Outras evidências que citam esta entidade
Segundo votos do Banco Central obtidos pelo Valor Econômico, o risco potencial de perda do FGC com o Banco Máxima (rombo potencial) subiu de R$ 827 milhões em 2016 para R$ 3,224 bilhões em 2019.
Segundo os votos do Banco Central liberados por LAI (Folha, Valor, O Globo), os recursos usados por Vorcaro na compra das acoes de Sabba (R$ 40 milhoes) e nos aportes de capital (R$ 70 milhoes em 2019) vieram, segundo a documentacao apresentada, da distribuicao de resultados da Viking Participacoes, ligada a reavaliacoes de imoveis e fundos. Tecnicos do BC suspeitaram de 'circularizacao' de recursos entre o Maxima, empresas de Vorcaro e fundos, e o voto de fevereiro/2019 diz que ele nao apresentou elementos claros sobre a origem.
Daniel Vorcaro (3 dez. 2025): Segundo o ICL Notícias, Vorcaro e o Banco Master não responderam às perguntas do repórter sobre a origem dos recursos usados na compra do Máxima, mas negaram irregularidades na gestão do banco. Em abril de 2026 a Folhapress registrou que a defesa foi procurada e não se manifestou sobre os votos do BC de 2019.
O Banco Central rejeitou em 2019 o pedido de Vorcaro para assumir o controle do Banco Máxima: o voto BCB nº 20/2019, do diretor de Organização do Sistema Financeiro Sidnei Corrêa Marques, apontou origem dos recursos não comprovada e capacidade financeira insuficiente, e que parte relevante do dinheiro usado vinha do próprio Máxima.
Em 02/05/2019 Vorcaro protocolou novo pedido ao BC com grupo de controle de três nomes: ele, Felipe Wallace Simonsen e Armando Miguel Gallo Neto.
Em outubro de 2019, sob a presidência de Roberto Campos Neto, o BC aprovou a transferência de controle do Máxima para Vorcaro: o voto BCB nº 218/2019, do diretor João Manoel Pinho de Mello, considerou demonstrada a origem dos recursos dos novos acionistas e passou a admitir projeções de fluxo de caixa e laudos de valor de mercado que o voto anterior não havia considerado. A Folha informa aprovação por unanimidade da diretoria colegiada.
Reportagem do ICL Notícias, a partir de documentos do BC revelados pelo UOL, afirma que o BC analisou a aquisição ao longo de 2018, exigiu entre outras condições um aporte de R$ 50 milhões de Vorcaro e que Vorcaro apresentou R$ 89 milhões em receita operacional bruta da Viking para justificar os recursos; cita ainda terreno em Jequitibá (MG) avaliado em R$ 57 milhões num contrato com o fundo imobiliário São Domingos, área que teria sido regularizada por R$ 2,5 milhões em 2015.
Daniel Vorcaro (3 dez. 2025): Segundo o ICL Notícias, Vorcaro e o Banco Master não responderam às perguntas do repórter sobre a origem dos recursos usados na compra do Máxima, mas negaram irregularidades na gestão do banco. Em abril de 2026 a Folhapress registrou que a defesa foi procurada e não se manifestou sobre os votos do BC de 2019.
O Banco Master Múltiplo S.A. era o antigo Banif - Banco Internacional do Funchal (Brasil) S.A.; a alteração da denominação foi solicitada em 07/11/2023 e aprovada pelo Banco Central em 10/05/2024.
Em 2024 os acionistas aumentaram o capital do Banco Master em R$ 1,6 bilhão (AGE de 22/04/2024, R$ 1 bilhão; AGE de 31/05/2024, R$ 600 milhões), homologados pelo BC; o banco captou ainda R$ 928 milhões em dívida subordinada de nível II, que em 2025 teria sido adquirida pelos acionistas e estava em aprovação do BC para conversão em capital. O capital social subscrito passou de R$ 1,661 bilhão para R$ 2,761 bilhões.
