Quem é
Mensagens citadas pela PF mostram cobranças por parcelas atrasadas do filme em agosto/setembro de 2025 (pelo intermediário Thiago Miranda e por Flávio Bolsonaro em áudio de 08/09/2025) e um print de conversa de Miranda com Eduardo Bolsonaro, de março de 2025, sobre enviar recursos aos EUA.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Flávio Bolsonaro (12 set. 2026): Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades, segundo a Agência Brasil. A matéria não reproduz as notas; são necessárias as declarações originais.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2025
- Fonte
- PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse — Agência Brasil (Wellton Máximo), 12 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mensagens interpretadas pela PF e relatadas pela Agência Brasil; não há acesso às mensagens. A PF apura se os recursos também financiaram a permanência de Eduardo nos EUA - hipótese investigativa, não demonstrada. Flávio e Eduardo negam irregularidades.
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Thiago Miranda, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Em 09/07/2026, a 10ª fase teve dois mandados de busca em Brasília, autorizados pelo STF (ministro Mendonça, segundo a Gazeta do Povo), contra o publicitário Thiago Miranda, a quem a PF atribui atuação, a pedido de Vorcaro, para minar a credibilidade do Banco Central, com contratos de até R$ 2 milhões com influenciadores e cláusula de confidencialidade.
Thiago Miranda (9 jul. 2026): A defesa de Thiago Miranda nega qualquer ilegalidade e participação em condutas de intimidação, invoca a presunção de inocência e diz que ele está à disposição das autoridades.
Detalhes da evidência
- Fato
- 9 jul. 2026
- Fonte
- Caso Master: PF deflagra 10ª fase da operação Compliance Zero — Gazeta do Povo (Hermano Freitas, Renan Ramalho, Vinicius Macia, Juliet Manfrin), 9 jul. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegações da PF sobre contratos e narrativas (ex.: que o TCU veria precipitação na liquidação) vêm da decisão descrita pela reportagem, não examinada. Defesa de Miranda nega ilegalidade e invoca presunção de inocência.
- Confirmam
- Polícia Federal deflagra 10ª fase da Operação Compliance Zero
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Banco Central, Polícia Federal, André Mendonça
- Estado
- Documentado
A PF informa que a 10ª fase apura crimes contra o sistema financeiro, organização criminosa, obstrução de investigação e violação de dados, incluindo atuação coordenada em redes sociais para comprometer a credibilidade do Banco Central, intimidação de jornalistas, monitoramento ilegal de pessoas ligadas a agentes públicos e tentativas de interferir em investigações; a nota não menciona prisões.
Detalhes da evidência
- Fato
- 9 jul. 2026
- Fonte
- Polícia Federal deflagra 10ª fase da Operação Compliance Zero — Polícia Federal, 9 jul. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Extração por ferramenta de resumo, não leitura direta. A nota não nomeia alvos nem o ministro autorizador; essas informações vêm da imprensa.
- Citados
- Polícia Federal, Banco Central, Operação Compliance Zero (PF) - 1ª fase na 10ª Vara Federal Criminal do DF (nov/2025) e fases seguintes; hipótese central: fraudes na cessão de carteiras de crédito do Master ao BRB
- Estado
- Documentado
Segundo documentos da 10ª fase da Operação Compliance Zero (9/7/2026, autorizada por André Mendonça), a PF indica que Vorcaro ofereceu até R$ 2 milhões a influenciadores para atacar o Banco Central nas redes, no chamado 'Projeto DV', e teria intimidado os que recusaram; a PF atribui a coordenação ao publicitário Thiago Miranda (Miranda Comunicação/Mithi).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2025 a jan. 2026
- Fonte
- Vorcaro oferecia até R$ 2 mi a influenciadores para atacar o Banco Central, diz PF — InfoMoney (Caio César), 10 jul. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Hipótese da PF, descrita por reportagens; decisão e relatório não examinados. As reportagens citadas se apoiam na mesma decisão: não são confirmações independentes. 'Até R$ 2 milhões' é teto de proposta/contrato (Seu Dinheiro diz 'por publicação'; InfoMoney e Gazeta do Povo dizem 'até', e Gazeta diz que 'ao menos um perfil teria recebido' R$ 2 milhões): conflito de redação entre fontes; não é valor pago demonstrado. Influenciadores não nomeados nessas fontes. A origem dos recursos ('fraudes investigadas no banco', para InfoMoney e Seu Dinheiro) é uma tese da PF não examinada.
