano Zettel · teria pedido as remessas ao Havengate, segundo o colaborador → Antônio Carlos Freixo Júnior · apontado pela PF como possível dono oculto de (a Entre nega) → Entre Investimentos e Participações · Polícia Federal → investiga os repasses atribuídos a ele (evasão de divisas como linha mais avançada) · autorizou → Zettel relata resistência do câmbio do Master; Vorcaro orienta pagar "via entre" e diz "Manda a grana"
  • Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro)
    Go Up Entertainment LLC → produziu · Europa Filmes (Unifilmes Distribuidora de Filmes Ltda.) → distribuidora no Brasil · Cyrus Nowrasteh → diretor (citado em áudio de Flávio) · Jim Caviezel → interpreta Jair Bolsonaro · André Mendonça → relator do inquérito sobre o financiamento de · PGR → opinou a favor da abertura do inquérito sobre o financiamento de · Eduardo Félix Bianchini → informou à Câmara não ter achado registros do Master sobre o financiamento de · Lindbergh Farias → pediu apuração ao STF (arquivada) e informações ao liquidante sobre o financiamento de
  • Edson Fachin — vice-presidente do STF
    papel descrito nas evidências da ficha
  • Eduardo Bolsonaro — Deputado federal (SP) — PL na data
    Polícia Federal → investiga · Paulo Calixto → advogado de imigração de · teria orientado a gestão dos recursos nos EUA, segundo PF/PGR (nega) → Havengate Development Fund LP · produtor executivo, segundo contrato de 2024 (nega função de gestão) → Go Up Entertainment LLC · Polícia Federal → apura se parte dos recursos custeou sua permanência nos EUA · mencionado em mensagens sobre → Miranda envia a Vorcaro captura de conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro sobre como gerir recursos nos EUA
  • Eduardo Félix Bianchini
    informou à Câmara não ter achado registros do Master sobre o financiamento de → Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro)
  • Entre Investimentos e Participações
    pagou → Havengate Development Fund LP · Daniel Vorcaro → apontado pela PF como possível dono oculto de (a Entre nega) · Antônio Carlos Freixo Júnior → apontado como dono de · remeteu US$ 12,3 milhões em sete remessas (a partir de 13/02/2025) → Havengate Development Fund LP · Banco Master → pagou R$ 2,3 milhões (declaração de IR 2025); objeto e relação com o filme não demonstrados · pagou, segundo mensagens → Havengate Development Fund LP · Banco Master → pagou · mencionado em mensagens sobre → Zettel relata resistência do câmbio do Master; Vorcaro orienta pagar "via entre" e diz "Manda a grana" · financiou → Primeira remessa de US$ 2 milhões da Entre Investimentos ao Havengate
  • Entrepay
    papel descrito nas evidências da ficha
  • Europa Filmes (Unifilmes Distribuidora de Filmes Ltda.)
    distribuidora no Brasil → Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro)
  • Fabiano Zettel
    Daniel Vorcaro → orientou a pagar "via entre", segundo mensagens · teria pedido o envio de recursos aos EUA, segundo o colaborador → Antônio Carlos Freixo Júnior · intermediou → Zettel relata resistência do câmbio do Master; Vorcaro orienta pagar "via entre" e diz "Manda a grana"
  • Flávio Bolsonaro — Senador (RJ) — PL na data
    Polícia Federal → investiga · solicitou e negociou o financiamento do filme com → Daniel Vorcaro · Thiago Miranda → teria apresentado Flávio a Vorcaro (segundo o Poder360); Miranda diz que marcou um encontro em dezembro de 2024 que não ocorreu · Polícia Federal → conduz inquérito em que ele é investigado (inclusão em 22/07/2026) · pediu → Início do contato entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro sobre o filme, segundo Flávio; encontro marcado por Miranda para dezembro não teria ocorrido · pediu → Flávio envia a Vorcaro áudio sobre parcelas atrasadas e risco de "calote" com atores e equipe
  • Flávio Dino — ministro do STF
    relator da Operação Make Up (emendas); segundo o Estadão, a produtora foi alvo de busca; segundo o G1, não → Go Up Entertainment LLC
  • Go Up Entertainment LLC
    Havengate Development Fund LP → teria enviado US$ 13,3 milhões ao filme até 10/06/2026 (laudo privado) · Eduardo Bolsonaro → produtor executivo, segundo contrato de 2024 (nega função de gestão) · Mario Frias → autor da história e parte do contrato de produção · Karina Gama → sócia/proprietária · Michael Davis → sócio majoritário (autodeclarado) da Go Up Entertainment LLC · produziu → Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro) · Polícia Federal → requisitou documentos à produtora (ofício de 19/08/2026) · Flávio Dino → relator da Operação Make Up (emendas); segundo o Estadão, a produtora foi alvo de busca; segundo o G1, não · Mario Frias → teria repassado R$ 645,4 mil à GoUp (origem do dinheiro não esclarecida) · NTT Brasil → teria repassado R$ 750 mil à GoUp (natureza não informada) · Havengate Development Fund LP → pagou, segundo mensagens · NTT Brasil → pagou · Mario Frias → pagou · Polícia Federal → fez busca e apreensão contra · Agência Nacional do Cinema (Ancine) → acusou em processo administrativo
  • Go7 Assessoria Produção e Marketing Cultural
    Karina Gama → criou em 2005 · Instituto Conhecer Brasil (ICB) → transferiu ao menos R$ 1 milhão (01/12/2025 a 02/02/2026), objeto não informado · Instituto Conhecer Brasil (ICB) → pagou · Polícia Federal → fez busca e apreensão contra
  • Grupo Entre
    papel descrito nas evidências da ficha
  • Havengate Development Fund GP LLC
    administradora do fundo (GP LLC) → Havengate Development Fund LP · Paulo Calixto → membro da GP LLC que administra o fundo · Altieris Santana → membro da GP LLC que administra o fundo
  • Havengate Development Fund LP
