Outras evidências que citam esta entidade
A lista dos 18 entes divulgada traz, em valor aplicado: Estado do RJ R$ 970 mi; Estado do AP R$ 400 mi; Maceió (AL) R$ 97 mi; São Roque (SP) R$ 93,15 mi; Cajamar (SP) R$ 87 mi; Itaguaí (RJ) R$ 59,6 mi; Estado do AM R$ 50 mi; Aparecida de Goiânia (GO) R$ 40 mi; Araras (SP) R$ 29 mi; Congonhas (MG) R$ 14 mi; Fátima do Sul (MS) R$ 7 mi; Santo Antônio de Posse (SP) R$ 7 mi; São Gabriel do Oeste (MS) R$ 3 mi; Paulista (PE) R$ 3 mi; Jateí (MS) R$ 2,5 mi; Angélica (MS) R$ 2 mi; Santa Rita D'Oeste (SP) R$ 2 mi; Campo Grande (MS) R$ 1,2 mi.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A fiscalização do Ministério da Previdência sobre o Rioprevidência (Informação Fiscal SEI 16/2025), segundo trecho transcrito pela PF, registra que cerca de 20 RPPS adquiriram aproximadamente R$ 2 bilhões em letras financeiras do Master até dezembro de 2024, quase a totalidade dos papéis emitidos, metade desse valor atribuída só ao Rioprevidência.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Cruzando dados da CVM com a carteira dos RPPS registrada no Ministério da Previdência, a Folha identificou pelo menos 100 regimes (3 estaduais - Amapá, Rio de Janeiro e Tocantins - e 98 municipais) com aplicações indiretas em cinco fundos ligados ao Master (Texas I, Aquila, Osasco Properties, São Domingos e Brazilian Graveyard & Death Care), somando R$ 238 milhões antes de 2025, com queda posterior de 57%.
Segundo a Folha, o Amapá aportou R$ 30 mi no fundo Texas I, valor que caiu para R$ 4,2 mi em dois meses, e Rio de Janeiro e Amapá tiveram, juntos, perda de R$ 100 mi nesse fundo; a carteira do Texas I tinha 93% em ações da Ambipar em setembro de 2025.
Levantamento da CNN citado pelo Brasil 247 (11/06/2026) fala em ao menos R$ 4,4 bilhões de fundos previdenciários estaduais e municipais no Master, incluindo R$ 3,6 bi do Rioprevidência e R$ 400 mi do Amapá, e atribui R$ 154 mi em conjunto a 'Goiás, Amazonas e Mato Grosso do Sul'.
Na mesma ata, a diretoria disse que, apesar de questionamentos de vários órgãos, o investimento era bom e dava ótimo retorno; que houve due diligence com análise de balanço (só o rating não é feito internamente); que a maior parte dos recursos vinha do Fundo Previdenciário e um pouco do Administrativo, em letras de 10 anos; que haveria colateral potencial no consignado que o instituto tem com o Master; que o banco entrou na 'lista exaustiva' do ministério; e que consulta feita em 2023 a Secretaria de Políticas de Previdência Social respondeu não haver impedimento para letras e CDB de instituições S3.
Nas atas de 20/09, 30/10, 29/11 e 20/12/2024 aparecem como participantes do Comitê de Investimentos do Rioprevidência o Diretor de Investimentos Euchério Lerner Rodrigues, o Gerente de Operações e Investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, Robson Luiz Barbosa (representante da SEPLAG) e Gustavo Alves Tillmann (representante da SEFAZ) ou, em novembro, Alisson Batista (SEPLAG).
Nas quatro atas de 2024 lidas (20/09, 30/10, 29/11, 20/12) não há votação nem deliberação do comitê sobre a compra de letras financeiras do Master: elas aparecem só como tema de prestação de contas (30/10) e de liquidez (20/12); a única votação registrada (20/09) foi pedida para um FIP imobiliário, e o representante da SEFAZ exigiu nota técnica.
