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Tropa do VorcaroAcervo do caso Banco Master

Instituto de previdência (RPPS)

AparecidaPrev (instituto de previdência dos servidores municipais de Aparecida de Goiânia)

Documentado · Aparecida de Goiânia / GO

Ver a ficha previdenciária: aplicações, saldo, perda e cadeia decisória →

Principais fatos

O AparecidaPrev aplicou R$ 40 milhões em letras financeiras do Master atreladas ao IPCA em 06/06/2024, com prazo de dez anos, equivalentes a 4,95% da carteira; o crédito atualizado do instituto na liquidação do banco e de cerca de R$ 47 milhões.

Confirmado por fontes independentesFonte: Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia · original (abre em nova aba)linha do tempo apresentada pela presidente do AparecidaPrev#f02b-aparecida-aplicacao
Detalhes da evidência
Fato
6 jun. 2024
Fonte
Representantes do AparecidaPrev prestam esclarecimentos sobre aplicação de R$ 40 milhões em 2024 — Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia, 8 dez. 2025
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
O valor e a data são coerentes entre as fontes e com a lista do Ministério. Os R$ 47 milhões são o crédito atualizado com juros segundo a gestão atual, não valor recebido nem perda. O percentual (4,95%) só no Gynn; o patrimônio do instituto e citado como R$ 1,02 bilhão (Câmara) ou cerca de R$ 1 bilhão (Lig).
Confirmam
AparecidaPrev mudou regra após conselho rejeitar investimento de R$ 40 milhões no Banco Master; Aplicação no Banco Master gera disputa entre gestões do AparecidaPrev; PF fecha cerco a políticos de Goiás que investiram em fundos do Master
Citados
AparecidaPrev (instituto de previdência dos servidores municipais de Aparecida de Goiânia), Banco Master
Estado
Documentado

Cronologia

Outras evidências que citam esta entidade

Auditoria do Ministério da Previdência, compartilhada com a PF, apontou que os processos de habilitação do Master e de autorização de letras financeiras usaram justificativas com textos iguais em diferentes RPPS (Amprev e documentos de redação idêntica em Itaguaí, Aparecida de Goiânia e Congonhas), variando só os valores, e classificou a conduta como negligência incompatível com a responsabilidade fiduciária.

Fonte únicaFonte: Ministério da Previdência Socialdescrito em fonte:f02b-investidor-inst-2026-02-11-auditoria-mps#f02b-mps-auditoria-textos-iguais

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Segundo a gestão atual do AparecidaPrev, o Master foi mencionado pela primeira vez em reunião do Conselho Deliberativo em novembro de 2023; em dezembro de 2023 o conselho aprovou o credenciamento do banco por oito votos; em fevereiro de 2024 (28/02, segundo o Gynn) o conselho rejeitou, por 7 votos a 3, reduzir a exigência de classificação de risco da política de investimentos, e a consultoria classificou o Master como de grau altamente especulativo; a política foi alterada depois, por data não informada.

Fonte únicaFonte: Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia · original (abre em nova aba)linha do tempo; detalhes de votação em fonte:f02b-gynnoticias-2026-09-11-aparecida#f02b-aparecida-cronologia-conselho
Robes Venancio (20 nov. 2025): Por meio de sua defesa, o ex-presidente diz que a operação foi aprovada pelas instâncias internas e baseada em análise técnica multidimensional, que o rating atendia aos parâmetros normativos vigentes e que os trâmites de governança foram seguidos.

Segundo a gestão atual do AparecidaPrev, a aplicação de R$ 40 milhões foi autorizada pelo então presidente do instituto, Robes Venancio, sem comunicar o Conselho, que só soube em setembro de 2024 (a ata registra aplicação 'sem consentimento do conselho'); como o conselho não aprovou, a consultoria não emitiu parecer prévio e não há documento formal de aprovação.

ContestadoGraveFonte: Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia · original (abre em nova aba)linha do tempo e respostas do diretor financeiro#f02b-aparecida-sem-aprovacao-conselho
Robes Venancio (20 nov. 2025): Por meio de sua defesa, o ex-presidente diz que a operação foi aprovada pelas instâncias internas e baseada em análise técnica multidimensional, que o rating atendia aos parâmetros normativos vigentes e que os trâmites de governança foram seguidos.

Segundo a gestão atual, em fevereiro de 2024 o ex-presidente do instituto Robes Venancio e o ex-secretário de Governo (ou da Fazenda) Einstein Paniago pediram estudos sobre as letras do Master e o secretário perguntou sobre aplicar R$ 50 milhões, e o banco respondeu não haver impedimento técnico; o envolvimento de Paniago consta das atas, inclusive na indicação de conselheiros; a prefeitura atribui a ele ter apresentado o banco ao instituto.

ContestadoGraveFonte: Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia · original (abre em nova aba)linha do tempo e respostas do diretor financeiro#f02b-aparecida-einstein-papel
Einstein Paniago (20 nov. 2025): O ex-secretário nega ter apresentado o banco ao instituto; diz que o banco procurou a diretoria financeira para credenciamento, processo que não se confunde com a aprovação de operações.

A CNN Brasil, citando pessoas a par da investigação, extratos, conversas recuperadas e atas, informou que a PF apura que a aplicação ocorreu sem anuência dos conselheiros e com apresentação de dados falsos, que Einstein Paniago teria acordado os investimentos com o prefeito Vilmar Mariano e se aproximado de Daniel Vorcaro, e que havia expectativa de aportes de ao menos mais R$ 10 milhões (conversas citam tratativas próximas de R$ 30 milhões).

AlegadoGraveFonte: CNN Brasil · original (abre em nova aba)seções 'Investimento', 'Quem autorizou e papéis' e 'Achados da PF'#f02b-aparecida-cnn-pf
Einstein Paniago (20 nov. 2025): O ex-secretário nega ter apresentado o banco ao instituto; diz que o banco procurou a diretoria financeira para credenciamento, processo que não se confunde com a aprovação de operações.

A gestão atual do AparecidaPrev, que assumiu em janeiro de 2025, informou que em março de 2025 obteve autorização do prefeito para denunciar o caso ao MP, ao Ministério da Previdência e ao TCM-GO, pediu auditoria externa independente, bloqueio de bens e revisão da política de investimentos, e se habilitou como credora na liquidação do Master para recuperar os R$ 40 milhões (cerca de R$ 47 milhões com juros); o TCM-GO apontou indícios de falhas no processo decisório, incompatibilidade do rating com a política e ausência de parecer técnico e análise formal de risco.

Fonte únicaFonte: Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia · original (abre em nova aba)seção 'Actions reported by Marcia'; TCM-GO em fonte:f02b-gynnoticias-2026-09-11-aparecida#f02b-aparecida-providencias

O que ainda não se sabe

  • nome oficial completo e CNPJ não localizados

id permanente: org:aparecidaprev