    Entre Investimentos e Participações → pagou · Entre Investimentos e Participações → remeteu US$ 12,3 milhões em sete remessas (a partir de 13/02/2025) · teria enviado US$ 13,3 milhões ao filme até 10/06/2026 (laudo privado) → Go Up Entertainment LLC · Havengate Development Fund GP LLC → administradora do fundo (GP LLC) · Law Offices of Paulo Calixto PLLC → agente legal do fundo · Eduardo Bolsonaro → teria orientado a gestão dos recursos nos EUA, segundo PF/PGR (nega) · Entre Investimentos e Participações → pagou, segundo mensagens · pagou, segundo mensagens → Go Up Entertainment LLC
  • Hindemburgo Chateaubriand Filho — vice-procurador-geral da República
    papel descrito nas evidências da ficha
  • Instituto Conhecer Brasil (ICB)
    Karina Gama → diretora do · transferiu ao menos R$ 1 milhão (01/12/2025 a 02/02/2026), objeto não informado → Go7 Assessoria Produção e Marketing Cultural · Mario Frias → enviou R$ 2 milhões em emendas ao · Prefeitura de São Paulo → contrato de R$ 108 milhões (Wi-Fi), sob investigação do MP-SP segundo a Pública · Mario Frias → propôs pagar a · pagou → Go7 Assessoria Produção e Marketing Cultural · Prefeitura de São Paulo → contratou · Polícia Federal → fez busca e apreensão contra
  • Instituto de Perícia Investigativa (IPI)
    papel descrito nas evidências da ficha
  • Instituto Nacional de Criminalística (INC/PF)
    papel descrito nas evidências da ficha
  • Jair Bolsonaro — ex-presidente da República (segundo a Agência Brasil, 12/09/2026) — PL na data
    papel descrito nas evidências da ficha
  • Jim Caviezel
    interpreta Jair Bolsonaro → Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro)
  • Karina Gama — sócia/proprietária da Go Up Entertainment; presidente da ANC; diretora do ICB (Agência Pública, 18/05/2026)
    sócia/proprietária → Go Up Entertainment LLC · Polícia Federal → alvo de busca na Operação Make Up (emendas) · diretora do → Instituto Conhecer Brasil (ICB) · presidente da → Academia Nacional de Cultura (ANC) · criou em 2005 → Go7 Assessoria Produção e Marketing Cultural · Polícia Federal → fez busca e apreensão contra · Polícia Federal → impôs medida cautelar a
  • Kassio Nunes Marques — vice-presidente do TSE
    papel descrito nas evidências da ficha
  • Law Offices of Paulo Calixto PLLC
    agente legal do fundo → Havengate Development Fund LP
  • Lindbergh Farias — deputado federal pelo PT-RJ (segundo o Brasil 247, 16/10/2026) (RJ) — PT na data
    pediu apuração ao STF (arquivada) e informações ao liquidante sobre o financiamento de → Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro)
  • Mario Frias — Deputado federal (SP) — PL na data
    autor da história e parte do contrato de produção → Go Up Entertainment LLC · Polícia Federal → alvo político da Operação Make Up (emendas) · enviou R$ 2 milhões em emendas ao → Instituto Conhecer Brasil (ICB) · teria repassado R$ 645,4 mil à GoUp (origem do dinheiro não esclarecida) → Go Up Entertainment LLC · propôs pagar a → Instituto Conhecer Brasil (ICB) · pagou → Go Up Entertainment LLC · Polícia Federal → fez busca e apreensão contra · participou, segundo reportagem → Mario Frias envia áudio a Vorcaro: "Só te agradecer, meu irmão"
  • Michael Davis
    sócio majoritário (autodeclarado) da Go Up Entertainment LLC → Go Up Entertainment LLC
  • NTT Brasil
    teria repassado R$ 750 mil à GoUp (natureza não informada) → Go Up Entertainment LLC · pagou → Go Up Entertainment LLC
  • Paulo Calixto
    membro da GP LLC que administra o fundo → Havengate Development Fund GP LLC · advogado de imigração de → Eduardo Bolsonaro
  • Paulo Gonet — procurador-geral da República
    papel descrito nas evidências da ficha
  • PGR
    opinou a favor da abertura do inquérito sobre o financiamento de → Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro) · Antônio Carlos Freixo Júnior → firmou colaboração premiada com
  • Polícia Civil de São Paulo
    papel descrito nas evidências da ficha
  • Polícia Federal
    investiga → Daniel Vorcaro · investiga → Flávio Bolsonaro · investiga → Eduardo Bolsonaro · conduz inquérito em que ele é investigado (inclusão em 22/07/2026) → Flávio Bolsonaro · apura se parte dos recursos custeou sua permanência nos EUA → Eduardo Bolsonaro · investiga os repasses atribuídos a ele (evasão de divisas como linha mais avançada) → Daniel Vorcaro · requisitou documentos à produtora (ofício de 19/08/2026) → Go Up Entertainment LLC · alvo de busca na Operação Make Up (emendas) → Karina Gama · alvo político da Operação Make Up (emendas) → Mario Frias · fez busca e apreensão contra → Karina Gama · impôs medida cautelar a → Karina Gama · fez busca e apreensão contra → Mario Frias · fez busca e apreensão contra → Go Up Entertainment LLC · fez busca e apreensão contra → Instituto Conhecer Brasil (ICB) · fez busca e apreensão contra → Go7 Assessoria Produção e Marketing Cultural
  • Prefeitura de São Paulo
    contrato de R$ 108 milhões (Wi-Fi), sob investigação do MP-SP segundo a Pública → Instituto Conhecer Brasil (ICB) · contratou → Instituto Conhecer Brasil (ICB)
  • Thiago Miranda — dono da agência Mithi (MiThi)
    intermediou o investimento no filme (admitido ao SBT) → Daniel Vorcaro · teria apresentado Flávio a Vorcaro (segundo o Poder360); Miranda diz que marcou um encontro em dezembro de 2024 que não ocorreu → Flávio Bolsonaro · intermediou → Início do contato entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro sobre o filme, segundo Flávio; encontro marcado por Miranda para dezembro não teria ocorrido · intermediou → Miranda envia a Vorcaro captura de conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro sobre como gerir recursos nos EUA · pediu → Miranda cobra Vorcaro por parcelas atrasadas citando a planilha; Vorcaro: "Segunda fazemos duas"

