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Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Dinheiro das aposentadorias / AP

Amapá Previdência (Amprev)

Regime próprio de previdência estadual · Amapá · ente: Estado do Amapá

Documentado

Valor aplicado não é prejuízo. Saldo numa data não é o total aplicado. Os números abaixo não são somados entre si: cada um tem sua natureza, data e fonte.

Aplicações documentadas

DataInstrumentoExposiçãoEmissor · distribuidor · gestorValor aplicadoEvidência
jul. 2024Letra financeiraDiretaBanco MasterR$ 200 mi[evid] [evid]
jul. 2024Letra financeiraDiretaBanco MasterR$ 100 mi[evid] [evid]
jul. 2024Letra financeiraDiretaBanco MasterR$ 100 mi[evid] [evid]
data não informadaCotas de fundoVia fundo: Texas I Fundo de Investimento em Ações—R$ 30 mi[evid] [evid]

Saldo, resgates, bloqueio e perda

NaturezaData de referênciaValorBase / quem afirmaEvidência
Saldo / exposição na datadata não informada pela fonteR$ 4,2 miFolha: o aporte de R$ 30 mi no Texas I 'caiu para R$ 4,2 mi em dois meses'; data não informada[evid]

Perda reconhecida oficialmente: não localizada nas fontes consultadas.

Cobertura do Fundo Garantidor de Créditos

Sem cobertura do FGC — Letras financeiras fora do rol do FGC e créditos de RPPS excluídos pelo Regulamento; MPS registrou ausência de garantia das letras. [evid][evid]

Quem decidiu, quem nomeou, quem fiscalizou

Cada pessoa aparece com o papel que o documento mostra. O governador ou prefeito em exercício é contexto: só aparece como autor de ato quando há documento desse ato.

PessoaPapelAtoDataEvidência
Clecio Luis — governador do Amapá (AP) — Solidariedade na data — União Brasil atual, desde 30 jan. 2026Chefe do Executivo do ente na data (contexto, não autor da aplicação)Governador do Amapá (período de mandato não verificado nesta frente)jul. 2024[evid]
Clecio Luis — governador do Amapá (AP) — Solidariedade na data — União Brasil atual, desde 30 jan. 2026Nomeou o dirigenteNomeação de Jocildo Lemos como diretor-presidente da Amprev (por declaração de Jocildo; decreto não lido; reportagens atribuem a indicação a Alcolumbre, que nega)jan. 2023[evid]
Jocildo Silva Lemos — Diretor-presidente da Amapá Previdência (Amprev)Dirigente na ocasiãoDiretor-presidente da Amprev e presidente do comitê (até renúncia em 11/02/2026)jan. 2023 a 11 fev. 2026[evid] [evid]
Alexandre Monteiro MpapMembro do comitêIntegrante do comitê em julho/2024 (apenas segundo Jocildo Lemos)jul. 2024[evid]
Glaucio BezerraMembro do comitêIntegrante do comitê em julho/2024 (apenas segundo Jocildo Lemos)jul. 2024[evid]
Jacson RubensMembro do comitêIntegrante do comitê em julho/2024 (apenas segundo Jocildo Lemos)jul. 2024[evid]
Jocildo Silva Lemos — Diretor-presidente da Amapá Previdência (Amprev)Votou a favorReuniões do comitê de 12 a 30/07/2024 (CartaCapital: votos favoráveis dos alvos; Jocildo: votações 5-0, 3-2 e unânime; sem ata examinada)12 jul. 2024 a 30 jul. 2024[evid] [evid]

Recomendações técnicas

A auditoria do Ministério da Previdência sobre a Amprev, segundo a Investidor Institucional, registra três reuniões do comitê de investimentos entre 12 e 30 de julho de 2024 que autorizaram R$ 200 mi, R$ 100 mi e R$ 100 mi (total R$ 400 mi) em letras do Master a 8% ao ano por dez anos, com textos de credenciamento idênticos aos de Itaguaí, Aparecida de Goiânia e Congonhas e 'promocionais', o que o ministério chamou de 'negligência incompatível' com o dever fiduciário.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Detalhes da evidência
Fato
12 jul. 2024 a 30 jul. 2024
Fonte
Relatório de auditoria do Ministério da Previdência Social sobre aplicações da Amprev no Banco Master — Ministério da Previdência Social, fev. 2026
Acesso
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Consulta
17 out. 2026
Limites
Documento descrito por reportagem sem autoria; íntegra não examinada. A divisão 200/100/100 não coincide com a versão do ex-presidente (votos de R$ 500 mi, R$ 100 mi e R$ 100 mi); possível reconciliação (parte de R$ 500 mi de uma estratégia maior de letras) não confirmada.
Citados
Amapá Previdência (Amprev), Ministério da Previdência Social (Secretaria de Regime Próprio e Complementar - SRPC/DRPPS), Banco Master
Estado
Revisado

O Ministério da Previdência, no Parecer SEI nº 146/2024 (15/07/2024), afirmou que as letras financeiras não têm garantia do FGC e que o investidor assume integralmente o risco de crédito do emissor.

