Principais fatos
Em 25/06/2026 o procurador-geral da República, Paulo Gonet, recusou proposta de colaboração premiada de Paulo Henrique Costa, por 'reduzida utilidade e débil eficácia potencial', segundo O Tempo.
Detalhes da evidência
- Fato
- 25 jun. 2026
- Fonte
- PGR recusa delação de ex-presidente do BRB preso no caso do Banco Master — O Tempo, 25 jun. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Registra apenas a recusa. O conteúdo da proposta não é fato e não foi aproveitado. Outros veículos noticiaram o mesmo (apareceram em busca, não abertos).
- Citados
- Paulo Henrique Costa, Paulo Gonet, PGR
- Estado
- Documentado
Em manifestação entregue na noite de 01/09/2026, o PGR Paulo Gonet sustentou que Mendonça sabia que Moraes era citado nos relatórios (188 das 218 páginas tratariam de referências a ele), que a ordem de 24/08/2026 para a PF identificar a rede de influência, sem pedido do MP nem da PF, equivalia a ordenar apuração sobre ministro com foro, matéria do Plenário, e pediu a anulação da ordem e das provas dela decorrentes ('dupla nulidade') e a extinção da petição.
Detalhes da evidência
- Fato
- 1 set. 2026
- Fonte
- Gonet diz que Mendonça sabia que ordem levaria PF a investigar Moraes — Metrópoles (coluna de Manoela Alcântara) (Pablo Giovanni), 1 set. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- A manifestação original (PDF no Conjur) não foi lida (403). A reportagem não cita o número 'Pet 16.662', embora a associação seja consistente com os demais textos. O cálculo '188 de 218 páginas' é afirmação da PGR.
- Citados
- Paulo Gonet, André Mendonça, Alexandre de Moraes, PGR, Pet 16.662 - relatório da PF (IPJ-A 3298613/2026) sobre o celular de Vorcaro, desentranhado da Pet 15.556; sigilo levantado em 01/09/2026; relatoria transferida à Presidência em 12/09/2026; questão de ordem sobre julgamento conjunto com a Pet 16.704 suspensa por vista em 15/09/2026
- Estado
- Documentado
A PGR (Paulo Gonet, o vice-PGR Hindemburgo Chateaubriand Filho e subprocuradores) enviou ao STF na noite de 13/10/2026 parecer contrário aos afastamentos de Andrei Rodrigues e Leandro Almada, dizendo não haver indício concreto contra eles, que responsabilidade penal ou administrativa não decorre só do cargo, e que o afastamento poderia desestabilizar a PF; a reportagem registra que Fachin anulou os atos monocráticos.
Detalhes da evidência
- Fato
- 13 out. 2026
- Fonte
- PGR manifesta-se contra afastamento de diretores da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero — News Rondônia (texto creditado à Agência Brasil) (Francisco Rodrigo), 14 out. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Republicação regional de texto da Agência Brasil. Não informa a data da anulação por Fachin nem menciona Dino ou o referendo da Segunda Turma. Nome do vice-PGR aparece como 'Hindemburgo/Hidenburgo' em duas fontes; grafia a conferir.
- Citados
- PGR, Paulo Gonet, Hindemburgo Chateaubriand Filho, Andrei Rodrigues, Leandro Almada, Edson Fachin
- Estado
- Documentado
A defesa de Vorcaro apresentou à PF e à PGR propostas de colaboração premiada desde março de 2026; a PF recusou a primeira (maio) e a segunda (início de junho); a PGR também recusou, comunicando a decisão a Mendonça; em 09/10/2026 a PF disse que as propostas não foram aceitas por 'não atendimento aos requisitos legais'; a PGR disse que as recebeu 'sem juízo nem recusas prévias' e que Vorcaro não depôs porque não foram aceitas.