Fluxo do dinheiro e operações

Orçamento, valor solicitado, prometido, contratado, transferido e recebido são coisas diferentes e não se somam. Moedas na forma original; nenhuma conversão sem data, taxa e fonte. Versões diferentes do mesmo fluxo aparecem lado a lado, marcadas como “não somar”.

OperaçãoPagador → destinatárioPropostoContratadoPagoRecebidoEstimadoRecuperadoComprovação
Entrada registrada no Brasil: US$ 2,8 milhões (versão PF via G1)
Operação ainda não classificada
recursos do exterior (remessas rastreadas); remetente específico não identificado na reportagem → produção no Brasil (entidade receptora não identificada na reportagem)———
USD 2.800.000
data não informada
——Alegado
não somar com 13 op.
NTT Brasil para a GoUp: R$ 750 mil
Operação ainda não classificada
NTT Brasil → Go Up Entertainment LLC——
R$ 750.000
data não informada
———Fonte única
não somar com 5 op.
Mario Frias para a GoUp: R$ 645,4 mil (origem do dinheiro não esclarecida)
Operação ainda não classificada
Mario Frias → Go Up Entertainment LLC——
R$ 645.400
data não informada
———Fonte única
não somar com 5 op.
Contrato do ICB com a Prefeitura de São Paulo para Wi-Fi (R$ 108 milhões): contexto, não pagamento ao filme
Operação ainda não classificada
Prefeitura de São Paulo → Instituto Conhecer Brasil (ICB)—
R$ 108 mi
data não informada
————Alegado
não somar com 5 op.
Emendas de Mario Frias ao ICB (R$ 2 milhões, segundo o Estadão)
Operação ainda não classificada
Mario Frias → Instituto Conhecer Brasil (ICB)——————Contestado
não somar com 5 op.
Emendas Pix de 2024 destinadas à ANC (R$ 2,6 milhões; não repassadas, segundo a Pública)
Operação ainda não classificada
emendas parlamentares (autores divergem entre reportagens; ver evid:f11-emendas-pix-2-6) → Academia Nacional de Cultura (ANC)——————Contestado
não somar com 5 op.
Valor solicitado por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, segundo a PF
Operação ainda não classificada
solicitado a Daniel Vorcaro (nenhum pagamento nesta linha) → produção do filme (pedido para financiar a produção); destinatário contratual não definido
R$ 131 mi
dez. 2024 a nov. 2025
—————Fonte única
não somar com 13 op.
Envio do Havengate ao filme: US$ 13,3 milhões até 10/06/2026 (laudo privado da produtora)
Operação ainda não classificada
Havengate Development Fund LP → Go Up Entertainment LLC——
USD 13.300.000
2025 a 10 jun. 2026
———Alegado
não somar com 13 op.
Pagamento do Banco Master à Entre Investimentos declarado no IR 2025 (relação com o filme não demonstrada)
Operação ainda não classificada
Banco Master → Entre Investimentos e Participações——
R$ 2,3 mi
2025
———Fonte única
não somar com 13 op.
Financiamento negociado e cronograma previsto (versão Intercept)
Operação ainda não classificada
previsto a cargo de Daniel Vorcaro, segundo o Intercept (nenhum pagamento nesta linha) → Havengate Development Fund LP
USD 24.000.000
jan. 2025 a jan. 2026
—————Fonte única
não somar com 13 op.
Remessas da Entre ao Havengate (versão Intercept: seis operações até maio de 2025)
Operação ainda não classificada
Entre Investimentos e Participações → Havengate Development Fund LP——
USD 10.600.000
fev. 2025 a maio 2025
———Fonte única
não somar com 13 op.
Versões em reais do total pago, lado a lado (não somar)
Operação ainda não classificada
Entre Investimentos e Participações → Havengate Development Fund LP——
R$ 60 mi
fev. 2025 a nov. 2025
R$ 61 mi
fev. 2025 a maio 2025
R$ 62 mi
data não informada
R$ 69 mi
fev. 2025 a set. 2025
———Contestado
não somar com 13 op.
Remessas da Entre Investimentos ao Havengate (versão PF/Coaf: sete remessas)
Operação ainda não classificada
Entre Investimentos e Participações → Havengate Development Fund LP——
USD 12.330.000
13 fev. 2025 a set. 2025
———Contestado
não somar com 13 op.
Primeira remessa: US$ 2 milhões da Entre ao Havengate em 13/02/2025
Operação ainda não classificada
Entre Investimentos e Participações → Havengate Development Fund LP——
USD 2.000.000
13 fev. 2025
———Confirmado por fontes independentes
não somar com 13 op.
Sétima remessa: cerca de US$ 1,66 milhão ao Havengate em setembro de 2025
Operação ainda não classificada
Entre Investimentos e Participações → Havengate Development Fund LP——
USD 1.660.000
set. 2025
———Fonte única
não somar com 13 op.
ICB para Go7: ao menos R$ 1 milhão (01/12/2025 a 02/02/2026)
Operação ainda não classificada
Instituto Conhecer Brasil (ICB) → Go7 Assessoria Produção e Marketing Cultural——
R$ 1 mi
1 dez. 2025 a 2 fev. 2026
———Fonte única
não somar com 5 op.
Orçamento e custo declarados pela produtora (laudo privado)
Operação ainda não classificada
— → não se aplica: orçamento/custo da produção, não transferência————
USD 16.000.000
data não informada
USD 13.300.000
jun. 2026
—Alegado
não somar com 13 op.
Diferença apontada pela PF: remessas ao exterior × entradas registradas (destinação não esclarecida)
Operação ainda não classificada
não se aplica: diferença calculada → não se aplica————
USD 9.200.000
out. 2026
—Alegado
não somar com 13 op.

Mensagens e documentos

Um arquivo autêntico pode conter afirmação falsa; perícia de voz não prova o destino do dinheiro. Quando o projeto só conhece um documento pela reportagem, isso está dito.

Materiais citados, em ordem cronológica

Para cada material: quem publicou, se o projeto examinou a íntegra e o que o material prova e não prova (em “Limites”).

Contrato assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30/01/2024, entre ele, o deputado Mario Frias e a GoUp Entertainment como produtora, o descreve como produtor executivo, com atividades que incluem "envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme" e ajudar a identificar fontes de financiamento (créditos, incentivos fiscais, colocação de produtos, patrocínio). A BBC News Brasil registra que o texto data de novembro de 2023 e que o filme se chamava "O Capitão do Povo".

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).
Mario Frias (15 maio 2026): A defesa de Frias negou que Eduardo fosse produtor executivo e disse que ele nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento ligado ao filme.
Detalhes da evidência
Fato
30 jan. 2024
Fonte
Eduardo tinha poder sobre dinheiro do filme de Bolsonaro, revela contrato — Estado de Minas, 15 maio 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Trecho
“envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme”
Limites
Contrato descrito por reportagem; íntegra não examinada. Eduardo disse ter apenas cedido direitos de imagem e, depois, que assinou o contrato com o cargo mas os planos mudaram; a defesa de Frias nega que ele fosse produtor executivo. A BBC classifica a GoUp do contrato como empresa sediada nos EUA. Cláusula de poder sobre o dinheiro do fundo não foi verificada.
Confirmam
Havengate: o fundo na mira da PF que conecta Vorcaro, Flávio e Eduardo Bolsonaro
Citados
Eduardo Bolsonaro, Mario Frias, Go Up Entertainment LLC
Estado
Revisado

Segundo o Intercept (via InfoMoney, 19/05/2026), em 11/12 (dezembro de 2024, segundo o artigo) Mario Frias enviou a Vorcaro áudio agradecendo ("Só te agradecer, meu irmão"), poucos minutos depois do horário previsto para encontro de Vorcaro com Flávio, e em 15/12 enviou captura de conversa com o diretor Cyrus Nowrasteh; Frias disse antes que Vorcaro não pôs "um único centavo" no filme e, no dia seguinte, falou em "diferença de interpretação sobre a origem formal".

