Outras evidências que citam esta entidade
Segundo levantamento do Ministério da Previdência com base no Cadprev, os RPPS de 15 municípios aplicaram R$ 447,5 milhões em letras financeiras do Master; cinco deles (Maceió, Campo Grande, Araras, Santa Rita d'Oeste e Paulista) apresentam déficit atuarial nos DRAAs, e o de Maceió e de R$ 299,4 milhões.
A ata do Comitê de Investimentos do Iprev de 01/12/2023 registra a aprovação de R$ 80 milhões em letras financeiras do Master; segundo a denúncia de Rui Palmeira ao MP de Alagoas e a PF, havia apenas quatro pessoas presentes, embora a lei municipal 5.828/2009 (art. 107) exija sete para instalar a reunião e seis para decidir; a PF diz que a ata registra que a proposta partiu do próprio Master.
A PF aponta que a reunião do Conselho de Administração de 27/12/2023, que aprovou a política de investimentos de 2024, teve seis conselheiros presentes e seis votos favoráveis, mas apenas quatro assinaturas no registro, abaixo do quorum de sete exigido pela legislação municipal, o que comprometeria a validade da política.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A PF diz que a política de investimentos do Iprev previa 0% para ativos bancários em 2023 e até 5% em 2024, e que a posição no Master chegou a cerca de 20% do patrimônio do regime.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo a PF, o Banco Master não constava na lista de instituições habilitadas do Ministério da Previdência na data do primeiro aporte (dezembro de 2023) e só entrou em 2024 (abril, segundo o Poder360).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em 10/08/2026, a PF cumpriu oito mandados de busca e apreensão no caso do Iprev de Maceió, com autorização do ministro André Mendonça (STF, decisão assinada em 08/08/2026); o ministro determinou o bloqueio de bens de seis investigados até R$ 97 milhões e negou afastamento dos investigados e buscas contra o atual presidente do Iprev e uma ex-chefe de gabinete.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Os seis investigados no caso Iprev Maceió, segundo a decisão: Ronnie Reyner Teixeira Mota (ex-diretor-presidente, que teria assinado as autorizações dos aportes), Gustavo Antonio Rodrigues de Souza (coordenador-geral de Investimentos), Renan Foglia Calamia (dirigente da consultoria Crédito & Mercado), Marilia Alexandre de Lima Alves (núcleo de governança), Marcelo Brasileiro Santos (Comitê de Investimentos) e João Felipe Alves Borges (Conselho de Administração na época, hoje secretário municipal de Fazenda).
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A PF atribui a Ronnie Reyner Teixeira Mota, diretor-presidente a época, a assinatura das autorizações de aplicação e resgate e o poder de decisão final sobre as alocações, e cita movimentações atípicas em relatório de inteligência financeira (RIF) incompatíveis com a renda declarada, como depósitos fracionados e pagamentos em dinheiro por veículos e imóveis.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A PF sustenta que a consultoria Crédito & Mercado teve influência na elaboração de análises, no credenciamento e na documentação dos investimentos do Iprev e que houve terceirização ilícita da decisão; a ata do comitê de 29/11/2023 registra a presença de seu dirigente, Renan Calamia, em reunião em que o Master foi apresentado como boa oportunidade, dois dias antes da aprovação de R$ 80 mi; a empresa nega ter sido consultada, ter feito análise ou parecer, ou ter recomendado ou participado da aplicação.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O prefeito de Maceió na época das aplicações era João Henrique Caldas (JHC, PSDB); segundo a Justiça Federal citada pelo Poder360, ele era o responsável legal pela unidade gestora perante o Ministério da Previdência e tinha poder de nomear e exonerar a cúpula do Iprev; a PF não pediu buscas nem bloqueio contra ele e ele não aparece entre os investigados identificados.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
João Henrique Caldas (JHC) (13 set. 2026): Por meio da assessoria, JHC diz que não é investigado no inquérito, que não determinou nem solicitou as aplicações, que o Iprev tem autonomia administrativa e financeira e que os pagamentos aos aposentados estão garantidos.
Em fevereiro de 2026, o ex-prefeito e vereador Rui Palmeira disse ter denunciado ao Ministério Público de Alagoas e a PF irregularidades nas aplicações do Iprev, incluindo a reunião do comitê de 01/12/2023 com quatro presentes.
O Iprev informou que suas ações seguiram os procedimentos legais e administrativos e que o patrimônio passou de cerca de R$ 400 milhões em 2021 para mais de R$ 1,6 bilhão; a prefeitura disse cooperar com as investigações.
O DRAA indica déficit atuarial de R$ 299,4 milhões no RPPS de Maceió.
As letras financeiras do Iprev eram subordinadas, com restrições de prazo e liquidez, e sem cobertura do FGC.
Segundo a Tribuna do Sertão, em 15/09/2026 João Felipe Borges é secretário municipal de Fazenda de Maceió, nomeado por JHC, e era conselheiro titular do Conselho de Administração do Iprev, representando a Fazenda, em ata de 26/12/2024; é servidor efetivo de Campos dos Goytacazes (RJ), cedido a Maceió em janeiro de 2023.