O auditor e as notas do Banco Master registram aprovações do BC em 2024: aumento de capital do Banco Master de Investimento via incorporação das ações da Master Corretora (15/02/2024); aquisição das holdings NK 031 (controladora do Banco Voiter) e JK 031 (controladora do Banco Letsbank) em 11/04/2024; alteração da denominação do Banif Brasil para Banco Master Múltiplo (10/05/2024); aquisição da Will Holding, controladora da Will Financeira, em 21/08/2024.
Em 31/12/2024 o Conglomerado Prudencial Master apresentava índice de Basileia de 11,51% (11,52% em 2023) frente ao mínimo requerido de 10,5%, e patrimônio de referência com capital principal de R$ 5,519 bilhões; o banco passou em 2024 ao segmento S3 do BC.
Em nota de eventos subsequentes, o Master registrou que em 28/03/2025 o BRB anunciou a aquisição de 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais (58% do capital total), com reorganização societária em que o Master ficaria apenas com o Banco Master Múltiplo (e as controladas Will) e a Maximainvest Securitizadora, sujeita a aprovação do BC e do CADE.
Segundo o IF.data do Banco Central, noticiado pelo BPMoney em 07/08/2025, o Banco Master tinha em março de 2025 ativos totais de R$ 86,396 bilhões (alta de 5,3% no trimestre e 109,5% em um ano) e patrimônio líquido de R$ 3,214 bilhões (queda de 32,6% no trimestre); o lucro do 1º trimestre de 2025 foi de R$ 57,7 milhões. O Master ainda não havia publicado o balanço do trimestre.
A ESH Capital, gestora de Vladimir Timerman, fez em 2023 ao menos duas denúncias formais ao Banco Central sobre o Master: uma (março de 2023) questionando suposto controle indireto por meio de empresa nas Bahamas, um fundo e a Banvox; outra, sem data informada, sobre a exposição de fundos a precatórios e a precificação desses ativos. Em depoimento à CPI do Crime Organizado em março de 2026, Timerman afirmou ter enviado a primeira denúncia sobre o banco em 2019.
Em 05/09/2023 o fundo ESH enviou um relatório de 31 páginas a Belline Santana, então chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC, apontando crescimento médio de 100% ao ano da captação em CDBs do Master, aplicação em cotas de FIDCs e FIPs sem a solidez exigida e risco anormal de liquidez e/ou solvência. O BC respondeu cerca de um ano depois que os temas eram cobertos pelo trabalho contínuo de supervisão e concluiu pela desnecessidade de procedimento específico, encerrando o caso.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Banco Central (2024): Em resposta à PF (descrita pela SBT News) e ao relatório da ESH (descrito pela Revista Oeste), o BC afirmou que as suspeitas eram conhecidas desde 2023, que os temas estavam cobertos pela supervisão contínua, que não via necessidade de procedimento específico e que a questão das incorporações cabia à CVM; disse ter decidido após receber documentos de representantes de Vorcaro. Datas exatas da resposta não constam. O BC não respondeu aos pedidos da Oeste e informou à SBT que não comenta informações sob sigilo.
Em julho de 2024 o BC recebeu ofício da Polícia Federal alertando para possíveis irregularidades no Master, entre elas a suspeita de que o empresário Nelson Tanure seria o dono oculto do banco, por cadeia de operações societárias com fundos da Aventtti Strategic Partners, nas Bahamas. O BC respondeu à PF que as suspeitas já eram conhecidas desde 2023, haviam sido analisadas no contexto do aumento de capital do Master e arquivadas, que não via necessidade de procedimento específico, que decidiu depois de receber documentos de representantes de Vorcaro e que a questão das incorporações cabia à CVM.
Banco Central (2024): Em resposta à PF (descrita pela SBT News) e ao relatório da ESH (descrito pela Revista Oeste), o BC afirmou que as suspeitas eram conhecidas desde 2023, que os temas estavam cobertos pela supervisão contínua, que não via necessidade de procedimento específico e que a questão das incorporações cabia à CVM; disse ter decidido após receber documentos de representantes de Vorcaro. Datas exatas da resposta não constam. O BC não respondeu aos pedidos da Oeste e informou à SBT que não comenta informações sob sigilo.