ContestadoFonte: InfoMoney · original (abre em nova aba)seções "Datas das mensagens" e "Defesa de Frias"#f11-audio-frias-agradecimento
Mario Frias (19 maio 2026): Frias afirmou inicialmente que Vorcaro não pôs "um único centavo" no filme e, no dia seguinte, falou em "diferença de interpretação sobre a origem formal" dos recursos, dizendo que Vorcaro "não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico" e que o Banco Master nunca foi investidor formal.
Mario Frias (15 maio 2026): A defesa de Frias negou que Eduardo fosse produtor executivo e disse que ele nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento ligado ao filme.
Detalhes da evidência
Fato
11 dez. 2024
Fonte
Áudios mostram Mario Frias agradecendo Vorcaro por apoio a "Dark Horse", diz site — InfoMoney (Marina Verenicz), 19 maio 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Trecho
“Só te agradecer, meu irmão”
Limites
O texto lido não informa o ano das mensagens; a datação a dezembro de 2024 é do artigo. Frias não comentou o áudio ao Intercept (resumo de buscador, não confirmado em fonte aberta). O encontro Flávio-Vorcaro não foi confirmado (Miranda disse que a reunião de dezembro de 2024 não ocorreu). Agradecimento a apoio não prova pagamento nem sua origem.
Citados
Mario Frias, Daniel Vorcaro, Cyrus Nowrasteh
Estado
Revisado

Em mensagens de 28/01/2025 divulgadas pelo Intercept, Vorcaro teria dito a Fabiano Zettel que o filme era prioridade absoluta e que "Não pode falhar mais".

Fonte únicaFonte: Metrópoles · original (abre em nova aba)seção "Datas e fatos"#f11-msg-0128-prioridade
Detalhes da evidência
Fato
28 jan. 2025
Fonte
Vorcaro pagou R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro; Flávio cobrou dinheiro; ouça — Metrópoles, 13 maio 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Trecho
“Não pode falhar mais”
Limites
Mensagem interpretada por reportagem; autenticidade e identidade dos interlocutores não verificadas pelo projeto; o texto não diz do que o "falhar" se refere além do financiamento do filme. Vorcaro e Zettel não responderam na reportagem.
Citados
Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro)
Estado
Revisado

Em diálogo de 05/02/2025, Zettel relatou recusas do câmbio do Master para a remessa e Vorcaro orientou o pagamento "via entre" (a Entre Investimentos); segundo o Metrópoles, Vorcaro perguntou para quem fazer o repasse e decretou: "Manda a grana".

Fonte únicaFonte: BBC News Brasil (republicada pelo O Povo) · original (abre em nova aba)BBC, seção "Remessas ao exterior"; Metrópoles, "05/02/2025"#f11-msg-0205-via-entre
Detalhes da evidência
Fato
5 fev. 2025
Fonte
Havengate: o fundo na mira da PF que conecta Vorcaro, Flávio e Eduardo Bolsonaro — BBC News Brasil (republicada pelo O Povo), 24 maio 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Trecho
“Manda a grana”
Limites
Mensagens divulgadas pelo Intercept, descritas por duas reportagens que não têm acesso independente. A mensagem sugere que a corretora de câmbio do Master estava criando obstáculos à remessa e que a Entre foi escolhida como via alternativa; não demonstra a origem do dinheiro da Entre.
Confirmam
Vorcaro pagou R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro; Flávio cobrou dinheiro; ouça
Citados
Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Entre Investimentos e Participações, Banco Master
Estado
Revisado

Há comprovante de ordem de transferência internacional de US$ 2 milhões em 13/02/2025 da Entre Investimentos e Participações para o Havengate Development Fund LP (Congresso em Foco e BBC, a partir do Intercept); o relatório da PF, segundo o Poder360, registra "a 1ª remessa de US$ 2.000.000" em 13/02/2025, enviada pela Entre para o financiamento do filme.

Confirmado por fontes independentesFonte: Congresso em Foco · original (abre em nova aba)Congresso em Foco, "Comprovante bancário"; Poder360, relatório da PF#f11-comprovante-2mi-0213
Detalhes da evidência
Fato
13 fev. 2025
Fonte
Planilha expõe pagamentos de US$ 10,6 mi de Vorcaro para Dark Horse — Congresso em Foco, jun. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Duas origens distintas (comprovante divulgado pelo Intercept e relatório da PF), ambas descritas por reportagem. A republicação do Intercept pelo Brasil 247 diz 14/02/2025; as demais dizem 13/02. O comprovante mostra a remessa, não a finalidade nem quem era o beneficiário final.
Confirmam
Relatório da PF sobre 'Dark Horse' contraria versão de Flávio; Havengate: o fundo na mira da PF que conecta Vorcaro, Flávio e Eduardo Bolsonaro; PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse
Citados
Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP
Estado
Revisado

Em 21/03/2025 (Poder360; a Agência Brasil diz "março"), Thiago Miranda enviou a Vorcaro uma captura de tela de conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro com orientações sobre como os recursos poderiam ser geridos nos EUA, com referência à disponibilidade de Altieres Santana; segundo a Agência Brasil, a conversa dizia que o ideal seria os recursos já estarem nos EUA e que remessas de empresa brasileira sem orçamento grande teriam de ser feitas aos poucos, em cerca de seis meses; a PGR também citou o diálogo. O Intercept (via Estado de Minas) afirma que Eduardo sugeriu enviar "o máximo possível" de recursos ao exterior.

AlegadoGraveFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)Poder360, seção "Papel atribuído a Eduardo"; Agência Brasil, "Mensagem de Eduardo Bolsonaro"#f11-msg-2025-03-eduardo-print

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).
Detalhes da evidência
Fato
21 mar. 2025
Fonte
Eduardo orientou gestão de recursos de "Dark Horse" nos EUA, diz PF — Poder360, 11 set. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Captura de tela encaminhada por Miranda a Vorcaro; a autoria por Eduardo é atribuição da PF e do intermediário, não perícia. Eduardo nega ter recebido dinheiro do fundo e diz que só cedeu direitos de imagem; o diálogo, mesmo autêntico, trata de forma de enviar recursos e não demonstra recebimento por Eduardo nem destino final do dinheiro.
Confirmam
PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse; Eduardo tinha poder sobre dinheiro do filme de Bolsonaro, revela contrato
Citados
Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Eduardo Bolsonaro, Altieris Santana
Estado
Revisado

Segundo a PF (Agência Brasil), as primeiras mensagens diretas entre Flávio e Vorcaro são de 20/08/2025: Vorcaro escreveu "21 pode ser", Flávio respondeu "Blz" com figurinha, e a PF vê possível encontro presencial; em setembro Miranda avisou Vorcaro de que Flávio queria conversar pessoalmente sobre o filme, e em outubro Flávio convidou-o para jantar com a equipe da produção, marcado para 6 de novembro.

Fonte únicaFonte: Agência Brasil · original (abre em nova aba)seção "Cronologia de mensagens e encontros"#f11-msg-0820-flavio-vorcaro

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Detalhes da evidência
Fato
20 ago. 2025
Fonte
PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse — Agência Brasil (Wellton Máximo), 12 set. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Interpretação da PF sobre mensagens; não há confirmação de encontro. A Agência Brasil não informa se o jantar ocorreu. Mensagens anteriores de Flávio com Vorcaro (dez/2024, segundo Flávio) não foram descritas por esta fonte.
Citados
Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro
Estado
Revisado

Em mensagens de agosto de 2025, Thiago Miranda citou a planilha de pagamentos a Vorcaro, dizendo que havia duas parcelas atrasadas e uma prestes a vencer; Vorcaro respondeu "Segunda fazemos duas" e cobrou de Zettel uma solução, que respondeu que iria "para cima do mineiro" (apelido de Freixo, segundo a reportagem). A Agência Brasil registra que Miranda cobrou Vorcaro sobre parcelas atrasadas em agosto de 2025.

Fonte únicaFonte: Congresso em Foco · original (abre em nova aba)Congresso em Foco, seção "Origem e intermediários"; Agência Brasil, "Cronologia"#f11-msg-2025-08-parcelas-atrasadas
Detalhes da evidência
Fato
ago. 2025
Fonte
Planilha expõe pagamentos de US$ 10,6 mi de Vorcaro para Dark Horse — Congresso em Foco, jun. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Trecho
“Segunda fazemos duas”
Limites
Mensagens divulgadas pelo Intercept e descritas pela PF; não examinadas. Reflete o cronograma de parcelas, não confirma valores pagos nas datas.
Confirmam
PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse
Citados
Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Antônio Carlos Freixo Júnior
Estado
Revisado

Em áudio de 08/09/2025, Flávio procurou Vorcaro por causa de parcelas atrasadas e demonstrou preocupação com o efeito do atraso na produção, mencionando o "momento muito decisivo" e a possibilidade de "calote" com atores; a PF e o Intercept descrevem o mesmo áudio, e Flávio não nega a autenticidade dos áudios em que pede recursos.

Confirmado por fontes independentesFonte: Agência Brasil · original (abre em nova aba)Agência Brasil, "08/09/2025"; Metrópoles, "08/09/2025"; Brasil 247, "Setembro de 2025"#f11-audio-0908-flavio

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Detalhes da evidência
Fato
8 set. 2025
Fonte
PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse — Agência Brasil (Wellton Máximo), 12 set. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
O Intercept e a PF descrevem material do celular de Vorcaro; o projeto não ouviu o áudio. A não negativa de Flávio quanto à autenticidade (Agência Brasil de 11/09/2026) não equivale a perícia. O áudio autêntico prova a cobrança de parcelas, não o valor pago nem o destino do dinheiro.
Confirmam
Vorcaro pagou R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro; Flávio cobrou dinheiro; ouça; Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro, diz Intercept; Mendonça incluiu Flávio Bolsonaro como investigado no caso Dark Horse
Citados
Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro, Cyrus Nowrasteh, Jim Caviezel
Estado
Revisado

Em 07/11/2025, após enviar um vídeo de visualização única, Flávio escreveu a Vorcaro "Tudo isso só está sendo possível por causa de vc"; Vorcaro respondeu "Que demais" e "Ficou perfeito" (Intercept via Brasil 247).

Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Detalhes da evidência
Fato
7 nov. 2025
Fonte
Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro, diz Intercept — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 13 maio 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Trecho
“Tudo isso só está sendo possível por causa de vc”
Limites
Mensagem divulgada pelo Intercept; o conteúdo do vídeo não é descrito. Flávio diz que a relação com Vorcaro foi "única e exclusivamente por causa do filme" e privada.
Citados
Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro
Estado
Documentado

Em 16/11/2025, véspera da deflagração da Operação Compliance Zero, Flávio tentou ligar para Vorcaro, que respondeu "Fala irmãozão" e disse estar na igreja; Flávio escreveu que estaria sempre com ele e pediu "uma luz" (Agência Brasil, PF; Brasil 247, Intercept).

Confirmado por fontes independentesFonte: Agência Brasil · original (abre em nova aba)Agência Brasil, "16/11/2025"; Brasil 247, "16/11/2025"#f11-msg-1116-flavio-luz

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Detalhes da evidência
Fato
16 nov. 2025
Fonte
PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse — Agência Brasil (Wellton Máximo), 12 set. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
O tema da conversa sobre o filme é descrito pelo Intercept e pelo Metrópoles; a Agência Brasil trata a mensagem como contexto das cobranças. Mensagem de apoio pessoal não demonstra ato ilícito.
Confirmam
Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro, diz Intercept; Vorcaro pagou R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro; Flávio cobrou dinheiro; ouça
Citados
Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro
Estado
Revisado

O laudo privado conclui que "os ingressos vinculados ao projeto possuem origem privada" e que, até 10/06/2026, o Havengate Development Fund LP enviara US$ 13,3 milhões ao filme. O Money Times (Estadão Conteúdo) acrescenta que Karina Gama informou à Justiça, por meio de perícia, que R$ 75 milhões foram gastos na produção, todos de um fundo dos EUA controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro.