- Confirmam
- De dossiê contra CEO do Itaú a influenciadores: os alvos de intimidação por Vorcaro e os pagamentos bilionários para promover o Banco Master; Vorcaro cooptou cerca de 50 influenciadores e planejou produzir filme sobre o caso Master
- Citados
- Daniel Vorcaro, Thiago Miranda, Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Banco Central, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Em depoimento à PF em 12/5/2026, Thiago Miranda, dono da Mithi, negou ter atuado em ataque coordenado às instituições, em especial o Banco Central; segundo a Gazeta do Povo, a versão é que Vorcaro queria melhorar sua imagem após a primeira prisão. Seu advogado, Rafael Martins, afirmou que o Projeto DV nunca teve o objetivo de atacar autoridades ou órgãos de Estado.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- 12 maio 2026
- Fonte
- Publicitário dos influencers de Vorcaro presta depoimento à PF e nega ataque às instituições — Gazeta do Povo (Hermano Freitas), 12 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Versão da defesa/investigado. Não demonstra que o conteúdo publicado cumpriu a cláusula. A PF sustenta tese diferente (evid:f07-pf-projeto-dv-influenciadores-2mi).
- Confirmam
- 'Queria contar a verdade dele': o que Thiago Miranda disse à PF sobre Vorcaro e projeto com influenciadores
- Citados
- Thiago Miranda, Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo a decisão de Mendonça descrita pelo Seu Dinheiro, o trabalho de Miranda incluiu a elaboração, a pedido de Vorcaro, de um dossiê sobre o presidente-executivo do Itaú Unibanco e o levantamento de informações profissionais, pessoais e financeiras da jornalista Malu Gaspar (O Globo) para tentar desacreditá-la.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2025 a 2026
- Fonte
- De dossiê contra CEO do Itaú a influenciadores: os alvos de intimidação por Vorcaro e os pagamentos bilionários para promover o Banco Master — Seu Dinheiro (Dani Alvarenga), 10 jul. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Hipótese da PF em decisão não examinada. A defesa de Miranda nega ilegalidade. Malu Gaspar e o Itaú não têm manifestação nas reportagens lidas. Possível violação de dado sigiloso é tratada na frente de justiça.
- Confirmam
- Vorcaro oferecia até R$ 2 mi a influenciadores para atacar o Banco Central, diz PF
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Malu Gaspar, Milton Maluhy Filho
- Estado
- Revisado
Segundo a decisão de Mendonça descrita pelo Poder360, uma minuta de contrato para a produção de documentário audiovisual provisoriamente intitulado 'Caso Banco Master', em que Thiago Miranda e Vorcaro teriam assumido o compromisso de dar entrevistas e fornecer acesso a documentos e dados, foi encontrada em buscas de 9/7/2026 e teria sido 'supostamente celebrada' em 31/3/2026 na Superintendência da PF em Brasília.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- 31 mar. 2026
- Fonte
- Vorcaro teria assinado produção de documentário enquanto estava preso — Poder360 (Redação Poder360), 11 jul. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Trata-se de minuta; a matéria diz que foi 'supostamente celebrado', sem confirmar execução. Sem valores. Mendonça afirmou que produzir obra audiovisual não é, por si só, prática criminosa; são as circunstâncias e a abrangência do conteúdo que lhe dão contornos penais. Gazeta do Povo e Poder360 se baseiam no mesmo material da PF. Sem manifestação de Vorcaro e Miranda sobre esse documento.
- Confirmam
- Vorcaro cooptou cerca de 50 influenciadores e planejou produzir filme sobre o caso Master
- Citados
- Daniel Vorcaro, Thiago Miranda, Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Thiago Miranda confirmou ao SBT News ter intermediado o investimento de Vorcaro no filme e ter ficado responsável por um encontro entre Flávio e Vorcaro marcado para dezembro de 2024, que, segundo ele, não ocorreu; segundo ele, o financiamento da produção já havia começado nessa época. O Poder360 acrescenta que Miranda teria apresentado Flávio a Vorcaro.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2024
- Fonte
- Publicitário confirma intermediação de reunião e repasses de Vorcaro para filme sobre Bolsonaro — SBT News, 13 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Declaração de Miranda ao SBT, em 13/05/2026; sem valores. A reportagem não traz resposta de Flávio ou Vorcaro. A afirmação de que o financiamento "já havia começado" em dezembro de 2024 contrasta com a primeira remessa conhecida, de 13/02/2025; não conciliado. A Agência Brasil o chama de "publicitário apontado como intermediário dos repasses".
- Confirmam
- Flávio confirma pedido de dinheiro a Vorcaro, mas diz que era privado; PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro
- Estado
- Revisado
Em 21/03/2025 (Poder360; a Agência Brasil diz "março"), Thiago Miranda enviou a Vorcaro uma captura de tela de conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro com orientações sobre como os recursos poderiam ser geridos nos EUA, com referência à disponibilidade de Altieres Santana; segundo a Agência Brasil, a conversa dizia que o ideal seria os recursos já estarem nos EUA e que remessas de empresa brasileira sem orçamento grande teriam de ser feitas aos poucos, em cerca de seis meses; a PGR também citou o diálogo. O Intercept (via Estado de Minas) afirma que Eduardo sugeriu enviar "o máximo possível" de recursos ao exterior.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).