O Rioprevidência fez nove operações de compra de letras financeiras do Master, todas de 10 anos, entre novembro de 2023 e julho de 2024, totalizando R$ 970 milhões de valor aplicado: 01/11/2023 R$ 40 mi; 10/11/2023 R$ 80 mi; 14/12/2023 R$ 200 mi; 16/02/2024 R$ 230 mi (via Planner); 16/04/2024 R$ 120 mi (via Planner); 15/05/2024 R$ 80 mi (via Planner); 12/06/2024 R$ 70 mi (direta, 8,04%); 20/06/2024 R$ 80 mi (via Planner, 8,10%); 19/07/2024 R$ 70 mi (direta, 8,20%).
A fiscalização do Ministério da Previdência (Informação Fiscal SEI 16/2025), transcrita pela PF, concluiu que as primeiras aplicações (01 e 10/11/2023, R$ 120 mi do Fundo Administrativo) foram feitas sem registro de análise prévia; que letras financeiras só entraram na pauta do comitê em 30/11/2023; que os formulários APR tinham só a justificativa 'visando uma maior rentabilidade' e os campos de aprovação colegiada em branco; que não houve atestado de compatibilidade; e que as compras contrariaram a política de investimentos, que não previa letras financeiras.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo a mesma fiscalização, duas aplicações de 14/12/2023 e 16/02/2024 somaram R$ 430 mi com recursos do Fundo Previdenciário, e a destinação desse fundo a letras financeiras totalizou R$ 770 mi, cerca de 20% dos recursos dele.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A partir de 16/02/2024 o Rioprevidência passou a comprar parte das letras por meio da corretora Planner; a fiscalização do ministério não encontrou registro que fundamentasse a escolha da intermediária (taxa da operação via Planner: IPCA+7,8%, contra IPCA+8% nas diretas) e a PF aponta alternância entre compras diretas e intermediadas em junho/julho de 2024.
Em 04/10/2023 saiu no Diário Oficial a nomeação de Euchério Lerner Rodrigues como Diretor de Investimentos e o Master pediu credenciamento por e-mail; no mesmo dia Pedro Pinheiro Guerra Leal abriu procedimento; em 16/10/2023 enviou ofício a Gerência de Controle Interno dizendo que o banco atendia aos requisitos; em 19/10/2023 Deivis Marcon Antunes autorizou o credenciamento; as aplicações começaram em 01/11/2023.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A Secretaria de Regime Próprio e Complementar do ministério concluiu, segundo trecho transcrito pela PF, que o credenciamento do Master foi 'reduzido a um ato burocrático' de juntada documental, sem análise do emissor nem dos processos sancionadores da CVM, contra a Res. CMN 4.963/2021, e que não há documento de avaliação técnica estruturada do emissor.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo auditoria do TCE-RJ noticiada em 20/11/2025 (Agencia O Globo), houve 'notavel coincidencia' entre as nomeacoes de tres dirigentes do Rioprevidencia (jul-out/2023) e os aportes no Master; o processo de aplicacao foi 'acelerado' e com 'aparentes irregularidades'. O governo do estado informa R$ 960 mi em letras financeiras; o levantamento do TCE, que inclui fundos do banco e da corretora, chega a R$ 2,6 bi. O tribunal alertou o instituto em maio, e o instituto aplicou R$ 1,1 bi em fundos da corretora entre 20/05 e 25/07 (ano nao expresso na materia).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Cláudio Castro (20 nov. 2025): Castro disse ter nomeado Deivis Antunes pelo currículo e competência técnica, que as demais indicações (diretor de investimentos e gerente) eram responsabilidade do Rioprevidência e que o nome do presidente foi aprovado pelo Conselho de Administração.
Deivis Marcon Antunes (20 nov. 2025): Em ofício ao TCE-RJ, noticiado pela imprensa, Deivis Antunes afirmou que o Master tinha longa e adimplente relação com o Estado e que o credenciamento comecara antes e fora concluído em 04/10/2023. Defesa atual (depois da prisão de fevereiro/2026) não localizada.
