Pular para o conteúdo
Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Instituto de previdência (RPPS)

Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência)

Documentado CNPJ 03.066.219/0001-81 · Rio de Janeiro / RJ

Ver a ficha previdenciária: aplicações, saldo, perda e cadeia decisória →

Controle

Principais fatos

Dos 18 entes da lista do ministério, apenas três são RPPS estaduais: Rio de Janeiro (R$ 970 mi), Amapá (R$ 400 mi) e Amazonas (R$ 50 mi); os outros 15 são institutos municipais.

Fonte únicaFonte: CNN Brasil · original (abre em nova aba)tabela da reportagem, linhas 'Estado do ...'#f02a-nac-so-tres-estaduais

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Detalhes da evidência
Fato
out. 2023 a dez. 2024
Fonte
Quais estados e municípios mais investiram no Master? — CNN Brasil, 20 nov. 2025
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Leitura da própria lista; depende de ela estar correta e completa para letras financeiras até dez/2024. Não cobre exposição via fundos nem aplicações de 2025.
Citados
Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência), Amapá Previdência (Amprev), Fundação Amazonprev (Fundação de Previdência do Amazonas)
Estado
Revisado

Na ata do Comitê de Investimentos de 30/10/2024, o Diretor de Investimentos do Rioprevidência declarou que o valor total aplicado em letras financeiras do Banco Master era de R$ 970 milhões, 'pouco mais de 7%' do patrimônio líquido do instituto, e que R$ 460 milhões tinham dado origem a primeira notícia, segundo o CADPREV.

Comprovado por documentoFonte: Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do RJ) · original (abre em nova aba)p. 2, terceiro parágrafo antes das assinaturas#f02a-rj-ata-970-total
Detalhes da evidência
Fato
30 out. 2024
Fonte
Ata de Reunião do Comitê de Investimentos de 30/10/2024 (SEI-040161/015042/2023, doc. 93251474) — Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do RJ), 30 out. 2024
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
A ata registra a fala do diretor; o valor de R$ 970 mi e 'aplicado' (face), não saldo. Ata assinada eletronicamente só em fevereiro de 2025.
Citados
Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência), Banco Master, Eucherio Lerner Rodrigues
Estado
Revisado

Segundo a PF, via Poder360: aportes do Rioprevidência de cerca de R$ 970 milhões entre out/2023 e jul/2024 e de R$ 2,01 bilhões a partir de jul/2024, em fundos do mesmo banco, totalizando cerca de R$ 3 bilhões; a fase é desdobramento da operação Barco de Papel.

Detalhes da evidência
Fato
26 maio 2026
Fonte
Saiba quem foram os alvos da operação que mira Cláudio Castro — Poder360, 26 maio 2026
Acesso
Trecho examinado pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Valores são aportes acumulados informados pela PF, não saldo, não perda. A PF refere os dois períodos como parcelas distintas; o projeto não soma posições de datas diferentes (F02 trata de saldos).
Citados
Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência), Banco Master, Compliance Zero - 8ª fase (26/05/2026): aportes do Rioprevidência em produtos do Master (desdobramento da operação Barco de Papel; número do procedimento não público)
Estado
Documentado

Procedimentos

Relações documentadas

Cronologia

Outras evidências que citam esta entidade

A lista dos 18 entes divulgada traz, em valor aplicado: Estado do RJ R$ 970 mi; Estado do AP R$ 400 mi; Maceió (AL) R$ 97 mi; São Roque (SP) R$ 93,15 mi; Cajamar (SP) R$ 87 mi; Itaguaí (RJ) R$ 59,6 mi; Estado do AM R$ 50 mi; Aparecida de Goiânia (GO) R$ 40 mi; Araras (SP) R$ 29 mi; Congonhas (MG) R$ 14 mi; Fátima do Sul (MS) R$ 7 mi; Santo Antônio de Posse (SP) R$ 7 mi; São Gabriel do Oeste (MS) R$ 3 mi; Paulista (PE) R$ 3 mi; Jateí (MS) R$ 2,5 mi; Angélica (MS) R$ 2 mi; Santa Rita D'Oeste (SP) R$ 2 mi; Campo Grande (MS) R$ 1,2 mi.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

A fiscalização do Ministério da Previdência sobre o Rioprevidência (Informação Fiscal SEI 16/2025), segundo trecho transcrito pela PF, registra que cerca de 20 RPPS adquiriram aproximadamente R$ 2 bilhões em letras financeiras do Master até dezembro de 2024, quase a totalidade dos papéis emitidos, metade desse valor atribuída só ao Rioprevidência.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Cruzando dados da CVM com a carteira dos RPPS registrada no Ministério da Previdência, a Folha identificou pelo menos 100 regimes (3 estaduais - Amapá, Rio de Janeiro e Tocantins - e 98 municipais) com aplicações indiretas em cinco fundos ligados ao Master (Texas I, Aquila, Osasco Properties, São Domingos e Brazilian Graveyard & Death Care), somando R$ 238 milhões antes de 2025, com queda posterior de 57%.