Comprovado por documentoFonte: Ministério da Previdência Social / SRPC / DRPPS / CGAI · original (abre em nova aba)item 202, p. 34 (itens 190-193, sobre o FGC, na p. 33)#f02a-nac-parecer146-lf-sem-fgc
Detalhes da evidência
Fato
15 jul. 2024
Fonte
Parecer SEI nº 146/2024/MPS (processo 10133.000176/2024-95) - processo decisório de aplicação dos RPPS em CDB e letras financeiras — Ministério da Previdência Social / SRPC / DRPPS / CGAI, 15 jul. 2024
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Parecer geral para todos os RPPS; não menciona o Banco Master.
Citados
Ministério da Previdência Social (Secretaria de Regime Próprio e Complementar - SRPC/DRPPS), FGC
Estado
Revisado

Alertas e pareceres contrários

Segundo o Estadão (via Terra, 06/02/2026), Jocildo Lemos teria ignorado alertas do TCU e do MPF ao investir R$ 100 milhões em títulos do Master, conselheiros protestaram contra os aportes em julho de 2024 e o total aplicado no Master seria de R$ 470 milhões, 4,7% do patrimônio.

AlegadoFonte: Na Hora da Notícia (conteúdo Terra/Estadão) · original (abre em nova aba)seção 'Alegações (não comprovadas)' da reportagem#f02a-ap-alertas-tcu-mpf-total-470
Amapá Previdência (Amprev) (18 nov. 2025): A Amprev afirma que as aplicações seguiram as normas do Sistema Financeiro Nacional e a política de investimentos, que o banco estava autorizado a operar com RPPS e que os pagamentos estão assegurados; em 06/01/2026 acrescentou decisão judicial favorável sobre os consignados. Não há resposta da atual direção a Zona Cinzenta nas fontes lidas.
Detalhes da evidência
Fato
jul. 2024
Fonte
Quem e Jocildo Lemos, diretor da Previdência do Amapá, indicado por Alcolumbre e alvo da PF — Na Hora da Notícia (conteúdo Terra/Estadão), 6 fev. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Os alertas de TCU e MPF não foram vistos; a reportagem não os data nem os identifica. R$ 470 mi diverge de R$ 400 mi (ministério) mantendo o mesmo 4,7% do patrimônio. Não há ata do conselho.
Citados
Amapá Previdência (Amprev), Jocildo Silva Lemos, TCU, MPF
Estado
Revisado

No Parecer SEI nº 146/2024 o Departamento dos RPPS registrou ter recebido alertas de participantes do mercado sobre critérios usados pelos regimes e sobre eventual influência de entes federativos na escolha de ativos, além de dúvidas sobre o uso de intermediários.

Detalhes da evidência
Fato
15 jul. 2024
Fonte
Parecer SEI nº 146/2024/MPS (processo 10133.000176/2024-95) - processo decisório de aplicação dos RPPS em CDB e letras financeiras — Ministério da Previdência Social / SRPC / DRPPS / CGAI, 15 jul. 2024
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Alerta genérico; não identifica ente, emissor ou pessoa.
Citados
Ministério da Previdência Social (Secretaria de Regime Próprio e Complementar - SRPC/DRPPS)
Estado
Revisado

Providências posteriores

Em 06/02/2026 a PF deflagrou a Operação Zona Cinzenta, desdobramento da Compliance Zero, com quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, autorizados pela 4ª Vara da Justiça Federal, para apurar gestão temerária e fraudulenta nas aplicações da Amprev em letras do Master; alvos: o diretor-presidente Jocildo Lemos e dois integrantes do comitê de investimentos (nomes não divulgados).

Confirmado por fontes independentesGraveFonte: CartaCapital · original (abre em nova aba)texto da matéria#f02a-ap-zona-cinzenta
Detalhes da evidência
Fato
6 fev. 2026
Fonte
PF investiga investimentos da Previdência do Amapá no Banco Master e mira cúpula da Amprev — CartaCapital (Vinicius Nunes), 6 fev. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Investigação em primeira instância, sob sigilo; não há denúncia nem acusação formal localizada. O status processual exato de cada alvo não está público.
Confirmam
PF mira R$ 400 milhões da previdência dos servidores do AP no Master; Quem e Jocildo Lemos, diretor da Previdência do Amapá, indicado por Alcolumbre e alvo da PF
Citados
Polícia Federal, Amapá Previdência (Amprev), Jocildo Silva Lemos
Estado
Revisado

Jocildo Lemos renunciou em 11/02/2026; em 10/03/2026 afirmou que a Amprev recuperaria os R$ 400 mi em cinco anos, que reteve cerca de R$ 600 mil/mês de consignados desde novembro e, após decisão favorável obtida pela PGE, passou a reter R$ 7,5 mi/mês de consignados de 96 a 120 meses, com meta de recuperar metade em 60 meses; e que o contrato de dez anos renderia R$ 630 mi se o Master não tivesse quebrado.

