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Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Instituto de previdência (RPPS)

Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC)

Documentado CNPJ 02.675.642/0001-16 · Cajamar / SP

Ver a ficha previdenciária: aplicações, saldo, perda e cadeia decisória →

Principais fatos

O MPC-SP, com base em APRs publicadas pelo Instituto de Previdência de Cajamar, registrou três aplicações em letras financeiras do Master: R$ 35 mi em 26/10/2023 (venc. 26/10/2031, IPCA + 7,00%, APR 116-2023), R$ 25 mi em 15/12/2023 (venc. 15/12/2031, IPCA + 6,50%, APR 154-2023) e R$ 27 mi em 20/03/2024 (venc. 20/03/2034, IPCA + 7,00%, APR 019-2024), total de R$ 87 mi, cerca de 15,36% da carteira.

Comprovado por documentoFonte: Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (1a Procuradoria de Contas) · original (abre em nova aba)representação de Cajamar, fls. 2 (tabela) e 3-4 (percentual)#f02b-cajamar-aplicacoes-mpc
Detalhes da evidência
Fato
26 out. 2023
Fonte
Representações do MPC-SP ao TCE-SP sobre os RPPS de Araras, Cajamar, Santo Antônio de Posse, São Roque e Santa Rita d'Oeste (investimentos em títulos do Banco Master e fundo Texas) — Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (1a Procuradoria de Contas) (Rafael Neubern Demarchi Costa (procurador)), 9 abr. 2025
Acesso
Trecho examinado pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
A tabela e do MPC, extraída das APRs publicadas pelo instituto (as APRs não foram abertas pelo projeto). O percentual e da carteira na data da consulta do MPC (dados do Ministério até 20/03/2025). Não informa saldo atual, distribuidor nem emissor além do Master.
Citados
Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), Banco Master, Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo
Estado
Documentado

Cronologia

Outras evidências que citam esta entidade

Segundo a PF, o RPPS de Cajamar investiu R$ 107 milhões em quatro letras financeiras, sendo R$ 87 milhões do Master e o restante do Banco Daycoval, entre agosto de 2023 e março de 2024, com prazos de oito a dez anos indexados ao IPCA; o total corresponde a 19,56% do patrimônio líquido do fundo.

Fonte únicaFonte: Justiça Federal (9a Vara Criminal Federal de São Paulo)descrito em fonte:f02b-congressoemfoco-2026-05-13-cajamar#f02b-cajamar-107-quatro-lf

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Em 13/05/2026, a PF deflagrou a Operação Off-Balance sobre a aplicação de recursos do IPSSC de Cajamar, com seis mandados de busca e apreensão em Cajamar, Boituva e São Paulo, por ordem da 9a Vara Criminal Federal de São Paulo; pessoas ligadas a previdência foram afastadas dos cargos e tiveram bens bloqueados; a PF apura gestão temerária e fraudulenta.

Confirmado por fontes independentesFonte: Justiça Federal (9a Vara Criminal Federal de São Paulo)descrito em fonte:f02b-congressoemfoco-2026-05-13-cajamar#f02b-cajamar-operacao-off-balance

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

A PF afirma que os gestores falharam em praticamente todas as etapas do processo de investimento: não analisaram adequadamente os emissores nem os riscos, não justificaram as escolhas nem fixaram critérios objetivos, a política de investimentos não previa limites de concentração por emissor e não se verificou a liquidez dos papéis.

AlegadoFonte: Justiça Federal (9a Vara Criminal Federal de São Paulo)descrito em fonte:f02b-congressoemfoco-2026-05-13-cajamar#f02b-cajamar-pf-achados

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Os alvos da Operação Off-Balance foram Luiz Henrique Miranda Teixeira (diretor-executivo), Milton Marques Dias (diretor administrativo e financeiro) e Marcelo Ribas de Oliveira (área de benefícios e presidente do comitê de investimentos), que, segundo a reportagem, participaram do processo decisório e assinaram os investimentos; todos são investigados.

Fonte únicaGraveFonte: Metrópoles · original (abre em nova aba)seção 'Alvos da operação'#f02b-cajamar-gestores-alvos

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Em nota assinada por Marcelo Ribas, então presidente do comitê de investimentos, o IPSSC atribuiu a responsabilidade a falha sistêmica do aparato de regulação federal (Banco Central, CVM e Secretaria de Previdência), disse que não trabalha com a premissa da perda e que buscara o ressarcimento integral; em 21/11/2025 afirmou que os investimentos seguiram rigorosas cautelas legais e análises técnicas.

AlegadoFonte: Metrópoles · original (abre em nova aba)seção 'Nota do instituto'; nota de 21/11/2025 em fonte:f02b-brasildefato-2026-05-13-cajamar#f02b-cajamar-nota-instituto

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Segundo a ICL Notícias, uma ação judicial sobre o fundo previdenciário de Cajamar pediu explicações ao instituto; a Justiça negou cautelares mais duras e determinou a apresentação de documentos; a reportagem cita o investimento como 12% do patrimônio.

Em nota de 14/04/2025, a 1ª Procuradoria do MPC-SP informou representações ao TCE-SP (protocoladas em 09/04/2025) sobre letras financeiras do Banco Master em cinco institutos de previdência paulistas, com base no CADPREV: Araras (R$ 29 milhões), Cajamar (R$ 87 milhões, mais de 15% da carteira), Santa Rita d'Oeste (R$ 2 milhões), Santo Antônio de Posse (R$ 7 milhões) e São Roque (R$ 93,15 milhões, mais de 18% da carteira, em menos de seis meses), total aproximado de R$ 218 milhões.

Segundo o BNews SP (31/01/2026, informação atribuída à CNN Brasil), o Ministério Público de São Paulo abriu investigações sobre as aplicações dos institutos de Cajamar, Araras, Santo Antônio de Posse e Santa Rita d'Oeste no Master, com as representações encaminhadas ao TCE; apura se os aportes, formalmente dentro do limite de 20%, representam risco ao patrimônio previdenciário; Araras e Cajamar afirmaram estar adotando providências e garantiram os pagamentos.

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