Outras evidências que citam esta entidade
O valor líquido do investimento de Brodowski no fundo Texas era de R$ 664.847,59 em 30/01/2026, desvalorização de cerca de 87% sobre os R$ 5 mi aplicados; a tabela do MPC registra R$ 662.387 de saldo na carteira em 31/12/2025.
Segundo a representação do MPC-SP, o fundo Texas concentrava cerca de 100% do patrimônio em ações da Ambipar, tinha apenas três cotistas em abril de 2025 (Brodowski, Santa Rita d'Oeste e Fátima do Sul) e oito ao fim de 2025, sendo sete RPPS (Brodowski, Santa Rita d'Oeste, Itaperuna, Tacuru, Fátima do Sul e os governos do Rio de Janeiro e do Amapá); o regulamento não admite resgate de cotas, só amortização uma vez por período de 12 meses com assembleia, e permite derivativos com perdas patrimoniais acima do capital aplicado.
A tabela de investimentos com prejuízo do MPC-SP registra em Brodowski uma letra financeira do Master de 2024 com valor aproximadamente investido de R$ 10.591.999 e saldo zero em 31/12/2025 (prejuízo de 100%), objeto de outra representação (TC-006907.989.26-3); o MPC afirma que os fundos listados 'se encontram liquidados, em processo de liquidação ou com baixíssima probabilidade de resgate', sendo provável perda próxima da totalidade.
A representação do MPC-SP lista os membros do RPPS de Brodowski que constam nas atas das reuniões de 2025: Flavio Araujo Guidolin Silva (diretor-presidente, desde 2021 e membro do comitê em todos os anos de 2015 a 2025, exceto 2017), Carla Marques Lourencini Garcia (diretora administrativa e financeira), Leila Aparecida Valsichi Gomes (diretora de previdência e atuaria e comitê) e, no Comitê de Investimentos, Carlos Roberto Santana, Regina Mara Martins Santana, Laura Fernandes Alves, Maria Ines Borges e Arlene de Souza Fernandes; as atas citadas não registram quem votou nem os motivos da aplicação no Texas.
O RPPS de Brodowski tem consultoria de investimentos contratada: Crédito & Mercado Gestão de Valores Mobiliários Ltda (CNPJ 11.340.009/0001-68), por dispensa de licitação 02/2021 e contrato 03/2021, a R$ 1.250,00 por mês; as atas dizem que a análise do fundo Texas foi solicitada a consultoria, mas não detalham a resposta, e não há notícia de que a consultoria tenha alertado o instituto sobre as perdas após 16/10/2025.
O RPPS de Brodowski não enviava o DAIR ao Ministério da Previdência havia mais de dois anos: só há dados da carteira nas bases do Ministério até a competência de janeiro de 2024, o que, segundo o MPC-SP, impediu que o MPC incluisse Brodowski nas representações de abril de 2025.
A Câmara de Vereadores de Brodowski instaurou comissão parlamentar de inquérito para investigar os recursos do RPPS aplicados no Master, segundo o MPC-SP, que pediu o envio de cópia da representação a Câmara.
Segundo a nota do MPC-SP de 18/03/2026, o instituto de Brodowski aplicou R$ 10 milhões em letras financeiras do Master em maio de 2024 (8,43% da carteira à época) e R$ 5 milhões no Texas I FIA em abril de 2025 (cerca de 4% da carteira; posição de cerca de R$ 664 mil em janeiro de 2026, perda aproximada de 87% do valor aplicado); as três representações somam R$ 19 milhões e os prejuízos potenciais em vários fundos chegam a cerca de R$ 27 milhões (cerca de 20% do patrimônio).
A CPI da Câmara de Brodowski, após 180 dias, apontou "falhas graves de governança e deficiências estruturais" no instituto de previdência (o Viva o chama de Sisprev), com conselheiros sem a capacitação necessária, e estimou o prejuízo em cerca de R$ 15 milhões, que a reportagem descreve como a soma de R$ 10 milhões em letras financeiras do Master (maio de 2024) e R$ 5 milhões em fundo com exposição ao banco (abril de 2025); o relatório irá ao Ministério Público e ao TCE-SP, e a CPI não condenou ninguém.