Em dezembro de 2017, segundo os votos do BC, o FGC aportou R$ 15,447 milhões relacionados à compra de participação por Vorcaro no Banco Máxima.
Vorcaro tentou comprar Máxima com dinheiro do próprio banco
Let's Money · Gabriel Pereira · 20 abr. 2026
Documentado Fonte secundária
- Acesso pelo projeto
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consultado em
- 17 out. 2026
- Endereço original
- https://www.letsmoney.com.br/noticias/voto-bc-triangulacao-vorcaro-maxima/
- Notas
- Retransmite reportagem do Valor Econômico de 17/04/2026 sobre os votos BCB nº 20/2019 e nº 218/2019. Original do Valor não aberto. Internamente inconsistente: dá o voto 20/2019 como de 13 de janeiro e fala em «oito meses» entre os votos.
O que este documento sustenta no acervo
Segundo os votos do Banco Central liberados por LAI (Folha, Valor, O Globo), os recursos usados por Vorcaro na compra das acoes de Sabba (R$ 40 milhoes) e nos aportes de capital (R$ 70 milhoes em 2019) vieram, segundo a documentacao apresentada, da distribuicao de resultados da Viking Participacoes, ligada a reavaliacoes de imoveis e fundos. Tecnicos do BC suspeitaram de 'circularizacao' de recursos entre o Maxima, empresas de Vorcaro e fundos, e o voto de fevereiro/2019 diz que ele nao apresentou elementos claros sobre a origem.
Os votos do BC citam a reavaliação de um imóvel da WWS Holding de R$ 1,9 milhão para R$ 92,3 milhões (cerca de 4.800%) e de um imóvel da Superávit Participações de R$ 10,6 milhões para R$ 67,3 milhões (mais de 600%); a Viking, de Vorcaro, teria se beneficiado e investido no fundo Brazil Realty, que comprou a participação de Sabbá.
O Banco Central rejeitou em 2019 o pedido de Vorcaro para assumir o controle do Banco Máxima: o voto BCB nº 20/2019, do diretor de Organização do Sistema Financeiro Sidnei Corrêa Marques, apontou origem dos recursos não comprovada e capacidade financeira insuficiente, e que parte relevante do dinheiro usado vinha do próprio Máxima.
Após a rejeição de fevereiro de 2019 houve aportes de capital no Máxima aprovados entre março e junho de 2019: R$ 70 milhões de Vorcaro e R$ 30 milhões de outros sócios, somando R$ 100 milhões.
Em outubro de 2019, sob a presidência de Roberto Campos Neto, o BC aprovou a transferência de controle do Máxima para Vorcaro: o voto BCB nº 218/2019, do diretor João Manoel Pinho de Mello, considerou demonstrada a origem dos recursos dos novos acionistas e passou a admitir projeções de fluxo de caixa e laudos de valor de mercado que o voto anterior não havia considerado. A Folha informa aprovação por unanimidade da diretoria colegiada.
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