Detalhes da evidência
- Fato
- 21 mar. 2025
- Fonte
- Eduardo orientou gestão de recursos de "Dark Horse" nos EUA, diz PF — Poder360, 11 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Captura de tela encaminhada por Miranda a Vorcaro; a autoria por Eduardo é atribuição da PF e do intermediário, não perícia. Eduardo nega ter recebido dinheiro do fundo e diz que só cedeu direitos de imagem; o diálogo, mesmo autêntico, trata de forma de enviar recursos e não demonstra recebimento por Eduardo nem destino final do dinheiro.
- Confirmam
- PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse; Eduardo tinha poder sobre dinheiro do filme de Bolsonaro, revela contrato
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Eduardo Bolsonaro, Altieris Santana
- Estado
- Revisado
Em mensagens de agosto de 2025, Thiago Miranda citou a planilha de pagamentos a Vorcaro, dizendo que havia duas parcelas atrasadas e uma prestes a vencer; Vorcaro respondeu "Segunda fazemos duas" e cobrou de Zettel uma solução, que respondeu que iria "para cima do mineiro" (apelido de Freixo, segundo a reportagem). A Agência Brasil registra que Miranda cobrou Vorcaro sobre parcelas atrasadas em agosto de 2025.
Detalhes da evidência
- Fato
- ago. 2025
- Fonte
- Planilha expõe pagamentos de US$ 10,6 mi de Vorcaro para Dark Horse — Congresso em Foco, jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Segunda fazemos duas”
- Limites
- Mensagens divulgadas pelo Intercept e descritas pela PF; não examinadas. Reflete o cronograma de parcelas, não confirma valores pagos nas datas.
- Confirmam
- PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Antônio Carlos Freixo Júnior
- Estado
- Revisado
Em mensagens de 22/10/2025 a 31/10/2025 tornadas públicas pelo STF, Vorcaro disse a Miranda que, "apesar de qualquer tempestade", iria "até o fim" com o financiamento; em 30/10 Miranda relatou mensagem atribuída a Flávio sobre depósito que não veio e, em 31/10, "Chegou os documentos mas não o recurso"; Vorcaro respondeu que a transferência havia "voltado" e seria refeita em poucos dias.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 22 out. 2025 a 31 out. 2025
- Fonte
- "Vou até o fim com isso", disse Vorcaro sobre Dark Horse — Poder360, 12 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “vou até o fim com isso”
- Limites
- Mensagens interpretadas pela reportagem; a reportagem não informa valores. Não informa de que banco ou conta a transferência "voltou". Vorcaro, Miranda e Flávio não se manifestaram na reportagem.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Thiago Miranda, Flávio Bolsonaro
- Estado
- Revisado
Alegações, fontes únicas e contestações
O que segue não está demonstrado. Cada item diz quem afirma e se houve resposta.
Mensagens citadas pela PF mostram cobranças por parcelas atrasadas do filme em agosto/setembro de 2025 (pelo intermediário Thiago Miranda e por Flávio Bolsonaro em áudio de 08/09/2025) e um print de conversa de Miranda com Eduardo Bolsonaro, de março de 2025, sobre enviar recursos aos EUA.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Flávio Bolsonaro (12 set. 2026): Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades, segundo a Agência Brasil. A matéria não reproduz as notas; são necessárias as declarações originais.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2025
- Fonte
- PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse — Agência Brasil (Wellton Máximo), 12 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Mensagens interpretadas pela PF e relatadas pela Agência Brasil; não há acesso às mensagens. A PF apura se os recursos também financiaram a permanência de Eduardo nos EUA - hipótese investigativa, não demonstrada. Flávio e Eduardo negam irregularidades.
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Thiago Miranda, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Em 09/07/2026, a 10ª fase teve dois mandados de busca em Brasília, autorizados pelo STF (ministro Mendonça, segundo a Gazeta do Povo), contra o publicitário Thiago Miranda, a quem a PF atribui atuação, a pedido de Vorcaro, para minar a credibilidade do Banco Central, com contratos de até R$ 2 milhões com influenciadores e cláusula de confidencialidade.
Thiago Miranda (9 jul. 2026): A defesa de Thiago Miranda nega qualquer ilegalidade e participação em condutas de intimidação, invoca a presunção de inocência e diz que ele está à disposição das autoridades.