Na mesma ata, a diretoria disse que, apesar de questionamentos de vários órgãos, o investimento era bom e dava ótimo retorno; que houve due diligence com análise de balanço (só o rating não é feito internamente); que a maior parte dos recursos vinha do Fundo Previdenciário e um pouco do Administrativo, em letras de 10 anos; que haveria colateral potencial no consignado que o instituto tem com o Master; que o banco entrou na 'lista exaustiva' do ministério; e que consulta feita em 2023 a Secretaria de Políticas de Previdência Social respondeu não haver impedimento para letras e CDB de instituições S3.

Nas atas de 20/09, 30/10, 29/11 e 20/12/2024 aparecem como participantes do Comitê de Investimentos do Rioprevidência o Diretor de Investimentos Euchério Lerner Rodrigues, o Gerente de Operações e Investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, Robson Luiz Barbosa (representante da SEPLAG) e Gustavo Alves Tillmann (representante da SEFAZ) ou, em novembro, Alisson Batista (SEPLAG).

Comprovado por documentoFonte: Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do RJ) · original (abre em nova aba)abertura da ata e assinaturas (as demais atas confirmam a composição)#f02a-rj-ata-composicao-comite

Nas quatro atas de 2024 lidas (20/09, 30/10, 29/11, 20/12) não há votação nem deliberação do comitê sobre a compra de letras financeiras do Master: elas aparecem só como tema de prestação de contas (30/10) e de liquidez (20/12); a única votação registrada (20/09) foi pedida para um FIP imobiliário, e o representante da SEFAZ exigiu nota técnica.

Comprovado por documentoFonte: Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do RJ) · original (abre em nova aba)ata de 20/09/2024, pp. 2-3; atas de 30/10, 29/11 e 20/12/2024#f02a-rj-atas-sem-votacao-lf

O Rioprevidência fez nove operações de compra de letras financeiras do Master, todas de 10 anos, entre novembro de 2023 e julho de 2024, totalizando R$ 970 milhões de valor aplicado: 01/11/2023 R$ 40 mi; 10/11/2023 R$ 80 mi; 14/12/2023 R$ 200 mi; 16/02/2024 R$ 230 mi (via Planner); 16/04/2024 R$ 120 mi (via Planner); 15/05/2024 R$ 80 mi (via Planner); 12/06/2024 R$ 70 mi (direta, 8,04%); 20/06/2024 R$ 80 mi (via Planner, 8,10%); 19/07/2024 R$ 70 mi (direta, 8,20%).

Fonte únicaFonte: Polícia Federal (CINQ/CGRC/DICOR, SR/PF/RJ) · original (abre em nova aba)pp. 15-18 (trecho da Informação Fiscal do MPS) e pp. 26-27, 30, 39-44, 49 (cronologia das mensagens)#f02a-rj-nove-operacoes-lf

A fiscalização do Ministério da Previdência (Informação Fiscal SEI 16/2025), transcrita pela PF, concluiu que as primeiras aplicações (01 e 10/11/2023, R$ 120 mi do Fundo Administrativo) foram feitas sem registro de análise prévia; que letras financeiras só entraram na pauta do comitê em 30/11/2023; que os formulários APR tinham só a justificativa 'visando uma maior rentabilidade' e os campos de aprovação colegiada em branco; que não houve atestado de compatibilidade; e que as compras contrariaram a política de investimentos, que não previa letras financeiras.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Segundo a mesma fiscalização, duas aplicações de 14/12/2023 e 16/02/2024 somaram R$ 430 mi com recursos do Fundo Previdenciário, e a destinação desse fundo a letras financeiras totalizou R$ 770 mi, cerca de 20% dos recursos dele.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

A partir de 16/02/2024 o Rioprevidência passou a comprar parte das letras por meio da corretora Planner; a fiscalização do ministério não encontrou registro que fundamentasse a escolha da intermediária (taxa da operação via Planner: IPCA+7,8%, contra IPCA+8% nas diretas) e a PF aponta alternância entre compras diretas e intermediadas em junho/julho de 2024.