Segundo o Valor (via Let's Money), o Departamento de Supervisão (Desup) do BC enviou ao Master em início de março de 2024 ofício sobre problemas nos índices de liquidez; em 28/05/2024, um dia depois da aprovação da compra da Will Financeira, outro ofício exigindo correção de déficit de capital de R$ 885 milhões e operações irregulares com o Fundo Bravo (gerido pela Reag); em agosto de 2024 o BC limitou a captação do Will à rolagem de vencimentos.
Segundo o Valor (via Let's Money), o BC aprovou a compra do Voiter em 26/03/2024 e da Will Financeira em 27/05/2024; as três aquisições (Voiter, Will e Letsbank) somaram R$ 26 bilhões em novos ativos ao conglomerado, de acordo com relatório técnico do TCU.
O Banco Central afastou em março de 2026 os servidores Belline Santana (chefe do departamento de supervisão) e Paulo Sérgio de Souza (adjunto), apontados como alvos da PF na Operação Compliance Zero; seus advogados afirmam que a decisão final competia à área de Organização do Sistema Financeiro.
Belline Santana (4 maio 2026): Os advogados de Belline Santana e Paulo Sérgio de Souza, segundo o Let's Money (a partir do Valor), dizem que a decisão final sobre as aquisições era da área de Organização do Sistema Financeiro. Não foi localizada resposta específica às acusações de recebimento de mensalidades e benefícios.
Relatórios da PF tornados públicos pelo ministro André Mendonça apontam que Vorcaro pagou mesada e benefícios aos ex-dirigentes do BC Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana em troca de orientação informal (consultoria): segundo a Itatiaia, US$ 8 mil em espécie por pacote de parques na Disney e pagamentos a Belline que superariam R$ 760 mil segundo mensagem de dezembro de 2023 de Fabiano Zettel; segundo a Agência O Globo, mensalidades de R$ 500 mil a Belline por contratos fictícios e viagem a Paris. A PF concluiu que os dois «extrapolaram significativamente» suas funções.
Daniel Vorcaro (ago. 2026): Em depoimento à PF (sexta-feira, 28, mês inferido de resumo da própria página), segundo a Revista Oeste, Vorcaro negou ter dito que pagou diretores do BC; admitiu ter oferecido serviço de concierge a Paulo Sérgio Neves de Souza na viagem da família à Disney, que descreveu como «agrado» e não pagamento, e disse que enviar minutas de documentos do Master a diretores do BC era prática para evitar problemas com o regulador. Disse não lembrar se houve reembolso. A reportagem não traz posição dos advogados.
Belline Santana (4 maio 2026): Os advogados de Belline Santana e Paulo Sérgio de Souza, segundo o Let's Money (a partir do Valor), dizem que a decisão final sobre as aquisições era da área de Organização do Sistema Financeiro. Não foi localizada resposta específica às acusações de recebimento de mensalidades e benefícios.
Segundo a PF (relatada pela Agência O Globo), em 21/12/2023 Paulo Sérgio Neves de Souza enviou a Vorcaro pontos para reunião com o então presidente do BC, Roberto Campos Neto, sugerindo apresentar a compra do Will Bank como cheia de sinergias; em 05/02/2024 passou argumentos para reunião com o diretor de Fiscalização Ailton Aquino dos Santos; e em 02/10/2025 Belline Santana criou um grupo de mensagens «Master» com os dois e Vorcaro.
Daniel Vorcaro (ago. 2026): Em depoimento à PF (sexta-feira, 28, mês inferido de resumo da própria página), segundo a Revista Oeste, Vorcaro negou ter dito que pagou diretores do BC; admitiu ter oferecido serviço de concierge a Paulo Sérgio Neves de Souza na viagem da família à Disney, que descreveu como «agrado» e não pagamento, e disse que enviar minutas de documentos do Master a diretores do BC era prática para evitar problemas com o regulador. Disse não lembrar se houve reembolso. A reportagem não traz posição dos advogados.