Detalhes da evidência
- Fato
- 9 jul. 2026
- Fonte
- Caso Master: PF deflagra 10ª fase da operação Compliance Zero — Gazeta do Povo (Hermano Freitas, Renan Ramalho, Vinicius Macia, Juliet Manfrin), 9 jul. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegações da PF sobre contratos e narrativas (ex.: que o TCU veria precipitação na liquidação) vêm da decisão descrita pela reportagem, não examinada. Defesa de Miranda nega ilegalidade e invoca presunção de inocência.
- Confirmam
- Polícia Federal deflagra 10ª fase da Operação Compliance Zero
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Banco Central, Polícia Federal, André Mendonça
- Estado
- Documentado
Segundo documentos da 10ª fase da Operação Compliance Zero (9/7/2026, autorizada por André Mendonça), a PF indica que Vorcaro ofereceu até R$ 2 milhões a influenciadores para atacar o Banco Central nas redes, no chamado 'Projeto DV', e teria intimidado os que recusaram; a PF atribui a coordenação ao publicitário Thiago Miranda (Miranda Comunicação/Mithi).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2025 a jan. 2026
- Fonte
- Vorcaro oferecia até R$ 2 mi a influenciadores para atacar o Banco Central, diz PF — InfoMoney (Caio César), 10 jul. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Hipótese da PF, descrita por reportagens; decisão e relatório não examinados. As reportagens citadas se apoiam na mesma decisão: não são confirmações independentes. 'Até R$ 2 milhões' é teto de proposta/contrato (Seu Dinheiro diz 'por publicação'; InfoMoney e Gazeta do Povo dizem 'até', e Gazeta diz que 'ao menos um perfil teria recebido' R$ 2 milhões): conflito de redação entre fontes; não é valor pago demonstrado. Influenciadores não nomeados nessas fontes. A origem dos recursos ('fraudes investigadas no banco', para InfoMoney e Seu Dinheiro) é uma tese da PF não examinada.
- Confirmam
- De dossiê contra CEO do Itaú a influenciadores: os alvos de intimidação por Vorcaro e os pagamentos bilionários para promover o Banco Master; Vorcaro cooptou cerca de 50 influenciadores e planejou produzir filme sobre o caso Master
- Citados
- Daniel Vorcaro, Thiago Miranda, Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Banco Central, Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Em depoimento à PF em 12/5/2026, Thiago Miranda, dono da Mithi, negou ter atuado em ataque coordenado às instituições, em especial o Banco Central; segundo a Gazeta do Povo, a versão é que Vorcaro queria melhorar sua imagem após a primeira prisão. Seu advogado, Rafael Martins, afirmou que o Projeto DV nunca teve o objetivo de atacar autoridades ou órgãos de Estado.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- 12 maio 2026
- Fonte
- Publicitário dos influencers de Vorcaro presta depoimento à PF e nega ataque às instituições — Gazeta do Povo (Hermano Freitas), 12 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Versão da defesa/investigado. Não demonstra que o conteúdo publicado cumpriu a cláusula. A PF sustenta tese diferente (evid:f07-pf-projeto-dv-influenciadores-2mi).
- Confirmam
- 'Queria contar a verdade dele': o que Thiago Miranda disse à PF sobre Vorcaro e projeto com influenciadores
- Citados
- Thiago Miranda, Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo o Metrópoles, investigadores mapearam ao menos 22 perfis contratados pela Mithi para o Projeto DV; em depoimento, Miranda citou Luiz Bacci (R$ 500 mil) e o Not Journal (R$ 30 mil), disse que a abordagem foi terceirizada à agência UNLTD e que ele próprio fazia os pagamentos, e que o briefing orientava a repostar matérias da imprensa.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Luiz Bacci (11 maio 2026): Bacci confirmou relação comercial com a agência Mithi (que disse existir desde 2021), recusou detalhar o contrato por política de compliance e sigilo e disse que não divulga contratos de clientes.
Not Journal (11 maio 2026): O Not Journal confirmou o contrato, negou combinação prévia de conteúdo, disse que os textos alinhados com a agência foram escritos por um ex-funcionário, que recebeu três notificações extrajudiciais do Master e que sua regra principal é publicar fatos e não fake news. Informou ainda ter recusado a proposta de compra de 50%.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2025 a jan. 2026
- Fonte
- 'Queria contar a verdade dele': o que Thiago Miranda disse à PF sobre Vorcaro e projeto com influenciadores — Metrópoles (Isadora Teixeira), 12 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Os 22 perfis são contagem das investigações; os valores e o briefing vêm do depoimento do investigado. Contagens diferentes em outras fontes (cerca de 40 perfis, Folha via Brasil 247); a Gazeta do Povo da mesma data não traz o número 40 a 50.
