Auditoria do Ministério da Previdência, compartilhada com a PF, apontou que os processos de habilitação do Master e de autorização de letras financeiras usaram justificativas com textos iguais em diferentes RPPS (Amprev e documentos de redação idêntica em Itaguaí, Aparecida de Goiânia e Congonhas), variando só os valores, e classificou a conduta como negligência incompatível com a responsabilidade fiduciária.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo a gestão atual do AparecidaPrev, o Master foi mencionado pela primeira vez em reunião do Conselho Deliberativo em novembro de 2023; em dezembro de 2023 o conselho aprovou o credenciamento do banco por oito votos; em fevereiro de 2024 (28/02, segundo o Gynn) o conselho rejeitou, por 7 votos a 3, reduzir a exigência de classificação de risco da política de investimentos, e a consultoria classificou o Master como de grau altamente especulativo; a política foi alterada depois, por data não informada.
Robes Venancio (20 nov. 2025): Por meio de sua defesa, o ex-presidente diz que a operação foi aprovada pelas instâncias internas e baseada em análise técnica multidimensional, que o rating atendia aos parâmetros normativos vigentes e que os trâmites de governança foram seguidos.
Segundo a gestão atual do AparecidaPrev, a aplicação de R$ 40 milhões foi autorizada pelo então presidente do instituto, Robes Venancio, sem comunicar o Conselho, que só soube em setembro de 2024 (a ata registra aplicação 'sem consentimento do conselho'); como o conselho não aprovou, a consultoria não emitiu parecer prévio e não há documento formal de aprovação.
Robes Venancio (20 nov. 2025): Por meio de sua defesa, o ex-presidente diz que a operação foi aprovada pelas instâncias internas e baseada em análise técnica multidimensional, que o rating atendia aos parâmetros normativos vigentes e que os trâmites de governança foram seguidos.
Segundo a gestão atual, em fevereiro de 2024 o ex-presidente do instituto Robes Venancio e o ex-secretário de Governo (ou da Fazenda) Einstein Paniago pediram estudos sobre as letras do Master e o secretário perguntou sobre aplicar R$ 50 milhões, e o banco respondeu não haver impedimento técnico; o envolvimento de Paniago consta das atas, inclusive na indicação de conselheiros; a prefeitura atribui a ele ter apresentado o banco ao instituto.
Einstein Paniago (20 nov. 2025): O ex-secretário nega ter apresentado o banco ao instituto; diz que o banco procurou a diretoria financeira para credenciamento, processo que não se confunde com a aprovação de operações.
A CNN Brasil, citando pessoas a par da investigação, extratos, conversas recuperadas e atas, informou que a PF apura que a aplicação ocorreu sem anuência dos conselheiros e com apresentação de dados falsos, que Einstein Paniago teria acordado os investimentos com o prefeito Vilmar Mariano e se aproximado de Daniel Vorcaro, e que havia expectativa de aportes de ao menos mais R$ 10 milhões (conversas citam tratativas próximas de R$ 30 milhões).
Einstein Paniago (20 nov. 2025): O ex-secretário nega ter apresentado o banco ao instituto; diz que o banco procurou a diretoria financeira para credenciamento, processo que não se confunde com a aprovação de operações.
A gestão atual do AparecidaPrev, que assumiu em janeiro de 2025, informou que em março de 2025 obteve autorização do prefeito para denunciar o caso ao MP, ao Ministério da Previdência e ao TCM-GO, pediu auditoria externa independente, bloqueio de bens e revisão da política de investimentos, e se habilitou como credora na liquidação do Master para recuperar os R$ 40 milhões (cerca de R$ 47 milhões com juros); o TCM-GO apontou indícios de falhas no processo decisório, incompatibilidade do rating com a política e ausência de parecer técnico e análise formal de risco.