Trechos do processo TCE-RJ 111.651-1/2024 transcritos pela PF dizem que o Arena (fundo só de títulos públicos, único cotista o Rioprevidência) cobrava 0,15% de administração e 0,25% de gestão sem ganho evidente e rendeu ~4,05% contra ~9,31% do CDI entre 18/12/2024 e 31/08/2025, e que o Texas I (96,125% em ações da Ambipar) teve o aporte de R$ 100 mi cair para R$ 75,75 mi no DAIR de julho/2025, além de figurar em processo sancionador da CVM sobre manipulação de Ambipar.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O fundo Arena (CNPJ 57.587.671/0001-18), constituído em 07/10/2024 e administrado pelo Master, teve o Rioprevidência como primeiro e único cotista: primeiro aporte de R$ 50 mi em 19/12/2024 e aportes até outubro de 2025 que somam R$ 1.371.035.789,96 segundo o CADPREV citado pela PF; o fundo foi cancelado em 11/12/2025.
O fundo Revolution (CNPJ 60.750.102/0001-56), constituído em 09/05/2025 e administrado pela Master S/A Corretora, teve o Rioprevidência como primeiro cotista: R$ 50 mi em 23/05/2025 e novo aporte igual três dias depois, com aportes que somam R$ 481.482.773,54 em três meses; a carteira incluiu dois CDBs do próprio Master (R$ 77.390.503,56 em jun/2025 e R$ 29.793.793,28 em ago/2025, total R$ 107.184.296,84).
O Rioprevidência fez cinco aportes no fundo Texas I FIA (CNPJ 43.584.800/0001-00, administrado pela Master S/A Corretora, quase todo em ações da Ambipar) entre junho e agosto de 2025, num total de R$ 150 milhões aplicados; o primeiro, de R$ 100 mi em junho de 2025, valia R$ 75,75 mi no DAIR de julho/2025.
O fundo Horizonte I (CNPJ 62.274.965/0001-20), constituído em 18/08/2025 e administrado pela Master S/A Corretora, recebeu do Rioprevidência R$ 10 milhões em 29/08/2025, onze dias depois de criado; o instituto era o único cotista.
A PF contabiliza R$ 2,01 bilhão de aplicações do Rioprevidência em fundos do Master (Arena, Revolution, Texas I e Horizonte), além dos R$ 970 mi em letras, ou cerca de R$ 3 bilhões no total; o mesmo texto cita, sem explicar, R$ 1.690 bilhão em letras e R$ 3,691 bilhões no total.
A PF cita reportagem do G1 segundo a qual o Rioprevidência resgatou R$ 560 milhões de fundo administrado pelo Master antes da liquidação, para pagar a folha de novembro e a segunda parcela do 13º, e que o resgate total do Arena foi determinado pelo Banco Central.
Em nota, o Rioprevidência confirmou que em dezembro de 2025 houve o resgate de aproximadamente R$ 1,4 bilhão de fundo administrado pelo Master; a reportagem registra o Arena como R$ 1,371 bi aplicados e 100% resgatados, com última parcela em 10/12/2025.
A 2ª Vara da Fazenda Pública do TJRJ autorizou em 04/02/2026 a retenção e segregação, em conta exclusiva, de valores de consignados de servidores devidos ao Master e a PKL One, até a restituição das letras (R$ 970 mi, com juros); o instituto diz que a decisão segue valida e que houve bloqueio inicial de R$ 206 mi em ação da gestão anterior.
O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, estimou em junho de 2026 recuperar cerca de R$ 1,4 bilhão (menos de 40% do total) das aplicações do Rioprevidência no Master; a reportagem regional somou R$ 2,832 bi entre já devolvidos e com restituição 'garantida' (Arena R$ 1,371 bi; Revolution+Horizonte R$ 491 mi agendados; letras R$ 970 mi retidas), e avalia que o Texas dificilmente será recuperado.