O Banco Central liquidou instituições da Reag (gestora de fundos usados em operações do Máxima/Master) em 15/01/2026; a Reag Trust (hoje CBSF) é citada com liquidação na mesma data. A acusação em curso sustenta que fundos geridos pela Reag foram usados em fraudes do Máxima, e o fundador João Carlos Mansur passou a ser investigado na segunda fase da Operação Compliance Zero.
O TCU abriu inspeção sobre a atuação do BC no caso Master: em dezembro de 2025 o relator, ministro Jhonatan de Jesus, deu 72 horas ao BC para justificar o que chamou de «medida extrema» (a liquidação); em 10/02/2026 o presidente do TCU disse que a área técnica concluíra a verificação e que o material seguiria ao relator em 12/02 e depois ao plenário. O TCU não pode reverter a liquidação; examina a legalidade da atuação do BC.
Texto de análise do Poder360 sustenta que a KPMG (balanço até dezembro de 2024) e a PwC (que assumiu a auditoria em 2025) deram chancela a demonstrações que incluíam R$ 19,5 bilhões em cotas de fundos avaliadas por modelos internos; que o balanço do 1º semestre de 2025 nunca foi publicado, porque a liquidação veio antes; e que R$ 6,7 bilhões em consignados seriam fictícios, originados pela consultoria Tirreno, com amostra do BC de 30 CPFs sem valor recebido.
Em fato relevante de 22/08/2025, o BRB informou que a aquisição de 58,04% do capital do Master (49% das ordinárias e 100% das preferenciais), anunciada em 28/03/2025, já tinha anuência do CADE e aguardava análise do BC; o preço seria 75% do patrimônio líquido consolidado ajustado, 50% à vista e até 50% retido em escrow por seis anos; os aumentos de capital de R$ 750 milhões no BRB e de R$ 2 bilhões no Master já tinham sido aprovados pelo BC; e o BC aprovara a transferência do controle do Banco Voiter, retirando-o do Conglomerado Prudencial Master.
Na noite de 03/09/2025, após o fechamento do mercado, o Banco Central indeferiu a compra pelo BRB de 58% do Master (R$ 2 bilhões), antecipando a análise, e não informou os motivos; o BRB comunicou o mercado por fato relevante, pediu acesso à íntegra da decisão para avaliar os fundamentos e alternativas e disse que o contrato seria rescindido conforme seus termos.
BRB - Banco de Brasília S.A. (3 set. 2025): Em fato relevante, o BRB confirmou a notificação do BC, pediu acesso à íntegra da decisão para avaliar fundamentos técnicos e alternativas, descreveu a transação como oportunidade estratégica e informou que o contrato seria rescindido conforme seus termos.
Em 17/11/2025, às 17h24, o Master anunciou a venda ao Grupo Fictor por R$ 3 bilhões; a Fictor Holding Financeira dizia ter intenção de comprar o Master com investidores dos Emirados Árabes Unidos; em 18/11/2025 o BC encerrou a negociação com a Fictor, segundo o InfoMoney.
O Banco Central vetou, em setembro (de 2025, pelo contexto), a transferência do controle do Letsbank para Maurício Quadrado, por falhas na comprovação da origem lícita dos recursos e dúvidas sobre sua capacidade econômico-financeira, com base na Resolução CMN nº 4.970; Quadrado havia vendido em meados de 2024 sua participação no Master a Vorcaro, com acordo de ficar com o Letsbank, que chegou a ser renomeado Bluebank.
O Banco Central aprovou a transferência do controle do Banco Voiter (ex-Indusval) do grupo Master para Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, em julho de 2025; o banco passou a se chamar Banco Pleno. Antes disso, o Master anunciara a compra do Voiter em fevereiro de 2024.
Na reorganização societária do Master, o Banco Central aprovou a transferência do controle societário do Banco Voiter S.A., o que o excluiu do Conglomerado Prudencial Master, já antes de 22/08/2025.
Em 18/02/2026 o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno (ex-Voiter) e da Pleno DTVM (ex-Intercap DTVM), por comprometimento da situação econômico-financeira, deterioração da liquidez e infração às normas; o conglomerado Pleno, segmento S4, respondia por 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do SFN. O liquidante nomeado é o advogado José Eduardo Victória.
