Previdência municipal. Segundo a tabela da Agência Câmara com dados do Ministério da Previdência, sete entes paulistas compraram letras financeiras do Master [1]. Quem aplicou foram os institutos de previdência — autarquias ou fundos próprios dos servidores —, não as prefeituras. O Ministério Público de Contas de São Paulo alertou o TCE-SP em abril de 2025 sobre cinco desses institutos [2] e, em março de 2026, afirmou que o fundo Texas I, ligado ao grupo, compõe a carteira de cerca de 80 regimes paulistas [3].
A Polícia Federal fez operações sobre os casos de Cajamar e de Santo Antônio de Posse [4]. Câmaras municipais abriram comissões de inquérito em São Roque, Araras e Brodowski [5] [6] [7]. Na capital, o conselho do Iprem-SP registrou em ata a sugestão unânime de não credenciar o Master [8]; não há aplicação documentada.
Doações. Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, doou R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo de São Paulo em 2022, segundo o registro do TSE (ver Doações eleitorais) [9]. A doação é de pessoa física; não há prova de que o dinheiro fosse de Vorcaro ou do Master. Em proposta de delação rejeitada pela PF e pela PGR, Vorcaro alegou outra origem e contrapartida ligada ao consignado Credcesta [10] [11]. Tarcísio chamou o relato de “ilação que beira o ridículo” [12]; Kassab também nega [13]; o governo estadual diz que a empresa do Credcesta foi credenciada em maio de 2022, na gestão anterior [14].
Empresas. A consultoria de investimentos Crédito & Mercado, com sede na capital, aparece em contratos com institutos paulistas e foi apontada pela PF como recomendadora em Santo Antônio de Posse; a empresa nega vínculo com o Master [15] [16]. A corretora Planner tem matriz em São Paulo [17]. O Banco Master tinha sede no Rio de Janeiro [18].