Cláudio Castro nomeou Deivis Marcon Antunes diretor-presidente do Rioprevidência em 05/07/2023, no lugar de José Dias da Silva (interino); a PF registra que ele esteve no cargo de 04/07/2023 até ser preso em 03/02/2026. Em nota, Castro disse que o escolheu por 'currículo e comprovada competência técnica', que as demais indicações eram responsabilidade do Rioprevidência e que o nome foi aprovado pelo Conselho de Administração.
Cláudio Castro (20 nov. 2025): Castro disse ter nomeado Deivis Antunes pelo currículo e competência técnica, que as demais indicações (diretor de investimentos e gerente) eram responsabilidade do Rioprevidência e que o nome do presidente foi aprovado pelo Conselho de Administração.
Euchério Lerner Rodrigues foi nomeado Diretor de Investimentos com publicação no Diário Oficial de 04/10/2023 e Pedro Pinheiro Guerra Leal Gerente de Operações e Investimentos em 25/07/2023 (segundo a PF); TCE e PF atribuem as três nomeações de 2023 a Castro, que afirma ter escolhido só Deivis e deixou as demais ao Rioprevidência.
Cláudio Castro (20 nov. 2025): Castro disse ter nomeado Deivis Antunes pelo currículo e competência técnica, que as demais indicações (diretor de investimentos e gerente) eram responsabilidade do Rioprevidência e que o nome do presidente foi aprovado pelo Conselho de Administração.
Na representação de 11/03/2026 a PF descreve uma organização criminosa com 'núcleo político' formado por Daniel Vorcaro e Cláudio Castro, 'núcleo operador financeiro' (Ricardo Siqueira Rodrigues) e 'núcleo operacional' (Deivis, Euchério, Pedro e Fernanda Machado), e pede busca e apreensão por gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem.
A PF diz que, em mensagens do celular de Vorcaro, Ricardo Siqueira Rodrigues afirmou em 19/10/2023 que os investimentos do Rioprevidência estariam condicionados a alinhamento político e que o RPPS teria um 'dono' que precisaria autorizar internamente; e que em 21/12/2023 ele celebrou cumprir a meta em 45 dias.
A PF aponta encontros entre Castro e Vorcaro proximos a aportes (06/11/2023; 04/03/2024; 11/03/2024; 14-15/05/2024; 17/12/2024, dois dias antes do primeiro aporte no Arena), e diz que o banqueiro custeou despesas do governador em Nova York em 2023 e 2024.
O deputado estadual Luiz Paulo publicou em 30/09/2024 vídeo alertando para aporte de R$ 500 mi em letras do Master que poderia 'colocar em risco' o Rioprevidência e levou denúncia ao TCE-RJ; a PF também cita representação do Ministério Público de Contas do TCE de 19/11/2024.
O Conselho Fiscal do Rioprevidência (presidente Vinicius Zanata) representou ao TCE-RJ sobre aplicações de R$ 118 mi em fundos de três gestoras (24/12/2025 R$ 8,2 mi; 26/12/2025 R$ 80 mi; 29/12/2025 R$ 29,8 mi), feitas antes do credenciamento da R Capital (concluído, segundo a representação, em 13/01/2026); o conselheiro José Gomes Graciosa deu cinco dias em 02/07/2026 para o presidente explicar; o MPRJ pediu o afastamento de Nicholas Cardoso (então presidente interino, antes diretor de investimentos) e bloqueio de R$ 1,088 bi.
A Operação Barco de Papel nasceu do IPL 2025.0132465 (DELECOR/DRPJ/SR/PF/RJ), instaurado em 21/11/2025, processo 5125868-54.2025.4.02.5101 na 6ª Vara Federal Criminal do Rio, sobre as letras de nov/2023 a jul/2024 (R$ 970 mi); teve três fases: 23/01/2026 (4 mandados de busca), 03/02/2026 (3 prisões temporárias, incluindo o ex-presidente do Rioprevidência, e 9 buscas) e 11/02/2026 (2 buscas).
