A Amazonprev comprou R$ 50 milhões em letras financeiras do Master em 06/06/2024, com vencimento em 06/06/2034; segundo a decisão judicial reportada, a compra foi feita sem discussão prévia do Comitê de Investimentos e sem cotações entre instituições.
Gestores da Amazonprev ignoraram alertas ao aplicar R$ 390 milhões
Agência Brasil · Alex Rodrigues · 6 mar. 2026
Documentado Fonte secundária
- Acesso pelo projeto
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consultado em
- 17 out. 2026
- Endereço original
- https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-03/gestores-da-amazonprev-ignoraram-alertas-ao-aplicar-r-390-milhoes
- Notas
- Descreve decisão da juíza Ana Paula Serizawa Silva Podedworny (4ª Vara Federal Criminal) e a Operação Sine Consensu. Número do processo não informado.
O que este documento sustenta no acervo
A PF investiga aplicações da Amazonprev de cerca de R$ 390 mi em letras financeiras entre junho e setembro de 2024 em quatro emissores: Master R$ 50 mi (jun/2024), Daycoval R$ 50 mi (ago/2024), BTG Pactual ~R$ 40,72 mi (set/2024) e C6 Consignado R$ 250 mi; a reportagem diz que nenhum dos outros bancos e alvo e que a emissão de letras e prática legal.
Segundo a decisão judicial reportada pela Agência Brasil, analistas internos da Amazonprev e a consultoria LDB desaconselharam aplicar em letras financeiras de instituições privadas, e os gestores aplicaram mesmo assim.
Em 06/03/2026 a PF, com apoio do Ministério da Previdência, deflagrou a Operação Sine Consensu, com buscas na sede da Amazonprev e afastamento de três servidores (ordem da juíza Ana Paula Serizawa Silva Podedworny, 4ª Vara Federal Criminal, com aval do MPF): Claudinei Soares (gestor e coordenador do comitê), André Luis Bentes de Souza (diretor de previdência; aprovou o credenciamento de Master e C6) e Claudio Marins de Melo (diretor de administração e finanças; ordenou a aplicação de R$ 50 mi no Master).
A PF suspeita de propina de R$ 620,1 mil a três gestores da Amazonprev: segundo a reportagem, Claudinei Soares recebeu R$ 273,8 mil, André Luis Bentes de Souza R$ 161 mil e Claudio Marins de Melo R$ 185,35 mil da empresa Alfa A Consultoria e Gestão de Frota, de Savio Loyola e Silva, que também e alvo.
A Amazonprev afirmou em nota que colabora com as investigações, que um dos três alvos deixou o cargo em 2024, que os outros dois foram afastados e que as aplicações não ameaçam benefícios porque o fundo tem superávit atuarial de R$ 1,7 bi e mais de R$ 11 bi em recursos.
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