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Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Órgão de controle

Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro

Documentado · Rio de Janeiro / RJ

Principais fatos

Segundo auditoria do TCE-RJ noticiada em 20/11/2025 (Agencia O Globo), houve 'notavel coincidencia' entre as nomeacoes de tres dirigentes do Rioprevidencia (jul-out/2023) e os aportes no Master; o processo de aplicacao foi 'acelerado' e com 'aparentes irregularidades'. O governo do estado informa R$ 960 mi em letras financeiras; o levantamento do TCE, que inclui fundos do banco e da corretora, chega a R$ 2,6 bi. O tribunal alertou o instituto em maio, e o instituto aplicou R$ 1,1 bi em fundos da corretora entre 20/05 e 25/07 (ano nao expresso na materia).

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Cláudio Castro (20 nov. 2025): Castro disse ter nomeado Deivis Antunes pelo currículo e competência técnica, que as demais indicações (diretor de investimentos e gerente) eram responsabilidade do Rioprevidência e que o nome do presidente foi aprovado pelo Conselho de Administração.
Deivis Marcon Antunes (20 nov. 2025): Em ofício ao TCE-RJ, noticiado pela imprensa, Deivis Antunes afirmou que o Master tinha longa e adimplente relação com o Estado e que o credenciamento comecara antes e fora concluído em 04/10/2023. Defesa atual (depois da prisão de fevereiro/2026) não localizada.
Detalhes da evidência
Fato
20 nov. 2025
Fonte
TCE aponta 'notável coincidência' entre nomeação de diretores para o Rioprevidência e investimentos no Banco Master — Agência O Globo (republicada pelo Tribuna do Sertão), 20 nov. 2025
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Documento do TCE descrito como sigiloso; íntegra não examinada. Valores do TCE (R$ 2,6 bi; R$ 960 mi) diferem da PF (R$ 3 bi; R$ 970 mi): ver conflitos. O TCE-RJ e o MP de Contas já questionavam as letras em 2024 (ata de 30/10/2024; PF, p. 53). Não localizada decisão de mérito.
Citados
Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência), Banco Master
Estado
Revisado

Procedimentos

Cronologia

Outras evidências que citam esta entidade

Trechos do processo TCE-RJ 111.651-1/2024 transcritos pela PF dizem que o Arena (fundo só de títulos públicos, único cotista o Rioprevidência) cobrava 0,15% de administração e 0,25% de gestão sem ganho evidente e rendeu ~4,05% contra ~9,31% do CDI entre 18/12/2024 e 31/08/2025, e que o Texas I (96,125% em ações da Ambipar) teve o aporte de R$ 100 mi cair para R$ 75,75 mi no DAIR de julho/2025, além de figurar em processo sancionador da CVM sobre manipulação de Ambipar.

Fonte únicaFonte: Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro · original (abre em nova aba)transcrito na representação da PF, pp. 67-68 e 78#f02a-rj-tce-arena-texas

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

O Conselho Fiscal do Rioprevidência (presidente Vinicius Zanata) representou ao TCE-RJ sobre aplicações de R$ 118 mi em fundos de três gestoras (24/12/2025 R$ 8,2 mi; 26/12/2025 R$ 80 mi; 29/12/2025 R$ 29,8 mi), feitas antes do credenciamento da R Capital (concluído, segundo a representação, em 13/01/2026); o conselheiro José Gomes Graciosa deu cinco dias em 02/07/2026 para o presidente explicar; o MPRJ pediu o afastamento de Nicholas Cardoso (então presidente interino, antes diretor de investimentos) e bloqueio de R$ 1,088 bi.

Fonte únicaFonte: Tempo Real RJ · original (abre em nova aba)tabela de aportes e seções 'Conselho Fiscal' e 'Ação civil pública do MPRJ'#f02a-rj-conselho-fiscal-r118mi

O TCE-RJ apontou, no caso do Itaprevi, ausência de estudos técnicos que justificassem as aplicações, alteração da política de investimentos (o limite para letras financeiras subiu de 2% para 20% da carteira e foi retirada a exigência de classificação de risco mínima), possíveis irregularidades no credenciamento do banco, decisão contraria as recomendações da consultoria e credenciamento com documentos produzidos pela própria instituição financeira.