AlegadoFonte: Diário do Amapá · original (abre em nova aba)seção 'Declarações de Jocildo Lemos'#f02a-ap-jocildo-saida-recuperacao
Jocildo Silva Lemos (10 mar. 2026): Jocildo Lemos disse que renunciou para demonstrar compromisso com as autoridades, que a decisão foi do comitê colegiado com propostas também a Safra, BTG e Santander, que a Amprev recuperara os R$ 400 mi em cinco anos e que deixou o fundo com R$ 10 bi capaz de pagar benefícios até 2059.
Detalhes da evidência
Fato
11 fev. 2026 a 10 mar. 2026
Fonte
'Amprev em 5 anos recuperara investimento de R$ 400 milhões que fez no Banco Master', garante Jocildo Lemos — Diário do Amapá (Douglas Lima), 10 mar. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Valores recuperáveis são PROJEÇÃO do ex-presidente, não recuperado. 'R$ 630 mi' não bate com 55% sobre R$ 400 mi (R$ 620 mi). Retenção de consignados e mecanismo de compensação, não pagamento das letras.
Citados
Amapá Previdência (Amprev), Jocildo Silva Lemos, Banco Master
Estado
Revisado

A Amprev disse em nota (18/11/2025) que as aplicações no Master seguiram as normas do Sistema Financeiro Nacional e a política de investimentos, que o banco estava autorizado a operar com RPPS e que os pagamentos a aposentados e pensionistas estão assegurados; em 06/01/2026 disse que Estado e Amprev obtiveram decisão judicial para garantir a segurança dos consignados.

AlegadoFonte: Amapá Previdência (Amprev) · original (abre em nova aba)texto da nota; segunda declaração em fonte:f02a-gazetadopovo-zona-cinzenta-2026-02-06#f02a-ap-amprev-nota-conforme-regras
Detalhes da evidência
Fato
18 nov. 2025
Fonte
Nota de esclarecimento da Amapá Previdência — Amapá Previdência (Amprev), 18 nov. 2025
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Declaração institucional; a nota não traz valores nem menciona o FGC. Decisão judicial sobre consignados não examinada.
Citados
Amapá Previdência (Amprev)
Estado
Documentado

Em nota enviada a CNN (reportagem de 09/01/2026), o Ministério da Previdência afirmou que estados e municípios são os garantidores finais do pagamento de benefícios se os RPPS tiverem perdas com títulos do Master (Lei 9.717/1998) e que não há previsão legal de cobrança extra de ativos, aposentados ou pensionistas.

Detalhes da evidência
Fato
jan. 2026
Fonte
Estados e municípios vão arcar com rombo do Master em fundos de previdência — CNN Brasil (Vitoria Queiroz), 9 jan. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Posição do ministério sobre responsabilidade do ente; não quantifica perda nem diz que haverá aporte. Nota original não examinada.
Citados
Ministério da Previdência Social (Secretaria de Regime Próprio e Complementar - SRPC/DRPPS), Estado do Rio de Janeiro, Estado do Amapá, Estado do Amazonas
Estado
Documentado

Investigações e processos

Respostas dos envolvidos

Amapá Previdência (Amprev) (18 nov. 2025): A Amprev afirma que as aplicações seguiram as normas do Sistema Financeiro Nacional e a política de investimentos, que o banco estava autorizado a operar com RPPS e que os pagamentos estão assegurados; em 06/01/2026 acrescentou decisão judicial favorável sobre os consignados. Não há resposta da atual direção a Zona Cinzenta nas fontes lidas.
Jocildo Silva Lemos (10 mar. 2026): Jocildo Lemos disse que renunciou para demonstrar compromisso com as autoridades, que a decisão foi do comitê colegiado com propostas também a Safra, BTG e Santander, que a Amprev recuperara os R$ 400 mi em cinco anos e que deixou o fundo com R$ 10 bi capaz de pagar benefícios até 2059.
Davi Alcolumbre (6 fev. 2026): Alcolumbre disse, em nota, que não possui participação, influência ou atribuição em nomeações.

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