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Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Dinheiro das aposentadorias / AM

Fundação Amazonprev (Fundação de Previdência do Amazonas)

Regime próprio de previdência estadual · Amazonas · ente: Estado do Amazonas

Documentado

Valor aplicado não é prejuízo. Saldo numa data não é o total aplicado. Os números abaixo não são somados entre si: cada um tem sua natureza, data e fonte.

Aplicações documentadas

DataInstrumentoExposiçãoEmissor · distribuidor · gestorValor aplicadoEvidência
6 jun. 2024Letra financeiraDiretaBanco MasterR$ 50 mi[evid] [evid]

Saldo, resgates, bloqueio e perda

NaturezaData de referênciaValorBase / quem afirmaEvidência
Perda reconhecida2025R$ 59,8 miDemonstrações Contábeis 2025 da Fundação Amazonprev (DOE-AM nº 35.675), perda estimada integral sobre o valor atualizado das letras de R$ 50 mi[evid]

Cobertura do Fundo Garantidor de Créditos

Sem cobertura do FGC — Letras financeiras fora do rol do FGC e créditos de RPPS excluídos pelo Regulamento; o juiz também apontou que letras não têm cobertura do FGC. [evid][evid][evid]

Quem decidiu, quem nomeou, quem fiscalizou

Cada pessoa aparece com o papel que o documento mostra. O governador ou prefeito em exercício é contexto: só aparece como autor de ato quando há documento desse ato.

PessoaPapelAtoDataEvidência
Wilson Lima — governador do Amazonas (AM) — União Brasil na dataChefe do Executivo do ente na data (contexto, não autor da aplicação)Governador do Amazonas (mandato na data da compra, 06/06/2024, a confirmar)6 jun. 2024[evid]
Wilson Lima — governador do Amazonas (AM) — União Brasil na dataNomeou o dirigenteNomeação de Francisco Evilasio como presidente da Amazonprev, cerca de três semanas antes de 28/05/2025 (ato não lido); NÃO é o presidente da data da compramaio 2025[evid]
Francisco Evilasio — diretor-presidente da Amazonprev (Manaus/AM)Dirigente na ocasiãoPresidente da Amazonprev em 28/05/2025 (visita ao Master)28 maio 2025[evid]
Claudio Marins de Melo — Diretor de Administração e Finanças da AmazonprevAutorizouOrdenou a aplicação de R$ 50 mi no Master (segundo a PF/decisão reportada pela Agência Brasil)jun. 2024[evid]
André Luis Bentes de Souza — Diretor de Previdência da AmazonprevAutorizouAprovou o credenciamento dos bancos Master e C6 (segundo a PF/decisão reportada)2024[evid]
Claudinei Soares — Gestor de recursos e coordenador do Comitê de Investimentos da AmazonprevMembro do comitêGestor de recursos e coordenador do Comitê de Investimentos; apontado pela PF como principal responsável pelas aplicações2024[evid]

Recomendações técnicas

Segundo a decisão judicial reportada pela Agência Brasil, analistas internos da Amazonprev e a consultoria LDB desaconselharam aplicar em letras financeiras de instituições privadas, e os gestores aplicaram mesmo assim.

Fonte únicaFonte: Agência Brasil · original (abre em nova aba)seção 'Alertas ignorados'#f02a-am-alertas-ignorados
Detalhes da evidência
Fato
jun. 2024
Fonte
Gestores da Amazonprev ignoraram alertas ao aplicar R$ 390 milhões — Agência Brasil (Alex Rodrigues), 6 mar. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Decisão da juíza da 4ª Vara Federal Criminal descrita pela reportagem; decisão não examinada. Os pareceres da LDB e dos analistas não foram vistos.
Citados
Fundação Amazonprev (Fundação de Previdência do Amazonas), LDB (consultoria de investimentos contratada pela Amazonprev)
Estado
Revisado

O Ministério da Previdência, no Parecer SEI nº 146/2024 (15/07/2024), afirmou que as letras financeiras não têm garantia do FGC e que o investidor assume integralmente o risco de crédito do emissor.

Comprovado por documentoFonte: Ministério da Previdência Social / SRPC / DRPPS / CGAI · original (abre em nova aba)item 202, p. 34 (itens 190-193, sobre o FGC, na p. 33)#f02a-nac-parecer146-lf-sem-fgc
Detalhes da evidência
Fato
15 jul. 2024
Fonte
Parecer SEI nº 146/2024/MPS (processo 10133.000176/2024-95) - processo decisório de aplicação dos RPPS em CDB e letras financeiras — Ministério da Previdência Social / SRPC / DRPPS / CGAI, 15 jul. 2024
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Parecer geral para todos os RPPS; não menciona o Banco Master.
Citados
Ministério da Previdência Social (Secretaria de Regime Próprio e Complementar - SRPC/DRPPS), FGC
Estado
Revisado

Alertas e pareceres contrários

Segundo a decisão judicial reportada pela Agência Brasil, analistas internos da Amazonprev e a consultoria LDB desaconselharam aplicar em letras financeiras de instituições privadas, e os gestores aplicaram mesmo assim.

Fonte únicaFonte: Agência Brasil · original (abre em nova aba)seção 'Alertas ignorados'#f02a-am-alertas-ignorados
Detalhes da evidência
Fato
jun. 2024
Fonte
Gestores da Amazonprev ignoraram alertas ao aplicar R$ 390 milhões — Agência Brasil (Alex Rodrigues), 6 mar. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Decisão da juíza da 4ª Vara Federal Criminal descrita pela reportagem; decisão não examinada. Os pareceres da LDB e dos analistas não foram vistos.
Citados
Fundação Amazonprev (Fundação de Previdência do Amazonas), LDB (consultoria de investimentos contratada pela Amazonprev)
Estado
Revisado

No Parecer SEI nº 146/2024 o Departamento dos RPPS registrou ter recebido alertas de participantes do mercado sobre critérios usados pelos regimes e sobre eventual influência de entes federativos na escolha de ativos, além de dúvidas sobre o uso de intermediários.