- Citados
- Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Unltd, Thiago Miranda, Luiz Bacci, Not Journal
- Estado
- Revisado
Há três versões publicadas para os R$ 3,5 milhões ligados a Thiago Miranda: (a) Folha via Brasil 247: valor pago pela Super Empreendimentos à Mithi/Miranda entre o fim de dezembro de 2025 e o início de janeiro de 2026; (b) Metrópoles, relatando o depoimento: valor pago por Vorcaro, por meio de empresa chamada Super, por 10% do portal LeoDias, com o projeto durando cerca de 20 dias e sendo pago com o dinheiro dessa venda; (c) Gazeta do Povo: pagamento de R$ 3,5 milhões pelos serviços de recuperação de imagem, dos quais, segundo Miranda, só o primeiro mês foi pago. Brasil 247 (O Globo) acrescenta que o plano previa R$ 3,5 milhões MENSAIS a influenciadores.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2025 a jan. 2026
- Fonte
- 'Queria contar a verdade dele': o que Thiago Miranda disse à PF sobre Vorcaro e projeto com influenciadores — Metrópoles (Isadora Teixeira), 12 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Conflito de fontes registrado, não resolvido. N3 News diz que o valor não é especificado como mensal ou total. Nenhum dos documentos foi examinado.
- Confirmam
- Ataque ao Banco Central contratado por Vorcaro seguiu estratégia de agência e teve contratos milionários; Publicitário dos influencers de Vorcaro presta depoimento à PF e nega ataque às instituições; Agência que aproximou Vorcaro e Flávio fez campanha contra BC (Vorcaro e o projeto de R$ 3,5 mi contra o BC); Publicitário confirma que Vorcaro tentou montar conglomerado de mídia para se proteger
- Citados
- Thiago Miranda, Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Super Empreendimentos, Portal LeoDias (Grupo Léo Dias), Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Segundo a decisão de Mendonça descrita pelo Seu Dinheiro, o trabalho de Miranda incluiu a elaboração, a pedido de Vorcaro, de um dossiê sobre o presidente-executivo do Itaú Unibanco e o levantamento de informações profissionais, pessoais e financeiras da jornalista Malu Gaspar (O Globo) para tentar desacreditá-la.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2025 a 2026
- Fonte
- De dossiê contra CEO do Itaú a influenciadores: os alvos de intimidação por Vorcaro e os pagamentos bilionários para promover o Banco Master — Seu Dinheiro (Dani Alvarenga), 10 jul. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Hipótese da PF em decisão não examinada. A defesa de Miranda nega ilegalidade. Malu Gaspar e o Itaú não têm manifestação nas reportagens lidas. Possível violação de dado sigiloso é tratada na frente de justiça.
- Confirmam
- Vorcaro oferecia até R$ 2 mi a influenciadores para atacar o Banco Central, diz PF
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Malu Gaspar, Milton Maluhy Filho
- Estado
- Revisado
Segundo a PF, conforme o InfoMoney, Vorcaro cogitou contratar a jornalista Malu Gaspar (O Globo) com salário de R$ 120 mil mais bônus contratual para impedir novas reportagens sobre o Master.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2025 a 2026
- Fonte
- Vorcaro oferecia até R$ 2 mi a influenciadores para atacar o Banco Central, diz PF — InfoMoney (Caio César), 10 jul. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Valor apenas COGITADO. Nada indica que a jornalista foi procurada, aceitou ou recebeu; ela é descrita como alvo de tentativa de coação. Documento da PF não examinado. Manifestação dela não consta.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Malu Gaspar, Thiago Miranda
- Estado
- Revisado
Segundo Thiago Miranda (via O Globo e Brasil 247), Flávio Carneiro, que ele aponta como representante de Vorcaro, comprou 17% do Portal Léo Dias por R$ 10 milhões em julho de 2024 e, depois, o portal passou a receber cerca de R$ 1,2 milhão por mês de publicidade do Master; Carneiro nega que Vorcaro fosse sócio da Foone ou dos veículos e admite aportes publicitários do Master no portal.
Flávio Carneiro (18 maio 2026): Carneiro negou que Vorcaro fosse sócio, direto ou indireto, da Foone ou dos veículos citados e admitiu que o Master fez aportes publicitários no Portal Léo Dias (resposta a O Globo, via Brasil 247). Segundo as republicações do UOL de outubro de 2026, ele não respondeu ao UOL sobre as mensagens do PlatôBR; PlatôBR e Brazil Journal disseram que cabia a ele comentar.
Detalhes da evidência
- Fato
- jul. 2024 a hoje
- Fonte
- Publicitário confirma que Vorcaro tentou montar conglomerado de mídia para se proteger — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 18 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegação de Miranda; a reportagem diz não verificar a participação de Vorcaro nem a autenticidade dos contratos. Outras versões dão Vorcaro 70%, Léo Dias 20%, Miranda 10% (N3 News) ou Vorcaro comprando 10% por R$ 3,5 milhões (Metrópoles): conflito. Registro societário não consultado. 'Cerca de R$ 1,2 milhão por mês' é alegação, não contrato visto.
