A Cedae transferiu R$ 200 milhões ao Banco Master em 02/10/2023, em CDB com promessa de mais de 116% do CDI, segundo reportagem sobre a auditoria interna da companhia; a nota técnica que embasou a operação é datada do mesmo dia.
Direção da Cedae acertou aporte no Master mesmo com proibição por regras da estatal
ICL Notícias · 29 abr. 2026
Documentado Fonte secundária
- Acesso pelo projeto
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consultado em
- 17 out. 2026
- Endereço original
- https://iclnoticias.com.br/cedae-aporte-master-proibicao-regras-estatal/
- Notas
- Veículo de linha editorial declarada; os fatos atribuídos à direção da Cedae são conferidos com as outras fontes sobre a mesma auditoria.
O que este documento sustenta no acervo
Segundo a ICL, quando o Master deixou de pagar o saldo a receber da Cedae era de R$ 220.486.968,53; o pedido de resgate foi feito no dia seguinte ao veto do Banco Central anunciado em 3 de setembro de 2025 (data de 04/09/2025 deduzida); a primeira parcela do reescalonamento foi depositada em 15 de setembro de 2025 e o calote se confirmou em novembro, quando o BC decretou a liquidação.
A política de investimentos da Cedae exigia classificação mínima A- e avaliação de ao menos duas agências; o Master tinha só a da Fitch (BBB-). Em 2023 a Cedae flexibilizou critérios de risco e rating: resolução da Diretoria Executiva de 22/08/2023, reunião do Comitê de Auditoria de 11/09/2023 e a 778ª reunião do Conselho de Administração, que aprovou alteração da Política Institucional de Aplicações Financeiras; o aporte veio em outubro.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Antonio Carlos dos Santos era diretor financeiro (administrativo-financeiro e de relações com investidores) da Cedae desde novembro de 2022 e, segundo a auditoria interna, foi o principal responsável por conduzir o processo de investimento no Master; foi exonerado pelo governador em exercício Ricardo Couto em abril de 2026.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Aguinaldo Ballon presidia a Cedae, escolhido segundo a ICL por Cláudio Castro em março de 2023, e foi exonerado por Ricardo Couto em abril de 2026, substituído por Rafael Rolim Minto.
Segundo a auditoria interna, representantes do Master estiveram na sede da Cedae em 17/05/2023, reunião anterior ao primeiro contato formal informado pela administração anterior; em 27/06/2023 o Master pediu cadastro como contraparte da Cedae. O interlocutor do banco numa reunião em São Paulo foi Maurício Quadrado, então sócio e co-CEO.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A gestão da Cedae que assumiu em abril de 2026 exonerou os responsáveis pelos aportes, alterou a política de investimentos, abriu apuração interna (sindicância com prazo de 30 dias e tomada de contas para identificar responsáveis e buscar ressarcimento) e recomendou o envio do relatório ao TCE-RJ e ao MPRJ; contratou sem licitação escritórios de advocacia para recuperar o crédito, em valor que a ICL estima em mais de R$ 10 milhões.
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