Principais fatos
A Cedae (companhia estadual de águas e esgotos, empresa pública) aplicou R$ 200 milhões em CDBs do Master em outubro de 2023, segundo auditoria interna concluída em 28/05/2026, que aponta possível prejuízo de R$ 222,1 mi e 'articulação governamental' com o Rioprevidência; Castro diz que governador não participa da política de investimentos da Cedae.
Cláudio Castro (3 jun. 2026): Castro, por sua defesa, disse que o governador não participa da política de investimentos da Cedae, que a ligação entre o jantar em Nova York e a reunião na Cedae e falsa e que, a época, o Master tinha situação regular. A Cedae diz que a nova gestão mudou a política e exonerou os responsáveis.
Detalhes da evidência
- Fato
- out. 2023
- Fonte
- Auditoria da Cedae aponta articulação para aportes conjuntos com Rioprevidência no Banco Master — Folhapress (publicado no Jornal de Brasília) (Leonardo Vieceli, Italo Nogueira), 3 jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- CAIXA DE EMPRESA PÚBLICA, não dinheiro previdenciário; fora do escopo do painel de aposentadorias. Guardada como pista para a frente de bancos públicos/estatais (F03). Auditoria interna da Cedae não examinada.
- Citados
- Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), Banco Master, Cláudio Castro
- Estado
- Documentado
A Cedae transferiu R$ 200 milhões ao Banco Master em 02/10/2023, em CDB com promessa de mais de 116% do CDI, segundo reportagem sobre a auditoria interna da companhia; a nota técnica que embasou a operação é datada do mesmo dia.
Detalhes da evidência
- Fato
- 2 out. 2023
- Fonte
- Direção da Cedae acertou aporte no Master mesmo com proibição por regras da estatal — ICL Notícias, 29 abr. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Auditoria interna da Cedae não examinada. A data de 02/10 é também mencionada, em nota do gabinete de Cláudio Castro, na reportagem do Jornal de Brasília (declaração da parte). O valor de R$ 200 mi é o principal; outras reportagens falam em R$ 218 mi (Tempo Real RJ) e R$ 237 mi (Diário do Rio) sem explicar a diferença (ver conflitos no relatório).
- Confirmam
- Auditoria da Cedae aponta articulação para aportes conjuntos com Rioprevidência no Banco Master
- Citados
- Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), Banco Master
- Estado
- Revisado
Segundo a ICL, quando o Master deixou de pagar o saldo a receber da Cedae era de R$ 220.486.968,53; o pedido de resgate foi feito no dia seguinte ao veto do Banco Central anunciado em 3 de setembro de 2025 (data de 04/09/2025 deduzida); a primeira parcela do reescalonamento foi depositada em 15 de setembro de 2025 e o calote se confirmou em novembro, quando o BC decretou a liquidação.
Detalhes da evidência
- Fato
- nov. 2025
- Fonte
- Direção da Cedae acertou aporte no Master mesmo com proibição por regras da estatal — ICL Notícias, 29 abr. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- O Diário do Rio confirma a tentativa de recuperação em setembro de 2025 e a parcela não paga em novembro, mas não dá o saldo. Valor atual do crédito, eventual recuperação posterior e tratamento na liquidação não constam nas fontes lidas. Saldo na inadimplência não é perda.
- Confirmam
- Auditoria na Cedae aponta negligência e perda de R$ 222 milhões no Banco Master
- Citados
- Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), Banco Master
- Estado
- Revisado
A auditoria interna da Cedae, concluída em 28/05/2026, aponta possível prejuízo de R$ 222,1 milhões com as aplicações no Master; outras reportagens falam em mais de R$ 220 milhões, sem detalhar a composição.
Detalhes da evidência
- Fato
- 28 maio 2026
- Fonte
- Auditoria da Cedae aponta articulação para aportes conjuntos com Rioprevidência no Banco Master — Folhapress (publicado no Jornal de Brasília) (Leonardo Vieceli, Italo Nogueira), 3 jun. 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Perda ESTIMADA por auditoria interna (quem estima: a própria Cedae), não perda reconhecida em demonstrativo contábil. Documento não examinado; composição não detalhada.