Detalhes da evidência
- Fato
- jun. 2026
- Fonte
- Vorcaro e PGR negam depoimento oral durante negociações por delação — O Tempo (Gabriel Ferreira Borges), 9 out. 2026
- Acesso
- Trecho examinado pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Propostas e decisões estão sob sigilo; o conteúdo é desconhecido. Datas exatas das recusas não informadas. O Tempo nota tensão entre 'ambas recusadas' e 'sem recusas prévias' da PGR. Proposta de delação é alegação de parte, não prova; recusa não é juízo de mérito sobre os fatos. A Fundação Perseu Abramo não cita a fonte original.
- Confirmam
- F05 Busca Pgr Mantem Negociacao Maio; Fim da delação de Daniel Vorcaro: PGR e PF descartam acordo; Acordo com a PGR e delação unilateral: os possíveis caminhos de Daniel Vorcaro após ter proposta recusada pela PF; Delação de Vorcaro é rejeitada por PF e PGR, e caso Banco Master volta ao STF
- Citados
- Daniel Vorcaro, Polícia Federal, PGR, André Mendonça, Negociação de colaboração premiada de Daniel Vorcaro com a PF e a PGR (propostas desde março/2026, recusadas pela PF e pela PGR; nenhum acordo homologado); conteúdo sigiloso - tudo o que se atribui a essa negociação é ALEGAÇÃO
- Estado
- Revisado
Outras evidências que citam esta entidade
Ao decretar as prisões de 04/03/2026, Mendonça indeferiu pedido de dilação de prazo da PGR, que dissera não ver 'perigo iminente' e não poder se manifestar favoravelmente antes de mais provas; deu à PGR 72 horas para se manifestar.
Segundo a Agencia Brasil (11/09/2026), Mendonca incluiu o senador Flavio Bolsonaro como investigado, em 22 de julho, no inquerito sigiloso (PET vinculada ao INQ 5026) que apura o repasse feito por Daniel Vorcaro para custear a producao do filme Dark Horse, de R$ 61 milhoes; os crimes citados no pedido da PF sao lavagem, evasao de divisas e corrupcao, entre outros; Eduardo Bolsonaro e apontado como possivel beneficiario de parte do dinheiro; a suspeita e que o valor foi disponibilizado a pedido do senador.
Flávio Bolsonaro (11 set. 2026): Segundo a Agência Brasil, Flávio Bolsonaro não nega a autenticidade de áudios em que pede recursos a Vorcaro e sustenta que buscar financiamento privado para um filme sobre o pai não é irregular; nega ter dado contrapartida. A reportagem não registra resposta da defesa.
Mendonça homologou a colaboração premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior ('Mineiro'), apontado como responsável por repasses em dinheiro vivo ligados ao filme Dark Horse.
O julgamento da Pet 16.704 estava marcado para 23/09/2026; Fachin o retirou da pauta, e a Presidência aguarda manifestação da PGR para dar encaminhamentos.
Em 13/10/2026 Fachin recebeu o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e, segundo a JGB (citando nota conjunta STF-PF), definiu que a PF deve enviar à Presidência todas as menções a ministros do STF encontradas nas investigações do caso Master, com contexto e em caráter descritivo; qualquer ato investigativo contra ministro depende de decisão do Plenário após manifestação da PGR (art. 33, parágrafo único, da LC 35/1979); a Presidência aguarda o parecer da PGR na Pet 16.704; foram tratados também ameaças a magistrados e a conclusão do Inq 4.781.
Em 15/10/2026 Vorcaro prestou seu terceiro depoimento a PF (cerca de quatro horas, com o delegado na Papudinha) no inquerito sobre as operacoes entre o Master e o BRB; negou a fraude de R$ 12 bilhoes, chamou a Compliance Zero de 'acodada' e disse que o negocio da Tirreno nao foi concluido nem causou prejuizo; a defesa vai pedir pericia. A PF, em relatorio ao STF, fala em 'circularidade economica e dependencia financeira artificialmente construida'.
Daniel Vorcaro (15 out. 2026): A defesa diz que Vorcaro depôs de forma colaborativa e respondeu a todas as perguntas, que a versão inicial da investigação não se sustenta no plano factual ou jurídico, pede arquivamento do inquérito BRB-Master e revogação da preventiva por ausência de prova de ilícito, e disse que apresentaria contestação cível e pediria perícia.