O Ato do Presidente do BC nº 1.376, publicado em 21/01/2026, decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento (Will Bank); o FGC passou a estimar cerca de R$ 6,3 bilhões em garantias, com base no censo de novembro de 2025 da própria Will.
A Will Financeira deixou de pagar em 19/01/2026 o Mastercard por falta de liquidez, o que bloqueou sua participação no arranjo de pagamentos; o BC citou insolvência e o controle exercido pelo Banco Master (já em liquidação) ao decretar a liquidação.
O Banco Central relata em seu Relatório de Estabilidade Financeira que decretou a liquidação extrajudicial de instituições do Conglomerado Master, classificado como de crédito diversificado, porte pequeno e segmento S3, que representava 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional, e que o evento não traz risco sistêmico.
Pelos Atos do Presidente do BC nº 1.369, 1.371, 1.372 e 1.373, datados de 18/11/2025 e publicados no Diário Oficial da União de 19/11/2025 (Seção 1, p. 278), foram liquidadas extrajudicialmente as instituições Banco Master, Banco Master de Investimento, Banco Letsbank e Master Corretora de Câmbio.
Na nota de 18/11/2025 o BC fundamentou a liquidação em «grave crise de liquidez do Conglomerado Master», comprometimento significativo da situação econômico-financeira e graves violações às normas do sistema financeiro; nomeou liquidante a EFB Regimes Especiais de Empresas, com amplos poderes de administração e liquidação (ato assinado pelo presidente Gabriel Galípolo), e decretou a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores a partir daquele dia.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A indisponibilidade de bens decretada em 18/11/2025 alcançou o patrimônio da Master Holding Financeira, da 133 Investimentos e Participações e dos controladores e administradores citados.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em 18/11/2025 o BC decretou o Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do Banco Master Múltiplo S.A., por 120 dias (Ato do Presidente nº 1.370), para tentar preservar a controlada Will Financeira; em 17/03/2026, depois da liquidação da Will (21/01/2026) e do relatório do administrador de 12/03/2026, converteu o Raet em liquidação extrajudicial e designou a EFB, de Eduardo Félix Bianchini (ex-servidor do BC), como liquidante, mantendo a indisponibilidade dos bens de controladores e administradores.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo o Banco Central (Relatório de Estabilidade Financeira de maio de 2026), entre 19/01 e 27/02/2026, do montante total estimado de R$ 40,4 bilhões em valor de cobertura (instituições Master, Master BI e Letsbank), R$ 37,7 bilhões foram efetivamente pagos (93,3%), restando R$ 2,7 bilhões pendentes; dos valores pagos, 55,1% foram direcionados a títulos emitidos por instituições financeiras e 41,0% tiveram outras destinações.
Segundo o BC, com as liquidações de novembro de 2025 em diante a liquidez do FGC, considerando os montantes provisionados para a cobertura, chegou a R$ 66,8 bilhões (1,2% dos depósitos elegíveis) em janeiro de 2026; em março de 2026 foram aprovadas antecipações de contribuições (60 em março de 2026, 12 em março de 2027, 12 em março de 2028) e estimou-se liquidez de R$ 111,2 bilhões (2% dos depósitos elegíveis) em março de 2026.
Segundo a CartaCapital, constam no registro da Redesim como diretores do Banco Master: Angelo Antonio Ribeiro da Silva, Luiz Antônio Bull, Felipe Wallace Simonsen, Augusto Ferreira Lima e André Kruschewsky Lima; todos seriam potenciais alvos de um futuro processo administrativo sancionador do BC.
Em 29/07/2026, a CartaCapital informou que o Banco Central se preparava para instaurar processo administrativo sancionador contra o Master e seus diretores, sem data definida, após identificar irregularidades e encaminhar achados ao Departamento de Supervisão Bancária; possíveis penas são multa e inabilitação temporária.
