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Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Instituto de previdência (RPPS)

Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Brodowski

Documentado CNPJ 04.897.737/0001-00 · Brodowski / SP

Ver a ficha previdenciária: aplicações, saldo, perda e cadeia decisória →

Principais fatos

Em 08/04/2025, o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Brodowski aplicou R$ 5.000.000 no Texas I FIA (CNPJ 43.584.800/0001-00), então gerido pela Bluemac Asset Management e administrado pela Master S/A CCTVM, ambas do conglomerado do Banco Master; o valor, resgatado do fundo BB Previdenciário RF, representava cerca de 4% da carteira; as atas do comitê de 25/04/2025 e do conselho de administração de 28/04/2025 registram a aplicação.

Detalhes da evidência
Fato
8 abr. 2025
Fonte
Representação do MPC-SP ao TCE-SP para acompanhamento dos investimentos e da gestão do RPPS de Brodowski (fundo Texas I FIA) — Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (1a Procuradoria de Contas) (Rafael Neubern Demarchi Costa (procurador)), 16 mar. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Dados dos relatórios analíticos e das atas do próprio instituto, como citados pelo MPC; o projeto não abriu os arquivos do portal de Brodowski. O MPC não identifica o distribuidor além de 'Macam Asset' apresentar o fundo ao comitê. A data de 08/04/2025 antecede a ata do comitê de 25/04/2025 que formaliza a aplicação: o MPC não explica a ordem.
Citados
Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Brodowski, Texas I Fundo de Investimento em Ações, Bluemac Asset Management Ltda., Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, Banco Master
Estado
Documentado

Cronologia

Outras evidências que citam esta entidade

Segundo a representação do MPC-SP, o fundo Texas concentrava cerca de 100% do patrimônio em ações da Ambipar, tinha apenas três cotistas em abril de 2025 (Brodowski, Santa Rita d'Oeste e Fátima do Sul) e oito ao fim de 2025, sendo sete RPPS (Brodowski, Santa Rita d'Oeste, Itaperuna, Tacuru, Fátima do Sul e os governos do Rio de Janeiro e do Amapá); o regulamento não admite resgate de cotas, só amortização uma vez por período de 12 meses com assembleia, e permite derivativos com perdas patrimoniais acima do capital aplicado.

A tabela de investimentos com prejuízo do MPC-SP registra em Brodowski uma letra financeira do Master de 2024 com valor aproximadamente investido de R$ 10.591.999 e saldo zero em 31/12/2025 (prejuízo de 100%), objeto de outra representação (TC-006907.989.26-3); o MPC afirma que os fundos listados 'se encontram liquidados, em processo de liquidação ou com baixíssima probabilidade de resgate', sendo provável perda próxima da totalidade.

A representação do MPC-SP lista os membros do RPPS de Brodowski que constam nas atas das reuniões de 2025: Flavio Araujo Guidolin Silva (diretor-presidente, desde 2021 e membro do comitê em todos os anos de 2015 a 2025, exceto 2017), Carla Marques Lourencini Garcia (diretora administrativa e financeira), Leila Aparecida Valsichi Gomes (diretora de previdência e atuaria e comitê) e, no Comitê de Investimentos, Carlos Roberto Santana, Regina Mara Martins Santana, Laura Fernandes Alves, Maria Ines Borges e Arlene de Souza Fernandes; as atas citadas não registram quem votou nem os motivos da aplicação no Texas.

O RPPS de Brodowski tem consultoria de investimentos contratada: Crédito & Mercado Gestão de Valores Mobiliários Ltda (CNPJ 11.340.009/0001-68), por dispensa de licitação 02/2021 e contrato 03/2021, a R$ 1.250,00 por mês; as atas dizem que a análise do fundo Texas foi solicitada a consultoria, mas não detalham a resposta, e não há notícia de que a consultoria tenha alertado o instituto sobre as perdas após 16/10/2025.

Segundo a nota do MPC-SP de 18/03/2026, o instituto de Brodowski aplicou R$ 10 milhões em letras financeiras do Master em maio de 2024 (8,43% da carteira à época) e R$ 5 milhões no Texas I FIA em abril de 2025 (cerca de 4% da carteira; posição de cerca de R$ 664 mil em janeiro de 2026, perda aproximada de 87% do valor aplicado); as três representações somam R$ 19 milhões e os prejuízos potenciais em vários fundos chegam a cerca de R$ 27 milhões (cerca de 20% do patrimônio).

A CPI da Câmara de Brodowski, após 180 dias, apontou "falhas graves de governança e deficiências estruturais" no instituto de previdência (o Viva o chama de Sisprev), com conselheiros sem a capacitação necessária, e estimou o prejuízo em cerca de R$ 15 milhões, que a reportagem descreve como a soma de R$ 10 milhões em letras financeiras do Master (maio de 2024) e R$ 5 milhões em fundo com exposição ao banco (abril de 2025); o relatório irá ao Ministério Público e ao TCE-SP, e a CPI não condenou ninguém.

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