Detalhes da evidência
Fato
15 jul. 2024
Fonte
Parecer SEI nº 146/2024/MPS (processo 10133.000176/2024-95) - processo decisório de aplicação dos RPPS em CDB e letras financeiras — Ministério da Previdência Social / SRPC / DRPPS / CGAI, 15 jul. 2024
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Alerta genérico; não identifica ente, emissor ou pessoa.
Citados
Ministério da Previdência Social (Secretaria de Regime Próprio e Complementar - SRPC/DRPPS)
Estado
Revisado

Providências posteriores

Em 05/02/2026 o juiz Leoney Figliuolo Harraquian (2ª Vara da Fazenda Pública de Manaus), em tutela cautelar pedida pela Fundação Amazonprev e pelo Estado (processo 0027354-14.2026.8.04.1000), suspendeu os repasses de consignados de servidores ao Master e determinou depósitos em conta judicial, citando risco de não receber o crédito das letras de R$ 50 mi.

Detalhes da evidência
Fato
5 fev. 2026
Fonte
Justiça do Amazonas suspende repasse de consignados de servidores e segurados da Amazonprev ao Banco Master — Tribunal de Justiça do Amazonas (sala de imprensa), 5 fev. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Fonte e a nota de imprensa do tribunal sobre a decisão; a decisão em si não foi vista. Medida provisória e de garantia, não recuperação do valor.
Citados
Fundação Amazonprev (Fundação de Previdência do Amazonas), Banco Master, Estado do Amazonas
Estado
Revisado

Em 06/03/2026 a PF, com apoio do Ministério da Previdência, deflagrou a Operação Sine Consensu, com buscas na sede da Amazonprev e afastamento de três servidores (ordem da juíza Ana Paula Serizawa Silva Podedworny, 4ª Vara Federal Criminal, com aval do MPF): Claudinei Soares (gestor e coordenador do comitê), André Luis Bentes de Souza (diretor de previdência; aprovou o credenciamento de Master e C6) e Claudio Marins de Melo (diretor de administração e finanças; ordenou a aplicação de R$ 50 mi no Master).

Confirmado por fontes independentesGraveFonte: Agência Brasil · original (abre em nova aba)seções 'Investigação e decisão judicial' e 'Servidores afastados'#f02a-am-sine-consensu
Fundação Amazonprev (Fundação de Previdência do Amazonas) (6 mar. 2026): A Amazonprev diz colaborar com as investigações, que um dos três alvos deixou o cargo em 2024 e os outros dois foram afastados, e que as aplicações não ameaçam benefícios (superávit atuarial de R$ 1,7 bi; mais de R$ 11 bi em recursos).
Detalhes da evidência
Fato
6 mar. 2026
Fonte
Gestores da Amazonprev ignoraram alertas ao aplicar R$ 390 milhões — Agência Brasil (Alex Rodrigues), 6 mar. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Papéis atribuídos pela PF e pela decisão, não por ata. Afastamento cautelar de pelo menos 90 dias, não condenação. Número do processo não divulgado. A Amazonprev diz que um dos três deixou o cargo em 2024 e os outros dois já foram afastados.
Confirmam
Fundo citou em relatório R$ 5 bilhões em letras do Master, o dobro do detectado pela PF
Citados
Polícia Federal, Fundação Amazonprev (Fundação de Previdência do Amazonas), Claudinei Soares, André Luis Bentes de Souza, Claudio Marins de Melo
Estado
Revisado

A Amazonprev afirmou em nota que colabora com as investigações, que um dos três alvos deixou o cargo em 2024, que os outros dois foram afastados e que as aplicações não ameaçam benefícios porque o fundo tem superávit atuarial de R$ 1,7 bi e mais de R$ 11 bi em recursos.

Detalhes da evidência
Fato
6 mar. 2026
Fonte
Gestores da Amazonprev ignoraram alertas ao aplicar R$ 390 milhões — Agência Brasil (Alex Rodrigues), 6 mar. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Declaração institucional não verificada.
Citados
Fundação Amazonprev (Fundação de Previdência do Amazonas)
Estado
Documentado

Em nota enviada a CNN (reportagem de 09/01/2026), o Ministério da Previdência afirmou que estados e municípios são os garantidores finais do pagamento de benefícios se os RPPS tiverem perdas com títulos do Master (Lei 9.717/1998) e que não há previsão legal de cobrança extra de ativos, aposentados ou pensionistas.

Detalhes da evidência
Fato
jan. 2026
Fonte
Estados e municípios vão arcar com rombo do Master em fundos de previdência — CNN Brasil (Vitoria Queiroz), 9 jan. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Posição do ministério sobre responsabilidade do ente; não quantifica perda nem diz que haverá aporte. Nota original não examinada.
Citados
Ministério da Previdência Social (Secretaria de Regime Próprio e Complementar - SRPC/DRPPS), Estado do Rio de Janeiro, Estado do Amapá, Estado do Amazonas
Estado
Documentado

Investigações e processos

Respostas dos envolvidos

Fundação Amazonprev (Fundação de Previdência do Amazonas) (6 mar. 2026): A Amazonprev diz colaborar com as investigações, que um dos três alvos deixou o cargo em 2024 e os outros dois foram afastados, e que as aplicações não ameaçam benefícios (superávit atuarial de R$ 1,7 bi; mais de R$ 11 bi em recursos).

Documentos

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