Em 04/10/2023 saiu no Diário Oficial a nomeação de Euchério Lerner Rodrigues como Diretor de Investimentos e o Master pediu credenciamento por e-mail; no mesmo dia Pedro Pinheiro Guerra Leal abriu procedimento; em 16/10/2023 enviou ofício a Gerência de Controle Interno dizendo que o banco atendia aos requisitos; em 19/10/2023 Deivis Marcon Antunes autorizou o credenciamento; as aplicações começaram em 01/11/2023.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

A Secretaria de Regime Próprio e Complementar do ministério concluiu, segundo trecho transcrito pela PF, que o credenciamento do Master foi 'reduzido a um ato burocrático' de juntada documental, sem análise do emissor nem dos processos sancionadores da CVM, contra a Res. CMN 4.963/2021, e que não há documento de avaliação técnica estruturada do emissor.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Segundo auditoria do TCE-RJ noticiada em 20/11/2025 (Agencia O Globo), houve 'notavel coincidencia' entre as nomeacoes de tres dirigentes do Rioprevidencia (jul-out/2023) e os aportes no Master; o processo de aplicacao foi 'acelerado' e com 'aparentes irregularidades'. O governo do estado informa R$ 960 mi em letras financeiras; o levantamento do TCE, que inclui fundos do banco e da corretora, chega a R$ 2,6 bi. O tribunal alertou o instituto em maio, e o instituto aplicou R$ 1,1 bi em fundos da corretora entre 20/05 e 25/07 (ano nao expresso na materia).

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Cláudio Castro (20 nov. 2025): Castro disse ter nomeado Deivis Antunes pelo currículo e competência técnica, que as demais indicações (diretor de investimentos e gerente) eram responsabilidade do Rioprevidência e que o nome do presidente foi aprovado pelo Conselho de Administração.
Deivis Marcon Antunes (20 nov. 2025): Em ofício ao TCE-RJ, noticiado pela imprensa, Deivis Antunes afirmou que o Master tinha longa e adimplente relação com o Estado e que o credenciamento comecara antes e fora concluído em 04/10/2023. Defesa atual (depois da prisão de fevereiro/2026) não localizada.

Trechos do processo TCE-RJ 111.651-1/2024 transcritos pela PF dizem que o Arena (fundo só de títulos públicos, único cotista o Rioprevidência) cobrava 0,15% de administração e 0,25% de gestão sem ganho evidente e rendeu ~4,05% contra ~9,31% do CDI entre 18/12/2024 e 31/08/2025, e que o Texas I (96,125% em ações da Ambipar) teve o aporte de R$ 100 mi cair para R$ 75,75 mi no DAIR de julho/2025, além de figurar em processo sancionador da CVM sobre manipulação de Ambipar.

Fonte únicaFonte: Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro · original (abre em nova aba)transcrito na representação da PF, pp. 67-68 e 78#f02a-rj-tce-arena-texas

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

O fundo Arena (CNPJ 57.587.671/0001-18), constituído em 07/10/2024 e administrado pelo Master, teve o Rioprevidência como primeiro e único cotista: primeiro aporte de R$ 50 mi em 19/12/2024 e aportes até outubro de 2025 que somam R$ 1.371.035.789,96 segundo o CADPREV citado pela PF; o fundo foi cancelado em 11/12/2025.

O fundo Revolution (CNPJ 60.750.102/0001-56), constituído em 09/05/2025 e administrado pela Master S/A Corretora, teve o Rioprevidência como primeiro cotista: R$ 50 mi em 23/05/2025 e novo aporte igual três dias depois, com aportes que somam R$ 481.482.773,54 em três meses; a carteira incluiu dois CDBs do próprio Master (R$ 77.390.503,56 em jun/2025 e R$ 29.793.793,28 em ago/2025, total R$ 107.184.296,84).

O Rioprevidência fez cinco aportes no fundo Texas I FIA (CNPJ 43.584.800/0001-00, administrado pela Master S/A Corretora, quase todo em ações da Ambipar) entre junho e agosto de 2025, num total de R$ 150 milhões aplicados; o primeiro, de R$ 100 mi em junho de 2025, valia R$ 75,75 mi no DAIR de julho/2025.