A PF cita reportagem do G1 segundo a qual o Rioprevidência resgatou R$ 560 milhões de fundo administrado pelo Master antes da liquidação, para pagar a folha de novembro e a segunda parcela do 13º, e que o resgate total do Arena foi determinado pelo Banco Central.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18/11/2025.
Em 03/09/2025 o BRB comunicou em fato relevante que o Banco Central indeferiu o requerimento protocolado em 28/03/2025 para a aquisição de participação no Master; o BRB pediu acesso a íntegra da decisão e reiterou que a transação era oportunidade estratégica.
Segundo decisão judicial citada pelo Brasil de Fato (TRF-1, 28/11/2025), durante a análise o Banco Central identificou indícios de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e enviou representação criminal ao Ministério Público Federal.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Nelson Antonio de Souza foi indicado pelo governador Ibaneis Rocha para a presidência do BRB, divulgado em fato relevante de 19/11/2025; teve o nome aprovado pela Comissão de Economia e pelo plenário da CLDF em 24/11/2025 e pelo Banco Central em 26/11/2025. Ibaneis havia escolhido antes Celso Eloi, mas optou por Souza. Paulo Henrique Costa e Dario Garcia foram afastados.
Segundo o mesmo relatório, o GT do BRB foi formado em 26/02/2025 e passou a questionar o Master em 02/04/2025; em 08/04/2025 verificou 47 contratos de 15 pessoas, dos quais 8 existiam; em 29-30/04/2025 o tesoureiro do Master confirmou que parte dos contratos vinha de outra instituição; em 02/05/2025 o nome Tirreno apareceu por escrito; em 05/05/2025 o Master enviou contratos da Tirreno e o BC mostrou que ela não era autorizada a operar como instituição financeira. Em fins de 2024 e ao menos três vezes em jan-fev/2025 o Master pediu ao BRB a devolução de carteiras vendidas, oferecendo substituição.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo documentos da Compliance Zero, o BRB pagou R$ 6,7 bi pelos créditos e R$ 5,5 bi a título de prêmio, entre janeiro e maio de 2025, num conjunto de R$ 12,2 bi de créditos que, segundo indícios do BC, não existiam. Em amostra de 30 clientes o BC não ligou nenhum contrato vendido ao BRB a um pagamento ao tomador; em quatro dias de janeiro de 2025 houve 182 mil operações para 151 mil pessoas concentradas em 12 valores por dia.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Daniel Vorcaro (2025): Segundo o Metrópoles, Vorcaro teria dito ao STF que o BRB nunca pagou de fato pelas carteiras. Em carta divulgada em 13/10/2026 disse querer falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados.
Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. (set. 2026): A Cartos nega ter originado, estruturado, comercializado, intermediado ou cedido créditos ligados ao caso e diz nunca ter mantido relação com a Tirreno.
O relatório da PF reproduz resultado de auditoria do BC sobre as carteiras da Tirreno ('empresa de fachada controlada pela Cartos', segundo a PF) e conclui que as carteiras cedidas ao BRB eram inexistentes ('Nenhum crédito sequer pode ser confirmado'). Do total de R$ 12,2 bi em CCBs do Master adquiridas pelo BRB, R$ 4,05 bi foram comprados depois de questionamentos do BC sobre a originadora dos créditos. O BRB assinou TAC com o BC em 10/02/2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. (set. 2026): A Cartos nega ter originado, estruturado, comercializado, intermediado ou cedido créditos ligados ao caso e diz nunca ter mantido relação com a Tirreno.
Segundo relatório do BC de dezembro de 2025, obtido pelo UOL, o BRB comprou R$ 33,9 bi em ativos ligados ao Master e empresas relacionadas; R$ 15,7 bi em carteiras foram devolvidos após identificação de problemas e substituídos por outros ativos (cotas de fundos, empréstimos, títulos); a perda potencial chega a R$ 11,4 bi; cerca de R$ 2,6 bi (R$ 2,06 bi em consignados da Tirreno e R$ 580 mi em créditos inexistentes ou com problemas de origem) foram tratados como perda integral; R$ 3,5 bi em empréstimos e títulos seriam problemáticos se não houver comprovação de capacidade de pagamento dos devedores; R$ 5,2 bi em cotas de fundos foram questionados.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
BRB - Banco de Brasília S.A. (set. 2026): O BRB diz que as operações fazem parte do conjunto de transações ligadas ao ecossistema do Master, em reavaliação pelo banco e por órgãos competentes; afirma que ex-dirigentes não se confundem com a instituição, que se apresenta como vítima, e admite ter comprado carteiras que não podia auditar por falta de documentos.
