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Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Instituto de previdência (RPPS)

Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev)

Documentado · Maceió / AL

Ver a ficha previdenciária: aplicações, saldo, perda e cadeia decisória →

Principais fatos

O Iprev de Maceió aplicou R$ 97 milhões em letras financeiras subordinadas do Banco Master em duas operações: R$ 80 milhões em 06/12/2023 (IPCA + 7,60% ao ano) e R$ 17 milhões em 13/05/2024 (IPCA + 7,30% ao ano).

Confirmado por fontes independentesFonte: Polícia Federaldescrito em fonte:f02b-poder360-2026-09-13-maceio e fonte:f02b-correiobraziliense-2026-08-11-maceio#f02b-maceio-aplicacoes

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Detalhes da evidência
Fato
6 dez. 2023
Fonte
Representação da Polícia Federal de 06/03/2026 no inquérito sobre as aplicações do Iprev Maceió — Polícia Federal, 6 mar. 2026
Acesso
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Consulta
17 out. 2026
Limites
Datas exatas (06/12/2023 e 13/05/2024) só no Poder360; as demais reportagens dizem dezembro de 2023 e maio de 2024. Documento da PF não examinado pelo projeto. O valor de R$ 97 mi coincide com a lista do Ministério (valor de face aplicado), não com saldo atual.
Confirmam
PF mira fundo de Maceió por aplicação de R$ 97 milhões no Master; PF faz buscas no Iprev de Maceió por aporte de R$ 97 milhões no Master; Banco Master: PF mira seis investigados no caso IPREV de Maceió; veja quem são os alvos
Citados
Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev), Banco Master
Estado
Documentado

Cronologia

Outras evidências que citam esta entidade

Segundo levantamento do Ministério da Previdência com base no Cadprev, os RPPS de 15 municípios aplicaram R$ 447,5 milhões em letras financeiras do Master; cinco deles (Maceió, Campo Grande, Araras, Santa Rita d'Oeste e Paulista) apresentam déficit atuarial nos DRAAs, e o de Maceió e de R$ 299,4 milhões.

A ata do Comitê de Investimentos do Iprev de 01/12/2023 registra a aprovação de R$ 80 milhões em letras financeiras do Master; segundo a denúncia de Rui Palmeira ao MP de Alagoas e a PF, havia apenas quatro pessoas presentes, embora a lei municipal 5.828/2009 (art. 107) exija sete para instalar a reunião e seis para decidir; a PF diz que a ata registra que a proposta partiu do próprio Master.

AlegadoFonte: Metrópoles (coluna Grande Angular) · original (abre em nova aba)seção 'Complaint'; ver também fonte:f02b-poder360-2026-09-13-maceio#f02b-maceio-comite-2023-12-01

A PF aponta que a reunião do Conselho de Administração de 27/12/2023, que aprovou a política de investimentos de 2024, teve seis conselheiros presentes e seis votos favoráveis, mas apenas quatro assinaturas no registro, abaixo do quorum de sete exigido pela legislação municipal, o que comprometeria a validade da política.

AlegadoFonte: Polícia Federaldescrito em fonte:f02b-correiobraziliense-2026-08-11-maceio e fonte:f02b-poder360-2026-09-13-maceio#f02b-maceio-conselho-2023-12-27

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

A PF diz que a política de investimentos do Iprev previa 0% para ativos bancários em 2023 e até 5% em 2024, e que a posição no Master chegou a cerca de 20% do patrimônio do regime.

Confirmado por fontes independentesFonte: Supremo Tribunal Federaldescrito em fonte:f02b-congressoemfoco-2026-08-10-maceio, fonte:f02b-poder360-2026-09-13-maceio e fonte:f02b-gazetaweb-2026-08-maceio-alvos#f02b-maceio-politica-limites

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Segundo a PF, o Banco Master não constava na lista de instituições habilitadas do Ministério da Previdência na data do primeiro aporte (dezembro de 2023) e só entrou em 2024 (abril, segundo o Poder360).

Confirmado por fontes independentesFonte: Supremo Tribunal Federaldescrito em fonte:f02b-poder360-2026-09-13-maceio e fonte:f02b-congressoemfoco-2026-08-10-maceio#f02b-maceio-habilitacao

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Em 10/08/2026, a PF cumpriu oito mandados de busca e apreensão no caso do Iprev de Maceió, com autorização do ministro André Mendonça (STF, decisão assinada em 08/08/2026); o ministro determinou o bloqueio de bens de seis investigados até R$ 97 milhões e negou afastamento dos investigados e buscas contra o atual presidente do Iprev e uma ex-chefe de gabinete.