Confirmado por fontes independentesFonte: Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeirodescrito em fonte:f02b-jornalatual-2026-08-07-itaguai e fonte:f02b-boletimrj-2026-07-18-tcerj#f02b-itaguai-tcerj-achados

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

O plenário do TCE-RJ aprovou, por voto do relator José Gomes Graciosa, a notificação de Rubem Vieira de Souza (Rubao), ex-prefeito de Itaguaí, de Fernanda Pereira da Silva Machado, ex-presidente do Itaprevi, e de outros ex-diretores e conselheiros para apresentarem defesa em 15 dias, e determinou o envio de cópia do processo ao MPRJ e a Secretaria de Regime Próprio do Ministério da Previdência.

Confirmado por fontes independentesFonte: Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeirodescrito em fonte:f02b-jornalatual-2026-08-07-itaguai e fonte:f02b-temporealrj-2026-08-06-itaguai#f02b-itaguai-notificados

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

O TCE-RJ, em decisão unânime noticiada em 18/11/2025, relatada pela conselheira Mariana Montebello Willeman, mandou o Rioprevidência abster-se de novas aplicações em instrumentos ligados ao Master e intimou o governador Cláudio Castro a avaliar intervenção na autarquia; em maio de 2025 o tribunal já advertira que novas operações representavam risco integral ao instituto e aos agentes. Os aportes de maio a julho de 2025 somariam cerca de R$ 1 bilhão segundo O Globo; o instituto diz ter aplicado cerca de R$ 960 milhões em letras.

Em julho de 2025, segundo o levantamento do TCE-RJ resumido pelo Boletim RJ, o Master aparecia como emissor ou administrador de fundos que somavam R$ 2,618 bilhões, mais de 25% dos recursos do Rioprevidência (letras de R$ 970 mi e fundo Arena de R$ 600 mi; o instituto chegou a deter 99,8% do patrimônio do Arena); o relator Graciosa classificou a gestão como 'temerária', e o plenário determinou notificações, tomada de contas especial e recomendou o afastamento de dirigentes.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) (18 jun. 2026): O instituto diz tratar a recuperação como prioridade, confirma o resgate de ~R$ 1,4 bi de fundo administrado pelo Master em dezembro/2025 e que a decisão de retenção de R$ 970 mi segue valida; não confirmou nem negou os resgates de agosto (Revolution/Horizonte) e invocou sigilo para não afetar a precificação dos ativos.

O TCE-RJ emitiu parecer prévio contrário às contas de 2025 do então governador Cláudio Castro; entre os achados, superavaliação de R$ 1,131 bilhão no ativo circulante do Estado por falta de provisão para perdas, ajuste a valor justo ou redução ao valor recuperável dos investimentos ligados ao Master, ressalvando que nem todas as distorções decorrem apenas do Master.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

O levantamento do TCE-RJ sobre operações do Estado e de municípios com o Master foi aprovado na sessão de 19/11/2025, com 30 dias úteis para o corpo instrutivo mapear os órgãos; a Tribuna do Sertão atribui a proposta ao conselheiro José Graciosa e o Boletim RJ diz que o presidente do tribunal, conselheiro Márcio Pacheco, solicitou o levantamento; o título da matéria cita 'estado e 91 municípios' mas o corpo do texto não traz o número nem lista.

Em edição do Diário Oficial de 05/10/2026 o governador em exercício Ricardo Couto suspendeu cautelarmente os descontos em folha de consignados do Banco Master e do Credcesta, para apurar cobranças indevidas, em duplicidade ou com indícios de fraude, com prazos de 15 dias úteis para reclamação dos servidores e 5 dias úteis para as instituições; o TCE-RJ analisa dois processos sobre o Credcesta.

id permanente: org:tce-rj