Em fato relevante de 28/05/2026 o BRB informou que, na Ação Cível Originária 3.755/DF no STF, foi firmado termo de solução consensual entre o DF (controlador), a União, o Banco Central e o BRB: o DF contratara operação de crédito junto ao FGC de até 16% da Receita Corrente Líquida, exclusivamente para aporte de capital no BRB, com fiança de sindicato de instituições financeiras e contragarantia do DF (incluindo FPE e FPM), sem aval, garantia ou transferência de recursos da União; a implementação depende da análise do plano de negócios e das condições técnicas do FGC e de outras aprovações.
Relatório do BC anexado a processo do TCU (sigilo levantado pela CAE do Senado) indica que o Master já estava em crise de liquidez quando buscava a operação com a Caixa Asset: ofício do BC de 28/05/2024 pedindo adequação da gestão de liquidez; 06/06/2024 último dia com ativos líquidos suficientes para 30 dias; 13/06/2024 início das tratativas com a Caixa Asset.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em 09/07/2026, a 10ª fase teve dois mandados de busca em Brasília, autorizados pelo STF (ministro Mendonça, segundo a Gazeta do Povo), contra o publicitário Thiago Miranda, a quem a PF atribui atuação, a pedido de Vorcaro, para minar a credibilidade do Banco Central, com contratos de até R$ 2 milhões com influenciadores e cláusula de confidencialidade.
Thiago Miranda (9 jul. 2026): A defesa de Thiago Miranda nega qualquer ilegalidade e participação em condutas de intimidação, invoca a presunção de inocência e diz que ele está à disposição das autoridades.
A PF informa que a 10ª fase apura crimes contra o sistema financeiro, organização criminosa, obstrução de investigação e violação de dados, incluindo atuação coordenada em redes sociais para comprometer a credibilidade do Banco Central, intimidação de jornalistas, monitoramento ilegal de pessoas ligadas a agentes públicos e tentativas de interferir em investigações; a nota não menciona prisões.
O relatório da PF diz que as medidas deferidas na Pet 15.556 sustentam duas hipóteses criminosas conexas: (1) suposto pagamento de vantagens indevidas a servidores do Banco Central, no IPL 2026.0053200 (Pet 15.504), e (2) a atuação do grupo denominado 'Turma', no IPL 2026.0029775 (Pet 15.499); ambas em estágio avançado, pendentes de análises bancárias e de material apreendido, com oitivas a concluir em cerca de 60 dias (a contar de 27/08/2026).
Segundo documentos da 10ª fase da Operação Compliance Zero (9/7/2026, autorizada por André Mendonça), a PF indica que Vorcaro ofereceu até R$ 2 milhões a influenciadores para atacar o Banco Central nas redes, no chamado 'Projeto DV', e teria intimidado os que recusaram; a PF atribui a coordenação ao publicitário Thiago Miranda (Miranda Comunicação/Mithi).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Segundo o Seu Dinheiro (13/12/2018), Sidnei Corrêa Marques era diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC havia oito anos, pediu para sair e permaneceria até a aprovação do sucessor, João Manoel Pinho de Mello.
Segundo o Poder360, Roberto Campos Neto tomou posse como presidente do Banco Central em 28/02/2019.
Segundo o Diário do Comércio, o DOU de 31/12/2024 publicou a nomeação de Gabriel Galípolo como presidente do BC, mandato de 01/01/2025 a 31/12/2028, em lugar de Campos Neto.
Segundo o SBT News (29/01/2026), Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza eram diretor e adjunto do Departamento de Supervisão (Desup) do BC e foram afastados em janeiro de 2026.