A PF contabiliza R$ 2,01 bilhão de aplicações do Rioprevidência em fundos do Master (Arena, Revolution, Texas I e Horizonte), além dos R$ 970 mi em letras, ou cerca de R$ 3 bilhões no total; o mesmo texto cita, sem explicar, R$ 1.690 bilhão em letras e R$ 3,691 bilhões no total.

Fonte únicaFonte: Polícia Federal (CINQ/CGRC/DICOR, SR/PF/RJ) · original (abre em nova aba)p. 5 (R$ 2,01 bi), p. 63 e nota 20 (R$ 1.690 bi e R$ 3,691 bi), p. 84 (quase R$ 3,7 bi)#f02a-rj-fundos-total-2-01

Em nota, o Rioprevidência confirmou que em dezembro de 2025 houve o resgate de aproximadamente R$ 1,4 bilhão de fundo administrado pelo Master; a reportagem registra o Arena como R$ 1,371 bi aplicados e 100% resgatados, com última parcela em 10/12/2025.

AlegadoFonte: Tempo Real RJ · original (abre em nova aba)seções 'Fundos' e 'Nota oficial do Rioprevidência'#f02a-rj-recuperacao-dez2025-nota

A 2ª Vara da Fazenda Pública do TJRJ autorizou em 04/02/2026 a retenção e segregação, em conta exclusiva, de valores de consignados de servidores devidos ao Master e a PKL One, até a restituição das letras (R$ 970 mi, com juros); o instituto diz que a decisão segue valida e que houve bloqueio inicial de R$ 206 mi em ação da gestão anterior.

Confirmado por fontes independentesFonte: CNN Brasil · original (abre em nova aba)linha do tempo da reportagem (04/02/2026)#f02a-rj-retencao-consignados-970

O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, estimou em junho de 2026 recuperar cerca de R$ 1,4 bilhão (menos de 40% do total) das aplicações do Rioprevidência no Master; a reportagem regional somou R$ 2,832 bi entre já devolvidos e com restituição 'garantida' (Arena R$ 1,371 bi; Revolution+Horizonte R$ 491 mi agendados; letras R$ 970 mi retidas), e avalia que o Texas dificilmente será recuperado.

ContestadoFonte: Tempo Real RJ · original (abre em nova aba)abertura e seção 'Composição do R$ 2,832 bi'#f02a-rj-estimativa-governo-1-4bi

Cláudio Castro nomeou Deivis Marcon Antunes diretor-presidente do Rioprevidência em 05/07/2023, no lugar de José Dias da Silva (interino); a PF registra que ele esteve no cargo de 04/07/2023 até ser preso em 03/02/2026. Em nota, Castro disse que o escolheu por 'currículo e comprovada competência técnica', que as demais indicações eram responsabilidade do Rioprevidência e que o nome foi aprovado pelo Conselho de Administração.

Confirmado por fontes independentesFonte: SINFRERJ · original (abre em nova aba)texto da notícia; nota de Castro em fonte:f02a-oglobo-tce-notavel-coincidencia-2025-11-20#f02a-rj-nomeacao-deivis
Cláudio Castro (20 nov. 2025): Castro disse ter nomeado Deivis Antunes pelo currículo e competência técnica, que as demais indicações (diretor de investimentos e gerente) eram responsabilidade do Rioprevidência e que o nome do presidente foi aprovado pelo Conselho de Administração.

Euchério Lerner Rodrigues foi nomeado Diretor de Investimentos com publicação no Diário Oficial de 04/10/2023 e Pedro Pinheiro Guerra Leal Gerente de Operações e Investimentos em 25/07/2023 (segundo a PF); TCE e PF atribuem as três nomeações de 2023 a Castro, que afirma ter escolhido só Deivis e deixou as demais ao Rioprevidência.

Cláudio Castro (20 nov. 2025): Castro disse ter nomeado Deivis Antunes pelo currículo e competência técnica, que as demais indicações (diretor de investimentos e gerente) eram responsabilidade do Rioprevidência e que o nome do presidente foi aprovado pelo Conselho de Administração.

Na representação de 11/03/2026 a PF descreve uma organização criminosa com 'núcleo político' formado por Daniel Vorcaro e Cláudio Castro, 'núcleo operador financeiro' (Ricardo Siqueira Rodrigues) e 'núcleo operacional' (Deivis, Euchério, Pedro e Fernanda Machado), e pede busca e apreensão por gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem.