- Citados
- Thiago Miranda, Flávio Carneiro, Portal LeoDias (Grupo Léo Dias), Foone Empreendimentos, Banco Master, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Thiago Miranda afirmou (via O Globo e Brasil 247) que Vorcaro tentou montar um grupo de mídia para ampliar influência e se proteger antes da liquidação, dizendo ter participação na IstoÉ e no Brazil Journal e investindo em veículos digitais, influenciadores e operações de mídia por meio de aliados; segundo ele, esses veículos não cobriram a prisão de Vorcaro nem a liquidação.
Flávio Carneiro (18 maio 2026): Carneiro negou que Vorcaro fosse sócio, direto ou indireto, da Foone ou dos veículos citados e admitiu que o Master fez aportes publicitários no Portal Léo Dias (resposta a O Globo, via Brasil 247). Segundo as republicações do UOL de outubro de 2026, ele não respondeu ao UOL sobre as mensagens do PlatôBR; PlatôBR e Brazil Journal disseram que cabia a ele comentar.
Grupo Entre (18 maio 2026): O Grupo Entre, apontado como controlador da IstoÉ, negou interferência externa na gestão editorial e disse manter gestão independente (resposta a O Globo, via Brasil 247). Não há resposta dele sobre as mensagens do UOL de outubro nas fontes lidas.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2024 a nov. 2025
- Fonte
- Publicitário confirma que Vorcaro tentou montar conglomerado de mídia para se proteger — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 18 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Alegação de uma parte com interesse próprio no inquérito. A afirmação de que os veículos não cobriram a prisão não foi verificada pelo projeto. Sem registro societário de participação de Vorcaro.
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, IstoÉ e IstoÉ Dinheiro, Brazil Journal, Portal LeoDias (Grupo Léo Dias), PlatôBR
- Estado
- Revisado
Segundo o Intercept Brasil (via Brasil 247), Flávio Bolsonaro negociou diretamente com Vorcaro um financiamento de cerca de US$ 24 milhões (R$ 134 milhões à época) para o filme Dark Horse, e ao menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões) teriam sido pagos em seis operações entre fevereiro e maio de 2025, pela Entre Investimentos e Participações ao fundo Havengate Development Fund LP; a reportagem não classifica o aporte como patrocínio, empréstimo, investimento ou doação.
Flávio Bolsonaro (16 out. 2026): Ao Intercept, perguntado sobre o financiamento, Flávio Bolsonaro respondeu que era mentira e saiu. Em entrevistas posteriores, segundo coluna de Mônica Bergamo da Folha citada pelo Brasil 247, disse que o dinheiro veio de patrocínio negociado em acordo privado com Vorcaro; seu gabinete diz que ele apenas negociou o patrocínio, não participou dos pagamentos e não foi informado de como as transferências foram feitas. Nenhum contrato foi apresentado, segundo a reportagem.
Liquidação extrajudicial do Banco Master (liquidante) (out. 2026): O liquidante (Eduardo Bianchini) respondeu à Câmara que não encontrou registros de operações da instituição para financiar ou patrocinar o filme nem documentos sobre relações com o fundo Havengate ligadas ao filme.
Detalhes da evidência
- Fato
- fev. 2025 a nov. 2025
- Fonte
- Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro, diz Intercept — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 14 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Reportagem original do Intercept (mensagens, áudios, comprovantes) não examinada. Conversões em reais são aproximadas. Origem dos recursos não esclarecida. O liquidante do Master não encontrou registros de financiamento ou patrocínio do filme pelo banco (evid:f07-darkhorse-liquidante-sem-registros). Flávio Bolsonaro, citado por Miranda como interlocutor do patrocínio, tem versões descritas abaixo. O assunto cruza a frente de pagamentos; fica aqui por ter sido chamado de 'patrocínio' por Miranda e pelo próprio senador.
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro, Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP, Dark Horse (filme sobre Jair Bolsonaro), Thiago Miranda, Fabiano Zettel
- Estado
- Revisado
Segundo a decisão de Mendonça descrita pelo Poder360, uma minuta de contrato para a produção de documentário audiovisual provisoriamente intitulado 'Caso Banco Master', em que Thiago Miranda e Vorcaro teriam assumido o compromisso de dar entrevistas e fornecer acesso a documentos e dados, foi encontrada em buscas de 9/7/2026 e teria sido 'supostamente celebrada' em 31/3/2026 na Superintendência da PF em Brasília.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Thiago Miranda (10 jul. 2026): A defesa de Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que, embora a investigação esteja em curso, não é correto antecipar culpa; em maio disse que o objetivo do Projeto DV não era atacar autoridades ou órgãos de Estado, que era gestão de crise de imagem, que os contratos proibiam ataques a órgãos públicos e que os contratos com oito influenciadores, assinados em dezembro de 2025, foram cancelados em janeiro de 2026 (esta última informação é de buscas jornalísticas, não de página lida). Na Gazeta do Povo, após o documentário, disse atuar dentro da lei.