AlegadoFonte: Metrópoles · original (abre em nova aba)seção "Perícia"; Money Times, seção "Responses"#f11-laudo-origem-privada

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas.
Detalhes da evidência
Fato
10 jun. 2026
Fonte
Produtora de Dark Horse declara gasto de R$ 75 milhões com filme de Bolsonaro — Metrópoles (Renan Porto), 12 jun. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Trecho
“os ingressos vinculados ao projeto possuem origem privada”
Limites
Laudo contratado pela parte interessada; a conclusão de origem privada não afasta suspeita de origem ilícita do dinheiro privado. US$ 13,3 mi do laudo são maiores que os US$ 12,33 mi rastreados pela PF e não estão conciliados. A Veja (26/08/2026, não aberta) intitula que o Havengate seria o "maior investidor" segundo a perícia, o que sugere haver outros investidores: pista não confirmada.
Confirmam
André Mendonça autoriza inquérito sobre repasses para Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro
Citados
Instituto de Perícia Investigativa (IPI), Go Up Entertainment LLC, Havengate Development Fund LP
Estado
Revisado

Segundo o Metrópoles, o laudo privado contratado pela Go Up declara custo de US$ 13,3 milhões (cerca de R$ 75 milhões) e orçamento inicial aprovado de US$ 16 milhões (R$ 89,7 milhões); por rubrica (US$): desenvolvimento 383 mil, soft-production 2,6 mi, pré-produção EUA 2,6 mi, filmagem EUA 1,9 mi, filmagem Brasil 3,7 mi, pós-produção EUA 1,9 mi. Em reais, EUA R$ 54,2 mi e Brasil R$ 20,9 mi, dos quais cerca de R$ 18,4 mi por Pix.

AlegadoFonte: Metrópoles · original (abre em nova aba)seções "Custo declarado" e "Composição"#f11-orcamento-declarado-produtora

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Detalhes da evidência
Fato
jun. 2026
Fonte
Produtora de Dark Horse declara gasto de R$ 75 milhões com filme de Bolsonaro — Metrópoles (Renan Porto), 12 jun. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Declaração da própria produtora, em laudo privado, não auditada. As rubricas somam cerca de US$ 13,1 milhões (não 13,3) e R$ 54,2 + 20,9 = R$ 75,1 mi; as conversões em reais são da reportagem, sem taxa informada. Não é valor pago por Vorcaro nem prova de aplicação.
Confirmam
Dark Horse: PF identifica 'severa' divergência milionária em recursos para filme sobre Bolsonaro
Citados
Go Up Entertainment LLC, Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro), Instituto de Perícia Investigativa (IPI)
Estado
Revisado

A PF enviou ofício a Karina Ferreira da Gama em 19/08/2026, com prazo de dez dias, pedindo contratos, comprovantes de pagamento, instrumentos de câmbio, notas fiscais, documentos societários, bancários e informações sobre o financiamento do filme; em e-mail de 02/09/2026, Michael Davis disse não autorizar o envio direto desses documentos a autoridades brasileiras, que devem ser pedidos por cooperação jurídica internacional, com ordem de juiz americano.

Fonte únicaFonte: SBT News · original (abre em nova aba)texto da reportagem#f11-go-up-oficio-davis

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Michael Davis (2 set. 2026): Em e-mail à produtora brasileira, Davis disse não autorizar o envio direto de documentos societários, contábeis, fiscais, bancários ou contratuais a autoridades brasileiras e que pedidos devem seguir cooperação jurídica internacional, com ordem de juiz americano e direito de defesa.
Detalhes da evidência
Fato
2 set. 2026
Fonte
Produtor de Dark Horse rejeitou dados à PF sem aval dos EUA — SBT News, set. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
E-mail descrito por reportagem. A Agência Brasil (12/09) diz que Davis respondeu que os documentos mantidos nos EUA não devem ser enviados diretamente. Fontes divergem sobre o que a Go Up já entregou (o Diario de Pernambuco diz que nenhum documento foi entregue; resumos de buscador citam notas fiscais e contratos de atores brasileiros): não resolvido. A recusa se funda em procedimento, não é admissão de irregularidade.
Confirmam
Produtor dos EUA impôs condições para liberar dados de Dark Horse; PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse
Citados
Polícia Federal, Karina Gama, Michael Davis, Go Up Entertainment LLC
Estado
Revisado

A planilha "Funding Schedule", divulgada pelo Intercept em 09/06/2026, prevê US$ 23,9 milhões em pagamentos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026; seis parcelas (US$ 10,6 mi) já teriam sido repassadas entre fevereiro e maio de 2025. O Metrópoles descreve plano de 12 parcelas de US$ 1,6 mi e duas de US$ 2 mi (totalizando "US$ 24 mi") e o Poder360 fala em 14 parcelas.

Fonte únicaFonte: Congresso em Foco · original (abre em nova aba)Congresso em Foco, seção "Planilha"; Metrópoles, "Valores negociados"#f11-planilha-funding-schedule
Detalhes da evidência
Fato
jan. 2025 a jan. 2026
Fonte
Planilha expõe pagamentos de US$ 10,6 mi de Vorcaro para Dark Horse — Congresso em Foco, jun. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
A planilha é um cronograma de pagamentos previsto; não é contrato assinado nem prova de pagamento. 12 x 1,6 + 2 x 2 = US$ 23,2 mi, não 24: as descrições são aproximadas e não coincidem com os US$ 23,9 mi da planilha. Autoria da planilha desconhecida. O Congresso em Foco não traz datas individuais de parcelas.
Confirmam
Produtora de Dark Horse declara gasto de R$ 75 milhões com filme de Bolsonaro; Master pagou R$ 2,3 mi a empresa que financiou filme de Bolsonaro
Citados
Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP, Thiago Miranda, Daniel Vorcaro
Estado
Revisado

Em mensagens de 22/10/2025 a 31/10/2025 tornadas públicas pelo STF, Vorcaro disse a Miranda que, "apesar de qualquer tempestade", iria "até o fim" com o financiamento; em 30/10 Miranda relatou mensagem atribuída a Flávio sobre depósito que não veio e, em 31/10, "Chegou os documentos mas não o recurso"; Vorcaro respondeu que a transferência havia "voltado" e seria refeita em poucos dias.