O Conselho Fiscal do Rioprevidência (presidente Vinicius Zanata) representou ao TCE-RJ sobre aplicações de R$ 118 mi em fundos de três gestoras (24/12/2025 R$ 8,2 mi; 26/12/2025 R$ 80 mi; 29/12/2025 R$ 29,8 mi), feitas antes do credenciamento da R Capital (concluído, segundo a representação, em 13/01/2026); o conselheiro José Gomes Graciosa deu cinco dias em 02/07/2026 para o presidente explicar; o MPRJ pediu o afastamento de Nicholas Cardoso (então presidente interino, antes diretor de investimentos) e bloqueio de R$ 1,088 bi.

Fonte únicaFonte: Tempo Real RJ · original (abre em nova aba)tabela de aportes e seções 'Conselho Fiscal' e 'Ação civil pública do MPRJ'#f02a-rj-conselho-fiscal-r118mi

A Operação Barco de Papel nasceu do IPL 2025.0132465 (DELECOR/DRPJ/SR/PF/RJ), instaurado em 21/11/2025, processo 5125868-54.2025.4.02.5101 na 6ª Vara Federal Criminal do Rio, sobre as letras de nov/2023 a jul/2024 (R$ 970 mi); teve três fases: 23/01/2026 (4 mandados de busca), 03/02/2026 (3 prisões temporárias, incluindo o ex-presidente do Rioprevidência, e 9 buscas) e 11/02/2026 (2 buscas).

Em 26/05/2026 a 8ª fase da Compliance Zero cumpriu busca e apreensão contra Cláudio Castro, apurando crimes envolvendo o Master e o Rioprevidência, no âmbito da Pet 15.497 (relator no STF: André Mendonça).

Confirmado por fontes independentesGraveFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)tabela 'Operações da Compliance Zero', 8ª fase#f02a-rj-8a-fase-castro

O Rioprevidência disse, segundo a CNN (20/11/2025), que negocia trocar as letras por precatórios federais, que nenhum aposentado será prejudicado e que a folha mensal de aposentados e pensionistas (R$ 1,9 bi) e maior que o valor investido.

AlegadoFonte: CNN Brasil · original (abre em nova aba)seção sobre o Rioprevidência#f02a-rj-rioprev-nota-18nov

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Em 26/05/2026, a 8ª fase, autorizada por Mendonça, teve buscas contra o ex-governador do RJ Cláudio Castro, o empresário Ricardo Siqueira Rodrigues (apontado pela PF como articulador, captador e lobista), o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes, Eucherio Lerner Rodrigues, Pedro Pinheiro Guerra Leal, Fernanda Pereira da Silva Machado e as empresas Mídias Promotoras e Planner Corretora, em apuração sobre aportes do Rioprevidência em produtos do Master.

AlegadoGraveFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)texto da reportagem#f05-cz-fase8-castro
Planner Corretora de Valores S.A. (26 maio 2026): A Planner disse que suas atividades estão dentro do objeto social e das autorizações regulatórias e que já entregou toda a documentação das operações.

Na reunião do Comitê de Investimentos do Rioprevidência de 29/07/2025 estiveram presentes Pedro Pinheiro Guerra Leal (Diretor de Investimentos Substituto, por força da Portaria 550/24), Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso (Diretor de Seguridade Interino) e o assessor Anderson de Mello Menezes; os representantes da SEPLAG e da SEFAZ estavam ausentes. A pauta foi demonstrativo de carteiras e cenário macroeconômico; os membros 'tomaram ciência e anuíram' que os investimentos estavam dentro dos limites da Res. CMN 4.963/2021.

Na reunião de 29/10/2025, o Diretor de Investimentos Substituto Pedro Guerra Leal declarou que o TCE 'confunde aporte com gestão do fundo', que o fundo Arena é administrado pelo Master e paga grande parte da folha do mês, que o instituto estava em 'processo de substituição das letras do Master por ativos creditórios' e que em breve não teria mais nada do banco. Estavam presentes ele, Nicholas Cardoso (Diretor de Seguridade Interino, Portaria 571/2025), o assessor Anderson Menezes e, virtualmente, a representante da SEFAZ Talita Cardoso Ferreira.

Segundo o Diário do Rio, Deivis Antunes foi nomeado por Castro 'pelo currículo e comprovada competência técnica'; as demais indicações (Euchério Lerner Rodrigues, nomeação publicada em 04/10/2023, e Pedro Guerra Leal, gerente) seriam responsabilidade do Rioprevidência, na versão de Castro; 'nos bastidores', o veículo atribui as nomeações ao União Brasil, sem dizer quem as assinou.

