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Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Biblioteca documental

Representação da PF por busca e apreensão - Registro Especial 2026.0018128, Pet 15.497 (STF) - Rioprevidência, Daniel Vorcaro e Cláudio Castro

Polícia Federal (CINQ/CGRC/DICOR, SR/PF/RJ) · Paula Ortega Cibulski, Carlos Gonçalves Velasques, Guilhermo de Paula Machado Catramby, Bernardo Adame Abrahao · 11 mar. 2026

Documentado Documento primário

Acesso pelo projeto
Íntegra examinada pelo projeto
Consultado em
17 out. 2026
Endereço original
https://static.poder360.com.br/uploads/2026/09/relatorio-pf-castro-rioprevidencia-13set26.pdf
Notas
124 páginas, publicadas pelo Poder360 após o ministro André Mendonça retirar o sigilo. Texto extraído; tabelas e imagens (cronologias dos aportes, lâminas de fundos) não puderam ser lidas e foram tomadas dos parágrafos. A peça e documento de ACUSAÇÃO (representação da PF), não decisão nem prova examinada pelo projeto: as mensagens do celular de Vorcaro são descritas pela PF, não conferidas. Tem erros de data (cita 18/11/2026 e 17/11/2026 para Compliance Zero; o correto, por todas as outras fontes, e 2025) e inconsistências numéricas (ver relatorio.md). Identificadores pessoais foram mascarados no PDF.

O que este documento sustenta no acervo

O Rioprevidência fez nove operações de compra de letras financeiras do Master, todas de 10 anos, entre novembro de 2023 e julho de 2024, totalizando R$ 970 milhões de valor aplicado: 01/11/2023 R$ 40 mi; 10/11/2023 R$ 80 mi; 14/12/2023 R$ 200 mi; 16/02/2024 R$ 230 mi (via Planner); 16/04/2024 R$ 120 mi (via Planner); 15/05/2024 R$ 80 mi (via Planner); 12/06/2024 R$ 70 mi (direta, 8,04%); 20/06/2024 R$ 80 mi (via Planner, 8,10%); 19/07/2024 R$ 70 mi (direta, 8,20%).

Fonte únicaFonte: Polícia Federal (CINQ/CGRC/DICOR, SR/PF/RJ) · original (abre em nova aba)pp. 15-18 (trecho da Informação Fiscal do MPS) e pp. 26-27, 30, 39-44, 49 (cronologia das mensagens)#f02a-rj-nove-operacoes-lf

A partir de 16/02/2024 o Rioprevidência passou a comprar parte das letras por meio da corretora Planner; a fiscalização do ministério não encontrou registro que fundamentasse a escolha da intermediária (taxa da operação via Planner: IPCA+7,8%, contra IPCA+8% nas diretas) e a PF aponta alternância entre compras diretas e intermediadas em junho/julho de 2024.

Em 04/10/2023 saiu no Diário Oficial a nomeação de Euchério Lerner Rodrigues como Diretor de Investimentos e o Master pediu credenciamento por e-mail; no mesmo dia Pedro Pinheiro Guerra Leal abriu procedimento; em 16/10/2023 enviou ofício a Gerência de Controle Interno dizendo que o banco atendia aos requisitos; em 19/10/2023 Deivis Marcon Antunes autorizou o credenciamento; as aplicações começaram em 01/11/2023.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

O fundo Arena (CNPJ 57.587.671/0001-18), constituído em 07/10/2024 e administrado pelo Master, teve o Rioprevidência como primeiro e único cotista: primeiro aporte de R$ 50 mi em 19/12/2024 e aportes até outubro de 2025 que somam R$ 1.371.035.789,96 segundo o CADPREV citado pela PF; o fundo foi cancelado em 11/12/2025.

O fundo Revolution (CNPJ 60.750.102/0001-56), constituído em 09/05/2025 e administrado pela Master S/A Corretora, teve o Rioprevidência como primeiro cotista: R$ 50 mi em 23/05/2025 e novo aporte igual três dias depois, com aportes que somam R$ 481.482.773,54 em três meses; a carteira incluiu dois CDBs do próprio Master (R$ 77.390.503,56 em jun/2025 e R$ 29.793.793,28 em ago/2025, total R$ 107.184.296,84).