- Confirmam
- Auditoria na Cedae aponta negligência e perda de R$ 222 milhões no Banco Master; Cedae vai instaurar processo administrativo para ressarcir cofres públicos dos prejuízos causados pelos investimentos no Banco Master
- Citados
- Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), Banco Master
- Estado
- Revisado
A política de investimentos da Cedae exigia classificação mínima A- e avaliação de ao menos duas agências; o Master tinha só a da Fitch (BBB-). Em 2023 a Cedae flexibilizou critérios de risco e rating: resolução da Diretoria Executiva de 22/08/2023, reunião do Comitê de Auditoria de 11/09/2023 e a 778ª reunião do Conselho de Administração, que aprovou alteração da Política Institucional de Aplicações Financeiras; o aporte veio em outubro.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Detalhes da evidência
- Fato
- set. 2023
- Fonte
- Novo presidente da Cedae assinou ata que viabilizou aporte no Master — Metrópoles (coluna de Tácio Lorran), 29 maio 2026
- Acesso
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consulta
- 17 out. 2026
- Limites
- Atas e resoluções não examinadas; a data exata da 778ª reunião não consta. O Diário do Rio registra revisão da política em setembro de 2023; a ICL atribui a mudança ao diretor financeiro. A nota do gabinete de Castro diz que as mudanças de política foram aprovadas por unanimidade nos órgãos de governança.
- Confirmam
- Direção da Cedae acertou aporte no Master mesmo com proibição por regras da estatal; Auditoria na Cedae aponta negligência e perda de R$ 222 milhões no Banco Master
- Citados
- Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), Banco Master
- Estado
- Documentado
Outras evidências que citam esta entidade
O dinheiro aplicado pela Cedae no Master foi aplicação financeira da própria companhia estadual de águas e esgotos (recursos da empresa, classificados pelo projeto como caixa de estatal), e não recursos de previdência nem do tesouro estadual. As reportagens não usam a palavra 'caixa'. Segundo a auditoria interna, as tratativas ficaram concentradas na Diretoria Financeira; o ex-diretor financeiro afirma que o colegiado acompanhou todas as etapas.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O atual presidente da Cedae, Rafael Rolim Minto, nomeado em abril de 2026 pelo governador em exercício Ricardo Couto, assinou como membro do Conselho de Administração a ata que aprovou a alteração da política de aplicações em 2023, segundo a coluna do Metrópoles.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Antonio Carlos dos Santos era diretor financeiro (administrativo-financeiro e de relações com investidores) da Cedae desde novembro de 2022 e, segundo a auditoria interna, foi o principal responsável por conduzir o processo de investimento no Master; foi exonerado pelo governador em exercício Ricardo Couto em abril de 2026.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Antonio Carlos dos Santos (jun. 2026): Repudiou de forma veemente a alegação de que teria omitido informações ao Conselho de Administração, dizendo que o colegiado recebia relatórios mensais; em outra reportagem negou participação em qualquer irregularidade e afirmou que o conselho acompanhou o processo.
Aguinaldo Ballon presidia a Cedae, escolhido segundo a ICL por Cláudio Castro em março de 2023, e foi exonerado por Ricardo Couto em abril de 2026, substituído por Rafael Rolim Minto.
Segundo o Tempo Real RJ, diretorias da Cedae eram ocupadas por indicações de aliados de Cláudio Castro, do então vice-governador Thiago Pampolha e do ex-secretário Nicola Miccione (PL); a gestão que assumiu em 2026 diz ter retirado indicações políticas da diretoria financeira.
Segundo a auditoria interna, representantes do Master estiveram na sede da Cedae em 17/05/2023, reunião anterior ao primeiro contato formal informado pela administração anterior; em 27/06/2023 o Master pediu cadastro como contraparte da Cedae. O interlocutor do banco numa reunião em São Paulo foi Maurício Quadrado, então sócio e co-CEO.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Cláudio Castro (3 jun. 2026): Castro, por sua defesa, disse que o governador não participa da política de investimentos da Cedae, que a ligação entre o jantar em Nova York e a reunião na Cedae e falsa e que, a época, o Master tinha situação regular. A Cedae diz que a nova gestão mudou a política e exonerou os responsáveis.
A gestão da Cedae que assumiu em abril de 2026 exonerou os responsáveis pelos aportes, alterou a política de investimentos, abriu apuração interna (sindicância com prazo de 30 dias e tomada de contas para identificar responsáveis e buscar ressarcimento) e recomendou o envio do relatório ao TCE-RJ e ao MPRJ; contratou sem licitação escritórios de advocacia para recuperar o crédito, em valor que a ICL estima em mais de R$ 10 milhões.
Os aportes da Cedae no Master são investigados pelo TCE-RJ (denúncia sobre a política de investimentos e a escolha de instituição de rating inferior, com notificação em fevereiro de 2026) e pela CVM, e são alvo de uma ação popular, segundo as reportagens.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.