O que este documento sustenta no acervo
Segundo o Metrópoles, o laudo privado contratado pela Go Up declara custo de US$ 13,3 milhões (cerca de R$ 75 milhões) e orçamento inicial aprovado de US$ 16 milhões (R$ 89,7 milhões); por rubrica (US$): desenvolvimento 383 mil, soft-production 2,6 mi, pré-produção EUA 2,6 mi, filmagem EUA 1,9 mi, filmagem Brasil 3,7 mi, pós-produção EUA 1,9 mi. Em reais, EUA R$ 54,2 mi e Brasil R$ 20,9 mi, dos quais cerca de R$ 18,4 mi por Pix.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O laudo privado conclui que "os ingressos vinculados ao projeto possuem origem privada" e que, até 10/06/2026, o Havengate Development Fund LP enviara US$ 13,3 milhões ao filme. O Money Times (Estadão Conteúdo) acrescenta que Karina Gama informou à Justiça, por meio de perícia, que R$ 75 milhões foram gastos na produção, todos de um fundo dos EUA controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Go Up Entertainment LLC (out. 2026): A defesa da Go Up declarou que 'a perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do financiamento desta obra extraordinária' (Brasil 247/G1, 17/10/2026); a defesa de Karina diz que a produção ocorreu dentro da legalidade e que a equipe pretende colaborar pelos canais oficiais. Em 18/05/2026 a Agência Pública registrou que o dinheiro pedido a Vorcaro 'jamais chegou aos cofres' da produtora e que Karina descreveu o apoio de Vorcaro como natural no mercado audiovisual; em junho o laudo contratado pela própria Go Up passou a declarar US$ 13,3 mi enviados ao projeto pelo Havengate. As versões não foram conciliadas pela produtora nas fontes lidas.
A planilha "Funding Schedule", divulgada pelo Intercept em 09/06/2026, prevê US$ 23,9 milhões em pagamentos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026; seis parcelas (US$ 10,6 mi) já teriam sido repassadas entre fevereiro e maio de 2025. O Metrópoles descreve plano de 12 parcelas de US$ 1,6 mi e duas de US$ 2 mi (totalizando "US$ 24 mi") e o Poder360 fala em 14 parcelas.
Segundo a Agência Pública, Mário Frias é o autor da história original de Dark Horse e foi secretário de Cultura no governo Bolsonaro e depois deputado federal; Karina Ferreira da Gama é sócia da Go Up, preside a Academia Nacional de Cultura (ANC) e é diretora do Instituto Conhecer Brasil (ICB).
A Agência Pública registra que o ICB, onde Karina é diretora, tem contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para instalar pontos de Wi-Fi na periferia, sob investigação do Ministério Público de São Paulo; o Metrópoles escreve que o ICB é investigado por suspeita de ter desviado dinheiro desse contrato para financiar o filme e que a Polícia Civil realizou operação em 01/06/2026 associada à representante do ICB.