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PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse

Agência Brasil · Wellton Máximo · 12 set. 2026

Documentado Fonte secundária

Acesso pelo projeto
Íntegra examinada pelo projeto
Consultado em
17 out. 2026
Endereço original
https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-09/pf-aponta-cobrancas-de-flavio-vorcaro-por-filme-dark-horse
Descreve o documento
Relatórios da PF no inquérito do financiamento de Dark Horse, tornados públicos por ordem do STF (inclui RIF do Coaf e extração de mensagens do celular de Vorcaro) — íntegra não examinada pelo projeto.
Notas
Subtítulo: relatórios de inquérito tornados públicos. Reportagem original sobre o conteúdo dos relatórios da PF.

O que este documento sustenta no acervo

Segundo relatórios da PF tornados públicos, Flávio Bolsonaro pediu R$ 131 milhões a Vorcaro para a produção; R$ 60 milhões "teriam sido pagos"; relatório de inteligência financeira aponta ao menos sete remessas da Entre Investimentos ao Havengate Development Fund LP (EUA), somando US$ 12,33 milhões, a primeira de US$ 2 milhões em 13/02/2025.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.
Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).

Há comprovante de ordem de transferência internacional de US$ 2 milhões em 13/02/2025 da Entre Investimentos e Participações para o Havengate Development Fund LP (Congresso em Foco e BBC, a partir do Intercept); o relatório da PF, segundo o Poder360, registra "a 1ª remessa de US$ 2.000.000" em 13/02/2025, enviada pela Entre para o financiamento do filme.

Confirmado por fontes independentesFonte: Congresso em Foco · original (abre em nova aba)Congresso em Foco, "Comprovante bancário"; Poder360, relatório da PF#f11-comprovante-2mi-0213

Segundo o Poder360 (relatório da PF), o Coaf identificou repasses da Entre Investimentos e Participações ao Havengate somando US$ 12,3 milhões ao longo de 2025; o fundo foi criado em 2020 para um projeto imobiliário no Texas que prometia green card a investidores, ficou inativo cerca de quatro anos ("operacionalmente inerte") e foi reativado em fevereiro de 2025 para receber os repasses.

Fonte únicaFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)seções "Valores" e "Histórico do fundo"#f11-coaf-12-3-fundo-inerte

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Flávio Bolsonaro (14 maio 2026): À GloboNews, Flávio disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido por ter administrador de confiança de Eduardo; que o dinheiro foi integralmente usado no filme e não beneficiou Eduardo; e que a última parcela fora paga em maio de 2025. A PF contraria a versão do fundo exclusivo (Poder360, 12/09/2026) e o Coaf/piauí contraria a data da última parcela.

A PF enviou ofício a Karina Ferreira da Gama em 19/08/2026, com prazo de dez dias, pedindo contratos, comprovantes de pagamento, instrumentos de câmbio, notas fiscais, documentos societários, bancários e informações sobre o financiamento do filme; em e-mail de 02/09/2026, Michael Davis disse não autorizar o envio direto desses documentos a autoridades brasileiras, que devem ser pedidos por cooperação jurídica internacional, com ordem de juiz americano.

Fonte únicaFonte: SBT News · original (abre em nova aba)texto da reportagem#f11-go-up-oficio-davis

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Michael Davis (2 set. 2026): Em e-mail à produtora brasileira, Davis disse não autorizar o envio direto de documentos societários, contábeis, fiscais, bancários ou contratuais a autoridades brasileiras e que pedidos devem seguir cooperação jurídica internacional, com ordem de juiz americano e direito de defesa.

Em 21/03/2025 (Poder360; a Agência Brasil diz "março"), Thiago Miranda enviou a Vorcaro uma captura de tela de conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro com orientações sobre como os recursos poderiam ser geridos nos EUA, com referência à disponibilidade de Altieres Santana; segundo a Agência Brasil, a conversa dizia que o ideal seria os recursos já estarem nos EUA e que remessas de empresa brasileira sem orçamento grande teriam de ser feitas aos poucos, em cerca de seis meses; a PGR também citou o diálogo. O Intercept (via Estado de Minas) afirma que Eduardo sugeriu enviar "o máximo possível" de recursos ao exterior.

AlegadoGraveFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)Poder360, seção "Papel atribuído a Eduardo"; Agência Brasil, "Mensagem de Eduardo Bolsonaro"#f11-msg-2025-03-eduardo-print

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).

Em mensagens de agosto de 2025, Thiago Miranda citou a planilha de pagamentos a Vorcaro, dizendo que havia duas parcelas atrasadas e uma prestes a vencer; Vorcaro respondeu "Segunda fazemos duas" e cobrou de Zettel uma solução, que respondeu que iria "para cima do mineiro" (apelido de Freixo, segundo a reportagem). A Agência Brasil registra que Miranda cobrou Vorcaro sobre parcelas atrasadas em agosto de 2025.

Fonte únicaFonte: Congresso em Foco · original (abre em nova aba)Congresso em Foco, seção "Origem e intermediários"; Agência Brasil, "Cronologia"#f11-msg-2025-08-parcelas-atrasadas

Segundo a PF (Agência Brasil), as primeiras mensagens diretas entre Flávio e Vorcaro são de 20/08/2025: Vorcaro escreveu "21 pode ser", Flávio respondeu "Blz" com figurinha, e a PF vê possível encontro presencial; em setembro Miranda avisou Vorcaro de que Flávio queria conversar pessoalmente sobre o filme, e em outubro Flávio convidou-o para jantar com a equipe da produção, marcado para 6 de novembro.

Fonte únicaFonte: Agência Brasil · original (abre em nova aba)seção "Cronologia de mensagens e encontros"#f11-msg-0820-flavio-vorcaro

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Em áudio de 08/09/2025, Flávio procurou Vorcaro por causa de parcelas atrasadas e demonstrou preocupação com o efeito do atraso na produção, mencionando o "momento muito decisivo" e a possibilidade de "calote" com atores; a PF e o Intercept descrevem o mesmo áudio, e Flávio não nega a autenticidade dos áudios em que pede recursos.

Confirmado por fontes independentesFonte: Agência Brasil · original (abre em nova aba)Agência Brasil, "08/09/2025"; Metrópoles, "08/09/2025"; Brasil 247, "Setembro de 2025"#f11-audio-0908-flavio

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.

Em 16/11/2025, véspera da deflagração da Operação Compliance Zero, Flávio tentou ligar para Vorcaro, que respondeu "Fala irmãozão" e disse estar na igreja; Flávio escreveu que estaria sempre com ele e pediu "uma luz" (Agência Brasil, PF; Brasil 247, Intercept).

Confirmado por fontes independentesFonte: Agência Brasil · original (abre em nova aba)Agência Brasil, "16/11/2025"; Brasil 247, "16/11/2025"#f11-msg-1116-flavio-luz

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Em nota de 13/05/2026, Flávio Bolsonaro confirmou ter pedido patrocínio ao então banqueiro Daniel Vorcaro para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024 e retomado quando houve atraso de parcelas; negou oferecer vantagens, promover encontros fora da agenda, intermediar negócios com o governo, receber dinheiro ou usar recursos públicos ou a Lei Rouanet. Em 15/06/2026, em Las Vegas, disse que a relação com Vorcaro foi "única e exclusivamente por causa do filme".

Confirmado por fontes independentesFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)Poder360, seções "O que admitiu/negou"; Gazeta do Povo, "Declarações"#f11-flavio-admite-pedido
Flávio Bolsonaro (13 maio 2026): Em 13/05/2026 Flávio, segundo o Intercept/Brasil 247, classificou o relato de 'É mentira'; em nota do mesmo dia (Poder360) confirmou ter buscado patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, com contato iniciado em dezembro de 2024; negou contrapartida, vantagens, recebimento de dinheiro ou vantagem, uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Não detalhou valores.

Thiago Miranda confirmou ao SBT News ter intermediado o investimento de Vorcaro no filme e ter ficado responsável por um encontro entre Flávio e Vorcaro marcado para dezembro de 2024, que, segundo ele, não ocorreu; segundo ele, o financiamento da produção já havia começado nessa época. O Poder360 acrescenta que Miranda teria apresentado Flávio a Vorcaro.

Fonte únicaFonte: SBT News · original (abre em nova aba)SBT News, seções "What Miranda said" e "December 2024 meeting"#f11-miranda-intermediou

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