Em 26/05/2026 a 8ª fase da Compliance Zero cumpriu busca e apreensão contra Cláudio Castro, apurando crimes envolvendo o Master e o Rioprevidência, no âmbito da Pet 15.497 (relator no STF: André Mendonça).
O Rioprevidência disse, segundo a CNN (20/11/2025), que negocia trocar as letras por precatórios federais, que nenhum aposentado será prejudicado e que a folha mensal de aposentados e pensionistas (R$ 1,9 bi) e maior que o valor investido.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A PF cita mensagens de 02/10/2025 e 28/10/2025 em que o advogado Luiz Renno diz a Vorcaro que Augusto Lima o chamou para trocar a letra do Rioprevidência por direito creditório do RJ e que seria estruturado um fundo para alocar os ativos e ceder as cotas, 'o mesmo em Maceió'.
Em 26/05/2026, a 8ª fase, autorizada por Mendonça, teve buscas contra o ex-governador do RJ Cláudio Castro, o empresário Ricardo Siqueira Rodrigues (apontado pela PF como articulador, captador e lobista), o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes, Eucherio Lerner Rodrigues, Pedro Pinheiro Guerra Leal, Fernanda Pereira da Silva Machado e as empresas Mídias Promotoras e Planner Corretora, em apuração sobre aportes do Rioprevidência em produtos do Master.
Planner Corretora de Valores S.A. (26 maio 2026): A Planner disse que suas atividades estão dentro do objeto social e das autorizações regulatórias e que já entregou toda a documentação das operações.
Na reunião do Comitê de Investimentos do Rioprevidência de 29/07/2025 estiveram presentes Pedro Pinheiro Guerra Leal (Diretor de Investimentos Substituto, por força da Portaria 550/24), Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso (Diretor de Seguridade Interino) e o assessor Anderson de Mello Menezes; os representantes da SEPLAG e da SEFAZ estavam ausentes. A pauta foi demonstrativo de carteiras e cenário macroeconômico; os membros 'tomaram ciência e anuíram' que os investimentos estavam dentro dos limites da Res. CMN 4.963/2021.
Na reunião de 29/10/2025, o Diretor de Investimentos Substituto Pedro Guerra Leal declarou que o TCE 'confunde aporte com gestão do fundo', que o fundo Arena é administrado pelo Master e paga grande parte da folha do mês, que o instituto estava em 'processo de substituição das letras do Master por ativos creditórios' e que em breve não teria mais nada do banco. Estavam presentes ele, Nicholas Cardoso (Diretor de Seguridade Interino, Portaria 571/2025), o assessor Anderson Menezes e, virtualmente, a representante da SEFAZ Talita Cardoso Ferreira.
Deivis Marcon Antunes foi nomeado diretor-presidente do Rioprevidência em 05/07/2023, segundo o SINFRERJ, sucedendo José Dias da Silva, que ocupava a presidência interinamente depois da saída de Carlos Eduardo Merlin; o governador era Cláudio Castro (PL).
Segundo o Diário do Rio, Deivis Antunes foi nomeado por Castro 'pelo currículo e comprovada competência técnica'; as demais indicações (Euchério Lerner Rodrigues, nomeação publicada em 04/10/2023, e Pedro Guerra Leal, gerente) seriam responsabilidade do Rioprevidência, na versão de Castro; 'nos bastidores', o veículo atribui as nomeações ao União Brasil, sem dizer quem as assinou.
Cláudio Castro (20 nov. 2025): Castro disse ter nomeado Deivis Antunes pelo currículo e competência técnica, que as demais indicações (diretor de investimentos e gerente) eram responsabilidade do Rioprevidência e que o nome do presidente foi aprovado pelo Conselho de Administração.
