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Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Biblioteca documental

Direção da Cedae acertou aporte no Master mesmo com proibição por regras da estatal

ICL Notícias · 29 abr. 2026

Documentado Fonte secundária

Acesso pelo projeto
Íntegra examinada pelo projeto
Consultado em
17 out. 2026
Endereço original
https://iclnoticias.com.br/cedae-aporte-master-proibicao-regras-estatal/
Notas
Veículo de linha editorial declarada; os fatos atribuídos à direção da Cedae são conferidos com as outras fontes sobre a mesma auditoria.

O que este documento sustenta no acervo

Segundo a ICL, quando o Master deixou de pagar o saldo a receber da Cedae era de R$ 220.486.968,53; o pedido de resgate foi feito no dia seguinte ao veto do Banco Central anunciado em 3 de setembro de 2025 (data de 04/09/2025 deduzida); a primeira parcela do reescalonamento foi depositada em 15 de setembro de 2025 e o calote se confirmou em novembro, quando o BC decretou a liquidação.

Fonte únicaFonte: ICL Notícias · original (abre em nova aba)seção de valores e cronologia#f14-cedae-saldo-inadimplencia-2025

A política de investimentos da Cedae exigia classificação mínima A- e avaliação de ao menos duas agências; o Master tinha só a da Fitch (BBB-). Em 2023 a Cedae flexibilizou critérios de risco e rating: resolução da Diretoria Executiva de 22/08/2023, reunião do Comitê de Auditoria de 11/09/2023 e a 778ª reunião do Conselho de Administração, que aprovou alteração da Política Institucional de Aplicações Financeiras; o aporte veio em outubro.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Antonio Carlos dos Santos era diretor financeiro (administrativo-financeiro e de relações com investidores) da Cedae desde novembro de 2022 e, segundo a auditoria interna, foi o principal responsável por conduzir o processo de investimento no Master; foi exonerado pelo governador em exercício Ricardo Couto em abril de 2026.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Antonio Carlos dos Santos (jun. 2026): Repudiou de forma veemente a alegação de que teria omitido informações ao Conselho de Administração, dizendo que o colegiado recebia relatórios mensais; em outra reportagem negou participação em qualquer irregularidade e afirmou que o conselho acompanhou o processo.

Segundo a auditoria interna, representantes do Master estiveram na sede da Cedae em 17/05/2023, reunião anterior ao primeiro contato formal informado pela administração anterior; em 27/06/2023 o Master pediu cadastro como contraparte da Cedae. O interlocutor do banco numa reunião em São Paulo foi Maurício Quadrado, então sócio e co-CEO.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Cláudio Castro (3 jun. 2026): Castro, por sua defesa, disse que o governador não participa da política de investimentos da Cedae, que a ligação entre o jantar em Nova York e a reunião na Cedae e falsa e que, a época, o Master tinha situação regular. A Cedae diz que a nova gestão mudou a política e exonerou os responsáveis.

A gestão da Cedae que assumiu em abril de 2026 exonerou os responsáveis pelos aportes, alterou a política de investimentos, abriu apuração interna (sindicância com prazo de 30 dias e tomada de contas para identificar responsáveis e buscar ressarcimento) e recomendou o envio do relatório ao TCE-RJ e ao MPRJ; contratou sem licitação escritórios de advocacia para recuperar o crédito, em valor que a ICL estima em mais de R$ 10 milhões.

id permanente: fonte:f14-cedae-icl-2026-04-29