Fonte únicaFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)seção "Trechos curtos"#f11-msg-2025-10-vou-ate-o-fim

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Detalhes da evidência
Fato
22 out. 2025 a 31 out. 2025
Fonte
"Vou até o fim com isso", disse Vorcaro sobre Dark Horse — Poder360, 12 set. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Trecho
“vou até o fim com isso”
Limites
Mensagens interpretadas pela reportagem; a reportagem não informa valores. Não informa de que banco ou conta a transferência "voltou". Vorcaro, Miranda e Flávio não se manifestaram na reportagem.
Citados
Daniel Vorcaro, Thiago Miranda, Flávio Bolsonaro
Estado
Revisado

Documentos de origem

DocumentoQuem publicouDataAcesso pelo projeto
Informação de Polícia Judiciária de Análise (IPJ-A) nº 3298613/2026 - celular de Daniel Vorcaro (Pet 15.556 / Pet 16.662)Polícia Federal (NADIP/DFIN/CGRC/DICOR)2026-08-27Trecho examinado pelo projeto
Representação da PF por busca e apreensão - Registro Especial 2026.0018128, Pet 15.497 (STF) - Rioprevidência, Daniel Vorcaro e Cláudio CastroPolícia Federal (CINQ/CGRC/DICOR, SR/PF/RJ)2026-03-11Íntegra examinada pelo projeto

Investigações

Inquérito (PET sigilosa vinculada ao INQ 5026) sobre financiamento do filme Dark Horse com recursos atribuídos a Vorcaro; PF pediu mais 90 dias em 15/10/2026

  • Flávio Bolsonaro — Senador (RJ) — PL na data — Investigado 22 jul. 2026
  • Eduardo Bolsonaro — deputado federal por São Paulo (mandato descrito pelo Metrópoles como cassado; data do término não verificada); tratado como ex-deputado pela Agência Brasil em 2026 (SP) — PL na data — Investigado 22 jul. 2026
  • Daniel Vorcaro — conselheiro grande-benemérito do Atlético Mineiro (título aprovado pelo Conselho Deliberativo) (Belo Horizonte/MG) — Investigado 22 jul. 2026
  • André Mendonça — vice-presidente do TSE — Relator 22 jul. 2026
  • Flávio Bolsonaro — Senador (RJ) — PL na data — Investigado 22 jul. 2026
  • André Mendonça — ministro do STF, relator do inquérito sobre o financiamento de Dark Horse — Relator 23 jul. 2026
  • Polícia Federal — Conduz a investigação 23 jul. 2026
  • Karina Gama — sócia/proprietária da Go Up Entertainment; presidente da ANC; diretora do ICB (Agência Pública, 18/05/2026) — Citado 19 ago. 2026
  • Eduardo Bolsonaro — deputado federal por São Paulo (mandato descrito pelo Metrópoles como cassado; data do término não verificada); tratado como ex-deputado pela Agência Brasil em 2026 (SP) — PL na data — Investigado set. 2026
  • Daniel Vorcaro — conselheiro grande-benemérito do Atlético Mineiro (título aprovado pelo Conselho Deliberativo) (Belo Horizonte/MG) — Investigado set. 2026
  • Michael Davis — Citado 2 set. 2026
  • Paulo Calixto — Citado 11 set. 2026
  • Altieris Santana — Citado 11 set. 2026
  • Thiago Miranda — dono da agência Mithi (MiThi) — Citado 12 set. 2026
  • Fabiano Zettel — Citado out. 2026
  • Antônio Carlos Freixo Júnior — Citado out. 2026

Operação Make Up (PF, 10/09/2026): suposto desvio de emendas parlamentares, com apuração de possível ligação com o financiamento de Dark Horse; relator Flávio Dino

  • Mario Frias — Deputado federal (SP) — PL na data — Investigado 10 set. 2026
  • Karina Gama — sócia/proprietária da Go Up Entertainment; presidente da ANC; diretora do ICB (Agência Pública, 18/05/2026) — Investigado 10 set. 2026
  • Flávio Dino — ministro do STF, relator da Operação Make Up — Relator 10 set. 2026
  • Karina Gama — sócia/proprietária da Go Up Entertainment; presidente da ANC; diretora do ICB (Agência Pública, 18/05/2026) — Alvo de busca e apreensão 10 set. 2026
  • Karina Gama — sócia/proprietária da Go Up Entertainment; presidente da ANC; diretora do ICB (Agência Pública, 18/05/2026) — Medida cautelar 10 set. 2026
  • Mario Frias — Deputado federal (SP) — PL na data — Alvo de busca e apreensão 10 set. 2026
  • Go Up Entertainment LLC — Alvo de busca e apreensão 10 set. 2026
  • Instituto Conhecer Brasil (ICB) — Alvo de busca e apreensão 10 set. 2026
  • Go7 Assessoria Produção e Marketing Cultural — Alvo de busca e apreensão 10 set. 2026
  • Flávio Dino — ministro do STF, relator da Operação Make Up — Relator 10 set. 2026

Colaboração premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior com a PGR (remessas ao Havengate), homologada por Mendonça

Processo administrativo da Ancine contra a Go Up por filmar no Brasil sem comunicação prévia

Pedido do deputado Lindbergh Farias ao STF por apuração do financiamento do filme (arquivado por recomendação da PGR)

  • André Mendonça — ministro do STF, relator do inquérito sobre o financiamento de Dark Horse — Julgador 23 jul. 2026

Notícia de fato do PT à PF e ADPF ao STF sobre possível caixa 2 e abuso de poder econômico ligados ao filme

    Proposta de colaboração premiada de Daniel Vorcaro à PF e à PGR com capítulo sobre Dark Horse (sem acordo)

      Pedido de cooperação jurídica internacional com os EUA para rastrear o Havengate e obter registros da Go Up