Cláudio Castro (20 nov. 2025): Castro disse ter nomeado Deivis Antunes pelo currículo e competência técnica, que as demais indicações (diretor de investimentos e gerente) eram responsabilidade do Rioprevidência e que o nome do presidente foi aprovado pelo Conselho de Administração.

Deivis Antunes, diretor-presidente do Rioprevidência até a sexta-feira (23, de janeiro de 2026), pediu demissão e foi exonerado pelo governador no mesmo dia, após operação que investiga aplicações do fundo no Master; no Diário Oficial de quarta-feira (28/01/2026), Castro (PL) exonerou Alcione Soares Menezes Filho da diretoria de administração e finanças, nomeou Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso (que passa a acumular a presidência interina) e Gilson Felix da Silva como diretor de investimentos.

Confirmado por fontes independentesFonte: Diário do Rio de Janeiro · original (abre em nova aba)texto da matéria#f14-rioprev-deivis-saida-2026-01-23

Em 10/04/2026 o MPRJ pediu à Justiça o afastamento imediato do presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso, e o bloqueio de cerca de R$ 1 bilhão em bens de Cardoso, do ex-presidente Deivis Marcon Antunes, do Banco Master e da PKL One; o pedido cita os R$ 970 milhões investidos em letras e os R$ 118 milhões dos novos aportes sob suspeita. O texto não informa decisão judicial, e o Rioprevidência diz não ter sido notificado.

Felipe Derbli (Felipe Derbli de Carvalho Baptista) foi nomeado diretor-presidente do Rioprevidência em edição extra do Diário Oficial no início de abril de 2026, assinada pelo governador em exercício Ricardo Couto; em decreto de 20/05/2026 passou a comandar interinamente a Diretoria de Investimentos, e todo investimento passou a depender do aval dele. Em 03/06/2026 o conselho do instituto indicou o servidor de carreira Márcio Ramos para a diretoria de investimentos, dependendo do aval de Couto.

Confirmado por fontes independentesFonte: A Tribuna RJ · original (abre em nova aba)texto da matéria#f14-rioprev-derbli-nomeado-2026

O TCE-RJ, em decisão unânime noticiada em 18/11/2025, relatada pela conselheira Mariana Montebello Willeman, mandou o Rioprevidência abster-se de novas aplicações em instrumentos ligados ao Master e intimou o governador Cláudio Castro a avaliar intervenção na autarquia; em maio de 2025 o tribunal já advertira que novas operações representavam risco integral ao instituto e aos agentes. Os aportes de maio a julho de 2025 somariam cerca de R$ 1 bilhão segundo O Globo; o instituto diz ter aplicado cerca de R$ 960 milhões em letras.

Em julho de 2025, segundo o levantamento do TCE-RJ resumido pelo Boletim RJ, o Master aparecia como emissor ou administrador de fundos que somavam R$ 2,618 bilhões, mais de 25% dos recursos do Rioprevidência (letras de R$ 970 mi e fundo Arena de R$ 600 mi; o instituto chegou a deter 99,8% do patrimônio do Arena); o relator Graciosa classificou a gestão como 'temerária', e o plenário determinou notificações, tomada de contas especial e recomendou o afastamento de dirigentes.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) (18 jun. 2026): O instituto diz tratar a recuperação como prioridade, confirma o resgate de ~R$ 1,4 bi de fundo administrado pelo Master em dezembro/2025 e que a decisão de retenção de R$ 970 mi segue valida; não confirmou nem negou os resgates de agosto (Revolution/Horizonte) e invocou sigilo para não afetar a precificação dos ativos.

O fundo Revolution, com R$ 481 milhões do Rioprevidência, fechou em 05/08/2026 e todos os pedidos de resgate pendentes foram cancelados, por falta de liquidez da carteira, segundo a administradora; o instituto acusa os gestores de descumprir ordem da 10ª Vara da Fazenda Pública e pede a troca da administração.

O que ainda não se sabe

  • Atas do comitê de 2023 a agosto/2024 e de 2025 não localizadas; DAIR não consultado diretamente; nota oficial de 18/11/2025 (rj.gov.br) respondeu 403.
  • Saldos, perdas e comitê ficam com F02.

id permanente: org:rioprevidencia