O Master captava com CDBs de até 140% do CDI, enquanto pequenos bancos pagavam em média entre 110% e 120% do CDI (outra reportagem cita cerca de 105% de mercado).
Banco Master: a reconstrução completa de como uma fraude capturou a República
Agência Pública · Thiago Domenici · 9 mar. 2026
Documentado Fonte secundária
- Acesso pelo projeto
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consultado em
- 17 out. 2026
- Endereço original
- https://apublica.org/2026/03/banco-master-a-reconstrucao-completa-de-como-uma-fraude-capturou-a-republica/
- Notas
- Cronologia de síntese. Contém imprecisões frente a fontes primárias (ex.: situa a liquidação do Will Bank em 18/11/2025 e a rejeição inicial do Máxima em 2017); usar apenas como pista quando isolada.
O que este documento sustenta no acervo
Reportagens descrevem que os CDBs do Master eram oferecidos ao público com a cobertura do FGC (até R$ 250 mil por CPF e por instituição) como fator de segurança, e que o banco usava a garantia para dar credibilidade às taxas altas.
A Agência Pública relata que, segundo a PF, a Tirreno seria empresa de fachada criada por Vorcaro que vendeu créditos ao BRB (R$ 12,2 bilhões), e que o BRB comprou carteiras de crédito inexistentes do Master desde julho de 2024, negócios que chegaram a R$ 12 bilhões segundo a PF.
Em 17/11/2025, às 17h24, o Master anunciou a venda ao Grupo Fictor por R$ 3 bilhões; a Fictor Holding Financeira dizia ter intenção de comprar o Master com investidores dos Emirados Árabes Unidos; em 18/11/2025 o BC encerrou a negociação com a Fictor, segundo o InfoMoney.
Reportagens apresentam números diferentes para o custo total do FGC com Master, Will Bank e Pleno: cerca de R$ 49,5 bilhões gastos para ressarcir clientes (Agência Brasil, 18/05/2026); R$ 47 bilhões (Master e Will, novembro de 2025) e R$ 56 bilhões depois da liquidação do Pleno (Agência Pública, 09/03/2026).
Augusto Ferreira Lima era sócio do Master (10% no quadro de janeiro de 2019, segundo documentos do BC) e atuou como CEO; segundo a Times Brasil, deixou a sociedade em 2024 e depois adquiriu o Voiter (Banco Pleno), com aprovação do BC em julho de 2025; a Pública diz que o Voiter foi transferido a ele em agosto de 2025.
Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, é apontado pela Agência Pública como dono de fundos que compraram participações (como a fatia dos irmãos de um ministro do STF no resort Tayayá, por R$ 6,6 milhões) e, em reportagem de O Globo, como intermediário de pagamentos a servidores do BC; foi preso na 3ª fase da Compliance Zero (04/03/2026).
Em agosto de 2024 o senador Ciro Nogueira apresentou acréscimo à PEC 65/2023 (a chamada «emenda Master») que elevaria a garantia do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF; a Pública informa que a CCJ do Senado rejeitou a proposta no mesmo mês.
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