Detalhes da evidência
- Fato
- 31 mar. 2026
- Fonte
- Vorcaro teria assinado produção de documentário enquanto estava preso — Poder360 (Redação Poder360), 11 jul. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Trata-se de minuta; a matéria diz que foi 'supostamente celebrado', sem confirmar execução. Sem valores. Mendonça afirmou que produzir obra audiovisual não é, por si só, prática criminosa; são as circunstâncias e a abrangência do conteúdo que lhe dão contornos penais. Gazeta do Povo e Poder360 se baseiam no mesmo material da PF. Sem manifestação de Vorcaro e Miranda sobre esse documento.
- Confirmam
- Vorcaro cooptou cerca de 50 influenciadores e planejou produzir filme sobre o caso Master
- Citados
- Daniel Vorcaro, Thiago Miranda, Mithi (MiThi / Miranda Comunicação), Polícia Federal
- Estado
- Revisado
Segundo o Intercept (via Brasil 247), Flávio negociou com Vorcaro financiamento de cerca de US$ 24 milhões (R$ 134 milhões "na época", conversão da reportagem) e ao menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões pela cotação das datas) teriam sido pagos em seis operações entre fevereiro e maio de 2025; o texto dá uma ordem de US$ 2 milhões em 14/02/2025 e não classifica o aporte como patrocínio, empréstimo, investimento ou doação.
Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Detalhes da evidência
- Fato
- fev. 2025 a maio 2025
- Fonte
- Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro, diz Intercept — Brasil 247 (Redação Brasil 247), 13 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Reportagem original (Intercept) não examinada; republicação não conta como confirmação. A PF situa a primeira remessa em 13/02/2025 (conflito de um dia). O Intercept diz ter documentos, mas não os publicou integralmente nem detalhou como chegou às cifras (Poder360). Conversões em reais são da reportagem.
- Confirmam
- Vorcaro pagou R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro; Flávio cobrou dinheiro; ouça; Flávio confirma pedido de dinheiro a Vorcaro, mas diz que era privado
- Citados
- Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro, Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP, Thiago Miranda, Fabiano Zettel
- Estado
- Revisado
A planilha "Funding Schedule", divulgada pelo Intercept em 09/06/2026, prevê US$ 23,9 milhões em pagamentos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026; seis parcelas (US$ 10,6 mi) já teriam sido repassadas entre fevereiro e maio de 2025. O Metrópoles descreve plano de 12 parcelas de US$ 1,6 mi e duas de US$ 2 mi (totalizando "US$ 24 mi") e o Poder360 fala em 14 parcelas.
Detalhes da evidência
- Fato
- jan. 2025 a jan. 2026
- Fonte
- Planilha expõe pagamentos de US$ 10,6 mi de Vorcaro para Dark Horse — Congresso em Foco, jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A planilha é um cronograma de pagamentos previsto; não é contrato assinado nem prova de pagamento. 12 x 1,6 + 2 x 2 = US$ 23,2 mi, não 24: as descrições são aproximadas e não coincidem com os US$ 23,9 mi da planilha. Autoria da planilha desconhecida. O Congresso em Foco não traz datas individuais de parcelas.
- Confirmam
- Produtora de Dark Horse declara gasto de R$ 75 milhões com filme de Bolsonaro; Master pagou R$ 2,3 mi a empresa que financiou filme de Bolsonaro
- Citados
- Entre Investimentos e Participações, Havengate Development Fund LP, Thiago Miranda, Daniel Vorcaro
- Estado
- Revisado
Em 21/03/2025 (Poder360; a Agência Brasil diz "março"), Thiago Miranda enviou a Vorcaro uma captura de tela de conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro com orientações sobre como os recursos poderiam ser geridos nos EUA, com referência à disponibilidade de Altieres Santana; segundo a Agência Brasil, a conversa dizia que o ideal seria os recursos já estarem nos EUA e que remessas de empresa brasileira sem orçamento grande teriam de ser feitas aos poucos, em cerca de seis meses; a PGR também citou o diálogo. O Intercept (via Estado de Minas) afirma que Eduardo sugeriu enviar "o máximo possível" de recursos ao exterior.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).
Detalhes da evidência
- Fato
- 21 mar. 2025
- Fonte
- Eduardo orientou gestão de recursos de "Dark Horse" nos EUA, diz PF — Poder360, 11 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Captura de tela encaminhada por Miranda a Vorcaro; a autoria por Eduardo é atribuição da PF e do intermediário, não perícia. Eduardo nega ter recebido dinheiro do fundo e diz que só cedeu direitos de imagem; o diálogo, mesmo autêntico, trata de forma de enviar recursos e não demonstra recebimento por Eduardo nem destino final do dinheiro.