        Respostas dos envolvidos

        Flávio Bolsonaro (12 set. 2026): Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades, segundo a Agência Brasil. A matéria não reproduz as notas; são necessárias as declarações originais. [fonte]
        Daniel Vorcaro (28 nov. 2025): Os advogados de Vorcaro negaram que ele tenha tentado deixar o país quando foi preso em Guarulhos, segundo a Agência Brasil. [fonte]
        Fabiano Zettel (4 mar. 2026): O escritório de Zettel disse que ele se apresentou à Polícia Federal na 3ª fase; a reportagem não registra defesa de mérito sobre as imputações. [fonte]
        Thiago Miranda (9 jul. 2026): A defesa de Thiago Miranda nega qualquer ilegalidade e participação em condutas de intimidação, invoca a presunção de inocência e diz que ele está à disposição das autoridades. [fonte]
        Flávio Bolsonaro (11 set. 2026): Segundo a Agência Brasil, Flávio Bolsonaro não nega a autenticidade de áudios em que pede recursos a Vorcaro e sustenta que buscar financiamento privado para um filme sobre o pai não é irregular; nega ter dado contrapartida. A reportagem não registra resposta da defesa. [fonte]
        Daniel Vorcaro (15 out. 2026): A defesa diz que Vorcaro depôs de forma colaborativa e respondeu a todas as perguntas, que a versão inicial da investigação não se sustenta no plano factual ou jurídico, pede arquivamento do inquérito BRB-Master e revogação da preventiva por ausência de prova de ilícito, e disse que apresentaria contestação cível e pediria perícia. [fonte]
        Daniel Vorcaro (14 out. 2026): A defesa não quis se manifestar sobre a reportagem do UOL e não explicou o uso do GV-SP; nenhuma versão da defesa sobre a festa de 28/02/2025, as viagens ou os imóveis dos EUA foi localizada nas fontes lidas. [fonte]
        Flávio Bolsonaro (16 out. 2026): Ao Intercept, perguntado sobre o financiamento, Flávio Bolsonaro respondeu que era mentira e saiu. Em entrevistas posteriores, segundo coluna de Mônica Bergamo da Folha citada pelo Brasil 247, disse que o dinheiro veio de patrocínio negociado em acordo privado com Vorcaro; seu gabinete diz que ele apenas negociou o patrocínio, não participou dos pagamentos e não foi informado de como as transferências foram feitas. Nenhum contrato foi apresentado, segundo a reportagem. [fonte]
        Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores. [fonte]
        Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela. [fonte]
        Flávio Bolsonaro (1 set. 2026): Ao chegar ao Senado, Flávio recusou dar detalhes do novo repasse apontado pelo Coaf/piauí: disse não ter como saber porque não trata disso, que cabe à Go Up informar, admitiu saber que Vorcaro era investidor e que não tinha como falar. [fonte]
        Flávio Bolsonaro (out. 2026): Segundo coluna de Mônica Bergamo (Folha) citada pelo Brasil 247, Flávio disse que o dinheiro veio de patrocínio negociado em acordo privado com Vorcaro; seu gabinete diz que ele apenas negociou o patrocínio, não participou dos pagamentos e não foi informado de como as transferências foram feitas. Nenhum contrato foi apresentado, segundo a reportagem. [fonte]
        Flávio Bolsonaro (19 maio 2026): Flávio prometeu em 19/05/2026 divulgar em 30 dias planilha explicando o financiamento; segundo o Money Times (23/07/2026), o financiamento não fora explicado e a planilha não foi entregue. [fonte]
        Flávio Bolsonaro (jun. 2026): Segundo a Gazeta do Povo, Flávio defendeu que a relação com Vorcaro foi "única e exclusivamente por causa do filme", privada e sem irregularidades, e sem uso da Lei Rouanet. [fonte]
        Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento. [fonte]
        Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas). [fonte]
        Eduardo Bolsonaro (out. 2026): Segundo o Brasil 247 (17/10/2026), Eduardo nega ter recebido dinheiro de fundo ligado a Vorcaro, diz que seu status imigratório nos EUA não permitiria e que informou às autoridades dos EUA a origem dos fundos que usou. A reportagem não traz data nem canal da fala. [fonte]
        Mario Frias (19 maio 2026): Frias afirmou inicialmente que Vorcaro não pôs "um único centavo" no filme e, no dia seguinte, falou em "diferença de interpretação sobre a origem formal" dos recursos, dizendo que Vorcaro "não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico" e que o Banco Master nunca foi investidor formal. [fonte]
        Mario Frias (15 maio 2026): A defesa de Frias negou que Eduardo fosse produtor executivo e disse que ele nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento ligado ao filme. [fonte]
        Mario Frias (10 set. 2026): Frias chamou a operação de "cortina de fumaça" em período eleitoral e negou irregularidade; em maio disse ao STF que as emendas enviadas às entidades não financiaram o filme (Brasil 247). O Estadão não obteve retorno das defesas de Karina e Frias. [fonte]
        Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas. [fonte]
        Michael Davis (2 set. 2026): Em e-mail à produtora brasileira, Davis disse não autorizar o envio direto de documentos societários, contábeis, fiscais, bancários ou contratuais a autoridades brasileiras e que pedidos devem seguir cooperação jurídica internacional, com ordem de juiz americano e direito de defesa. [fonte]
        Thiago Miranda (13 maio 2026): Miranda disse ao SBT News: "Intermediei o investimento"; contou ter marcado encontro entre Flávio e Vorcaro em dezembro de 2024, que não ocorreu, e que o financiamento já havia começado; não disse valores. [fonte]
        Grupo Entre (jun. 2026): O Grupo Entre afirmou operar em conformidade com as normas do setor financeiro e se colocou à disposição das autoridades (Congresso em Foco); a BBC registra que a Entre nega vínculo societário com Vorcaro. [fonte]
        Antônio Carlos Freixo Júnior (set. 2026): Em colaboração à PGR (descrita por O Globo/Folha PE), Freixo disse que fez as transferências a pedido de Vorcaro, não sabia que financiariam um filme e que o pedido de Zettel apresentou o envio como investimento imobiliário. Declaração de colaborador: alegação até comprovação. [fonte]
        Eduardo Félix Bianchini (out. 2026): O liquidante respondeu à Câmara que não encontrou documentos, registros contábeis ou contratuais de operações do Master para financiar Dark Horse, nem sobre operações com o Havengate ligadas ao filme, nos limites das informações examinadas. [fonte]

        A rede do caso

        Quem solicitou, negociou, transferiu, recebeu, produziu ou investigou — cada ligação com papel, data e fonte.

        Filtros: período, tipo de relação, comprovação, estado, dossiê
        Comprovação da ligação
        Tipo de relação
        Período
        Recorte

        Carregando o mapa…

        Documentado (documento ou fontes independentes) Fonte única Alegação atribuída Pessoa Empresa, órgão ou instituto Evento

        O que ainda não se sabe

        • Nenhum documento primário (decisão do STF, relatório da PF, relatório do Coaf, contrato, laudo) foi aberto pelo projeto; tudo é conhecido por reportagem.
        • A reportagem original do Intercept e matérias de G1, Folha, O Globo, piauí e Veja não puderam ser abertas; seus conteúdos chegam por reportagens derivadas, com grau reduzido.
        • Número do inquérito divergente nas fontes (Pet 16.369, Inq 5.070, petição vinculada ao Inq 5.026).
        • Registros societários da Go Up (Brasil e EUA) não confirmados em fonte oficial.

        Histórico de atualização

        • 17 out. 2026 — Dossiê criado a partir da pesquisa F11 (74 fontes, 60 evidências, 11 suspeitas); auditoria automatizada em andamento; sem revisão humana.

        Fontes (53)