A PGR fechou acordo de colaboração premiada com Antônio Carlos Freixo Júnior ("Mineiro"), dono da Entre Investimentos e Participações, noticiado em 03/09/2026 pelo Congresso em Foco e pelo Metrópoles e enviado a Mendonça; a Gazeta do Povo informa que Mendonça homologou a colaboração em 09/09/2026. A PF aponta a Entre como intermediária de repasses de Vorcaro.
Nos arquivos que tiveram o sigilo levantado, manifestação da PGR diz que Eduardo Bolsonaro "orientou" a gestão dos recursos de Dark Horse nos EUA; o Poder360 relata que a PF o aponta como responsável por orientar como o dinheiro de Vorcaro seria gerido nos EUA com base em conversas extraídas do celular de Vorcaro.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Eduardo Bolsonaro (maio 2026): Em redes sociais, segundo a BBC, Eduardo chamou de 'tosca' a história de que recebeu dinheiro do fundo de investimento e disse ter cedido apenas direitos de imagem ('Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo'); segundo a BBC, afirmou ter investido R$ 350 mil próprios no início, reembolsados depois da entrada de investidores; sobre Calixto, disse que tem mais de 40 anos de experiência e que o escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro (14 maio 2026): Eduardo disse em 14/05/2026 que não exerceu posição de gestão ou emprego no fundo e que apenas cedeu direitos de imagem; depois admitiu ter assinado o contrato com o cargo de produtor executivo, dizendo que os planos mudaram (BBC; Estado de Minas).
Em 23/07/2026, o ministro André Mendonça autorizou a abertura de inquérito sobre os repasses de Vorcaro para Dark Horse, a pedido da PF e com parecer favorável da PGR (Paulo Gonet); o presidente do STF, Edson Fachin, distribuiu o caso a Mendonça no lugar de Alexandre de Moraes, designado para o pedido do deputado Lindbergh Farias, que a PGR recomendou arquivar e Mendonça acolheu; o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, já pedira em junho nova apuração sobre as remessas de Vorcaro aos EUA.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em 11/09/2026, Mendonça levantou o sigilo de 39 processos do caso Master (os 18 pedidos pela PGR por meio do vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand Filho e 21 por iniciativa própria), incluindo a Petição 16.369, relacionada à investigação sobre Dark Horse, e os Inquéritos 5.050 e 5.070; o teor do inquérito de Flávio permaneceu sob sigilo.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo a Revista Fórum (citando a CNN Brasil), Vorcaro apresentou em 03/06/2026 nova proposta de delação à PF e à PGR que inclui capítulo sobre o financiamento de Dark Horse, com "todos os detalhes das transações financeiras" feitas com Flávio Bolsonaro; a primeira proposta foi rejeitada e a nova seria analisada. O Correio da Manhã (23/07) escreve que, nela, Vorcaro admite ter enviado R$ 61 milhões ao filme por meio de Thiago Miranda.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A proposta de delação de Vorcaro foi apresentada em três versões e rejeitada pela Polícia Federal e pela PGR por falta de ineditismo e de elementos de corroboração; Vorcaro pediu para depor ao ministro André Mendonça (STF), e a PGR rejeitou novamente pelos mesmos motivos.
O vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT) pediu à PGR a investigação de suposto caixa 2 pela ausência de registro do avião na prestação de contas; o deputado Rogério Correia (PT) pediu à CPMI do INSS a convocação de Nikolas e do pastor Guilherme Batista e a quebra de seus sigilos, requerimentos ainda não votados em 03/03/2026.
Segundo o MPF, Paulo Gonet tomou posse em 15/12/2025 para novo mandato de procurador-geral da República, contado desde 19/12/2025.
Segundo o Poder360 (15/12/2023), Hindemburgo Chateaubriand Filho foi escolhido por Gonet como vice-procurador-geral da República.
Segundo a página do Gabinete do PGR (atualizada em 29/05/2025), Hindenburgo Chateaubriand Pereira Diniz Filho é vice-procurador-geral da República.