- Confirmam
- PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse; Eduardo tinha poder sobre dinheiro do filme de Bolsonaro, revela contrato
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Eduardo Bolsonaro, Altieris Santana
- Estado
- Revisado
Em mensagens de agosto de 2025, Thiago Miranda citou a planilha de pagamentos a Vorcaro, dizendo que havia duas parcelas atrasadas e uma prestes a vencer; Vorcaro respondeu "Segunda fazemos duas" e cobrou de Zettel uma solução, que respondeu que iria "para cima do mineiro" (apelido de Freixo, segundo a reportagem). A Agência Brasil registra que Miranda cobrou Vorcaro sobre parcelas atrasadas em agosto de 2025.
Detalhes da evidência
- Fato
- ago. 2025
- Fonte
- Planilha expõe pagamentos de US$ 10,6 mi de Vorcaro para Dark Horse — Congresso em Foco, jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “Segunda fazemos duas”
- Limites
- Mensagens divulgadas pelo Intercept e descritas pela PF; não examinadas. Reflete o cronograma de parcelas, não confirma valores pagos nas datas.
- Confirmam
- PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Antônio Carlos Freixo Júnior
- Estado
- Revisado
Em mensagens de 22/10/2025 a 31/10/2025 tornadas públicas pelo STF, Vorcaro disse a Miranda que, "apesar de qualquer tempestade", iria "até o fim" com o financiamento; em 30/10 Miranda relatou mensagem atribuída a Flávio sobre depósito que não veio e, em 31/10, "Chegou os documentos mas não o recurso"; Vorcaro respondeu que a transferência havia "voltado" e seria refeita em poucos dias.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 22 out. 2025 a 31 out. 2025
- Fonte
- "Vou até o fim com isso", disse Vorcaro sobre Dark Horse — Poder360, 12 set. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Trecho
- “vou até o fim com isso”
- Limites
- Mensagens interpretadas pela reportagem; a reportagem não informa valores. Não informa de que banco ou conta a transferência "voltou". Vorcaro, Miranda e Flávio não se manifestaram na reportagem.
- Citados
- Daniel Vorcaro, Thiago Miranda, Flávio Bolsonaro
- Estado
- Revisado
Thiago Miranda confirmou ao SBT News ter intermediado o investimento de Vorcaro no filme e ter ficado responsável por um encontro entre Flávio e Vorcaro marcado para dezembro de 2024, que, segundo ele, não ocorreu; segundo ele, o financiamento da produção já havia começado nessa época. O Poder360 acrescenta que Miranda teria apresentado Flávio a Vorcaro.
Detalhes da evidência
- Fato
- dez. 2024
- Fonte
- Publicitário confirma intermediação de reunião e repasses de Vorcaro para filme sobre Bolsonaro — SBT News, 13 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Declaração de Miranda ao SBT, em 13/05/2026; sem valores. A reportagem não traz resposta de Flávio ou Vorcaro. A afirmação de que o financiamento "já havia começado" em dezembro de 2024 contrasta com a primeira remessa conhecida, de 13/02/2025; não conciliado. A Agência Brasil o chama de "publicitário apontado como intermediário dos repasses".
- Confirmam
- Flávio confirma pedido de dinheiro a Vorcaro, mas diz que era privado; PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse
- Citados
- Thiago Miranda, Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro
- Estado
- Revisado
Segundo a Revista Fórum (citando a CNN Brasil), Vorcaro apresentou em 03/06/2026 nova proposta de delação à PF e à PGR que inclui capítulo sobre o financiamento de Dark Horse, com "todos os detalhes das transações financeiras" feitas com Flávio Bolsonaro; a primeira proposta foi rejeitada e a nova seria analisada. O Correio da Manhã (23/07) escreve que, nela, Vorcaro admite ter enviado R$ 61 milhões ao filme por meio de Thiago Miranda.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- 3 jun. 2026
- Fonte
- Vorcaro apresenta nova proposta de delação e inclui Flávio Bolsonaro e filme "Dark Horse" — Revista Fórum (Marcelo Hailer), 3 jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Proposta não homologada e sem íntegra pública; nenhuma das duas reportagens traz o texto. O Poder360 (12/09) não menciona delação de Vorcaro. Não há resposta da defesa nas duas reportagens. Proposta de colaboração não é prova.
- Confirmam
- Mendonça autoriza PF a investigar repasses de Vorcaro para "Dark Horse"
- Citados
- Daniel Vorcaro, Polícia Federal, PGR, Flávio Bolsonaro, Thiago Miranda
- Estado
- Revisado