O ex-diretor de investimentos Euchério Lerner Rodrigues deixou o cargo em março de 2025, segundo a Tribuna do Sertão (cobertura da sessão do TCE-RJ de 19/11/2025); depoimento dele ao plenário do TCE ocorreu em 9 de abril (de 2025, pelo contexto).
Pedro Pinheiro Guerra Leal, diretor de investimentos interino do Rioprevidência, foi exonerado em ato publicado no Diário Oficial de 03/12/2025, assinado pela Casa Civil, após recomendação do MPRJ enviada ao Palácio Guanabara em 26/11/2025 com prazo de dez dias.
Deivis Antunes, diretor-presidente do Rioprevidência até a sexta-feira (23, de janeiro de 2026), pediu demissão e foi exonerado pelo governador no mesmo dia, após operação que investiga aplicações do fundo no Master; no Diário Oficial de quarta-feira (28/01/2026), Castro (PL) exonerou Alcione Soares Menezes Filho da diretoria de administração e finanças, nomeou Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso (que passa a acumular a presidência interina) e Gilson Felix da Silva como diretor de investimentos.
Em 10/04/2026 o MPRJ pediu à Justiça o afastamento imediato do presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso, e o bloqueio de cerca de R$ 1 bilhão em bens de Cardoso, do ex-presidente Deivis Marcon Antunes, do Banco Master e da PKL One; o pedido cita os R$ 970 milhões investidos em letras e os R$ 118 milhões dos novos aportes sob suspeita. O texto não informa decisão judicial, e o Rioprevidência diz não ter sido notificado.
Felipe Derbli (Felipe Derbli de Carvalho Baptista) foi nomeado diretor-presidente do Rioprevidência em edição extra do Diário Oficial no início de abril de 2026, assinada pelo governador em exercício Ricardo Couto; em decreto de 20/05/2026 passou a comandar interinamente a Diretoria de Investimentos, e todo investimento passou a depender do aval dele. Em 03/06/2026 o conselho do instituto indicou o servidor de carreira Márcio Ramos para a diretoria de investimentos, dependendo do aval de Couto.
O TCE-RJ, em decisão unânime noticiada em 18/11/2025, relatada pela conselheira Mariana Montebello Willeman, mandou o Rioprevidência abster-se de novas aplicações em instrumentos ligados ao Master e intimou o governador Cláudio Castro a avaliar intervenção na autarquia; em maio de 2025 o tribunal já advertira que novas operações representavam risco integral ao instituto e aos agentes. Os aportes de maio a julho de 2025 somariam cerca de R$ 1 bilhão segundo O Globo; o instituto diz ter aplicado cerca de R$ 960 milhões em letras.
Em julho de 2025, segundo o levantamento do TCE-RJ resumido pelo Boletim RJ, o Master aparecia como emissor ou administrador de fundos que somavam R$ 2,618 bilhões, mais de 25% dos recursos do Rioprevidência (letras de R$ 970 mi e fundo Arena de R$ 600 mi; o instituto chegou a deter 99,8% do patrimônio do Arena); o relator Graciosa classificou a gestão como 'temerária', e o plenário determinou notificações, tomada de contas especial e recomendou o afastamento de dirigentes.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) (18 jun. 2026): O instituto diz tratar a recuperação como prioridade, confirma o resgate de ~R$ 1,4 bi de fundo administrado pelo Master em dezembro/2025 e que a decisão de retenção de R$ 970 mi segue valida; não confirmou nem negou os resgates de agosto (Revolution/Horizonte) e invocou sigilo para não afetar a precificação dos ativos.
O fundo Revolution, com R$ 481 milhões do Rioprevidência, fechou em 05/08/2026 e todos os pedidos de resgate pendentes foram cancelados, por falta de liquidez da carteira, segundo a administradora; o instituto acusa os gestores de descumprir ordem da 10ª Vara da Fazenda Pública e pede a troca da administração.