Confirmado por fontes independentesFonte: Supremo Tribunal Federaldescrito em fonte:f02b-congressoemfoco-2026-08-10-maceio, fonte:f02b-gazetaweb-2026-08-maceio-alvos e fonte:f02b-correiobraziliense-2026-08-11-maceio#f02b-maceio-operacao-2026-08-10

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Os seis investigados no caso Iprev Maceió, segundo a decisão: Ronnie Reyner Teixeira Mota (ex-diretor-presidente, que teria assinado as autorizações dos aportes), Gustavo Antonio Rodrigues de Souza (coordenador-geral de Investimentos), Renan Foglia Calamia (dirigente da consultoria Crédito & Mercado), Marilia Alexandre de Lima Alves (núcleo de governança), Marcelo Brasileiro Santos (Comitê de Investimentos) e João Felipe Alves Borges (Conselho de Administração na época, hoje secretário municipal de Fazenda).

Confirmado por fontes independentesGraveFonte: Supremo Tribunal Federaldescrito em fonte:f02b-gazetaweb-2026-08-maceio-alvos e fonte:f02b-congressoemfoco-2026-08-10-maceio#f02b-maceio-investigados

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

A PF atribui a Ronnie Reyner Teixeira Mota, diretor-presidente a época, a assinatura das autorizações de aplicação e resgate e o poder de decisão final sobre as alocações, e cita movimentações atípicas em relatório de inteligência financeira (RIF) incompatíveis com a renda declarada, como depósitos fracionados e pagamentos em dinheiro por veículos e imóveis.

AlegadoGraveFonte: Polícia Federaldescrito em fonte:f02b-poder360-2026-09-13-maceio e fonte:f02b-correiobraziliense-2026-08-11-maceio#f02b-maceio-ronnie-assinou-e-rif

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

A PF sustenta que a consultoria Crédito & Mercado teve influência na elaboração de análises, no credenciamento e na documentação dos investimentos do Iprev e que houve terceirização ilícita da decisão; a ata do comitê de 29/11/2023 registra a presença de seu dirigente, Renan Calamia, em reunião em que o Master foi apresentado como boa oportunidade, dois dias antes da aprovação de R$ 80 mi; a empresa nega ter sido consultada, ter feito análise ou parecer, ou ter recomendado ou participado da aplicação.

ContestadoGraveFonte: Congresso em Foco · original (abre em nova aba)seções 'Achados da PF' e 'Respostas'#f02b-maceio-consultoria-credito-mercado

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Crédito & Mercado (consultoria de investimentos; razões sociais citadas: Crédito & Mercado Gestão de Valores Mobiliários Ltda; Crédito e Mercado Engenharia Financeira; Crédito e Mercado Consultoria de Investimentos; Crédito & Mercado de Valores Mobiliários) (10 ago. 2026): A consultoria diz que não foi consultada sobre a operação, não fez análise nem parecer e não recomendou, aprovou ou participou da aplicação no Master; atribui a referência a ela a uma ata que registra a participação remota de seu dirigente em reunião apenas para apresentar cenário econômico.

O prefeito de Maceió na época das aplicações era João Henrique Caldas (JHC, PSDB); segundo a Justiça Federal citada pelo Poder360, ele era o responsável legal pela unidade gestora perante o Ministério da Previdência e tinha poder de nomear e exonerar a cúpula do Iprev; a PF não pediu buscas nem bloqueio contra ele e ele não aparece entre os investigados identificados.

Fonte únicaFonte: Poder360 · original (abre em nova aba)seção 'Prefeito na data'#f02b-maceio-prefeito-jhc

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

João Henrique Caldas (JHC) (13 set. 2026): Por meio da assessoria, JHC diz que não é investigado no inquérito, que não determinou nem solicitou as aplicações, que o Iprev tem autonomia administrativa e financeira e que os pagamentos aos aposentados estão garantidos.

Segundo a Tribuna do Sertão, em 15/09/2026 João Felipe Borges é secretário municipal de Fazenda de Maceió, nomeado por JHC, e era conselheiro titular do Conselho de Administração do Iprev, representando a Fazenda, em ata de 26/12/2024; é servidor efetivo de Campos dos Goytacazes (RJ), cedido a Maceió em janeiro de 2023.

O que ainda não se sabe

  • CNPJ não localizado
  • nome oficial conforme Congresso em Foco

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