O Rioprevidência fez cinco aportes no fundo Texas I FIA (CNPJ 43.584.800/0001-00, administrado pela Master S/A Corretora, quase todo em ações da Ambipar) entre junho e agosto de 2025, num total de R$ 150 milhões aplicados; o primeiro, de R$ 100 mi em junho de 2025, valia R$ 75,75 mi no DAIR de julho/2025.

A PF contabiliza R$ 2,01 bilhão de aplicações do Rioprevidência em fundos do Master (Arena, Revolution, Texas I e Horizonte), além dos R$ 970 mi em letras, ou cerca de R$ 3 bilhões no total; o mesmo texto cita, sem explicar, R$ 1.690 bilhão em letras e R$ 3,691 bilhões no total.

Fonte únicaFonte: Polícia Federal (CINQ/CGRC/DICOR, SR/PF/RJ) · original (abre em nova aba)p. 5 (R$ 2,01 bi), p. 63 e nota 20 (R$ 1.690 bi e R$ 3,691 bi), p. 84 (quase R$ 3,7 bi)#f02a-rj-fundos-total-2-01

Cláudio Castro nomeou Deivis Marcon Antunes diretor-presidente do Rioprevidência em 05/07/2023, no lugar de José Dias da Silva (interino); a PF registra que ele esteve no cargo de 04/07/2023 até ser preso em 03/02/2026. Em nota, Castro disse que o escolheu por 'currículo e comprovada competência técnica', que as demais indicações eram responsabilidade do Rioprevidência e que o nome foi aprovado pelo Conselho de Administração.

Confirmado por fontes independentesFonte: SINFRERJ · original (abre em nova aba)texto da notícia; nota de Castro em fonte:f02a-oglobo-tce-notavel-coincidencia-2025-11-20#f02a-rj-nomeacao-deivis
Cláudio Castro (20 nov. 2025): Castro disse ter nomeado Deivis Antunes pelo currículo e competência técnica, que as demais indicações (diretor de investimentos e gerente) eram responsabilidade do Rioprevidência e que o nome do presidente foi aprovado pelo Conselho de Administração.

Euchério Lerner Rodrigues foi nomeado Diretor de Investimentos com publicação no Diário Oficial de 04/10/2023 e Pedro Pinheiro Guerra Leal Gerente de Operações e Investimentos em 25/07/2023 (segundo a PF); TCE e PF atribuem as três nomeações de 2023 a Castro, que afirma ter escolhido só Deivis e deixou as demais ao Rioprevidência.

Cláudio Castro (20 nov. 2025): Castro disse ter nomeado Deivis Antunes pelo currículo e competência técnica, que as demais indicações (diretor de investimentos e gerente) eram responsabilidade do Rioprevidência e que o nome do presidente foi aprovado pelo Conselho de Administração.

Na representação de 11/03/2026 a PF descreve uma organização criminosa com 'núcleo político' formado por Daniel Vorcaro e Cláudio Castro, 'núcleo operador financeiro' (Ricardo Siqueira Rodrigues) e 'núcleo operacional' (Deivis, Euchério, Pedro e Fernanda Machado), e pede busca e apreensão por gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem.

A Operação Barco de Papel nasceu do IPL 2025.0132465 (DELECOR/DRPJ/SR/PF/RJ), instaurado em 21/11/2025, processo 5125868-54.2025.4.02.5101 na 6ª Vara Federal Criminal do Rio, sobre as letras de nov/2023 a jul/2024 (R$ 970 mi); teve três fases: 23/01/2026 (4 mandados de busca), 03/02/2026 (3 prisões temporárias, incluindo o ex-presidente do Rioprevidência, e 9 buscas) e 11/02/2026 (2 buscas).

id permanente: fonte:f02a-pf-representacao-pet15497-2026-03-11